Custos das distribuidoras impedem que preço da gasolina caia, afirma Sindipetróleo; veja notas
Da Redação - Viviane Petroli
Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto
Os custos operacionais das distribuidoras e o aumento do preço do etanol anidro são os principais fatores para o valor do litro da gasolina não ter caído para o consumidor final. A afirmação é do Sindicato de Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), diante dois anúncios feitos de redução de preço nas refinarias terem sido feitos nos últimos 50 dias e o consumidor estar pagando ainda mais caro pelo derivado do petróleo.
Levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aponta para Mato Grosso um preço médio de R$ 3,711 pagos pelos consumidores. A pesquisa mostra que entre os sete municípios analisados Alta Floresta tem a gasolina mais cara do Estado com o litro sendo comercializado em média a R$ 4,178.
O valor de R$ 3,711 constatado em média nos postos mato-grossenses foi verificado em levantamento realizado na semana passada. Ao se comparar com o levantamento realizado no período de 16 de outubro verifica-se um incremento diante os R$ 3,708 da ocasião.
Gasolina sobe 0,5% em Mato Grosso após anúncio de retração da Petrobras nas refinarias
O primeiro anúncio de redução no preço da gasolina nas refinarias feito pela Petrobras ocorreu no dia 14 de outubro e foi de 3,2%. No dia 08 de novembro a estatal anunciou mais 3,1% de decréscimos no litro pago pelas distribuidoras nas refinarias.
Entretanto, a queda não chegou à ponta, ou seja, para os consumidores. Segundo o Sindipetróleo, os postos não podem comprar diretamente das refinarias, o que permitiria repassar a redução de preço anunciada pela Petrobras para os consumidores.
"Na observância das notas fiscais do período ficou claro que não houve uma redução e sim, na verdade, aumento de preço das distribuidoras para os postos", declara o vice-presidente do Sindipetróleo João Marcelo Borges.
Através notas fiscais apresentadas na manhã desta segunda-feira, 28 de novembro, para a imprensa o Sindipetróleo revelou que um revendedor no dia 13 de outubro pagou R$ 3,3267 pelo litro da gasolina e no dia 17 de outubro, quando fez novo pedido para a distribuidora, o valor havia subido para R$ 3,3341. Já no dia 21 de novembro, após o segundo anúncio de recuo ter sido feito pela Petrobras, o mesmo posto pagou R$ 3,3418.
"Como é que podemos repassar ao consumidor aquilo que não recebemos. Essa redução anunciada pela Petrobras não chegou ao revendedor da Grande Cuiabá", pontua João Marcelo, que ressalta ainda que o Governo Federal não controla o preço das refinarias e que os anúncios feitos pela estatal são justamente contra o antigo modo de condução "que tinha a intromissão do Governo e que gerou prejuízos bilionários para a Petrobras".

O vice-presidente do Sindipetróleo afirma que "o consumidor está dentro do direito dele de reclamar e questionar" e que até mesmo os postos fazem isso com as distribuidoras. "Nós questionamos as distribuidoras sobre o porquê do aumento ao invés da queda e recebemos vários tipos de informações desde o aumento do valor do etanol anidro, que hoje corresponde a 27% da mistura da gasolina, a custos de operação. Isso eu não tenho como interferir, ou seja, na gestão delas".
Diesel
Ao contrário da gasolina, o óleo diesel S-500, mais conhecido como diesel comum, para o consumidor caiu de R$ 3,329 para R$ 3,292 (preço médio) entre pesquisa da ANP do dia 09 de outubro a 20 de novembro.
"No diesel na primeira redução anunciada não chegou nenhum recuo para nós, enquanto no segundo anuncio de aproximadamente R$ 0,20 centavos para nós chegou R$ 0,10 centavos apenas de redução. Os posto com isso fizeram suas reduções e adequações”, pontua o vice-presidente do Sindipetróleo-MT.
