segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Evolução da colheita nos EUA pesa e mercado do milho fecha em queda 22/09/2014 16:35

No pregão desta segunda-feira (22), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o dia em campo negativo. Durante as negociações, as principais posições da commodity reverteram parte das perdas e encerraram a sessão com quedas entre 1,25 e 1,75 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,30 por bushel. Segundo informações da agência internacional de notícias Bloomberg, os preços do milho atingiram os níveis mais baixos dos últimos quatro anos devido ao avanço da colheita do milho nos Estados Unidos. Ao longo da sessão desta segunda-feira, o dezembro/14 alcançou o valor de US$ 3,26 por bushel, o menor patamar desde 30 de junho de 2010. E a perspectiva é que a colheita do milho, estimada em 4% na última semana, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), avance para 11%, de acordo com pesquisa realizada pela agência. O departamento irá atualizar os números de acompanhamento de safras na tarde desta segunda-feira. Na visão do economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, o índice de colheita pode chegar a 10% e a perspectiva é que os trabalhos nos campos se intensifiquem nas próximas duas a três semanas. Após as especulações em relação ao clima, já que na última semana, as temperaturas caíram e houve até a ocorrência de geadas em algumas áreas no Meio-Oeste, mas sem danos significativos, a previsão é de clima favorável nas próximas semanas. "As temperaturas máxima poderão alcançar 30º C nas próximas duas semanas, o que se confirmado, irá contribuir para a fase final de maturação da cultura e os trabalhos de colheita", afirma o economista. Nesta temporada, a projeção é de safra recorde no país, acima de 365 milhões de toneladas, com produtividade média, em 181,72 sacas por hectare, conforme dados do USDA. Em contrapartida, esse cenário já tem sido precificado pelo mercado, tanto que desde do ano anterior, os preços do cereal recuaram mais de 60% no mercado internacional, de acordo com Motter. Paralelo a esse quadro, as notícias de demanda dão certo suporte aos preços do cereal, entretanto são insuficientes para sustentar um movimento de alta expressivo. Ainda de acordo com os analistas, os números dos embarques semanais contribuíram para que as cotações futuras do milho revertessem parte das perdas no pregão desta segunda-feira. No relatório de inspeções de exportações reportado pelo USDA, os embarques do milho somaram 1.018,85 milhão de toneladas até a semana encerrada no dia 18 de setembro. Na semana anterior, o volume divulgado pelo departamento foi de 741,23 mil toneladas. A quantidade ficou acima das estimativas do mercado, entre 760 mil a 890 mil toneladas. Até o momento, o acumulado na temporada totaliza 2.504,63 milhões de toneladas, enquanto que, no mesmo período do ano passado, o volume era de 1.176,88 milhão de toneladas. Em todo o ano comercial 2014/15, a perspectiva é que o país exporte 44,5 milhões de toneladas de milho. Fonte: Notícias Agrícolas

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