“Não haverá trigo suficiente até Novembro”, diz argentino
01/07/13 - 10:22
por Leonardo Gottems
Horácio Veiga, analista da corretora Novitás SA de Buenos Aires, afirma que a política agrícola e econômica do governo argentino está levando a uma “falência da semeadura de grãos finos”. “Exportações de trigo e farinha estão atualmente banidas. Não haverá trigo suficiente até Novembro, quando o trigo novo começa a ser colhido”, disse ele ao Blog AgroSouth News.
“Existem muitos rumores sobre importação do Uruguai, apesar de funcionários públicos federais não quererem admitir isso porque evidenciaria uma política falha para ‘defender a mesa dos argentinos’. A perspectiva continua a mesma. Um esquema de grande intervenção do governo. Um governo que decide quando outorga licenças de exportação de acordo com suas necessidades econômicas. Ao obter as licenças, o exportador deve pagar 23% de imposto. Portanto, tanto as políticas para o trigo como para o milho com intervenção no mercado têm sistematicamente prejudicado os produtores”, comenta Veiga.
O analista vai além, e projeta que “o cenário de alta inflação (25% anualmente), o virtual desdobramento cambiário, o declínio dos valores futuros dos grãos têm diminuído os rendimentos dos produtores argentinos. Se a política atual é mantida, será muito difícil de ter margens positivas na safra 2013/2014. É também resultado da atual falência da semeadura de grãos finos”.
O corretor adverte que não devem surgir novidades a médio prazo. “Temos que nos dar conta que esse é um ano eleitoral, e medidas sobre esses assuntos não serão tomadas antes de 27 de outubro, quando ocorrem as eleições. Nesse contexto, os produtores argentinos enfrentam uma grande perda de competitividade”, lamenta.
Por conta disso, Veiga revela que há um “crescimento exponencial da cevada em detrimento do trigo, devido a intervenção do governo nas exportações de trigo nas últimas seis safras, o que tem colocado os preços do trigo abaixo da capacidade dos compradores locais. A área de sorgo, ainda que em proporções menores, também estão sendo desenvolvida. Nós estamos começando também a cultura de colza”.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Não haverá trigo suficiente até Novembro”, diz argentino
Não haverá trigo suficiente até Novembro”, diz argentino
“Não haverá trigo suficiente até Novembro”, diz argentino
01/07/13 - 10:22
por Leonardo Gottems
Horácio Veiga, analista da corretora Novitás SA de Buenos Aires, afirma que a política agrícola e econômica do governo argentino está levando a uma “falência da semeadura de grãos finos”. “Exportações de trigo e farinha estão atualmente banidas. Não haverá trigo suficiente até Novembro, quando o trigo novo começa a ser colhido”, disse ele ao Blog AgroSouth News.
“Existem muitos rumores sobre importação do Uruguai, apesar de funcionários públicos federais não quererem admitir isso porque evidenciaria uma política falha para ‘defender a mesa dos argentinos’. A perspectiva continua a mesma. Um esquema de grande intervenção do governo. Um governo que decide quando outorga licenças de exportação de acordo com suas necessidades econômicas. Ao obter as licenças, o exportador deve pagar 23% de imposto. Portanto, tanto as políticas para o trigo como para o milho com intervenção no mercado têm sistematicamente prejudicado os produtores”, comenta Veiga.
O analista vai além, e projeta que “o cenário de alta inflação (25% anualmente), o virtual desdobramento cambiário, o declínio dos valores futuros dos grãos têm diminuído os rendimentos dos produtores argentinos. Se a política atual é mantida, será muito difícil de ter margens positivas na safra 2013/2014. É também resultado da atual falência da semeadura de grãos finos”.
O corretor adverte que não devem surgir novidades a médio prazo. “Temos que nos dar conta que esse é um ano eleitoral, e medidas sobre esses assuntos não serão tomadas antes de 27 de outubro, quando ocorrem as eleições. Nesse contexto, os produtores argentinos enfrentam uma grande perda de competitividade”, lamenta.
Por conta disso, Veiga revela que há um “crescimento exponencial da cevada em detrimento do trigo, devido a intervenção do governo nas exportações de trigo nas últimas seis safras, o que tem colocado os preços do trigo abaixo da capacidade dos compradores locais. A área de sorgo, ainda que em proporções menores, também estão sendo desenvolvida. Nós estamos começando também a cultura de colza”.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
“Não haverá trigo suficiente até Novembro”, diz argentino
01/07/13 - 10:22
por Leonardo Gottems
Horácio Veiga, analista da corretora Novitás SA de Buenos Aires, afirma que a política agrícola e econômica do governo argentino está levando a uma “falência da semeadura de grãos finos”. “Exportações de trigo e farinha estão atualmente banidas. Não haverá trigo suficiente até Novembro, quando o trigo novo começa a ser colhido”, disse ele ao Blog AgroSouth News.
“Existem muitos rumores sobre importação do Uruguai, apesar de funcionários públicos federais não quererem admitir isso porque evidenciaria uma política falha para ‘defender a mesa dos argentinos’. A perspectiva continua a mesma. Um esquema de grande intervenção do governo. Um governo que decide quando outorga licenças de exportação de acordo com suas necessidades econômicas. Ao obter as licenças, o exportador deve pagar 23% de imposto. Portanto, tanto as políticas para o trigo como para o milho com intervenção no mercado têm sistematicamente prejudicado os produtores”, comenta Veiga.
O analista vai além, e projeta que “o cenário de alta inflação (25% anualmente), o virtual desdobramento cambiário, o declínio dos valores futuros dos grãos têm diminuído os rendimentos dos produtores argentinos. Se a política atual é mantida, será muito difícil de ter margens positivas na safra 2013/2014. É também resultado da atual falência da semeadura de grãos finos”.
O corretor adverte que não devem surgir novidades a médio prazo. “Temos que nos dar conta que esse é um ano eleitoral, e medidas sobre esses assuntos não serão tomadas antes de 27 de outubro, quando ocorrem as eleições. Nesse contexto, os produtores argentinos enfrentam uma grande perda de competitividade”, lamenta.
Por conta disso, Veiga revela que há um “crescimento exponencial da cevada em detrimento do trigo, devido a intervenção do governo nas exportações de trigo nas últimas seis safras, o que tem colocado os preços do trigo abaixo da capacidade dos compradores locais. A área de sorgo, ainda que em proporções menores, também estão sendo desenvolvida. Nós estamos começando também a cultura de colza”.
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Autor: Leonardo Gottems
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