segunda-feira, 1 de julho de 2013

BNDES passará a financiar investimentos em armazenagem de grãos

BNDES passará a financiar investimentos em armazenagem de grãos Visitas: 192 BNDES passará a financiar investimentos em armazenagem de grãos 01/07/13 - 00:00 Brasília – Os produtores de grãos terão acesso a uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para financiar investimentos em armazenagem de grãos. O Conselho Monetário Nacional (CMN) criou um subprograma dentro do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) para financiar a construção e ampliação de silos e estruturas auxiliares. De acordo com o assessor econômico do Tesouro Nacional, Bruno Leal, o orçamento para a nova linha de crédito saiu do remanejamento de recursos de um subprograma para compra de caminhões e ônibus, cujo orçamento foi reduzido de R$ 88,3 bilhões para R$ 87,3 bilhões. Os empréstimos terão prazo de 180 meses (15 anos) e juros de 3,5% ao ano, sendo que o principal da dívida só começará a ser pago em três anos. Criado em 2009, o PSI financia a produção, aquisição e exportação de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e investimentos em inovação tecnológica. Os financiamentos são concedidos com recursos do BNDES, mas são operados pela rede de agentes financeiros associada ao banco de fomento. O CMN também autorizou que pessoas físicas produtores rurais adquiram caminhões por meio do PSI. Até agora, apenas as empresas podiam ter acesso às linhas de crédito para ônibus e caminhões. Os mutuários pagarão juros de 4% ao ano para as operações contratadas até 31 de dezembro de 2013. O Conselho Monetário permitiu ainda que o Fundo de Terras e da Reforma Agrária, que empresta recursos para programas de assentamento rural, financie não apenas a aquisição do imóvel, mas despesas extras, como tributos, serviços de medição e topografia. O CMN prorrogou ainda para 29 de novembro o prazo final para a formalização das renegociações das operações contratadas até o fim do ano passado. O prazo acabaria no fim deste mês. Para os assentados dos municípios do Nordeste afetados pela seca, o CMN autorizou que as parcelas dos financiamentos do Fundo da Terra com vencimento em 2012, 2013 e 2014 sejam renegociadas em até dez anos. De acordo com o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, João Rabelo, o governo apenas estendeu aos assentados os benefícios já concedidos aos produtores rurais da região anunciados em abril. Edição: Nádia Franco Agência Brasil Autor: Wellton Máximo

Arroba da erva-mate sobe quase 200% em um ano no Paraná

Arroba da erva-mate sobe quase 200% em um ano no Paraná 01/07/2013 07h48 Os agricultores estão felizes e investem no cultivo. Venda de mudas também increment Os irmãos Oswaldo e Cláudio Lotek vivem na área rural de Cruz Machado, município que fica na região sul do estado. Nos últimos anos, eles diversificaram a produção do sítio e incluíram a erva mate, que está em todos os cantos da propriedade. Tem pés ao sol, na sombra, tem erva mate nativa. A plantação tem cerca de 14 hectares. O município é um dos maiores produtores do estado, são mais de 50 mil toneladas por ano. A planta encontra tudo que ela precisa na região, não faz muito frio e há bastante umidade. Além do clima favorável, o preço também tem se destacado. O aumento aconteceu porque o clima comprometeu as últimas safras no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Além disso, parte da produção foi para atender ao mercado externo, principalmente China e Japão. Com isso faltou produto e os produtores paranaenses foram beneficiados. Cláudio e Oswaldo, depois de nove anos de cultivo, foram em busca de conhecimento e aprenderam as técnicas para produzir mudas. Agora, além da colheita, eles também estão ganhando dinheiro produzindo mudas. "Dá um dinheirinho bom, dá para manter a propriedade", explica Cláudio. tópicos: Cruz Machado DO GLOBO RURAL

