quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Palmito da pupunha: Incentivo ao consumo in natura




04/11/15 - 23:32 



Nova América da Colina - Por conter baixo índice de enzimas responsáveis pela oxidação (peroxidase e polifenoloxidase), o palmito da pupunha apresenta a grande vantagem de não escurecer rapidamente após o corte, o que é comum na maioria das palmeiras usadas para palmito, inclusive o açaizeiro (Euterpe oleracea) e o palmiteiro (Euterpe edulis), o que acaba por favorecer o seu consumo in natura. "Há um potencial muito grande de crescimento nesse setor. O palmito é considerado um produto gourmet e pode ser vendido diretamente em feiras de produtores e restaurantes", comenta o pesquisador Francisco Paulo Chaimsohn, da Estação Experimental de Morretes, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Desde 1984 dedicando-se à pesquisa com pupunha, Chaimsohn cita também que ele é considerado um produto "dietético" por ser rico em fibras e ter baixo teor calórico.
Além de representar uma alternativa interessante de negócio, ele aponta o uso da pupunha para recuperação de solo devido ao colchão de raízes que forma e a biomassa sobre o solo, com o aproveitamento dos resto de folhagens e bainhas do palmito após a colheita. "No entanto, ele não é indicado para o plantio para a recuperação de mata ciliar, que segue legislação complexa e o indicado é plantar espécies nativas", observa.
De origem amazônica, a pupunha tem variedades de espécies com e sem espinhos, sendo esta a mais utilizada no Brasil. "Na região da Costa Rica, onde começaram em 1972 os primeiros estudos sobre o palmito de pupunha, já que até então só se priorizava o consumo dos frutos de pupunha, predomina a espécie com espinhos e a colheita é muito complicada, feita com luvas de couro e correntes, com alto índice de trabalhadores que sofrem acidentes de trabalho", pontua.
O pesquisador também ressalta a importância do uso criterioso de herbicidas para o controle de erva daninha no plantio de pupunha. "O ideal é fazer a roçagem manual. As pessoas tendem a seguir a ‘lei do menor esforço’ e não se atentam para as consequências prejudiciais do uso do veneno para a saúde humana", alerta. (A.P.N.)



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