terça-feira, 22 de outubro de 2013

Especialistas debatem o uso da soja em conferência internacional no Rio Grande do Sul

Especialistas debatem o uso da soja em conferência internacional no Rio Grande do Sul 22/10/2013 | 19h13 Grão sendo utilizado como matéria-prima para inúmeros aplicações na indústria e para a saúde humana Cristiane Viegas | Bento Gonçalves (RS) A soja, que é um dos principais produtos agrícolas da balança comercial brasileira, vem sendo utilizada como matéria-prima para inúmeras aplicações na indústria e para a saúde humana. Até quinta, dia 24, o Rio Grande do Sul sedia uma conferência internacional sobre o tema, com novidades que podem mudar a rotina de quem produz soja no mundo. >>Leia mais notícias sobre Soja O pesquisador da Associação da Cadeia de Soja Argentina (ACSoja), Miguel Calvo, participa do evento para compartilhar experiências bem sucedidas que estão sendo desenvolvidas com soja na Argentina. O pesquisador destaca o uso da soja como bicombustível no país vizinho. – O óleo de soja é renovável e pode ser sustentável. Tem 60% menos de emissão de gases. Isso é muito importante – destaca Calvo. Outra novidade está na utilização da soja em assentos de veículos. Segundo Miguel, a tecnologia já está sendo utilizada nos Estados Unidos por uma das maiores montadoras do mundo. – É uma tecnologia derivada de espuma feita de óleo de soja, se produz um álcool. Produz um polímero que pode ser rígido ou flexível. A soja é um cultivo maravilhoso que tem mais de cinco mil anos e tem outros cinco pela frente. Muito útil pra toda sociedade – disse ele. A pesquisadora da Embrapa, Mercedes Concórdia Carrão Panizzi, explica que durante muito tempo, o consumo de soja no Brasil foi limitado à alimentação animal e a produção de óleos. Porém, a ampla divulgação dos benefícios do grão para saúde e a maior oferta de produtos no mercado está trazendo à soja para mesa do consumidor. – A gente está apostando na soja para nicho de mercado, que tem característica diferente, como é o caso da soja verde. O gosto é bom e diferente, com açúcar e aminoácidos invocados que dão aquele sabor melhor – explica Mercedes. A especialista diz que o Estado de São Paulo é pioneiro na importação e venda do produto, com valor agregado. O Rio Grande do Sul tem se destacado no cenário nacional pelo alto número de produtores familiares, que conseguem produzir em menor escala. – É um Estado que tem bastante propriedades pequenas, mas com grande potencial. É preciso discutir melhor com os produtores – salienta. O pesquisador Alexandre Nepomuceno estudou dois anos nos Estados Unidos e utiliza as experiências que teve com pesquisas no exterior para trazer ao Brasil técnicas diferenciadas no uso da biotecnologia, que, segundo ele, podem alavancar ainda mais o agronegócio brasileiro. Nepomuceno alerta que, para continuar competitivo no mercado internacional, o Brasil deve estar preparado para inovar e se destacar, cada vez mais, no campo da pesquisa. >>Produção de soja dos EUA pode superar 90 milhões de toneladas em 2013, dizem produtores e autoridades do país CANAL RURAL

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