domingo, 1 de setembro de 2013
Empresa se especializa na criação de sites e aplicativos flexíveis
Empresa se especializa na criação de sites e aplicativos flexíveis
01/09/2013 07h57
Objetivo é que páginas da internet se adaptem a qualquer tamanho de tela.
Até 2015, 110 milhões de pessoas acessarão internet p
Cerca de 52 milhões de pessoas acessam a internet pelo celular no Brasil. E o número vai crescer muito: até 2015 serão 110 milhões, segundo o Instituto Ipsos.
De olho neste mercado, empresa desenvolve sites e aplicativos flexíveis, que se adaptam a qualquer tamanho de tela, especialmente a dos celulares.
O mercado frenético da internet não para de mudar. Cada vez mais pessoas usam equipamentos portáteis para navegar na praça, no carro, no restaurante. Só que, muitas vezes, fica difícil enxergar o conteúdo numa tela pequena.
Ao tentar ver um site no celular, muitas vezes não dá para enxergar direito as letras, quando o usuário amplia as frases ficam cortadas, enfim, nem sempre é uma experiência prática.
O empresário Cleiton Tortato percebeu a lacuna no mercado e se diferenciou. Desde 2011, ele faz sites flexíveis para empresas, adaptáveis a qualquer tela.
“O cenário é muito heterogêneo de dispositivos, tamanhos de telas diferentes. E o consumidor é que está atrás dessas telas (de tablets, notebooks, celulares, televisões). O gestor da marca, o empresário precisa entender esse desafio e pôr seu conteúdo numa forma adaptável para que ele atinja o público que ele precisa”, destaca o empresário.
Tortato levou um ano para aprender e testar a nova tecnologia. Ele investiu R$ 50 mil em treinamento de equipe e dispositivos. “Ela não é uma tecnologia tão recente, mas ela se faz muito necessária agora que a gente tem um ambiente muito heterogêneo de tamanho de dispositivos, de tela.”
A empresa de Cleiton tem 13 funcionários e faz 12 projetos por mês com a tecnologia flexível. O empresário usa a tecnologia como diferencial de mercado, sem cobrar mais por isso. Um site flexível custa de R$ 12 a R$ 15 mil, dependendo do tamanho e da complexidade do projeto. E a tecnologia também pode ser usada em aplicativos, como formulários e demonstrativos.
“O empreendedor atento tem que construir seu site ou aplicativo, sua marca, pensando que sua audiência vai ver de uma forma legível. (...) Eu acredito que 20% do mercado já esteja utilizando, mas pouca gente está atento ao quanto isso ainda vai ser necessário”, diz Tortato. “Na verdade a venda de PCs vem reduzindo e a gente tem mais smartphones e tablets no mercado.”
Fabiana Akel é uma das clientes da Tortato It. Ela tem uma empresa de credenciamento on-line para eventos. Fabiana encomendou um portal flexível para substituir o site tradicional da empresa. Agora, as pessoas entram no site e fazem o cadastramento para os eventos de qualquer equipamento. A nova tecnologia aumentou em 30% o número de clientes de Fabiana.
“A gente decidiu criar um aplicativo com nossos parceiros para facilitar o dia a dia das pessoas e a gente não ter o trabalho de confirmação por telefone, gastos excessivos, então as pessoas entram, cadastram e já vai e-mail de confirmação”, comenta Fabiana.
No último ano, o empresário Cleiton Tortato faturou R$ 950 mil. Mas ele aposta em muito mais. Hoje uma minoria dos sites brasileiros é flexível. E Cleiton afirma: o mercado vai se encantar com a tecnologia nos próximos anos.
“A gente aposta nisso porque a tecnologia não volta para trás, nunca mais a gente vai ter aquele único dispositivo na internet, sempre um ambiente cada vez mais heterogêneo”, aposta o empresário.
CONTATOS:
TORTATO IT
Contato: Empresário Cleiton Tortato do Sacramento
Rua Cajaíba, 123 – Cj. 25 – Pompéia
São Paulo/SP – CEP: 05025-000
Telefone: (11) 3542-3870
www.tortatoit.com.br
CREDENCIE
Contato: Empresária Fabiana Akel
Rua Cônego José Marinho, 131 – Jaguaré
São Paulo/SP – CEP: 05337-080
Telefone: (11) 3766-4449
www.credencie.com.br
Mutirão carcerário descobre preso no CE que devia estar solto desde 1989
Mutirão carcerário descobre preso no CE que devia estar solto desde 1989
01/09/2013 10h16
Homem foi preso na década de 60 e recebeu alvará de soltura em 1989.
