sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Embrapa aponta estratégias para recuperar pastagens degradadas

Embrapa aponta estratégias para recuperar pastagens degradadas 23/08/2013 07:59 A Embrapa encerra hoje o curso sobre recuperação de pastagens degradadas em Feijó (AC). Um dos objetivos do evento é mostrar alternativas simples que melhoram a qualidade do pasto, como o pastejo rotacionado e a lotação adequada da área. A capacitação é uma iniciativa do projeto Acreleite e conta com a participação de 40 produtores de leite da região. Durante o evento, a Secreteria de Extensão e Produção Familiar (Seaprof) entrega de dois tanques de resfriamento de leite. Segundo o analista da Embrapa Acre, Bruno Pena, um dos organizadores do curso, durante o diagnóstico realizado em 15 propriedades rurais do município foi detectado que os produtores rurais colocam muito animais em uma área relativamente pequena. “Com o que está sendo apresentado durante o curso, eles poderão usar as pastagens de forma mais racional”, afirma. O curso é ministrado pelo pesquisador da Embrapa, Carlos Maurício de Andrade. “Um dos pontos que pretendo salientar é a importância de serem utilizadas gramíneas e forrageiras recomendadas pela Embrapa, porque se adaptam melhor as condições de clima e solo do Estado”, diz. Para estimular a adoção dessas gramíneas e forrageiras será implantado um viveiro para multiplicação de amendoim forrageiro, grama estrela-roxa e cana-de-açúcar, utilizada como suplementação alimentar na época da seca. “A partir do viveiro serão distribuídas mudas nas 15 propriedades que são parceiras do projeto e, posteriormente, essas propriedades serão apresentadas como referência para os demais produtores rurais”, explica o líder do projeto, o analista Márcio Bayma. Esse já é o segundo curso realizado com produtores de leite em Feijó. O primeiro foi sobre inseminação artificial, em junho, e contou com a colaboração do pesquisador da Embrapa Acre, Aloísio Cavalcante. Outra ação executada no âmbito do projeto foi a inseminação em tempo fixo para induzir a ovulação. “Foi verificada que a oferta de leite não é regular e queremos resolver esse problema da sazonalidade da produção e leite induzindo a ovulação, para reduzir o período em que as vacas não produzem leite”, diz Pena. O projeto Acreleite reúne produtores de leite, empresas de laticínios e extensionistas para formatar um modelo de assistência técnica que integre agricultor, extensão rural e pesquisa agropecuária. “Queremos contribuir com o aspecto metodológico de transferência de tecnologia e gerar núcleos de referência em produção de leite, para fortalecer o nível organizacional e tecnológico dos agricultores de maneira que a atividade se torne mais rentável para toda a cadeia produtiva”, diz Bayma. Estão previstas ações ainda em Plácido de Castro e Acrelândia, e o projeto é executado em parceria com a Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) e um laticínio. Fonte: So Notícias/Agronotícias com assessoria

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