sexta-feira, 25 de abril de 2014

25/04/2014 - 16:00

25/04/2014 - 16:00 Agricultura empresarial capta R$117 bilhões em financiamentos na safra De Sinop - Alexandre Alves Foto: Ilustração A agricultura empresarial captou R$ 117 bilhões em financiamentos nesta safra 2013/14, alta de 39,5% sobre o resultado obtido no mesmo período da temporada 2012/13, informou, nesta sexta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Do total, R$ 84,49 bilhões foram destinados às modalidades de custeio e comercialização e R$ 32,56 bilhões para as de investimento. A agricultura familiar pegou emprestado R$ 15 bilhões neste ciclo. Conforme o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paludo, os resultados dos nove meses da safra 2013/14 demonstram que o setor continua confiante em um mercado aquecido nos próximos meses. “A expectativa se dá especialmente pelo volume significativo de financiamentos pelas modalidades de investimento, 47,4% maior que o total liberado no mesmo período da temporada anterior”, explicou Paludo, por meio da assessoria do Mapa. Entre as operações de custeio, destaque para o Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que liberou R$ 7,87 bi dos R$ 8,05 bi disponíveis, aumento de 15,6% se comparado aos R$ 6,81 bi aplicados na temporada 2012/13. Pelo Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), dos R$ 3,18 bi programados, os empréstimos somaram R$ 2,08 bi, aumento de 25,3%, frente ao R$ 1,66 bi da safra anterior. Já nas modalidades de investimento, os produtores contrataram R$ 9,92 bilhões pelo Programa de Sustentação de Investimento Rural (PSI-BK), que financia a aquisição de máquinas e equipamentos, resultado 65,5% superior aos R$ 6 bilhões programados para a safra atual. Em relação ao crédito para armazenagem, dos R$ 4,5 bilhões disponibilizados para a agricultura empresarial, foram comprometidos R$ 3,58 bilhões. Desse total, foram R$ 611 milhões pelo PSI-BK voltado para cerealistas e R$ 2,97 bilhões pelo Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), ambos com taxas de juros de 3,5% ao ano.

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