sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Retrospectiva 2019: Peste Suína Africana na Ásia favorece crescimento do setor de granjeiros no Brasil



Publicado em 03/01/2020 10:18


Retrospectiva Granjeiros com Letícia Guimarães - Jornalista

Letícia Guimarães - Jornalista

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De forma geral, o ano de 2019 foi positivo para o setor de granjeiros no Brasil. Depois de quatro anos desafiadores para a área, este ano se encerra com estabilização para o produtor e a capacidade de colocar a casa em ordem, pagando dívidas, investindo em infraestrutura e fazendo caixa.
O bom momento para o granjeiro brasileiro, entretanto, veio devido às massivas perdas dos suinocultores chineses, atingidos pelo surto de Peste Suína Africana que dizimou 55% dos plantéis do país asiático, de acordo com estimativa do Rabobank feita este mês.
Com as perdas na China, foi necessário que o país passasse a importar mais proteínas animais de outras nações, o que representou este ano uma excelente oportunidade ao produtor de suínos, aves e bovinos. 
O Brasil passou a ser o 4º maior exportador de carne suína para a China, que representa o maior comprador da proteína para nós, com crescimento de 51% de janeiro a novembro deste ano, em relação ao ano passado, e com aumento de 28% no caso da carne de frango. 
Os granjeiros e a agroindústria brasileira também foram beneficiados com a habilitação de mais plantas aptas a exportar produtos para países como a China, Coreia do Sul e Arábia Saudita, fortalecendo o setor internamente e ampliando o mercado externo.
Os preços no mercado interno também ficaram melhores para o granjeiro, que viu, em novembro deste ano, o valor do suíno vivo atingir recorde nominal nas principais praças produtoras do país, de acordo com as análises do Cepea. O aumento foi causado pela oferta reduzida de animais para abate e a boa demanda interna e externa, além do fato do preço recorde da carcaça bovina casada, que puxou o consumo da proteína concorrente.
A mesma situação foi vista no caso dos frangos logo no começo do ano, com poucos animais para serem abatidos, depois de uma redução de produção pelo avicultor em 2018, e bom ritmo de embarque para o mercado externo, fazendo os preços da ave subirem. A carne da ave passou a ter preço mais competitivo frente à proteína suína e bovina.
Se no começo do ano o avicultor e suínocultor não tinham preços tão elevados para seus produtos, eles também não enfrentavam uma alta expressiva nos custos de produção. Entretanto, com o passar dos meses e a valorização da soja e do milho, principais componentes da alimentação dos animais, os custos de produção aumentaram. No caso dos suínos, a alta valorização do produto ainda garantiu ao produtor uma boa margem de lucro.

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Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

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