sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Semana com mais de 2% de baixa na bolsa de Chicago e estabilidade no Brasil 26/09/2014 16:48
Nesta sexta-feira (26), o mercado da soja fechou a última sessão da semana com baixas de dois dígitos na Bolsa de Chicago, com os principais vencimentos perdendo mais de 12 pontos.
Assim, nos últimos cinco dias, o vencimento novembro/14, referência para a nova safra dos Estados Unidos, caiu 2,99%, passando de US$ 9,38 por bushel, no fechamento da última segunda-feira (22), para US$ 9,10, mínima histórica para esse vencimento, segundo explicou o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest. Já o contrato maio/15, que se refere à temporada brasileira, recuou de US$ 9,58 para US$ 9,35, uma baixa de 2,40%.
À medida em que a colheita avançava nesta semana nos Estados Unidos e se intensificava nos principais estados produtores do país, o mercado vinha sendo pressionado e caminhando para o temido patamar dos US$ 9,00 por bushel, segundo os analistas.
Paralelamente, as últimas previsões climáticas indicam tempo bom, quente e seco, com condições que favorecem o bom andamento dos trabalhos de campo. Na segunda-feira, dia 29, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualiza seu novo boletim de acompanhamento de safras com números atualizados sobre a colheita no país. As expectativas do mercado variam entre 9 e 11% para os trabalhos de campo até o próximo domingo (28).
A chegada efetiva dessa nova oferta norte-americana, portanto, ainda de acordo com Marcos Araújo, é um dos princpais fatores de uma pressão mais acentuada para as cotações nesse momento do mercado futuro internacional.
No entanto, a elevação do dólar frente a uma cesta de moedas internacionais também contribui para um mercado mais ajustado. "Há uma forte relação entre o dólar mais alto e uma pressão sobre as commodities agrícola, é um reflexo negativo", disse o analista. Com a moeda norte-americana mais alta fica menor a competitividade do produto norte-americano. Além disso, com a valorização do dólar, mais investidores migram de derivativos - ativos mais voláteis como as commodities - para a moeda, que é um ativo bastante seguro.
Ao mesmo tempo em que os fundamentos seguem dando o tom ao mercado, os fatores técnicos ajudam a compor o quadro, pelo menos momentâneo, negativo para os preços soja em Chicago, segundo explica o consultor de mercado Ênio Fernandes.
Fonte: Notícias Agrícolas
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