“Muitos no Ministério Público têm apenas discurso e ideologia”, diz Aprosoja
25/10/13 - 13:58
por Leonardo Gottems
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, questiona o que qualifica como uma “intervenção” na CTNBio por parte do Ministério Público. “Infelizmente, muitos representantes do MP têm apenas discurso e ideologia e isto é ruim ao Brasil e precisa ser enfrentado”, lamenta o dirigente, que também é engenheiro agrônomo e produtor rural.
Glauber aponta que, “devido à ideologia, o Brasil ficou atrasado por anos com relação à biotecnologia. Felizmente, em tempo isto mudou e a biotecnologia teve grandes avanços no país. A CTNBio possui quatro grupos de técnicos especialistas [...] todos cientistas e PhD. O modelo brasileiro é reconhecido como o mais inteligente, sendo copiado por outros”.
“Infelizmente, de tempos em tempos ressurgem indagações sobre o que se aprova na CTNBio. Claro que questionamentos são sempre importantes, mas precisam ser fundamentados na ciência e não na ideologia e preconceito. Ao contrário do que se alega, a transgenia vegetal usada no Brasil e no mundo busca a redução do uso de defensivos agrícolas, sejam inseticidas, fungicidas e herbicidas”, sustenta.
O presidente da Aprosoja lembra que atualmente existem vários eventos de resistência a herbicidas em estudo na CTNBio. “E ao que ao contrário do que questiona o representante do Ministério público (MP), essa resistência é muito importante para agricultura brasileira. Afinal, se continuarmos com um único evento de resistência herbicida (glifosato), cria-se uma dependência do produto, que só nesta safra já subiu de preço 80%. Assim, novos eventos irão gerar competitividade entre produtos e a sua rotação, sendo isto muito importante ambientalmente”, explica.
“O MP vem questionar a CTNBio, argumentando que haverá excesso de uso de herbicidas e não sobre a transgenia. O raciocínio é paradoxal, eles alegam que a transgenia vai gerar mais uso de agrotóxicos, quando é totalmente o inverso. Ou seja, é a falta de conhecimento ou ideologia, a impedir a liberação de novos eventos”, aponta Glauber.
Na visão dele, “o que fatalmente ocorrerá é que se criará um retrocesso à produção nacional, mantendo o uso e hegemonia de um único herbicida (glifosato), ficará mais caro produzir, aumentará o risco de perdas de produção agrícola, aumentará o uso de herbicidas e ainda e a inevitável inflação de alimentos”.
O engenheiro agrônomo lembra que um caso semelhante à “intervenção” na CTNBio pelo MP acontece em relação à aprovação de defensivo agrícolas. “Sua interferência tem dificultado a liberação de novos produtos. O que é importante se dizer é que se não há rotação de ingredientes ativos dos agrotóxicos, ao invés de se diminuir a dose de produtos, se faz necessário uso mais intenso. E o pior, mesmo apresentando o argumento cientifico de órgãos de inquestionável competência, a soberba e a ideologia imperam e isto tem custado caro ao Brasil e precisa ser revisto”, denuncia.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Muitos no Ministério Público têm apenas discurso e ideologia”, diz Aprosoja
Muitos no Ministério Público têm apenas discurso e ideologia”, diz Aprosoja
“Muitos no Ministério Público têm apenas discurso e ideologia”, diz Aprosoja
25/10/13 - 13:58
por Leonardo Gottems
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, questiona o que qualifica como uma “intervenção” na CTNBio por parte do Ministério Público. “Infelizmente, muitos representantes do MP têm apenas discurso e ideologia e isto é ruim ao Brasil e precisa ser enfrentado”, lamenta o dirigente, que também é engenheiro agrônomo e produtor rural.
Glauber aponta que, “devido à ideologia, o Brasil ficou atrasado por anos com relação à biotecnologia. Felizmente, em tempo isto mudou e a biotecnologia teve grandes avanços no país. A CTNBio possui quatro grupos de técnicos especialistas [...] todos cientistas e PhD. O modelo brasileiro é reconhecido como o mais inteligente, sendo copiado por outros”.
“Infelizmente, de tempos em tempos ressurgem indagações sobre o que se aprova na CTNBio. Claro que questionamentos são sempre importantes, mas precisam ser fundamentados na ciência e não na ideologia e preconceito. Ao contrário do que se alega, a transgenia vegetal usada no Brasil e no mundo busca a redução do uso de defensivos agrícolas, sejam inseticidas, fungicidas e herbicidas”, sustenta.
