Dia do Fumicultor: Projeto estimula uso da estufa para secagem de grãos
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Dia do Fumicultor: Projeto estimula uso da estufa para secagem de grãos
28/10/13 - 10:33
por Leonardo Gottems
Neste 28 de outubro – Dia do Fumicultor – os produtores de tabaco do Rio Grande do Sul têm uma boa notícia para comemorar. Foi lançado o programa “RS Mais Grãos”, com o objetivo de estimular a utilização das estufas de fumo (que ficam ociosas por cerca de nove meses após a colheita) para a secagem a armazenagem de grãos. Existem atualmente 92,3 mil delas no estado.
“É importante para o crescimento, no sentido de termos a possibilidade de mais ganhos e diversificação, para dar estabilidade à produção e renda ao produtor”, afirmou o governador Tarso Genro, acompanhado do secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, ao assinarem o “Decreto Estadual de Secagem e Armazenamento de Grãos”.
Já é prática comum no estado gaúcho que o fumicultor diversifique sua produção. Alguns deles, após a colheita de fumo, aproveitam os insumos que sobram e plantam milho. Outros produzem ao mesmo tempo fumo, milho, feijão e trigo. Agora, terão incentivos públicos para usar a estufa em que secaram as folhas de tabaco para fazer o mesmo com o milho, além de estocarem o grão para vendê-lo quando os preços estiverem mais altos.
O programa RS Mais Grãos tem a meta de atingir 30,7 mil propriedades rurais em dez anos. Destas, 20 mil já trabalham no cultivo de fumo. Será subsidiado 30% do financiamento para construção ou reforma de silos e armazéns, com juros anuais de 2% e carência de 12 anos para pagar. Pode-se obter aumento médio na renda na faixa de 15% com estocagem e venda na hora adequada – além de autoabastecimento da propriedade.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a capacidade de armazenagem brasileira atual é de 148,6 milhões de toneladas – muito abaixo da safra prevista para este ano, de 187 milhões de toneladas. O País estoca apenas 15% dos grãos nas propriedades, enquanto essa prática em outros países é de no mínimo 35%.
No RS a capacidade de armazenamento de 31,4 milhões de toneladas, o que é suficiente para a produção local (28,4 milhões de toneladas nesta safra). No entanto, parte dessa estrutura é utilizada para produtos de outros estados por conta das exportações, como é o caso do Porto de Rio Grande. Nas propriedades, o índice também está baixo: 13% dos grãos ficam nos estabelecimentos rurais.
Foto: Caco Argemi/Piratini
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
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