sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Após ganhos recentes, milho volta a trabalhar em campo negativo na manhã desta 6ª feira em Chicago



Às 8h11 (horário de Brasília), as principais posições do cereal testavam perdas entre 0,75 e 1,50 pontos



Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta sexta-feira (4) com ligeiras quedas. Às 8h11 (horário de Brasília), as principais posições do cereal testavam perdas entre 0,75 e 1,50 pontos. O vencimento dezembro/16 era cotado a US$ 3,47 por bushel, enquanto o março/17 era negociado a US$ 3,56 por bushel. O maio/17 operava a US$ 3,63 por bushel.
O mercado voltou a trabalhar do lado negativo, após encerrar o dia anterior com ligeiras altas. Nesse instante, os analistas reportam que, a finalização da safra americana tem pressionado negativamente os preços do cereal. Com 75% da área cultivada já colhida nos EUA, a perspectiva é que a safra fique acima de 382 milhões de toneladas.
Além disso, a perspectiva é que na próxima semana, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revise novamente para cima a projeção dos rendimentos das lavouras americanas. Por outro lado, a demanda pelo produto norte-americano também tem mostrado a sua força.
Do lado financeiro, os participantes do mercado ainda acompanham as informações sobre a eleição presidencial nos Estados Unidos. Os americanos irão às urnas na próxima terça-feira (8).
Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:
Milho: Com concorrência do trigo e evolução da safra de verão, preços cedem no Brasil
O mercado do milho na Bolsa de Chicago encerrou a sessão desta quinta-feira (3) com leves altas. As posições mais negociadas do cereal chegaram a testar rapidamente o lado negativo da tabela, porém, fecharam o dia com pequenos ganhos de 1,25 a 1,75 ponto. Com isso, o dezembro/16 terminou o pregão valendo US$ 3,48 por bushel, enquanto o maio/17 foi a US$ 3,64.
As altas, no entanto, ainda obedecem aos patamares atuais de resistência dos preços, como explica o analista de mercado do portal internacional Farm Futures, Bob Burgdorfer. E, assim como acontece com a soja, o "efeito safra", com a colheita se encaminhando para a fase final, pesa sobre as cotações de forma mais severa neste momento.
"Para os próximos 6 a 10 dias, o clima deverá contar com condições de tempo mais quente e seco no Meio-Oeste americano, o que deverá favorecer uma rápida finalização da colheita", explica Burgdorfer. Até o úlitmo domingo (30), de acordo com números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), estava concluída em 75% da área.
"Os EUA está colhendo uma grande safra e ela está preenchendo os armazéns americanos", relata Burgdorfer. Mas, o analista afirma ainda que a demanda pelo cereal dos Estados Unidos se mostra bastante forte e é, agora, importante pilar de suporte para os valores negociados na CBOT. "As vendas para exportação continuam superando (em mais de 80%) as do ano anterior", diz.
Ainda segundo dados do USDA, na semana encerrada em 27 de outubro, os Estados Unidos venderam 1.473,5 milhão de toneladas e todo o volume foi referente à safra 2016/17. Maiores do que as da semana anterior, as vendas norte-americanas superaram as expectativas dos traders, que variavam de 700 mil a 1,050 milhão de toneladas.
Também no radar dos traders seguem as especulações sobre as reações do mercado financeiro à corrida presidencial nos Estados Unidos com a disputa entre Hillary Clinton e Donald Trump - o que motivou movimentações mais expressivas dos preços no início da semana na CBOT - e também sobre o novo reporte mensal de oferta e demanda que o USDA traz na próxima quarta-feira, 9 de novembro.
Preços no Brasil
No mercado brasileiro, os preços do milho seguem pressionados e os negócios seguem praticamente parados, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. "Os grandes compradores continuam atuando pouco ou esperando, enquanto os vendedores ainda acreditam em uma alta na virada do ano", diz.
Entretanto, o executivo explica que as cotações do cereal enfrentam, neste momento, dois obstáculos resistentes, sendo um deles o avanço do trigo no setor de rações - o qual paga melhor do que alguns moinhos - além da evolução da safra de verão que também pressiona o mercado neste momento.
Com isso, já é possível registrar baixas de preços em boa parte das principais praças de comercialização entre as mais importantes. Nesta quinta-feira, as perdas oscilaram de 1,15% a 5,26%, com algumas exceções, como a alta de 1,67% em São Gabriel do Oeste, onde o valor da saca foi a R$ 30,50. Nas demais praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, as referências terminaram o dia variando entre R$ 25,00 e R$ 41,00 por saca.
Na BM&F, onde as cotações sentiram ainda a pressão da baixa do dólar frente ao real, os preços também terminaram o pregão em campo negativo. O primeiro vencimento - novembro/16 - foi a R$ 40,58/saca, caindo 1,02%, enquanto o setembro/17 encerrou os negócios cotado a R$ 32,80 e queda de 1,44.
Ainda nesta quinta, no porto de Paranaguá, a última referência para o milho disponível foi de R$ 33,00 por saca.


Data de Publicação: 04/11/2016 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas

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