O presidente da Aprosoja lembra que atualmente existem vários eventos de resistência a herbicidas em estudo na CTNBio. “E ao que ao contrário do que questiona o representante do Ministério público (MP), essa resistência é muito importante para agricultura brasileira. Afinal, se continuarmos com um único evento de resistência herbicida (glifosato), cria-se uma dependência do produto, que só nesta safra já subiu de preço 80%. Assim, novos eventos irão gerar competitividade entre produtos e a sua rotação, sendo isto muito importante ambientalmente”, explica.
“O MP vem questionar a CTNBio, argumentando que haverá excesso de uso de herbicidas e não sobre a transgenia. O raciocínio é paradoxal, eles alegam que a transgenia vai gerar mais uso de agrotóxicos, quando é totalmente o inverso. Ou seja, é a falta de conhecimento ou ideologia, a impedir a liberação de novos eventos”, aponta Glauber.
Na visão dele, “o que fatalmente ocorrerá é que se criará um retrocesso à produção nacional, mantendo o uso e hegemonia de um único herbicida (glifosato), ficará mais caro produzir, aumentará o risco de perdas de produção agrícola, aumentará o uso de herbicidas e ainda e a inevitável inflação de alimentos”.
O engenheiro agrônomo lembra que um caso semelhante à “intervenção” na CTNBio pelo MP acontece em relação à aprovação de defensivo agrícolas. “Sua interferência tem dificultado a liberação de novos produtos. O que é importante se dizer é que se não há rotação de ingredientes ativos dos agrotóxicos, ao invés de se diminuir a dose de produtos, se faz necessário uso mais intenso. E o pior, mesmo apresentando o argumento cientifico de órgãos de inquestionável competência, a soberba e a ideologia imperam e isto tem custado caro ao Brasil e precisa ser revisto”, denuncia.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
“Muitos no Ministério Público têm apenas discurso e ideologia”, diz Aprosoja
25/10/13 - 13:58
por Leonardo Gottems
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, questiona o que qualifica como uma “intervenção” na CTNBio por parte do Ministério Público. “Infelizmente, muitos representantes do MP têm apenas discurso e ideologia e isto é ruim ao Brasil e precisa ser enfrentado”, lamenta o dirigente, que também é engenheiro agrônomo e produtor rural.
Glauber aponta que, “devido à ideologia, o Brasil ficou atrasado por anos com relação à biotecnologia. Felizmente, em tempo isto mudou e a biotecnologia teve grandes avanços no país. A CTNBio possui quatro grupos de técnicos especialistas [...] todos cientistas e PhD. O modelo brasileiro é reconhecido como o mais inteligente, sendo copiado por outros”.
“Infelizmente, de tempos em tempos ressurgem indagações sobre o que se aprova na CTNBio. Claro que questionamentos são sempre importantes, mas precisam ser fundamentados na ciência e não na ideologia e preconceito. Ao contrário do que se alega, a transgenia vegetal usada no Brasil e no mundo busca a redução do uso de defensivos agrícolas, sejam inseticidas, fungicidas e herbicidas”, sustenta.
O presidente da Aprosoja lembra que atualmente existem vários eventos de resistência a herbicidas em estudo na CTNBio. “E ao que ao contrário do que questiona o representante do Ministério público (MP), essa resistência é muito importante para agricultura brasileira. Afinal, se continuarmos com um único evento de resistência herbicida (glifosato), cria-se uma dependência do produto, que só nesta safra já subiu de preço 80%. Assim, novos eventos irão gerar competitividade entre produtos e a sua rotação, sendo isto muito importante ambientalmente”, explica.
“O MP vem questionar a CTNBio, argumentando que haverá excesso de uso de herbicidas e não sobre a transgenia. O raciocínio é paradoxal, eles alegam que a transgenia vai gerar mais uso de agrotóxicos, quando é totalmente o inverso. Ou seja, é a falta de conhecimento ou ideologia, a impedir a liberação de novos eventos”, aponta Glauber.
Na visão dele, “o que fatalmente ocorrerá é que se criará um retrocesso à produção nacional, mantendo o uso e hegemonia de um único herbicida (glifosato), ficará mais caro produzir, aumentará o risco de perdas de produção agrícola, aumentará o uso de herbicidas e ainda e a inevitável inflação de alimentos”.
O engenheiro agrônomo lembra que um caso semelhante à “intervenção” na CTNBio pelo MP acontece em relação à aprovação de defensivo agrícolas. “Sua interferência tem dificultado a liberação de novos produtos. O que é importante se dizer é que se não há rotação de ingredientes ativos dos agrotóxicos, ao invés de se diminuir a dose de produtos, se faz necessário uso mais intenso. E o pior, mesmo apresentando o argumento cientifico de órgãos de inquestionável competência, a soberba e a ideologia imperam e isto tem custado caro ao Brasil e precisa ser revisto”, denuncia.
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Autor: Leonardo Gottems
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