Publicado em 23/05/2019 18:39
Por Roberto Samora
SÃO PAULO (Reuters) - A exportação de milho do Brasil está mais competitiva que a dos Estados Unidos, os maiores exportadores globais, e deve apresentar volumes superiores a 1 milhão de toneladas em junho, com a ajuda do câmbio para os negócios em um momento em que os norte-americanos estão na entressafra, de acordo com agentes do mercado consultados pela Reuters.
Além do dólar mais forte, que impulsiona vendas de brasileiros ao garantir mais reais nas negociações, a safra do Brasil terá forte recuperação ante 2018 e os preços na bolsa de Chicago oscilaram na véspera em máximas de cerca de um ano, diante de atrasos no plantio do cereal nos EUA, que são também de longe os maiores produtores globais.
Na quarta-feira, os prêmios no porto de Paranaguá (PR) para exportação de milho do Brasil estavam ao redor de 25 centavos de dólar por bushel sobre o contrato de Chicago, enquanto nos EUA estavam em 60 centavos de dólar, configurando o produto norte-americano como mais caro, segundo dados citados pela consultoria e corretora INTL FCStone --na mesma época de 2018, nem havia diferencial positivo para embarques do produto brasileiro.
A situação de mercado ficou tão favorável para os acordos que um corretor no Paraná, um dos principais Estados produtores do Brasil, relatou negócios antecipados de exportação para 2020, algo que ele disse jamais ter visto em sua carreira de 30 anos.
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