sábado, 3 de agosto de 2013

Técnicas de colheita garantem qualidade da banana na região Noroeste do Rio de Janeiro

Técnicas de colheita garantem qualidade da banana na região Noroeste do Rio de Janeiro 03/08/2013 | 11h21 Manejo adequado desde o plantio até o pós- O cultivo da banana no Noroeste do Rio de Janeiro é uma importante atividade, principalmente, no município de Porciúncula, onde a Cooperativa dos Produtores de Frutas da Mesorregião do Itabapoana (Cooprofruta) está sediada. Instituída há três anos, a cooperativa tem 31 produtores de banana associados e vende cerca de cinco toneladas da fruta por semana para uma rede de supermercados de Campos dos Goytacazes. O investimento na qualidade dos frutos, através da adoção de boas práticas de cultivo e de colheita, foi a porta de acesso ao mercado. De acordo com o produtor e diretor comercial da cooperativa, Sérgio Rampazzio, no começo, os frutos foram recusados, porque não tinham a boa aparência exigida pelo atacadista. – Detectamos que o maior problema era a ausência de manejo adequado na colheita e pós-colheita. Passamos a orientar os produtores, acompanhando o processo. Deu certo – conta. A cooperativa precisou aprimorar apenas as técnicas de colheita porque, durante o plantio, os produtores contam com assistência técnica do Programa Frutificar, da Secretaria de Agricultura. – A análise do solo, a utilização de mudas de meristema (livres de fungos e bactérias), o controle fitossanitário, o cultivo irrigado e o manejo sustentável criam um perfil favorável à cultura da banana – explica Ronaldo Bahiense, gerente regional do Frutificar no Noroeste. O programa financia até R$ 50 mil, sem fiador, com juros de 2% ao ano. Atualmente são 80 hectares de plantio de banana assistidos no Noroeste e, segundo Bahiense, a região tem potencial para ampliar em 500% a área cultivada. Um evento promovido pela Cooprofruta em abril, no sítio São Sebastião, em Porciúncula, reuniu 50 agricultures, que aprenderam técnica corretas na pós-colheita, manuseio, embalagem, armazenamento e transporte da banana. O grupo aprendeu a calcular o momento certo da colheita, a forma correta de cortar o pseudocaule, a não deixar que as pencas toquem o chão, a lavar os frutos com soluções fungicidas e a proteger a banana durante o transporte, para não machucar a fruta. – O resultado foi muito positivo. Os produtores estão mais atentos e dedicados, comprando o material necessário e cumprindo as recomendações técnicas – esclarece o agricultor Sérgio Rampazzio. Com a produtividade aumentando, a Cooprofruta já está fazendo contato com outras redes atacadistas para ampliar as vendas. GOVERNO RJ

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