Trading companies: Mato-grossenses melhoram performance
23/10/13 - 00:00
Depois de acumular perdas em receitas, mato-grossenses melhoram performance
O processo de redução das perdas financeiras das exportações mato-grossenses via trading companies, iniciado em julho, deu resultado em setembro. Conforme números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o faturamento deixou de ser negativo na comparação anual para ser positivo. No ranking nacional, Mato Grosso manteve a quarta colocação, atrás apenas das receitas contabilizadas pelas trading companies do Pará, Minas Gerais e Espírito Santo. No país, o resultado anual é de perdas.
Conforme dados do Mdic, Mato Grosso acumula de janeiro a setembro receita de US$ 1,88 bilhão, cifras 0,55% acima do registrado em igual período do ano passado. Ainda na análise anual, houve adição de US$ 10,28 milhões. Com esse avanço a participação estadual no total nacional passou de 10,15% para 10,69%. Contabilizando ainda muitas exportações de algodão via trading companies, a performance estadual é ainda melhor na comparação setembro 2013 ante mês par do ano passado. As exportações atuais somam negócios de US$ 168,09 milhões, incremento relativo de 50,36%, ou na avaliação absoluta de mais de US$ 56,30 milhões. Em setembro do ano passado a receita foi de US$ 111,79 milhões.
O perfil das tradings mato-grossenses é praticamente um só: exportações de commodities, especialmente o algodão, mas tem muita movimentação de soja e seus subprodutos. As vendas ao exterior por intermédio das empresas trading companies são classificadas como exportações indiretas e são equiparadas às exportações diretas no aspecto fiscal. Elas apresentam vantagens, principalmente, para o pequeno e médio produtor nacional que não dispõem de uma estrutura própria dedicada às operações de comércio exterior.
BRASIL - De janeiro a setembro deste ano, as trading companies exportaram US$ 17,63 bilhões e importaram US$ 3,04 bilhões. Assim, a corrente de comércio do segmento foi de US$ 20,67 bilhões com saldo positivo de US$ 14,58 milhões.
Em relação ao total vendido pelo Brasil ao exterior no período (US$ 177,65 bilhões), as exportações das empresas trading companies representaram 9,9%. Já em relação ao total importado pelo país até setembro (US$ 179,25 bilhões), a participação do segmento foi de 1,7%.
No comparativo com o mesmo período de 2012, as vendas brasileiras das empresas comerciais exportadoras (US$ 18,47 bilhões) caíram 4,6% e as importações (US$ 3,74 bilhões) diminuíram 18,6%. O saldo entre janeiro e setembro do ano passado foi de US$ 14,73 milhões, o que representa redução de 1% em relação ao mesmo período de 2013. A corrente de comércio foi de US$ 22,21 bilhões em 2012 e retrocedeu 6,9% em relação ao mesmo período de 2013.
MERCADOS - A China foi o principal mercado de destino das exportações realizadas por trading companies de janeiro a setembro de 2013. No período, as vendas somaram US$ 7,54 bilhões, representando 42,8% do total exportado. Na sequência, entre os principais mercados de destino, estão o Japão (US$ 1,50 bilhão e participação de 8,5%), os Países Baixos (US$ 965,1 milhões; 5,5%), a Coreia do Sul (US$ 939,6 milhões; 5,3%), e a Alemanha (US$ 677,4 milhões; 3,8%).
Entre os mercados de origem das importações a China também foi o principal fornecedor do segmento das trading companies, somando US$ 631,5 milhões, equivalente a 20,7% das compras totais. Na segunda posição está a Argentina (US$ 589,6 milhões; participação de 19,4%), seguida por Estados Unidos (US$ 441,1 milhões; 14,5%), Reino Unido (US$ 250,3 milhões; 8,2%) e México (US$ 216,6 milhões; 7,1%).
PRODUTOS - De janeiro a setembro de 2013, as exportações do segmento tiveram predominância de produtos básicos, que corresponderam a 88,8% do valor vendido. No conjunto dos industrializados, os bens manufaturados representaram 8,2% da pauta e os semimanufaturados, 3%. Os principais produtos básicos exportados foram: minério de ferro (US$ 10,41 bilhões), soja em grão (US$ 3,44 milhões), milho em grão (US$ 908,4 milhões), farelo de soja (US$ 490,9 milhões), e carne de frango (US$ 221,8 milhões).
Já as importações brasileiras efetuadas pelas trading companies são em sua maioria de bens industrializados. Do total das compras realizadas nos nove meses de 2013, os produtos industrializados representaram 97,5% (92,8% de manufaturados e 4,7% de semimanufaturados). Os destaques nas importações foram os automóveis de passageiros (US$ 1,10 bilhão), os aparelhos transmissores e receptores de telefonia celular (US$ 178,6 milhões), os pneumáticos (US$ 139,3 milhões), as máquinas e aparelhos de terraplanagem (US$ 114), e as máquinas automáticas para processamento de dados (US$ 97,4 milhões).
