segunda-feira, 1 de julho de 2013
Chicago: soja fecha em campo misto após sessão volátil
Chicago: soja fecha em campo misto após sessão volátil
01/07/2013 16:08
Na sessão desta segunda-feira (1), a soja fechou os negócios em campo misto na Bolsa de Chicago. Os vencimentos mais próximos encerraram a sessão com ganhos entre 5 e 6 pontos, enquanto as demais posições recuaram de 6 a 7 pontos.
O contrato julho/13, o mais negociado nesse momento terminou o dia valendo US$ 15,70, subindo 6 pontos. Porém, durante a sessão chegou a se aproximar muito dos US$ 16 por bushel, com altas superiores a 30 pontos. A sustentação para o mercado internacional no curto prazo continua sendo os ajustados estoques norte-americanos de soja.
Segundo explicou o consultor da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado hoje se voltou, novamente, aos seus fundamentos. A demanda pelo pouco produto disponível nos Estados Unidos é muito forte, os estoques do país em 1º de junho reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos na última sexta-feira (28) vieram abaixo do esperado e a área de plantio para a próxima safra tamém. Assim, o mercado ainda conseguiu refletir o impacto desses números na sessão dessa segunda-feira.
Para Brandalizze, essa deverá ser uma semana positiva para os preços da soja na Bolsa de Chicago, já que o quadro de fundamentos deve se manter no foco dos investidores e, paralelamente, temos fornecedores como Brasil e Argentina segurando suas vendas à espera de valores ainda melhores.
"Temos grande demanda e não temos oferta. Então, mercado começou a semana olhando por esse lado, já deixando as notícias negativas dos últimos dias para trás", disse.
O consultor acredita ainda que logo o mercado começará a observar possíveis perdas nas lavouras norte-americanas mais adiante, haja vista que a fase de enchimento dos grãos deverá acontecer em meados de outubro, mês em que podem ser registradas geadas nos Estados Unidos. Caso isso aconteça, é possível que se configure uma perda de produtividade e "o mercado já não olha o futuro sem tanto otimismo sobre uma safra norte-americana cheia", afirma Brandalizze.
Fonte: Notícias Agrícolas
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