Aliados se dividem sobre estratégia para reeleger Dilma e cobram mais viagens
sábado, 19 de outubro de 2013 17:5
Por Jeferson Ribeiro
BRASÍLIA, 18 Out (Reuters) - Ainda aflitos com o novo cenário eleitoral, aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso dividem-se sobre qual a melhor estratégia para reagir à aliança Campos-Marina e garantir a reeleição, mas cobram que ela intensifique as viagens pelo país e mostre as realizações do governo.
A aliança de última hora entre a ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, dois ex-aliados e ministros no governo Luiz Inácio Lula da Silva, agitou o cenário eleitoral para a eleição presidencial de 2104. Um contexto no qual, na avaliação dos aliados de Dilma, a candidatura do senador tucano Aécio Neves (MG) perderá força.
Alguns acham que Dilma deve se concentrar apenas no governo e não se envolver no bate-boca eleitoral. Outros, porém, querem uma Dilma mais ativa no debate com os adversários e viram o início de uma tática para criar uma divisão nessa aliança quando a petista respondeu a Marina via Twitter nesta semana.
Para esse segundo grupo, na recente troca de farpas entre Marina, por meio de entrevistas, e Dilma, pelo Twitter, a presidente adotou uma tática que serve para deixar a ex-senadora em evidência, criando pressão sobre o cabeça da chapa presidencial no PSB. Isso, na avaliação de alguns parlamentares, pode criar uma divisão entre os novos aliados.
"Pode ser uma boa tática, porque ao escolher a Marina para polemizar pode criar uma sombra para o Eduardo Campos", disse um à Reuters um peemedebista com assento na Esplanada dos Ministérios.
Esse aliado lembra, porém, que a campanha eleitoral está muito precipitada e pode ser que a tática se mostre um desastre.
Mas dentro do próprio PMDB, porém, há divisões. Para um senador isso a estratégia "está completamente errada", porque a presidente não precisa "descer a esse nível" para debater com adversários.
Uma fonte do governo, que falou sob condição de anonimato, afirmou que as respostas dadas por Dilma a Marina não serão um padrão a ser adotado pela presidente em relação aos adversários.
sábado, 19 de outubro de 2013
Aliados se dividem sobre estratégia para reeleger Dilma e cobram mais viagens
Aliados se dividem sobre estratégia para reeleger Dilma e cobram mais viagens
sábado, 19 de outubro de 2013 17:5
Por Jeferson Ribeiro
BRASÍLIA, 18 Out (Reuters) - Ainda aflitos com o novo cenário eleitoral, aliados da presidente Dilma Rousseff no Congresso dividem-se sobre qual a melhor estratégia para reagir à aliança Campos-Marina e garantir a reeleição, mas cobram que ela intensifique as viagens pelo país e mostre as realizações do governo.
A aliança de última hora entre a ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, dois ex-aliados e ministros no governo Luiz Inácio Lula da Silva, agitou o cenário eleitoral para a eleição presidencial de 2104. Um contexto no qual, na avaliação dos aliados de Dilma, a candidatura do senador tucano Aécio Neves (MG) perderá força.
Alguns acham que Dilma deve se concentrar apenas no governo e não se envolver no bate-boca eleitoral. Outros, porém, querem uma Dilma mais ativa no debate com os adversários e viram o início de uma tática para criar uma divisão nessa aliança quando a petista respondeu a Marina via Twitter nesta semana.
Para esse segundo grupo, na recente troca de farpas entre Marina, por meio de entrevistas, e Dilma, pelo Twitter, a presidente adotou uma tática que serve para deixar a ex-senadora em evidência, criando pressão sobre o cabeça da chapa presidencial no PSB. Isso, na avaliação de alguns parlamentares, pode criar uma divisão entre os novos aliados.
"Pode ser uma boa tática, porque ao escolher a Marina para polemizar pode criar uma sombra para o Eduardo Campos", disse um à Reuters um peemedebista com assento na Esplanada dos Ministérios.
Esse aliado lembra, porém, que a campanha eleitoral está muito precipitada e pode ser que a tática se mostre um desastre.
Mas dentro do próprio PMDB, porém, há divisões. Para um senador isso a estratégia "está completamente errada", porque a presidente não precisa "descer a esse nível" para debater com adversários.
Uma fonte do governo, que falou sob condição de anonimato, afirmou que as respostas dadas por Dilma a Marina não serão um padrão a ser adotado pela presidente em relação aos adversários.
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