Perto de 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 3,50 e 5 pontos, com o maio/18 sendo cotado a US$ 10,32 por bushel
OS futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem trabalhando em alta nesta quinta-feira (26), dando continuidade à movimentação positiva observada o pregão anterior. Assim, perto de 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 3,50 e 5 pontos, com o maio/18 sendo cotado a US$ 10,32 por bushel.
De acordo com analistas internacionais, os ganhos recentes foram reflexo de um reposicionamento dos fundos especulativos que, após as baixas das últimas sessões, vieram às compras, buscando por oportunidades.
Ademais, entre os fundamentos, os traders seguem acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de campo nos Estados Unidos, com o plantio ainda exibindo algum atraso em função do tempo ainda muito frio e com falta de chuvas.
E ainda nesta quinta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz um novo boletim semanal de vendas para exportação e os números também podem mexer com os ânimos do mercado.
As expectativas para as vendas de soja são de 400 mil a 700 mil toneladas para a safra velha e o mesmo intervalo para a safra nova. Para o farelo, se espera algo entre 100 mil e 300 mil toneladas, e de óleo, de 8 mil a 30 mil toneladas.
Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:
Soja bate nos R$ 88/saca em Paranaguá com dólar em alta, prêmios fortes e melhora em Chicago
Nesta quarta-feira (25), os preços da soja subiram de forma quase generalizada no mercado brasileiro diante de uma combinação de patamares levemente mais altos em Chicago, prêmios ainda positivos - na casa de US$ 1,30 sobre os valores do mercado internacional - e o dólar chegando a bater nos R$ 3,50. Os negócios, porém, ainda seguem pontuais nesta semana.
Entre as praças de comercialização do interior do país pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, os ganhos variaram de 0,65% a 2,90%, como foram os casos de, respectivamente, Rio do Sul, em Santa Catarina, e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, onde as referências fecharam o dia com R$ 77,00 e R$ 71,00 por saca.
Entre os portos, o destaque ficou para Rio Grande, onde os ganhos passaram de 1% nos principais indicativos. A soja disponível fechou com R$ 86,20, subindo 1,53% e a referência maio/18 foi a R$ 86,70, avançando 1,29%. Em Paranaguá, alta de 2,33% para R$ 88,00 no produto disponível.
Como explica o diretor da Labhoro Corretora, Ginaldo Sousa, esse continua a ser um momento importante e de grandes oportunidades para o produtor brasileiro. A composição de um cenário positivo com os três principais pés de formação para as cotações já motivou bons negócios nas última semanas e poderia chamar os sojicultores para novas operações, principalmente, com entrega e pagamento mais a frente.
Neste momento, a capacidade logística do Brasil está praticamente esgotada, com os line-ups completamente preenchido para os próximos meses e, embora tudo esteja sendo controlado, os comerciantes precisam agora de tempo para despachar todo esse produto que já foi negociado.
Mas, como disse Sousa, "há compradores e as oportunidades são muito boas", em entrevista nesta quarta-feira.
Mercado Internacional
Em Chicago, as posições mais negociadas terminaram o dia subindo entre 5,25 e 5,50 pontos, levando o maio/18 a terminar a sessão com US$ 10,27 por bushel. Ao longo do dia, as altas passaram de 10 pontos e o contrato chegou a superar os US$ 10,30.
Segundo explicaram analistas internacionais, além do impulso dado pelos mercados vizinhos do milho e do trigo - que subiram para alcançar seus melhores níveis em cinco semanas - a proximidade de um acordo entre China e Estados Unidos na disputa comerical em torno da soja ajudou os preços.
Há semanas o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não traz novos anúncios de vendas de soja norte-americana para a nação asiática e isso preocupa o mercado.
No contraponto, há a expectativa de que compradores menores migrem suas compras para os EUA, onde a soja é mais competitiva, o que poderia dar algum suporte às cotações.
Data de Publicação: 26/04/2018 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
Fonte: Notícias Agrícolas

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