sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Preço da saca de café registra queda de 30% em comparação com 2012

Preço da saca de café registra queda de 30% em comparação com 2012 Cafezais devem produzir até oito milhões de sacas na Zona da Mata. Excesso de café deve provocar maior queda no preço doA desvalorização constante do café neste início de ano preocupa os produtores do grão de Minas Gerais. O preço da saca registrou queda de 30% em comparação com o ano passado. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a estimativa para a safra de 2013 é de 48 milhões de sacas, com 25 milhões colhidas em Minas Gerais. Só nos cafezais da Zona da Mata devem ser produzidos de sete a oito milhões de sacas. Segundo o agrônomo da Emater, Robério Torres, com mais grãos no mercado a tendência é de que a saca da bebida dura possa cair ainda mais. “Se a colheita, realmente, for recorde, o produtor tem um receio de uma oferta maior possibilitar a queda nos preços”, diz. O agricultor José Calais Gomes, que cultiva café há quase 40 anos, tem uma área de 13 hectares no distrito de Belisário, em Muriaé. Este ano, a colheita, prevista para começar em junho, deve aumentar em até 30% em comparação com 2012, ano considerado de safra baixa. O café é uma cultura bienal, que rende pouco em um ano e muito no outro. O produtor tem 19 mil pés de café arábica das variedades catuaí e mundo novo na fazenda. Ele diz que apesar da previsão positiva, ele não está muito animado. “Quando observamos um preço final num produto nosso igual a um café de boa qualidade, que custa em torno de R$ 320, é praticamente o custo de produção. Então, isso tira a gente do mercado. Nós ficamos de mãos atadas e temos que procurar outros caminhos para ajudar a solucionar esse problema

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