terça-feira, 6 de maio de 2014

Soja fecha em queda em Chicago e atinge menor patamar em 5 semanas 06/05/2014 16:52

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a sessão desta terça-feira (6) do lado negativo da tabela. Ao longo das negociações, as cotações reduziram as perdas registradas no início da sessão, mas ainda assim exibiram quedas entre 1,50 e 8 pontos e atingiram o menor patamar em cinco semanas. O vencimento julho/14 era negociado a US$ 14,59 por bushel. Para o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, as especulações de que os EUA estão importando soja, principalmente do Brasil e do Canadá contribuíram para pressionar as cotações da oleaginosa. "Com isso, o mercado fica mais escasso de comprador. Mas, a princípio entendemos como uma pressão pontual e o país precisará importar mais de 2 milhões de toneladas do grão", afirma. Em contrapartida, do lado fundamental, os fundamentos permanecem positivos, mas já são conhecidos dos investidores e são necessárias novas informações para estimular altas nos preços da soja, conforme acredita o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze. Ainda de acordo com Cachia, com as notícias de clima nos EUA ganhando força, os preços da soja podem ultrapassar a barreira dos US$ 15,00 por bushel. Outro fator que também contribuiu para pressionar os preços da oleaginosa foi o avanço do plantio nos EUA. Conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último dia 4 de maio, a semeadura da soja alcançou 5% da área estimada. Na última semana, o número era de 3%. Já no mesmo período do ano passado, o percentual cultivado era de 2%. Até o momento, o estado mais adiantado na semeadura do grão é Louisiana, com 69% da área cultivada com soja, seguido de Mississipi, com 36% da área semeada. A perspectiva é que o cultivo da soja ganhe ritmo essa semana, uma vez que as previsões climáticas indicam temperaturas mais altas e chuvas mais limitadas em partes do Oeste do país, segundo informações da agência internacional Bloomberg. Ainda nesta terça-feira, a agência informou que as especulações sobre o relatório de oferta e demanda dos EUA, que será divulgado no dia 9 de maio, possa trazer um aumento na produção global e nos estoques também exerceram pressão negativa nas cotações da soja. A expectativa é que os estoques mundiais da oleaginosa alcancem 79,68 milhões de toneladas. No último relatório, em abril, o departamento norte-americano reportou os estoques mundiais em 69,42 milhões de toneladas. Já a produção global foi estimada em 284,05 milhões de toneladas. Fonte: Notícias Agrícolas

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