Com cerca de 80 anos, ele pode ser o detento mais antiUm homem de aproximadamente 80 anos está preso irregularmente no Ceará. Ele foi preso na década de 1960, recebeu alvará de soltura em 1989, após ter a pena extinta pela Justiça, embora permaneça em uma unidade prisional, o Instituto Psiquiátrico Governador Stenio Gomes (IPGSG), em Itaitinga, na Grande Fortaleza (RMF). O homem foi identificado durante o Mutirão Carcerário que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza no Ceará desde 7 de agosto.
“Acho que este ser humano, em uma cadeira de rodas, usando fraldas, deve ser o preso mais antigo do Brasil, pois a informação é de que ingressou no sistema prisional na década de 60 do século passado”, afirmou o juiz Paulo Augusto Irion, um dos coordenadores do Mutirão Carcerário do CNJ. Segundo ele, outras cinco pessoas estão na mesma situação.
O CNJ faz o mutirão em Fortaleza desde 7 de agosto com o objetivo de avaliar as condições de encarceramento no estado e verificar se há prisões ilegais. O nome, idade e motivo pelo qual o detento foi preso não foram revelados. O CNJ afirma que vai procurar regularizar a situação dele.
Essa é a terceira vez que o Ceará recebe o Mutirão Carcerário. A primeira aconteceu em 2009 e a segunda em 2011. Na última visita, foram examinados 6.500 processos e cerca de 1.200 presos foram soltos. Segundo dados da Secretaria de Justiça do Estado, existem no Ceará, 19.665 presos.
Outros casos
“Nesse instituto, me deparei com seis pessoas internadas que já tiveram declaradas extintas as suas punibilidades, porém permanecem recolhidas devido ao abandono dos familiares, acrescido ainda ao fato da ausência de uma instituição hospitalar própria para abrigá-los. Essas pessoas não mais poderiam permanecer no local, entre as que estão internadas em decorrência da intervenção do Direito Penal. A situação dessas pessoas é meramente de saúde, não mais de Direito Penal”, criticou o magistrado.
O juiz disse ainda que o Instituto Psiquiátrico funciona em um prédio antigo, que precisa de “urgentíssimas reformas estruturais”, como muitas unidades do sistema carcerário do Ceará, inspecionadas pelo mutirão. As inspeções de unidades prisionais em todo o estado seguirão até o dia 6 de setembro, com o reexame de cerca de 18,6 mil processos de presos condenados e provisórios. O objetivo é avaliar as condições de encarceramento e garantir o atendimento aos direitos dos detentos.
Recomendação para fechar presídios
A coordenação do Mutirão Carcerário do Conselho Nacional de Justiça no Ceará vai recomendar ao Governo do Estado a interdição da Casa de Privação Provisória de Liberdade Desembargador Francisco Adalberto de Oliveira Barros Leal (CPPL), localizada em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e da Cadeia Pública de Tianguá, na região Oeste do estado. Segundo o CNJ, os locais funcionam em condições precárias.
A Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus), responsável pela administração das unidades prisionais, disse que só vai se manifestar sobre o assunto quando for informada, oficialmente, da recomendação.
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Itaitinga
Jornal recupera e relata seus 88 anos de história
Projeto reconstitui posicionamentos editoriais, lemb
O GLOBO (Email · Facebook · Twitter)
Publicado: 31/08/13 - 17h00
Atualizado: 31/08/13 - 17h23
RIO - O GLOBO expõe, a partir de hoje, pela internet, sua trajetória de 88 anos. O Memória, acessado por meio do site do jornal, é uma grande reportagem sobre o próprio GLOBO. Nela, são abordados vários aspectos destas quase nove décadas de existência.
ra reportagens de peso, assume erros e respo
O projeto Memória pretende reunir ainda mais fortemente o leitor com o seu jornal diário. O GLOBO conta a sua História, relembrando grandes coberturas e reportagens, os mais importantes momentos dos últimos 88 anos, e reproduzindo as melhores páginas produzidas pelos editores. E abrindo suas próprias feridas, reconhecendo erros e equívocos cometidos ao longo da sua História, como o apoio dado pelo jornal ao golpe militar de 1964 e a cobertura vacilante dos primeiros instantes do movimento pelas Diretas Já — destaca o diretor de Redação, Ascânio Seleme.
Este é um espaço para resgatar e preservar a História do jornal. Dividido em seções, dispõe de ferramentas adequadas para a pesquisa de temas que, reunidos diariamente nas páginas do GLOBO, dão a dimensão do jornal como um organismo vivo, que se renova registrando fatos determinantes do dia a dia — de manifestações da comunidade a grandes acontecimentos que marcam a sociedade, provocam mudanças no país e no mundo.