Em MG, agricultores comemoram o aumento da procura pelo inhame

Em MG, agricultores comemoram o aumento da procura pelo inhame 01/07/2013 07h30 Em Barbacena, os agricultores comemoram a safra do inhame. Cotação da raiz está três ve O dia começa com neblina, frio e muito trabalho na propriedade de Rivelino Rosa, zona rural de Barbacena, em Minas Gerais. Ele e a mulher trabalham com agilidade na colheita do inhame, que rende cerca de 3 mil sacas de 20 quilos por ano. Há mais de 10 anos na atividade, Rivelino explica que nesta época a procura pela raiz é maior por causa do preparo de sopas. Hoje, a cotação é de R$ 30 a saca, três vezes mais que no mesmo período do ano passado. De acordo com Rivelino, em 2012, fez muito calor no fim do ano, o que provocou perdas na plantação. Com menos oferta, o preço subiu. A colheita está boa, mas segundo os agricultores, deve melhorar ainda mais a partir de agosto, no declínio da safra. Com menos produto no mercado, quem ainda tiver inhame para vender tende a conseguir um preço melhor ainda. Os agricultores de Barbacena gastam cerca de R$ 5 para produzir uma saca de 20 quilos de inhame. Ivair Carneiro, que tem uma área de 10 hectares, diz que a cotação, que já é a melhor dos últimos quatro anos, pode chegar até R$ 40. "A tendência é que o preço suba por causa da redução na oferta", diz. tópicos: Barbacena DO GLOBO RURAL

Agricultores se unem em cooperativa e administram fábrica de chocolate no PA

Agricultores se unem em cooperativa e administram fábrica de chocolate no PA 01/07/2013 07h07 Ideia é fazer o beneficiamento do cacau e alcançar preços melhores. Produtores da região da Transamaz As lavouras de cacau de Medicilândia, município que produz 30 mil toneladas por ano, estão carregadas de frutos maduros. Os colhedores trabalham intensamente para aproveitar a safra. Só os frutos bem maduros, na cor amarelo-ouro são colhidos. Depois da retirada da casca, a amêndoa é levada até os cochos, onde o cacau fermenta até ser levado para secagem em barcaças. O processo demora em média 21 dias. Parte da produção já está reservada para abastecer a primeira fábrica de chocolate da região Norte, implantada há dois anos em Medicilândia. Os produtores de cacau da Transamazônica têm o desafio de produzir amêndoas de melhor qualidade e agregar valor ao produto. Com a produção de cacau fino para a indústria, eles esperam alcançar melhores preços. A fábrica é administrada pela Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica, formada por 40 sócios, que já registrou uma marca própria do produto. O preço da amêndoa na indústria varia de R$ 6 a R$ 8 o quilo, enquanto que o cacau comum é vendido na região por, no máximo, R$ 4,80 o quilo. A fábrica mantém um padrão que exige amêndoas com mais qualidade. O teste é a primeira fase da produção. As amêndoas vão para uma máquina de classificação e esterilização e depois são torradas. Em seguida é feita a primeira pesagem, a separação das cascas e a moagem. Trituradas, elas são misturadas a outros ingredientes como o açúcar e a manteiga de cacau. Depois de bem misturada, a massa vai para o refinador, onde passa por resfriamento e ganha uma nova textura. Em seguida cai em uma concha, que mexe o chocolate por 48 horas. A fábrica produz cerca de 80 quilos de chocolate por dia e quer dobrar esse número até o fim do ano para atender aos pedidos que não param de aumentar. Os bombons, desenformados e embalados, são guardados em caixas de isopor que serão levadas para distribuição. São 15 tipos de bombons recheados com frutas regionais, além do tradicional chocolate em barra. O produto está sendo comercializado em lojas da região. As mulheres dos sócios também vendem geleias, licores e embalagens artesanais feitas com a folha do cacaueiro. tópicos: Medicilândia DO GLOBO RURAL

Pão de amendoim faz sucesso no café da manhã de SP

Pão de amendoim faz sucesso no café da manhã de SP 01/07/2013 07h18 Pão de amendoim é receita centenária e tem origem na Sibéria. Globo Rural mostra série sobr Plantar hortaliças é uma tradição de 50 anos na família de Iracy Oliveira. Na horta, em Piedade, sudeste de São Paulo, há muita variedade, principalmente de temperos, mas além do trabalho na terra, ela tem orgulho dos dons culinários. Uma das receitas de sucesso é o pão de amendoim. Ingredientes ½ quilo de farinha de trigo 2 ovos 1 copo de água morna 2 colheres de margarina 100 gramas de açúcar cristal 1 colher de fermento biológico 500 gramas de amendoim cru triturado 1 pitada de sal Modo de Preparo Primeiro coloque o fermento para crescer em um recipiente pequeno, misturado com um pouco de farinha de trigo. Dilua a mistura em um pouco de água e tampe. Em uma vasilha, misture a farinha de trigo, os ovos, o açúcar e a margarina. Acrescente o fermento e uma pitadinha de sal. Mexa e adicione água até dar o ponto. A água tem que estar morna para não quebrar a ação do fermento. Untar o rolo com óleo de soja impede que a massa fique grudando. Espalhe farinha de trigo sobre a mesa, divida e abra a massa com a ajuda do rolo. Coloque por cima o amendoim, que foi misturado com açúcar, e aplique água com um spray para que a massa fique molhadinha. Enrole e prenda as pontas para evitar que abra. Coloque em uma forma untada com óleo e farinha. Deixe crescer por 40 minutos e leve para o forno, onde deve ficar por cerca de 25 minutos em temperatura alta. tópicos: Piedade DO GLOBO RURAL

