terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Acordo entre Famato, Aprosoja e multinacional chega a R$ 19 milhões

Acordo entre Famato, Aprosoja e multinacional chega a R$ 19 milhões 03/12/2013 07:59 Ata da Assembleia Extraordinária realizada em 8 de agosto de 2013 confirma acordo entre Famato, Aprosoja e a Monsanto com destinação de R$ 19 milhões, a serem divididos entre as entidades, 47 sindicatos rurais e a TV Globo. A “deliberação sobre o benefício financeiro que fora conquistado, por meio do acordo financeiro com a Monsanto”, como descreve o 1o item da pauta, deixa claro a intenção de debater e votar sobre 5 propostas de repartição do recurso recebido da multinacional. Dividido em 7 páginas, o documento está assinado pelo presidente da Famato, Rui Prado, o vice-presidente, Normando Corral, e o diretor administrativo e financeiro, Nelson Piccoli, gerou polêmica e críticas no setor, e resultou em ações judiciais. Leonildo Bares, presidente do Sindicato Rural de Sinop, entidade que manteve as ações movidas contra a Monsanto, questiona o acordo feito entre a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso e a multinacional. “Em 2009, a Famato não quis ficar conosco e depois fez esse acordo com a Monsanto junto com 47 sindicatos, muitos deles da pecuária e não da agricultura. Nós é que estamos brigando pela causa coletiva”. Conforme Bares, além de Cuiabá e Novo São Joaquim, os sindicatos rurais de Vera e Nova Canaã do Norte apoiam a ação iniciada pela entidade de Sinop. “Não somos contra a tecnologia e sim a forma e o valor como estão cobrando. Entendemos que a Monsanto tem direitos e temos o dever de pagar, mas este é um país burocrático e o acordo está violando as leis brasileiras”. Bares se refere ao acordo proposto individualmente aos sojicultores e endossado pela federação. O sindicato quer que o que foi pago a mais pela RR1 seja devolvido e não tenha uma relação com a RR2. “A Monsanto quer pagar a dívida com um benefício que vai dar em 2 anos e sem saber se tem semente no mercado”, reclama o presidente, questionando também a ampliação do beneficio a todos os produtores. Segundo ele, da forma como está, quem não plantou vai receber o mesmo de quem pagou em várias safras passadas pelo royalties vencidos. Conforme o advogado do sindicato,Orlando César, a discussão levantada pelo Sindicato Rural é até onde pode ir a cobrança da patente. “Não é soja transgênica que é patenteada e sim o processo de inserção do gene. A legislação brasileira proíbe cobrança de patente de ser vivo. A Monsanto está ten- tando estender este processo de extensão do gene no produção”. Outro lado- A assessoria de imprensa da Famato foi procurada e não retornou até o fechamento desta edição. O presidente da entidade, Rui Prado, não atendeu as ligações. Já a assessoria de imprensa da Aprosoja informou que a entidade não comenta sobre uma Ata de assembleia realizada pela Famato. A gerência administrativa e financeira da TV Centro América nega partici- pação na negociação. Já a assessoria da TV Globo foi procurada pela reportagem, assim como o Departamento de Relaciona- mento com as Afiliadas, mas nenhuma resposta foi dada até o fechamento desta edição. Fonte: A Gazeta

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