Perto das 8h15 (horário de Brasília), as principais posições da commodity testavam ganhos de mais de 1,75 pontos
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram a sessão desta quarta-feira (25) com ligeiras altas. Perto das 8h15 (horário de Brasília), as principais posições da commodity testavam ganhos de mais de 1,75 pontos. O vencimento maio/18 era cotado a US$ 3,83 por bushel e o julho/18 operava a US$ 3,91 por bushel.
O mercado testa ligeiras altas e tenta consolidar o terceiro dia consecutivo de valorização. "Os mercados de grãos estão nervosos e se consolidando à medida que o comércio lida com fatores importantes, como: o lento progresso de plantio, a taxa de juros nos EUA e a fraqueza nos índices de ações", destacou a Allendale em seu comentário diário.
A safra americana continua como fator principal de direcionamento no mercado. A semeadura do milho está completa em 5% da área esperada para essa temporada e segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, de 15%, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Contudo, a perspectiva é que o clima melhore a partir de agora no Meio-Oeste americano. Com isso, a expectativa é que os produtores avancem com os trabalhos nos campos.
Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:
Milho: Com influência do trigo, mercado sobe pelo 2º dia seguido na CBOT; foco segue na safra dos EUA
Pelo segundo dia consecutivo, os preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) subiram. Durante a sessão desta terça-feira (24), os contratos do cereal consolidaram a movimentação positiva e finalizaram o pregão com altas de mais de 2 pontos. O vencimento maio/18 era cotado a US$ 3,81 por bushel, já o julho/18 trabalhava a US$ 3,90 por bushel. O setembro/18 operava a US$ 3,97 por bushel.
Segundo informações da Reuters internacional, as cotações foram impulsionadas pelas altas observadas nos contratos do trigo. Por sua vez, os preços da commodity subiram mais de 2% nesta terça-feira, com ganhos entre 7,75 e 11 pontos. O maio/18 operava a US$ 4,72 por bushel e o julho/18 a US$ 4,84 por bushel.
"Os contratos futuros do trigo subiram mais de 2% com a retomada das compras depois das quedas recentes e das cotações atingirem os menores patamares em quase três semanas no início do pregão de hoje", reportou a Reuters.
Ainda assim, no caso do milho, a agência reforça que os ganhos foram limitados "pela perspectiva de um clima mais quente no Meio-Oeste, o que deve permitir que os agricultores aumentem o ritmo de plantio de safras de primavera após um início mais lento", destaca a agência internacional.
Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimou o plantio do cereal completo em 5% da área esperada para essa safra. Na semana anterior, o percentual estava em 3%.
Já as expectativas dos participantes do mercado giravam em torno de 6% a 8%. Em igual período do ano passado, a semeadura já estava completa em 15% e a média dos últimos anos é de 14%.
Mercado brasileiro
A alta observada em Chicago combinada com a valorização cambial puxaram os preços na bolsa brasileira. As principais posições da commodity encerraram a sessão desta terça-feira com valorizações de mais de 2% na BM&F Bovespa.
O julho/18 subiu 2,11% e terminou o dia a R$ 38,29 a saca, já o setembro/18 subiu 2,58% e finalizou o pregão a R$ 37,00. O novembro/18 era cotado a R$ 37,70 a saca, com alta de 2,06%.
A moeda norte-americana era cotada a R$ 3,4693 na venda, com ganho de 0,48%. "O câmbio subiu em meio a temores de que o ritmo de aumento de juros nos Estados Unidos pode ser mais forte do que o inicialmente projetado, o que pode afetar o fluxo de capital global", informou a Reuters.
Enquanto isso, no mercado doméstico o dia foi de ligeiras movimentações aos preços do cereal. Em Sorriso (MT), o valor caiu 12,50%, com a saca a R$ 14,00, já em Panambi (RS), a queda foi de 3,00%, com a saca a R$ 33,00. No Porto de Paranaguá, a saca futura caiu 1,32% e finalizou o dia a R$ 37,50.
Por outro lado, em Brasília, a saca do milho subiu 6,67% nesta terça-feira, cotada a R$ 32,00. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), o ganho foi de 1,72%, com a saca a R$ 29,50. As informações fazem parte do levantamento realizado diariamente pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes.
A queda de braços entre compradores e vendedores permanece no mercado doméstico. Além disso, as atenções dos participantes do mercado permanecem voltadas ao comportamento do clima no Brasil, principalmente em algumas regiões do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, que pode afetar o rendimento das lavouras de milho safrinha.
Data de Publicação: 25/04/2018 às 10:50hs
Fonte: Notícias Agrícolas
Fonte: Notícias Agrícolas

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