No CE, agricultores que exportam melão faturam com o dólar em alta

No CE, agricultores que exportam melão faturam com o dólar em alta 01/07/2013 07h25 Seca não atrapalhou o cultivo do melão em uma fazenda em Icapuí. Investimento em tecnologias ajuda a No meio do semiárido cearense, a fartura de uma fruta doce e suculenta chama a atenção. Uma fazenda em Icapuí, no Ceará, na divisa com o Rio Grande do Norte, tem 3,5 mil hectares plantados com melão, produção que rende mais de 100 mil toneladas por ano. Cerca de 70% é vendido para o exterior. Cada país, prefere um tipo. O cantalupe, por exemplo, faz sucesso principalmente entre os alemães e os ingleses. Os americanos preferem o melão amarelo. Os asiáticos e os espanhóis são os principais consumidores do melão conhecido como pele de sapo. Uma das grandes vantagens do melão em relação a outras frutas é a rapidez com que é produzido, 70 dias do plantio à colheita. Cultivar áreas tão grandes em meio a dois anos de pouca chuva tem a solução debaixo do solo. Alguns poços tiram água de até 900 metros de profundidade e têm capacidade para bombear 80 mil litros por hora. A fórmula para os bons resultados inclui também o uso da tecnologia. O plantio de mudas, em vez de sementes, diminuiu a perda na lavoura de 30 para 5%. Por dia, até 1 milhão de mudas são produzidas na fazenda. O processo final antes dos melões seguirem para o exterior também é feito na própria fazenda. Mais de 30 países compram o melão produzido no estado e os exportadores acreditam que o mercado poderia ser ampliado se houvesse mais investimento em infraestrutura. A caixa de 20 quilos de melão é vendida para o exterior por US$7. Como o dólar está bastante valorizado, o faturamento da fazenda cresceu 20% este ano. tópicos: Icapuí DO GLOBO RURAL

Aumento no preço do feijão anima produtores de Cristalina, GO

Aumento no preço do feijão anima produtores de Cristalina, GO 01/07/2013 06h39 Feijão ocupa 15 mil hectares na segunda safra do município. Produção deve chegar a 1,180 O feijão ocupa 15 mil hectares na segunda safra em Cristalina, leste de Goiás, praticamente a mesma área plantada em relação ao ano passado. O sol forte durante o dia e o frio à noite favorecem a lavoura nesta época do ano. Como o período é de pouca chuva, o cultivo só é possível através da irrigação. Nesta safra, os produtores de Cristalina estão preocupados com a mosca branca e com a lagarta helicoverpa armígera, pragas que prejudicam a produtividade e a qualidade dos grãos. A helicoverpa armígera já prejudicou a soja na safra de verão. Como os ataques no feijão não estão sendo tão agressivos, o produtor Marcelo Bonato está conseguindo fazer o controle com inseticidas que já usava para a mosca branca. Para isso, foi preciso dobrar o número de aplicações. Mesmo com o aumento da despesa, Marcelo está otimista com o preço do feijão carioca no mercado. Esta semana, em Goiás, a saca foi vendida, em média, por R$ 216, valor abaixo dos R$ 254 que chegou há 30 dias, mas bem acima dos R$ 180 pagos no mês de junho do ano passado. A colheita do feijão em Cristalina começa em agosto. Em todo o Brasil, a produção deve chegar a 1,180 milhão de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). O aumento registrado é de quase 12% em relação à mesma safra do ano passado. tópicos: CONAB, Cristalina DO GLOBO RURAL