Greening: Brasil precisa aprender com EUA e eliminar árvores doentes
25/04/14 - 11:04
Os produtores de laranja da Flórida (Estados Unidos) perderam a batalha contra o greening: 100% dos pomares estão contaminados pela bactéria huanglongbing (HLB), que já atinge 70 por cento das árvores. Na atual safra, pelo menos 30% dos frutos caíram – o dobro em comparação ao ano passado.
“O vetor [o inseto psilídeo] é muito eficiente e está comprovado que a melhor forma de enfrentar o problema é fazer inspeção regularmente, eliminar as plantas doentes e atacar o psilídeo com pulverizações periódicas, coisa que eles não fizeram”, explica o fitopatologista Rui Pereira Leite, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).
“A grave e preocupante situação a que chegou a citricultura da Flórida é algo que precisa servir como uma advertência aos produtores brasileiros”, ressalta o pesquisador José Antônio Quaggio, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Ambos visitaram o estado norte-americano a convite da Cocamar, que levou ainda técnicos, empresários, dirigentes, produtores e especialistas, tendo sido recebidos por pesquisadores da Universidade da Flórida.
Segundo Quaggio, “uma parte dos produtores paulistas de laranja está indo pelo mesmo caminho de seus colegas norte-americanos”, pois não adotam o procedimento recomendado pela pesquisa, que tem se mostrado eficaz. “Há regiões em São Paulo que já estão muito contaminadas. Não há como pomares bem cuidados conviverem com os de vizinhos menos atentos, sem serem prejudicados”, explica. O estado responde por mais de 50% da produção mundial de suco de laranja.
Já no Paraná a situação dos pomares é bem melhor que em São Paulo. Conforme Rui Pereira Leite, do Iapar, isso ocorre porque a maior parte dos produtores está organizada em cooperativas, entre as quais a Cocamar, que desenvolvem um trabalho sistemático e de acordo com o recomendado, em parceria com as autoridades.
O Brasil é o maior produtor de laranjas no mundo, seguido por EUA, China, Índia, México, Egito e Espanha. Estes 7 países produzem 68% de toda a laranja disponível, embora utilizem suas produções de maneiras diferentes. Em um período de 20 anos, o Cinturão Citrícola Brasileiro aumentou sua produção de caixas de laranja em mais de 45% por cento, enquanto sua concorrente, a região da Flórida, teve sua produção reduzida em 9 por cento, informa o jornalista Rogério Recco, assessor de imprensa da Cocamar.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Greening: Brasil precisa aprender com EUA e eliminar árvores doentes
Greening: Brasil precisa aprender com EUA e eliminar árvores doentes
25/04/14 - 11:04
Os produtores de laranja da Flórida (Estados Unidos) perderam a batalha contra o greening: 100% dos pomares estão contaminados pela bactéria huanglongbing (HLB), que já atinge 70 por cento das árvores. Na atual safra, pelo menos 30% dos frutos caíram – o dobro em comparação ao ano passado.
“O vetor [o inseto psilídeo] é muito eficiente e está comprovado que a melhor forma de enfrentar o problema é fazer inspeção regularmente, eliminar as plantas doentes e atacar o psilídeo com pulverizações periódicas, coisa que eles não fizeram”, explica o fitopatologista Rui Pereira Leite, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).
“A grave e preocupante situação a que chegou a citricultura da Flórida é algo que precisa servir como uma advertência aos produtores brasileiros”, ressalta o pesquisador José Antônio Quaggio, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Ambos visitaram o estado norte-americano a convite da Cocamar, que levou ainda técnicos, empresários, dirigentes, produtores e especialistas, tendo sido recebidos por pesquisadores da Universidade da Flórida.
Segundo Quaggio, “uma parte dos produtores paulistas de laranja está indo pelo mesmo caminho de seus colegas norte-americanos”, pois não adotam o procedimento recomendado pela pesquisa, que tem se mostrado eficaz. “Há regiões em São Paulo que já estão muito contaminadas. Não há como pomares bem cuidados conviverem com os de vizinhos menos atentos, sem serem prejudicados”, explica. O estado responde por mais de 50% da produção mundial de suco de laranja.
Já no Paraná a situação dos pomares é bem melhor que em São Paulo. Conforme Rui Pereira Leite, do Iapar, isso ocorre porque a maior parte dos produtores está organizada em cooperativas, entre as quais a Cocamar, que desenvolvem um trabalho sistemático e de acordo com o recomendado, em parceria com as autoridades.
O Brasil é o maior produtor de laranjas no mundo, seguido por EUA, China, Índia, México, Egito e Espanha. Estes 7 países produzem 68% de toda a laranja disponível, embora utilizem suas produções de maneiras diferentes. Em um período de 20 anos, o Cinturão Citrícola Brasileiro aumentou sua produção de caixas de laranja em mais de 45% por cento, enquanto sua concorrente, a região da Flórida, teve sua produção reduzida em 9 por cento, informa o jornalista Rogério Recco, assessor de imprensa da Cocamar.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
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