terça-feira, 23 de setembro de 2014
Preços da soja têm nova queda e dez/14 pode alcançar US$ 3,00/bu 23/09/2014 15:50
Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a sessão desta terça-feira (23) em campo negativo. As principais posições do cereal terminaram o dia com perdas entre 4,25 e 4,75 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,25 por bushel, queda de 1,44% em relação à última sessão, na qual, o valor do fechamento foi de US$ 3,30 por bushel.
Para o analista de mercado da Cerrado Corretora, Mársio Antônio Ribeiro, além do avanço da colheita do cereal nos EUA, a perspectiva de safra maior na Europa também pesa sobre o mercado. Na última semana, a Consultoria francesa Strategie Grains revisou para cima a projeção da safra de milho na União Europeia.
Em 2014, a perspectiva é que sejam colhidas 71,3 milhões de toneladas cereal, devido às grandes colheitas estimadas, especialmente na França, Romênia, Hungria e Bulgária. A previsão representa um acréscimo de 3,3 milhões de toneladas em relação ao previsto no mês anterior. E 11% em comparação com o volume colhido em 2013.
Já a colheita do milho alcança 7% da área cultivada nesta safra, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportados no final da tarde desta segunda-feira. Na semana anterior, o volume foi indicado em 4%. Segundo dados da agência internacional de notícias Bloomberg, o clima nos próximos setes dias deverá favorecer o amadurecimento das culturas e a evolução da colheita.
"A colheita está em pleno andamento, ou logo estará. Estamos um pouco atrás do ritmo normal, mas eu acho que é porque o rendimento está tão bom e levando mais tempo para a colheita", disse James Bower, presidente da Bower Trading Inc., em entrevista à Bloomberg.
Diante desse cenário, o analista destaca que o dezembro/14 pode chegar ao patamar de US$ 3,00 por bushel. Com isso, a perspectiva é que os agricultores norte-americanos segurem às vendas ainda mais, já que até o momento, pouco mais de 20% da safra dos EUA foi negociada. "E podemos perceber no último relatório do USDA, um estoque de passagem da ordem 189,91 milhões de toneladas na safra 2014/15 e, isso tem um peso muito grande na relação entre oferta e demanda", diz Ribeiro.
Em relação à safra 2012/13, o número era de 138,15 milhões de toneladas, um crescimento de 37,47% em apenas dois anos. O analista também destaca que esse é um dos principais indicadores observados pelos grandes players. Já demanda mundial, aumentou no mesmo período somente 11,96%. E cresceu de 865,22 milhões de toneladas em 2012/13, para 968,67 milhões de toneladas em 2014/15.
"Então, a perspectiva é que a demanda não absorva essa produção. Com isso, não vejo possibilidade de alteração neste quadro no curto a médio prazo. Salvo algum problema climático muito sério", sinaliza Ribeiro.
Fonte: Notícias Agrícolas
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