É possível saber, por exemplo, como repórteres apuraram algumas das grandes reportagens do jornal. Como nasceu, desenvolveu-se e enfim chegou ao papel, ou a um meio digital nos anos mais recentes, uma determinada pauta — a tarefa que cada repórter recebe na Redação.
As seções trazem, ainda, a relação de prêmios jornalísticos e institucionais recebidos pelo GLOBO, as promoções feitas ao longo do tempo, o registro de fatos marcantes que estiveram em suas primeiras páginas. Há, também, em sequência cronológica, as diversas etapas da trajetória do jornal, perfil e depoimentos de quem participa ou participou desta grande história. Sandra Sanches, diretora-executiva do GLOBO, destaca que o Memória será atualizado constantemente, “para que o leitor acompanhe, no tempo presente, a evolução do jornal.”
O novo espaço, portanto, também será dinâmico, embora num ritmo de atualização menos intenso que o do noticiário do cotidiano. Na versão impressa do jornal, é preciso mostrar ao leitor, da forma mais atualizada e ampla possível, o que aconteceu no dia anterior — os fatos que são acompanhados, enquanto se desenrolam, nas diversas plataformas digitais do GLOBO. Com uma desfasagem que permita alguma reflexão mais segura sobre a importância das notícias, o Memória, num segundo momento, também registrará a maneira como as mais relevantes foram editadas.
Em uma das seções, o leitor encontrará digitalizadas capas que trazem acontecimentos históricos na vida da cidade, do país e do mundo, desde a fundação do jornal, em 1925, enriquecidas por vídeos e depoimentos.
Numa visão abrangente, a responsável pelo Projeto Memória da Globo, Sílvia Fiúza, consultora deste novo espaço do jornal, considera-o “essencial para colaborar com a História da imprensa e da comunicação no Brasil”.
Memória O GLOBO chega depois do lançamento, no último dia 18, do Acervo, no qual o internauta pode consultar todas as edições destes 88 anos de existência. Também em atualização constante. Com isso, o jornal ganha amplitude na internet. Se o noticiário pode ser acompanhado, a qualquer momento, pelo site, e, no final da tarde, há a edição vespertina do GLOBO a Mais, o Acervo coloca à disposição do leitor 88 anos de jornalismo e o Memória expõe as bases sobre as quais se edificam a cultura e a tradição do jornal.
Estiagem provoca morte de animais em propriedades da Paraíba
Estiagem provoca morte de animais em propriedades da Paraíba
01/09/2013 09h00
Rebanhos estão morrendo de fome em vários municípios do estado.
Em algumas propriedade, animais que restaram
A pouca chuva registrada no semiárido nordestino desde o ano passado pode comprometer já a produção de 2014. O rebanho de gado, cabras e ovelhas tem diminuído bastante, seja porque os animais morreram de fome ou porque a venda foi inevitável.
De Taperoá a Santa Cecília e de Queimadas a Serra Branca. Muda a localidade, mas não muda o impacto da seca que deixa a terra rachada, a carcaça jogada e o açude sem água. A pouca chuva é um elemento comum nos quatro municípios da Paraíba.
Não é de hoje que o Nordeste brasileiro sofre com a seca. A paisagem cinza por conta da falta de água pode até não ser novidade porque todo ano tem seca pela região. A diferença é que dessa vez, a situação resolveu ser mais duradoura e não deu tempo de a vegetação se recuperar. A seca de 2012 praticamente se encavalou com a de 2013, o que deixou a realidade ainda mais crítica.
O criador Luiz Gonzaga de Holanda, do município de Serra Branca, na região do Cariri, viu a diminuição do rebanho de ovelhas com a falta de comida. Os animais que restaram estão bem abaixo do peso ideal. “Tinha um rebanho de 120 ovelhas. Eu tive que vender no início da seca 50%. Um animal, por exemplo, que valia R$ 120,00, nós chegamos a vender a R$ 60,00”, diz.
Na propriedade é possível encontrar outras marcas deixadas pela seca. “Uma das árvores mais resistentes que temos é a algaroba. Dificilmente morre um pé de algaroba. Já morreram várias algarobas com a seca. Era para estar verde, mas, infelizmente, algarobas velhas morreram”, diz o Gonzaga de Holanda.
Para continuar resistindo, os outros produtores da região tiveram que recorrer ao que restou da caatinga para dar de comer aos animais. O xiquexique é uma das plantas da caatinga que tem mais espinho. Alguns deles chegam a ter o tamanho de um dedo e são muito duros. Quando o agricultor tem que transformar a planta em alimento para o rebanho é porque a situação ficou muito crítica.
