sábado, 5 de novembro de 2016

Citricultores de Pirassununga e Aguaí, SP, acumulam prejuízos com furtos

05/11/2016 19h23 - Atualizado em 05/11/2016 20h27



Citricultores de Pirassununga e Aguaí, SP, acumulam prejuízos com furtos





'Direto estão vindo roubar', desabafa o produtor Brayan Palhares.
Com medo, empresário quer intensificar segurança em propriedade.

Do G1 São Carlos e Araraquara




Depois de vários casos de furto de sacas de café, agora são os produtores de laranja que estão sendo vítimas de ladrões na região.
O citricultor Brayan Palhares, de Pirassununga (SP), contou que sofreu dois furtos em menos de um mês. "A gente trabalha o ano inteiro. É adubação, são os tratamentos, é domingo, feriado, e chega na hora da colheita eles arrombam o cadeado e roubam", disse. "Está difícil a situação, direto estão vindo roubar".
Antônio Carlos Simonetti, de Aguaí, teve prejuízos com furtos (Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)Antônio Carlos Simonetti, de Aguaí, teve prejuízos
com furtos (Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)
O último caso aconteceu à tarde. Os criminosos aproveitaram que o pomar é bem fechado e não foram vistos enquanto colhiam as frutas. Só quando estavam de saída é que foram flagrados pelo produtor, que chamou a policia.
"Eles roubaram, no mínimo, 50 caixas porque encheram o porta-malas inteiro, o banco de trás do carro inteiro estava lotado de laranja", afirmou. "Há 20 dias, nós também conseguimos pegar um, ele foi preso também, arbitraram fiança e alguns dias depois ele saiu".
Dono de uma propriedade em Aguaí, Antônio Carlos Simonetti também foi vítima de vários furtos. "Fingem que estão trocando o pneu, que o carro está quebrado, e o pessoal está dentro da fazenda roubando laranja e colhendo a laranja", relatou.

Com medo, ele instalou câmeras de monitoramento na fazenda e pretende intensificar a segurança. "A gente vai investir mais em ronda na propriedade".
Escolha
Os criminosos não estão escolhendo a laranja por acaso. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo, o clima prejudicou a produção e, com uma oferta menor, o preço da caixa subiu. Em 2015, ela era vendida por R$ 16. Neste ano, o valor médio foi de R$ 20 e agora, no fim da colheita, chega a R$ 35.
Além do preço, a falta de fiscalização na hora da venda também facilita a prática do crime, de acordo com a Polícia Militar. "Aqueles carrinhos ou o pessoal vendendo na feira com sacolinhas", exemplificou o capitão Neymar dos Santos. "Facilita a receptação desses produtos para a venda no mercado".
tópicos:
  • Pirassununga
    • Para acessar o video clique no link abaixo.
      http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2016/11/citricultores-de-pirassununga-e-aguai-sp-acumulam-prejuizos-com-furtos.html

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