quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Federarroz recomenda atenção na manutenção da área
Federarroz recomenda atenção na manutenção da área
05/09/2013 13:52
O escoamento de parte da produção gaúcha de arroz por meio das exportações é uma das metas prioritárias da nova diretoria da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul - Federarroz. Na última semana, o presidente Henrique Osório Dornelles participou de reuniões com representantes de três países para debater a abertura ou ampliação de mercados ao cereal gaúcho, sendo eles: Quênia, Nigéria e Angola.
Além do contato direto e da disponibilização de informações a respeito da produção rio-grandense, o dirigente arrozeiro convidou aos representantes destes países a participarem da 24ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, evento este que ocorrerá entre os dias 20 e 22 de fevereiro de 2014, em Mostardas/RS. Dornelles também apresentou um vídeo sobre o evento, no qual são elencadas as principais características do grão produzido em solo gaúcho.
“A receptividade foi muito boa, pois há uma evolução na demanda por qualidade no continente africano e os visitantes desconheciam características como a tecnologia empregada na produção arrozeira em nosso País. Essa é a imagem que precisamos enfatizar nos nossos negócios, o padrão de qualidade que faz do arroz gaúcho uma referência nacional e, nos últimos cinco ou seis anos, também com presença importante em grandes mercados internacionais”, avalia o presidente Henrique Osório Dornelles.
A Federarroz pretende promover uma rodada de negócios na Abertura da Colheita, com representantes de diversos países. “Ao mesmo tempo estamos trabalhando política e setorialmente por investimentos no Porto de Rio Grande para ampliar o nosso potencial de escoamento e a eficiência dos terminais”, acrescenta. Ainda segundo Henrique Osório Dornelles, a venda externa é importante para manter o equilíbrio dos preços domésticos e a renda ao produtor. “Vencendo os gargalos para os embarques, estaremos fortalecendo a produção nacional”, destaca.
ALERTA
Mas, ao mesmo tempo em que o foco da Federação está direcionado ao escoamento internacional e ao equilíbrio de preços, com renda ao produtor, o presidente da entidade faz um alerta: “ao planejar a área cultivada, o arrozeiro deve estar muito consciente de que ainda não temos garantias de preços sustentados em 2014”. “Hoje a linha que determina a relação de oferta no Brasil é muito tênue e, para ter renda, não podemos gerar um desequilíbrio pelo excesso de produção. O rizicultor deve agir com parcimônia e ter disciplina quanto à gestão produtiva e de seus estoques. Nos últimos dois anos os preços se mantiveram graças a este equilíbrio entre oferta e demanda. Portanto, a Federarroz recomenda a manutenção da área cultivada e a venda escalonada do restante da atual safra.” argumenta.
Fonte: Assessoria
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