quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Helicoverpa armigera deve ser combatida com defensivos mais seletivos na soja

Helicoverpa armigera deve ser combatida com defensivos mais seletivos na soja Helicoverpa armigera deve ser combatida com defensivos mais seletivos na soja 24/10/13 - 10:52 por Leonardo Gottems O agricultor deve procurar utilizar defensivos mais seletivos no controle da Helicoverpa armigera no início do ciclo da cultura da soja. A afirmação é do pesquisador Daniel Ricardo Sosa Gomez, da Embrapa Soja (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), localizada no Paraná. Os estudos da entidade apontam que o melhor é usar “produtos que não afetem outros inimigos naturais. Seriam produtos a base de diamidas, pinocina, até mesmo o controle biológico. O ideal é que seja feito um trabalho detalhado em cada região com diferentes produtos e testando as doses, avaliando as aplicações, se têm impacto sobre os inimigos naturais. Provavelmente isso será feito pela Embrapa na próxima safra” , disse ele em entrevista ao Agrodebate. Gomez comentou sobre os produtos que contém o princípio ativo Benzoato de emamectina, muito reclamado pelos produtores e que já é utilizado em outros países contra a Helicoverpa armigera. “É um produto bastante tóxico, que merece muito cuidado. Quando se aplicam inseticidas de amplo espectro, se dá um desequilíbrio, e podem ocorrer as pragas secundárias. Se você usa o defensivo inadequado ele pode provocar efeitos colaterais negativos. Determinados produtos favorecem a população de ácaros, outras lagartas. Tem que se dar preferência aos produtos mais seletivos. O pesquisador comenta ainda sobre os cuidados de manejo que os produtores precisam ter para prevenir e diminuir os impactos da praga. “Inicialmente, fazer o monitoramento e que pode ser por meio do 'pano de batida'. No caso da soja, colocamos um pano entre as fileiras da planta e bate-se de um lado. As lagartas que caem no pano são contadas e isso representa a densidade dos insetos nas lavouras”, explica. “Mas, às vezes, a lagarta ataca cedo as plantas pequenas e o agricultor tem que vistoriá-las, quantificar as amostragens nos diferentes pontos e ver quantas estão presentes por metro. Após, decidirá se precisa de medida de controle ou não. É importante não confundir os diferentes tipos de lagartas e é necessário fazer a identificação apropriada. Se encontramos quatro lagartas pequenas (menor de 1,5 cm) por metro de linha, é o momento de iniciar o controle”, explica. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

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