Publicado em 23/12/2019 14:29 e atualizado em 23/12/2019 18:20
Guilherme Dorigatti - Jornalista

JANEIRO
O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a segunda semana de janeiro.
Os trabalhos com a segunda safra de milho já se iniciaram em diversas localidades do Brasil. Com a antecipação do plantio de soja, as colheitas também começaram mais cedo e propiciaram o aparecimento de áreas já plantadas do milho safrinha, em especial no dois maiores estados produtores do país, Mato Grosso e Paraná.
FEVEREIRO
O clima registrado durante a safra brasileira de grãos no ciclo 2018/19 acarretou perdas para a soja, enquanto safra de verão de milho apresenta bom andamento no Rio Grande do Sul. Segundo levantamento da consultoria INTL FCStone, é esperado um novo recuo na produção da oleaginosa, para 112,2 milhões de toneladas, volume que representaria queda de 5,9% em relação a 2017/18.
O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a segunda semana de fevereiro.
MARÇO
A safra de grãos 2018/2019 deve alcançar a marca de 233,3 milhões de toneladas, mantendo-se como a segunda maior registrada na série histórica do país. O bom desempenho é impulsionado pela melhora da produção do milho na segunda safra do grão. Os dados estão no 6º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (12).
O IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando que a comercialização da safra 2017/18 de milho no estado alcançou 99,27% da produção, um aumento de 0,91%. A demanda do mercado interno continua pautando os negócios, como o principal consumidor neste período de entressafra, exibindo um preço médio comercializado de R$ 22,64/sc.
A safra de soja 2018/19 do Brasil deve alcançar 116,41 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em um aumento de quase 1 por cento frente a previsão anterior, conforme uma "melhora climática" após a estiagem de dezembro e janeiro não só estancou as perdas como também impulsionou os rendimentos em certas áreas.
ABRIL
O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a primeira semana de abril.
>> Média diária de exportações brasileiras de milho em março é mais de 400% maior do que ano passado
As vendas de milho da safra 2018/19 do Brasil até a semana passada superavam o total comprometido há um ano para o ciclo anterior, enquanto a comercialização de soja perdeu ritmo e agora está atrás do observado em igual momento de 2017/18, informou nesta segunda-feira a Datagro.
A Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) apontou que as expectativas para a safrinha do cereal eram altas com a possibilidade de grandes produtividades nas lavouras que ainda estavam em desenvolvimento.
MAIO
O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a segunda semana de maio.
Relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), publicado esta quinta-feira (9), em Roma, aponta que o Brasil consolidou sua rápida ascensão na produção de milho, tornando-se o segundo maior exportador mundial do cereal. Há 10 anos, o país detinha apenas 1% do mercado global e agora já é responsável por 25% do total mundial das vendas do produto.
O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu nesta quinta-feira sua previsão para a produção mundial de milho na temporada 2019/2020, impulsionada por uma perspectiva menor para a safra norte-americana.
JUNHO
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu relatório mensal apontando as estimativas de safras. Segundo os dados apresentados, o milho safrinha 2019 deve ter produção de 70,677 milhões de toneladas.
O Brasil havia colhido até esta semana 12,5% de sua área de milho segunda safra, em ritmo acelerado que supera os 3,9% registrados na mesma época em 2018, informou nesta quarta-feira a consultoria Arc Mercosul.
O Brasil, segundo exportador global de milho, exportará um volume recorde de 38 milhões de toneladas do cereal em 2019, com o produto nacional mais competitivo que o dos Estados Unidos, em um ano em que os brasileiros estão colhendo uma safra gigantesca e os norte-americanos enfrentam atrasos históricos no plantio, avaliou nesta segunda-feira a Agroconsult.
Com essa perspectiva de quebra da safra americana, o Brasil despontava como grande beneficiado desta situação.
>> Brasil ganha no preço do milho com quebra da safra dos EUA, mas perderá competitividade nas carnes
JULHO
Uma audiência pública para discutir a cobrança do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) sobre a produção do milho está marcada para acontecer na Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso no dia 16 de julho.
