segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Apagão de mão de obra no campo também em MT
Apagão de mão de obra no campo também em MT
05/08/2013 13:44
Trabalhadores, funcionários, mão de obra, treinamento (ass) /
O “apagão” de mão de obra qualificada no campo já chegou a Mato Grosso e será um dos temas a ser trabalhado durante a 2ª Bienal dos Negócios da Agricultura Brasil Central, que será realizada nos dias 8 e 9 de agosto, em Cuiabá. Contudo, os especialistas no setor agropecuário frisam que não há uma estimativa do deficit de mão de obra qualificada no segmento no Estado. Salário para quem trabalha com mecanização pode chegar até R$ 3 mil dependendo da máquina.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso (Senar-MT), Rui Prado, diz que o “apagão” de profissionais no campo diz respeito a mão de obra qualificada. “Há pessoas qualificadas, mas não o suficiente. O que acaba também por elevar o custo de produção. Em Porto Alegre do Norte, por exemplo, tivemos o caso de uma área de 2 mil hectares onde o produtor não plantou nesta safra por não ter mão de obra”.
Prado frisa que a deficiência no setor já está clara, não apenas na agricultura, mas também na pecuária. “Na Bienal iremos expor essa necessidade e mostrar que o problema existe e que há solução. Aqui no Senar-MT temos a meta de até 2020 qualificar um milhão de pessoas”.
Hoje, o Senar-MT oferta 128 cursos gratuitos que vão desde a manutenção com máquinas até segurança no trabalho, piscicultura, entre outros. Em 2014 o número de cursos subirá para 196. Em 2012 foram qualificadas 45.786 pessoas no Estado pela entidade.
Conforme Lorena Lacerda, do Grupo Valure e palestrante da Bienal, o problema não é apenas em Mato Grosso, mas em todo o Brasil. “A dificuldade em localizar mão de obra qualificada e, quando localizada, em reter, tem levado muitos empresários a repensarem inclusive o ritmo de crescimento desejado”. Ela aponta que os principais entraves são a falta de cursos técnicos e cursos de nível superior em quantidade e qualidade que acompanhem o ritmo de crescimento do setor agropecuário.
Conforme o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), Otávio Celidonio, é necessária a qualificação visto a pessoa manusear uma máquina que chega a R$ 1 milhão. “Tem que se investir na qualificação, pois a cada dia temos uma nova tecnologia”.
Fonte: Folha do Estado (foto: arquivo/assessoria)
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