Etanol
Além da gasolina, o etanol hidratado também apresentou alta. Conforme João Marcelo, em 40 dias os postos receberam um aumento de R$ 0,13 centavos que não foi repassado aos consumidores. Ele frisa que não há perspectiva de quando este incremento recebido será repassado.
Levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aponta para Mato Grosso um preço médio de R$ 3,711 pagos pelos consumidores. A pesquisa mostra que entre os sete municípios analisados Alta Floresta tem a gasolina mais cara do Estado com o litro sendo comercializado em média a R$ 4,178.
O valor de R$ 3,711 constatado em média nos postos mato-grossenses foi verificado em levantamento realizado na semana passada. Ao se comparar com o levantamento realizado no período de 16 de outubro verifica-se um incremento diante os R$ 3,708 da ocasião.
Gasolina sobe 0,5% em Mato Grosso após anúncio de retração da Petrobras nas refinarias
O primeiro anúncio de redução no preço da gasolina nas refinarias feito pela Petrobras ocorreu no dia 14 de outubro e foi de 3,2%. No dia 08 de novembro a estatal anunciou mais 3,1% de decréscimos no litro pago pelas distribuidoras nas refinarias.
Entretanto, a queda não chegou à ponta, ou seja, para os consumidores. Segundo o Sindipetróleo, os postos não podem comprar diretamente das refinarias, o que permitiria repassar a redução de preço anunciada pela Petrobras para os consumidores.
"Na observância das notas fiscais do período ficou claro que não houve uma redução e sim, na verdade, aumento de preço das distribuidoras para os postos", declara o vice-presidente do Sindipetróleo João Marcelo Borges.
Através notas fiscais apresentadas na manhã desta segunda-feira, 28 de novembro, para a imprensa o Sindipetróleo revelou que um revendedor no dia 13 de outubro pagou R$ 3,3267 pelo litro da gasolina e no dia 17 de outubro, quando fez novo pedido para a distribuidora, o valor havia subido para R$ 3,3341. Já no dia 21 de novembro, após o segundo anúncio de recuo ter sido feito pela Petrobras, o mesmo posto pagou R$ 3,3418.
"Como é que podemos repassar ao consumidor aquilo que não recebemos. Essa redução anunciada pela Petrobras não chegou ao revendedor da Grande Cuiabá", pontua João Marcelo, que ressalta ainda que o Governo Federal não controla o preço das refinarias e que os anúncios feitos pela estatal são justamente contra o antigo modo de condução "que tinha a intromissão do Governo e que gerou prejuízos bilionários para a Petrobras".
João Marcelo Borges - vice-presidente do Sinpetróleo-MT (Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto)
O vice-presidente do Sindipetróleo afirma que "o consumidor está dentro do direito dele de reclamar e questionar" e que até mesmo os postos fazem isso com as distribuidoras. "Nós questionamos as distribuidoras sobre o porquê do aumento ao invés da queda e recebemos vários tipos de informações desde o aumento do valor do etanol anidro, que hoje corresponde a 27% da mistura da gasolina, a custos de operação. Isso eu não tenho como interferir, ou seja, na gestão delas".
Diesel
Ao contrário da gasolina, o óleo diesel S-500, mais conhecido como diesel comum, para o consumidor caiu de R$ 3,329 para R$ 3,292 (preço médio) entre pesquisa da ANP do dia 09 de outubro a 20 de novembro.
"No diesel na primeira redução anunciada não chegou nenhum recuo para nós, enquanto no segundo anuncio de aproximadamente R$ 0,20 centavos para nós chegou R$ 0,10 centavos apenas de redução. Os posto com isso fizeram suas reduções e adequações”, pontua o vice-presidente do Sindipetróleo-MT.
Etanol
Além da gasolina, o etanol hidratado também apresentou alta. Conforme João Marcelo, em 40 dias os postos receberam um aumento de R$ 0,13 centavos que não foi repassado aos consumidores. Ele frisa que não há perspectiva de quando este incremento recebido será repassado.
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