Diário de Cuiabá
Autor: Marianna Peres
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Trading companies: Mato-grossenses melhoram performance
Trading companies: Mato-grossenses melhoram performance
Trading companies: Mato-grossenses melhoram performance
23/10/13 - 00:00
Depois de acumular perdas em receitas, mato-grossenses melhoram performance
O processo de redução das perdas financeiras das exportações mato-grossenses via trading companies, iniciado em julho, deu resultado em setembro. Conforme números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o faturamento deixou de ser negativo na comparação anual para ser positivo. No ranking nacional, Mato Grosso manteve a quarta colocação, atrás apenas das receitas contabilizadas pelas trading companies do Pará, Minas Gerais e Espírito Santo. No país, o resultado anual é de perdas.
Conforme dados do Mdic, Mato Grosso acumula de janeiro a setembro receita de US$ 1,88 bilhão, cifras 0,55% acima do registrado em igual período do ano passado. Ainda na análise anual, houve adição de US$ 10,28 milhões. Com esse avanço a participação estadual no total nacional passou de 10,15% para 10,69%. Contabilizando ainda muitas exportações de algodão via trading companies, a performance estadual é ainda melhor na comparação setembro 2013 ante mês par do ano passado. As exportações atuais somam negócios de US$ 168,09 milhões, incremento relativo de 50,36%, ou na avaliação absoluta de mais de US$ 56,30 milhões. Em setembro do ano passado a receita foi de US$ 111,79 milhões.
O perfil das tradings mato-grossenses é praticamente um só: exportações de commodities, especialmente o algodão, mas tem muita movimentação de soja e seus subprodutos. As vendas ao exterior por intermédio das empresas trading companies são classificadas como exportações indiretas e são equiparadas às exportações diretas no aspecto fiscal. Elas apresentam vantagens, principalmente, para o pequeno e médio produtor nacional que não dispõem de uma estrutura própria dedicada às operações de comércio exterior.
BRASIL - De janeiro a setembro deste ano, as trading companies exportaram US$ 17,63 bilhões e importaram US$ 3,04 bilhões. Assim, a corrente de comércio do segmento foi de US$ 20,67 bilhões com saldo positivo de US$ 14,58 milhões.
Em relação ao total vendido pelo Brasil ao exterior no período (US$ 177,65 bilhões), as exportações das empresas trading companies representaram 9,9%. Já em relação ao total importado pelo país até setembro (US$ 179,25 bilhões), a participação do segmento foi de 1,7%.
No comparativo com o mesmo período de 2012, as vendas brasileiras das empresas comerciais exportadoras (US$ 18,47 bilhões) caíram 4,6% e as importações (US$ 3,74 bilhões) diminuíram 18,6%. O saldo entre janeiro e setembro do ano passado foi de US$ 14,73 milhões, o que representa redução de 1% em relação ao mesmo período de 2013. A corrente de comércio foi de US$ 22,21 bilhões em 2012 e retrocedeu 6,9% em relação ao mesmo período de 2013.
MERCADOS - A China foi o principal mercado de destino das exportações realizadas por trading companies de janeiro a setembro de 2013. No período, as vendas somaram US$ 7,54 bilhões, representando 42,8% do total exportado. Na sequência, entre os principais mercados de destino, estão o Japão (US$ 1,50 bilhão e participação de 8,5%), os Países Baixos (US$ 965,1 milhões; 5,5%), a Coreia do Sul (US$ 939,6 milhões; 5,3%), e a Alemanha (US$ 677,4 milhões; 3,8%).
Entre os mercados de origem das importações a China também foi o principal fornecedor do segmento das trading companies, somando US$ 631,5 milhões, equivalente a 20,7% das compras totais. Na segunda posição está a Argentina (US$ 589,6 milhões; participação de 19,4%), seguida por Estados Unidos (US$ 441,1 milhões; 14,5%), Reino Unido (US$ 250,3 milhões; 8,2%) e México (US$ 216,6 milhões; 7,1%).
PRODUTOS - De janeiro a setembro de 2013, as exportações do segmento tiveram predominância de produtos básicos, que corresponderam a 88,8% do valor vendido. No conjunto dos industrializados, os bens manufaturados representaram 8,2% da pauta e os semimanufaturados, 3%. Os principais produtos básicos exportados foram: minério de ferro (US$ 10,41 bilhões), soja em grão (US$ 3,44 milhões), milho em grão (US$ 908,4 milhões), farelo de soja (US$ 490,9 milhões), e carne de frango (US$ 221,8 milhões).
Já as importações brasileiras efetuadas pelas trading companies são em sua maioria de bens industrializados. Do total das compras realizadas nos nove meses de 2013, os produtos industrializados representaram 97,5% (92,8% de manufaturados e 4,7% de semimanufaturados). Os destaques nas importações foram os automóveis de passageiros (US$ 1,10 bilhão), os aparelhos transmissores e receptores de telefonia celular (US$ 178,6 milhões), os pneumáticos (US$ 139,3 milhões), as máquinas e aparelhos de terraplanagem (US$ 114), e as máquinas automáticas para processamento de dados (US$ 97,4 milhões).
