terça-feira, 6 de agosto de 2013

Escoamento da produção vai pesar mais

Escoamento da produção vai pesar mais Mesmo com inauguração de obras rodoviárias, agronegócio brasileiro prevê gastos acima do admitido no mercado internacionalPostado em 6 de agosto de 2013 Pressão: supersafra do Brasil sobrecarrega terminal ferroviário em Itiquira (MT), uma das únicas opções de saída de grãos por trens no estado Análise Áudio Vídeos Expedições Fórum Agenda Home > Notícias > Logística > Escoamento da produção vai pesar mais Notícias Logística Escoamento da produção vai pesar mais Mesmo com inauguração de obras rodoviárias, agronegócio brasileiro prevê gastos acima do admitido no mercado internacional Postado em 6 de agosto de 2013 Pressão: supersafra do Brasil sobrecarrega terminal ferroviário em Itiquira (MT), uma das únicas opções de saída de grãos por trens no estado Pressão: supersafra do Brasil sobrecarrega terminal ferroviário em Itiquira (MT), uma das únicas opções de saída de grãos por trens no estado Huho Harada/Gazeta do Povo Autor: José Rocher, enviado especial Os problemas logísticos são mais certos que as estiagens previstas para a safra 2013/14, conforme avaliação do 12.º Congresso Brasileiro de Agronegócio, realizado ontem em São Paulo (SP). O setor prevê gasto 10% acima do admitido no mercado internacional para escoar a soja e o milho que serão plantados a partir de setembro, principalmente por falta de ferrovias e de estrutura de embarque nos portos. A Associação Brasileira de Agronegócio (Abag) voltou ao tema – principal preocupação da safra 2012/13 – para pressionar o governo a acelerar as obras e projetos em andamento. Os 10% de gastos “extras” referem-se a quanto o Brasil precisa reduzir seus custos para se tornar tão competitivo quanto Estados Unidos e Argentina na exportação de grãos à China. Na comparação direta do custo do escoamento, o agronegócio brasileiro gasta o dobro que seus principais concorrentes (US$ 90 por tonelada), mostra avaliação da Abag. Diante da pressão, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística, Bernardo Figueiredo, admitiu que os atrasos nas obras de ferrovias e rodovias se repetem. Ele alegou, no entanto, que mudanças expressivas vão ocorrer a partir de 2014, com a conclusão da BR-163 entre Mato Grosso e Pará – a obra rodoviária mais esperada no Centro-Oeste, cuja inauguração ocorreria em 2010. “A 163 vai ficar pronta em 2014, já com o porto de Santarém (PA) incorporado à logística”, apontou. “Existem atrasos, mas estamos aprendendo com eles. O grande avanço que vem ocorrendo é o senso de urgência. Agora pelo menos temos cronograma”, declarou. A conferência dos atrasos é feita a cada quatro meses, detalhou. Para o presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o Brasil só será competitivo diante de Estados Unidos e Argentina quando “virar o jogo”. Apesar dos projetos, dos anúncios de investimentos e do planejamento oficial, ele considera que na logística de escoamento da produção houve pouca mudança no último ano. As filas em terminais para carregamento de trens em Mato Grosso, que chegaram a 20 quilômetros no último ano, e a concentração de navios ao largo dos portos, que passou de 150 embarcações em Paranaguá, deverão se repetir. As projeções que vêm sendo lançadas sobre a intenção de plantio de 2013/14 indicam aumento na produção de soja e milho. A expectativa é de colheita entre 5 milhões e 10 milhões de toneladas mais volumosa que na última temporada. As duas principais culturas devem ultrapassar a marca histórica de 165 milhões de toneladas, com aumento de área e rendimento por hectare. Esse volume terá de ser escoado pela mesma rede de caminhões, rodovias e portos disponível em 2012/13. As concessões de rodovias, acentuadas nos últimos anos, não abriram novas rotas. A ampliação da estrutura de escoamento vai determinar o tamanho das lavouras nas próximas safras, conforme o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paulinelli. “O Brasil produziu tecnologia própria para ganhar a batalha ou perder?”, indagou no congresso da Abag. Em sua avaliação, o país precisa ampliar infraestrutura e produção agora para garantir participação no mercado internacional nas próximas décadas. O jornalista viajou a convite da Mecânia de Comunicação

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