Publicado em 03/04/2018 17:02 e atualizado em 03/04/2018 18:20
Em Chicago, mercado segue na espera pelos números finais da safra da Argentina e de qual será o impacto de uma menor oferta vinda da América do Sul. Ao mesmo tempo, acompanha a guerra comercial entre chineses e americanos, bem como o início da nova safra norte-americana.
Confira a entrevista com Ana Luiza Lodi - Analista de Mercado INTL FCStonePodcast
Soja: Brasil tem momento de cotações fortalecidas e disputa China x EUA traz ainda mais oportunidades
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Nesta terça-feira (03), o mercado da soja começou o dia com fortes altas na Bolsa de Chicago (CBOT), mas encerrou, embora do lado positivo, de maneira mais tímida. Como destaca Ana Luiza Lodi, analista de mercado da INTL FCStone, o mercado de grãos, em geral, teve forte influência da alta do trigo de inverno nos Estados Unidos, já que a condição da safra norte-americana é pior do que o esperado. Contudo, fatores como a retaliação chinesa aos Estados Unidos, embora ainda não exista nada específico para a soja, limitam essas altas.
No Brasil, os preços seguem bons para o produtor e a quebra na Argentina continua no radar, apesar de ainda existir dúvidas de qual será o real impacto dessa menor oferta de soja do país vizinho. A ideia, segundo Lodi, é que o Brasil deva exportar ainda mais soja neste ano. A disputa comercial entre os asiáticos e os norte-americanos também favorece os prêmios no mercado doméstico.
O mercado aguarda a consolidação dos números da Argentina, mas a América do Sul, como um todo, deverá ter um balanço mais restrito de soja. Hoje, a INTL FCStone divulgou sua nova estimativa para a safra brasileira, estabelecida em 115,9 milhões de toneladas, alta de 2,7% em relação ao número divulgado anteriormente, representando um recorde de produção histórico.
O próximo fator a entrar no radar para Chicago, embora ainda esteja um pouco mais distante, deve ser o clima na América do Norte, que irá determinar o andamento do plantio da próxima safra nos Estados Unidos.
Os produtores brasileiros, neste momento, devem avaliar se as vendas estão compensando e ir negociando um pouco da safra, como aconselha a analista.
Por: Carla Mendes e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas
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