segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Goiás registra safra recorde de grãos

Goiás registra safra recorde de grãos Goiás registra safra recorde de grãos 04/11/13 - 10:01 Milho – 1ª e 2ª safras – e soja são os principais responsáveis pelo aumento de 3,5 milhões de toneladas da safra de grãos do estado. Considerando que a safra passada já alcançou bons resultados, este ciclo agrícola levou o estado de Goiás a atingir uma safra recorde. Os dados são da sétima e penúltima estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o analista de mercado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Pedro Arantes, esse levantamento é praticamente o resultado final da estimativa da safra goiana. Segundo ele, o próximo levantamento, realizado em setembro, pouco irá modificar esses dados. Na safra passada, Goiás colheu 15,23 milhões de toneladas, neste ciclo, a colheita foi de 18,76 milhões de toneladas, um incremento de 23,2% na produção. Pedro Arantes conta que a área plantada aumentou em 11,4% e a produtividade também registrou recordes, um incremento de 11,8%. Para a safra nacional, o levantamento do IBGE estima uma produção da ordem de 163,3 milhões de toneladas em 2012, 2% superior à obtida em 2011 (160,1 milhões de toneladas). A área a ser colhida em 2012, de 49,4 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 1,5% frente à área colhida em 2011, e redução de 0,1% frente a junho. Regiões A região Centro-Oeste registrou uma produção de 69,8 milhões de toneladas de grãos. A região Sul, 56,7 milhões de toneladas; Sudeste, 19,1 milhões de toneladas; Nordeste, 13,2 milhões de toneladas; e Norte, 4,5 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, são constatados incrementos nas regiões Norte de 2,2%, Sudeste, de 11,3%, e Centro-Oeste, de 24,4%, e decréscimos nas regiões Sul, de 16,4%, e Nordeste, de 9,4%. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (Comea) e/ou Regionais (Corea), consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento, Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (Cepagro), constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa). Produção brasileira de milho contribui para abastecimento mundial A produção brasileira de milho na safra 2012/2013 vai contribuir para garantir o abastecimento mundial em 2012 – estimado em 861 milhões de toneladas –, quando a produção norte-americana terá forte queda, em função da pior seca dos últimos 40 anos que atinge o país. A avaliação é da Superintendência Técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nos dados do relatório de oferta e demanda mundial de grãos, divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). O governo americano estimou que o Brasil produzirá 70 milhões de toneladas de milho na safra 2012/2013 (safra e safrinha). De acordo com as projeções, os estoques mundiais de milho somarão 123 milhões de toneladas no final da safra 2012/2013, queda de dez milhões de toneladas em relação à safra anterior. Com a produtividade das lavouras de milho dos Estados Unidos no menor nível desde a safra 1995/1996, o Usda prevê redução das exportações, incremento das importações e queda no uso de milho para a produção de etanol. Também é esperada uma redução na rentabilidade da pecuária nos Estados Unidos, um dos maiores exportadores mundiais de carne bovina. Essa também é uma preocupação para o Brasil, avalia a Superintendência Técnica da CNA, porque uma alta de preços elevará os custos da pecuária de corte, da avicultura e da suinocultura. Segundo o Usda, os produtores norte-americanos deverão produzir 273,3 milhões de toneladas de milho na safra atual, queda de 40 milhões de toneladas em relação ao volume produzido no ano passado. Para a soja, o Usda cortou em dez milhões de toneladas sua estimativa para a produção nos Estados Unidos. Quanto à soja, o consumo doméstico no mercado interno norte-americano foi reduzido em três milhões de toneladas, e as exportações devem ser sete milhões de toneladas menores este ano. Diário da Manhã.

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