Degradação florestal baixa, mas MT lidera com 'folga' ranking amazônico
Retirada lenta da cobertura vegetal totalizou 333 quilômetros em 9 meses.
Estado reduziu índice, mas ainda é o primeiro em grupo de estados.
02/06/2014 16h05
Leandro J. NascimentoDo G1 MT
Em nove meses a degradação florestal na Amazônia Legal brasileira atingiu 407 quilômetros quadrados. De agosto de 2013 a abril de 2014 a retirada lenta da cobertura vegetal (pela atividade madeireira, queimadas, e outros fatores) perdeu velocidade, recuando 67% na comparação com o período anterior (agosto de 2012 a abril de 2013), quando chegou a 1.219 quilômetros quadrados.
De acordo com Organização Não Governamental (ONG) Imazon, o estado de Mato Grosso ainda figura na posição número um do ranking. Foi responsável por 333 quilômetros quadrados em degradação no período avaliado. O número foi quase sete vezes acima do dano provocado no Pará, onde as agressões à floresta totalizaram 48 quilômetros quadrados.
Nos chamados nove meses do calendário de medição, os poucos mais de 330 quilômetros quadrados em Mato Grosso significaram um recuo de 72% na comparação com o ano anterior, quando as florestas degradadas totalizavam 680 quilômetros quadrados. Mas o recuo ainda não tranquiliza, avaliam os especialistas em meio ambiente.
O instituto considera a degradação como a retirada lenta da cobertura vegetal, mediante diferentes práticas. Ela pode ocorrer também incentivada pela atividade madeireira, além das queimadas.
Abril em alta
Dados da pesquisa mensal do Imazon sobre o desmatamento e a degradação na Amazônia Legal mostram que apenas para o mês de abril Mato Grosso foi responsável pela maior parcela da degradação (92%), seguido por Rondônia (7%) e Roraima (1%).
Enquanto nos nove meses a região amazônica comemorou um recuo na ocorrência, exclusivamente em abril o cenário foi outro: houve um aumento de 1.980% na comparação com abril de 2013, quando ela somou 9 quilômetros quadrados.
Segundo o Imazon, as florestas degradadas somaram 189 quilômetros quadrados em abril de 2014.
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Imazon,
Mato Grosso
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Degradação florestal baixa, mas MT lidera com 'folga' ranking amazônico
Degradação florestal baixa, mas MT lidera com 'folga' ranking amazônico
Retirada lenta da cobertura vegetal totalizou 333 quilômetros em 9 meses.
Estado reduziu índice, mas ainda é o primeiro em grupo de estados.
02/06/2014 16h05
Leandro J. NascimentoDo G1 MT
Em nove meses a degradação florestal na Amazônia Legal brasileira atingiu 407 quilômetros quadrados. De agosto de 2013 a abril de 2014 a retirada lenta da cobertura vegetal (pela atividade madeireira, queimadas, e outros fatores) perdeu velocidade, recuando 67% na comparação com o período anterior (agosto de 2012 a abril de 2013), quando chegou a 1.219 quilômetros quadrados.
De acordo com Organização Não Governamental (ONG) Imazon, o estado de Mato Grosso ainda figura na posição número um do ranking. Foi responsável por 333 quilômetros quadrados em degradação no período avaliado. O número foi quase sete vezes acima do dano provocado no Pará, onde as agressões à floresta totalizaram 48 quilômetros quadrados.
Nos chamados nove meses do calendário de medição, os poucos mais de 330 quilômetros quadrados em Mato Grosso significaram um recuo de 72% na comparação com o ano anterior, quando as florestas degradadas totalizavam 680 quilômetros quadrados. Mas o recuo ainda não tranquiliza, avaliam os especialistas em meio ambiente.
O instituto considera a degradação como a retirada lenta da cobertura vegetal, mediante diferentes práticas. Ela pode ocorrer também incentivada pela atividade madeireira, além das queimadas.
Abril em alta
Dados da pesquisa mensal do Imazon sobre o desmatamento e a degradação na Amazônia Legal mostram que apenas para o mês de abril Mato Grosso foi responsável pela maior parcela da degradação (92%), seguido por Rondônia (7%) e Roraima (1%).
Enquanto nos nove meses a região amazônica comemorou um recuo na ocorrência, exclusivamente em abril o cenário foi outro: houve um aumento de 1.980% na comparação com abril de 2013, quando ela somou 9 quilômetros quadrados.
Segundo o Imazon, as florestas degradadas somaram 189 quilômetros quadrados em abril de 2014.
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