A produção total de milho do Brasil na temporada 2018/19 deverá somar 99,7 milhões de toneladas, disse nesta terça-feira a consultoria INTL FCStone, elevando sua estimativa frente aos 98,2 milhões projetados no mês anterior.
A produtividade da safrinha também registrou elevação impulsionada pelo clima favorável e manejos corretos dos produtores.
Ao mesmo tempo, a possibilidade de quebra na safra americana refletia nas cotações da Bolsa de Chicago (CBOT), o que impactava também os preços aqui no Brasil.
AGOSTO
O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até o final de julho.
A expectativa de um cenário de preços favoráveis para o milho na nova temporada deverá favorecer um aumento de 3,46% no plantio do cereal no Brasil, diante de perspectivas de que o país feche 2019 com exportações recordes da commodity em meio a uma quebra de safra nos Estados Unidos.
SETEMBRO
As exportações de milho do Brasil dispararam em agosto, para um novo recorde mensal de 7,65 milhões de toneladas, elevando o total exportado no ano para 23 milhões de toneladas, mais que o dobro do visto nos oito primeiros meses de 2018 (9,19 milhões de toneladas), de acordo com dados divulgados pelo governo nesta segunda-feira.
Junto com com essa elevação, os preços do milho brasileiro também aumentavam com cerca de 70% da safrinha já negociada à esta altura do ano.
A exportação de milho do Brasil nas três primeiras semanas de setembro somaram 4,76 milhões de toneladas, acumulando no ano 27,46 milhões de toneladas, um volume que já supera com folga o total exportado em todo o ano passado, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pelo governo.
As projeções para o restante do ano também eram animadoras no que diz respeito as exportações brasileiras de milho, elevando a expectativa do volume final de embarques.
OUTUBRO
As exportações de milho alcançaram recorde histórico para os meses de setembro em quantidade e valor. Foram exportadas 6,5 milhões de toneladas (+93,4%), equivalente a US$ 1,1 bilhão (+85,5%).
Em setembro último, o Brasil embarcou diariamente 75,0% mais milho em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Esse números elevados atuaram diretamente para impulsionar as cotações do milho também no mercado interno, que começavam a se aproximar dos praticados nos portos.
Outro componente nesta alta de preços do cereal brasileiro foi o aumento da demanda para a produção de etanol de milho. A produção deste tipo de bicombustível cresceu 66% em Mato Grosso neste ano e hoje já corresponde à 1,4 bilhão de litros no país.
NOVEMBRO
Os exportadores de milho do Brasil estão desfrutando de um ótimo ano graças a uma grande safra e a melhorias logísticas, ampliando o status do país como um importante fornecedor global do produto e ameaçando o tradicional domínio dos Estados Unidos no setor.
A demanda por milho brasileiro nunca cresceu tanto no país, com as indústrias de carne aumentando o consumo do principal ingrediente da ração para aves e suínos, ao mesmo tempo em que o Brasil tem agora uma crescente produção de etanol a partir do cereal, disse o diretor-presidente da SLC Agrícola, uma das maiores companhias do setor no país, nesta quinta-feira.
Esse boom na demanda começou a acender um sinal de alerta para uma possível crise de abastecimento do milho no Brasil para o ano de 2020 e a manutenção das cotações estáveis e altas, pelo menos até o início da colheita da safra verão.
DEZEMBRO
As exportações de milho do Brasil atingiram históricas 40,6 milhões de toneladas de janeiro até a primeira semana de dezembro, de acordo com dados do governo publicados nesta segunda-feira.
A manutenção destes fatores de altas exportações com a demanda mais aquecida levou analistas a projetarem novas valorizações para o milho em 2020 com a saca do cereal podendo até os R$ 60,00 em algumas localidades e registro de falta de produto disponível para o consumo interno.
Em um balanço do ano 2019, a Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) apontou que o ano foi positivo para o produtor de milho brasileiro. Os destaques foram o índice de produção, o recorde de exportação, o aumento da demanda e a alta nos preços.
Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas
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