sábado, 2 de novembro de 2013
Empresa quer transformar lixo em adubo e energia elétrica
Empresa quer transformar lixo em adubo e energia elétrica
Proposta foca apenas no lixo orgânico; já a Revita aposta na instalação de 15 mil contêineres pela cidade
03/11/2013 | 00:01 Fábio Silveira
Transformar o lixo orgânico em fertilizante e reaproveitar o gás metano na produção de energia elétrica. Essa foi uma das propostas apresentadas na terceira noite das audiências públicas organizadas pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), dentro do programa Lixo Zero. O projeto foi apresentado em conjunto pela londrinense Redi Fertilizantes, que trabalha com fertilizantes orgânicos, e pela italiana Sparker Energy, que produz gás metano a partir de resíduos. As duas focam apenas o lixo orgânico. Os recicláveis e rejeitos seriam tratados por outras empresas.
Demétrios Zanin, representante da Redi Fertilizantes, explicou que a empresa conseguiu desenvolver uma tecnologia capaz de transformar resíduos orgânicos em “produtos da linha sólida e líquida, como biofertilizantes”. A proposta, contudo, não passa nem pela coleta, nem pela reciclagem. “A nossa porção é a orgânica”, reforçou Zanin. Esse modelo poderia funcionar em conjunto com o que outras empresas propuseram durante as audiências públicas.
Conforme Zanin, a fábrica, localizada no Distrito de Lerroville, tem capacidade para receber até 284 toneladas de lixo orgânico por dia, pouco mais que as 203 toneladas de lixo orgânico que na avaliação dele, Londrina gera diariamente.
Revita
Já a segunda empresa que se apresentou na noite de quinta-feira foi a Revita Engenharia, que propôs um modelo global de tratamento de resíduos, da coleta ao aterro sanitário. A Revita aposta na educação ambiental para fazer a separação dos resíduos a partir das residências, o que facilitaria o tratamento do lixo. A empresa também quer instalar 15 mil contêineres pela cidade para que as pessoas possam levar o seu lixo até lá. Em alguns casos, os equipamentos seriam subterrâneos. Os caminhões da empresa passariam recolhendo o lixo, que seria separado na origem.
No caso do lixo reciclável, a Revita apontou para uma parceria com as cooperativas, que trabalhariam em conjunto em duas usinas de triagem, que seriam instaladas pela própria empresa. A proposta prevê ainda que a empresa cuidará do armazenamento do material reciclado.
A Revita também propôs compostagem do lixo orgânico e o uso do rejeito para fazer materiais como madeira plástica. A empresa alertou que a sociedade precisa estar consciente de que a implantação de uma política de Lixo Zero envolve um maior custo do serviço.
Comissão vai avaliar propostas
A última, das quatro, audiências apresentação das propostas para o programa Lixo Zero foi realizada na sexta-feira. A partir desta semana, uma comissão formada por representantes de 13 instituições – envolvendo governo, entidades de classe e organizações não governamentais – vai se reunir para começar a discutir o melhor modelo para o gerenciamento de resíduos da cidade. Em nota, encaminhada na sexta-feira, o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Geirinhas, disse acreditar que o comitê conclua rapidamente a sua análise.
“Acredito que em cinco reuniões ou menos seja possível finalizar este modelo. Os membros do Comitê estão participando das audiências públicas, e vão poder avaliar as tecnologias com propriedade.”
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