Diário de Cuiabá
Autor: Marianna Peres
Trading companies: Mato-grossenses melhoram performance
23/10/13 - 00:00
Depois de acumular perdas em receitas, mato-grossenses melhoram performance
O processo de redução das perdas financeiras das exportações mato-grossenses via trading companies, iniciado em julho, deu resultado em setembro. Conforme números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o faturamento deixou de ser negativo na comparação anual para ser positivo. No ranking nacional, Mato Grosso manteve a quarta colocação, atrás apenas das receitas contabilizadas pelas trading companies do Pará, Minas Gerais e Espírito Santo. No país, o resultado anual é de perdas.
Conforme dados do Mdic, Mato Grosso acumula de janeiro a setembro receita de US$ 1,88 bilhão, cifras 0,55% acima do registrado em igual período do ano passado. Ainda na análise anual, houve adição de US$ 10,28 milhões. Com esse avanço a participação estadual no total nacional passou de 10,15% para 10,69%. Contabilizando ainda muitas exportações de algodão via trading companies, a performance estadual é ainda melhor na comparação setembro 2013 ante mês par do ano passado. As exportações atuais somam negócios de US$ 168,09 milhões, incremento relativo de 50,36%, ou na avaliação absoluta de mais de US$ 56,30 milhões. Em setembro do ano passado a receita foi de US$ 111,79 milhões.
O perfil das tradings mato-grossenses é praticamente um só: exportações de commodities, especialmente o algodão, mas tem muita movimentação de soja e seus subprodutos. As vendas ao exterior por intermédio das empresas trading companies são classificadas como exportações indiretas e são equiparadas às exportações diretas no aspecto fiscal. Elas apresentam vantagens, principalmente, para o pequeno e médio produtor nacional que não dispõem de uma estrutura própria dedicada às operações de comércio exterior.
BRASIL - De janeiro a setembro deste ano, as trading companies exportaram US$ 17,63 bilhões e importaram US$ 3,04 bilhões. Assim, a corrente de comércio do segmento foi de US$ 20,67 bilhões com saldo positivo de US$ 14,58 milhões.
Em relação ao total vendido pelo Brasil ao exterior no período (US$ 177,65 bilhões), as exportações das empresas trading companies representaram 9,9%. Já em relação ao total importado pelo país até setembro (US$ 179,25 bilhões), a participação do segmento foi de 1,7%.
No comparativo com o mesmo período de 2012, as vendas brasileiras das empresas comerciais exportadoras (US$ 18,47 bilhões) caíram 4,6% e as importações (US$ 3,74 bilhões) diminuíram 18,6%. O saldo entre janeiro e setembro do ano passado foi de US$ 14,73 milhões, o que representa redução de 1% em relação ao mesmo período de 2013. A corrente de comércio foi de US$ 22,21 bilhões em 2012 e retrocedeu 6,9% em relação ao mesmo período de 2013.
MERCADOS - A China foi o principal mercado de destino das exportações realizadas por trading companies de janeiro a setembro de 2013. No período, as vendas somaram US$ 7,54 bilhões, representando 42,8% do total exportado. Na sequência, entre os principais mercados de destino, estão o Japão (US$ 1,50 bilhão e participação de 8,5%), os Países Baixos (US$ 965,1 milhões; 5,5%), a Coreia do Sul (US$ 939,6 milhões; 5,3%), e a Alemanha (US$ 677,4 milhões; 3,8%).
Entre os mercados de origem das importações a China também foi o principal fornecedor do segmento das trading companies, somando US$ 631,5 milhões, equivalente a 20,7% das compras totais. Na segunda posição está a Argentina (US$ 589,6 milhões; participação de 19,4%), seguida por Estados Unidos (US$ 441,1 milhões; 14,5%), Reino Unido (US$ 250,3 milhões; 8,2%) e México (US$ 216,6 milhões; 7,1%).
PRODUTOS - De janeiro a setembro de 2013, as exportações do segmento tiveram predominância de produtos básicos, que corresponderam a 88,8% do valor vendido. No conjunto dos industrializados, os bens manufaturados representaram 8,2% da pauta e os semimanufaturados, 3%. Os principais produtos básicos exportados foram: minério de ferro (US$ 10,41 bilhões), soja em grão (US$ 3,44 milhões), milho em grão (US$ 908,4 milhões), farelo de soja (US$ 490,9 milhões), e carne de frango (US$ 221,8 milhões).
Já as importações brasileiras efetuadas pelas trading companies são em sua maioria de bens industrializados. Do total das compras realizadas nos nove meses de 2013, os produtos industrializados representaram 97,5% (92,8% de manufaturados e 4,7% de semimanufaturados). Os destaques nas importações foram os automóveis de passageiros (US$ 1,10 bilhão), os aparelhos transmissores e receptores de telefonia celular (US$ 178,6 milhões), os pneumáticos (US$ 139,3 milhões), as máquinas e aparelhos de terraplanagem (US$ 114), e as máquinas automáticas para processamento de dados (US$ 97,4 milhões).
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Autor: Marianna Peres
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