Desde quando a seca apertou, o trabalhador rural Martinho Lutero não passa um dia sem preparar o xiquexique para as ovelhas do criador Luiz Gonzaga de Holanda. Depois de cortar uma parte da planta, ele coloca fogo no xiquexique para eliminar os espinhos. Os animais só comem o xiquexique depois que ele já estiver esfriado.
A intensidade dessa seca fez com que muitos proprietários escolhessem uma área para jogar as carcaças dos animais que morreram de fome. O cemitério é um local onde o caseiro Francisco das Chagas frequenta com frequência. “De 138 animais, 36 a gente perdeu. Trabalhei mais trazendo animais para o cemitério do que em outras atividades da fazenda”, diz.
Em Taperoá vive um dos criadores mais respeitados do Nordeste quando o assunto é a convivência com o semiárido. O criador Manelito Dantos faz um trabalho de preservação de cabras e ovelhas adaptadas a região Nordeste do Brasil. O conhecimento do seu Manelito sobre o que criar e o que plantar transformou a fazenda dele em um exemplo de como lidar com as adversidades do sertão.
Nas anotações do seu Manelito, que acompanha os índices pluviométricos da propriedade desde a década de 70, a chuva de 2012 foi de 163 milímetros. A estiagem desse ano, até agora, não passou dos 120, quando o esperado eram seiscentos milímetros. “O maior prejuízo da seca é o que deixa de nascer. Os animais para se preservar suspendem o cio”, diz.
Foi o que aconteceu com o rebanho de gado de leite, como conta Joaquim Dantas, um dos filhos do seu Manelito. “Em um ano normal, no mês de janeiro, que é o que mais nasce bezerro aqui, nascem entre 60 e 70 bezerros. Esse ano, por causa de 2012, em janeiro de 2013 só nasceu um bezerro”, diz.
Sem nascimentos, a produção de leite também despencou. “Está em torno de 10% a 15% do que a gente tinha antes. A coisa está se repetindo para 2014. A produção só vai se equilibrar em 2015 se o ano que vem chover”, completa Dantas.
Se há falta de comida no campo, porque a pastagem está rapada, há falta de comida também no barracão que armazena o feno.
No município de Queimadas, no agreste nordestino, a paisagem está verde com os 350 milímetros que choveu desde o início do ano, mas o volume é metade do esperado para a região. A pastagem se recuperou bem na propriedade do agricultor Alberto Rodrigues, mas não deu para segurar o rebanho. “Tinha 60 carneiro e eu tive que vender 50. Vendi e 15 dias depois começou a chuva. Me arrependi muito, mas só que na hora você não tem o que fazer. A chuva desse ano não deu para fazer água. A gente está vendo ração, mas água não foi feito”, lamenta.
"Fazer água", como diz o agricultor, significa basicamente chover o suficiente para encher os açudes sem que o criador tenha que desembolsar de R$ 80,00 a R$ 100,00 para levar um caminhão de água até a propriedade.
Na sede da Emater, em Campina Grande, o coordenador regional da instituição José Sales Júnior, fulano fez um balaço da seca. “Existe uma estimativa a partir da última campanha de vacinação contra febre aftosa de maio e junho de 2013, onde aproximadamente 300 mil animais não foram declarados na vacina. Então, existe uma hipótese de que dentro desses 300 mil animais também exista uma mortalidade”, diz.
Na luta constante com a seca, o agricultor nordestino vem se adaptando a cada ano para poder conviver com a natureza da região. Para isso, é preciso disposição para aprender e absorver as lições que a própria caatinga tem para dar
O agricultor Augusto Batista e genro Marcos da Silva, do município de Santa Cecília, cortam pela primeira vez a maniçoba para fazer feno para o gado. O que era considerado planta daninha se tornou uma riqueza.
“Pelo teor de proteína, a maniçoba substitui tranquilamente a soja. Tendo ou não chuva, ela vai nascer”, diz Ailton dos Santos, agrônomo da Emater/PB.
Por ser parente da mandioca, ou macaxeira como se diz na região, a maniçoba também contém o ácido cianídrico e não pode ser fornecida in natura aos animais. Por quatro cinco dias, ela precisa secar a pleno sol para o ácido evaporar não prejudicar a saúde do rebanho.
A maniçoba passa a ser mais um recurso de convivência com a seca porque viver em uma região onde a chuva é incerta exige estratégias constantes no dia a dia do agricultor.
Confira o vídeo ao lado e veja o material extra que o repórter César Dassie produziu sobre a seca prolongada no Nordeste.

DO GLOBO RURAL

DO GLOBO RURAL
Agricultores calculam os prejuízos causados pela geada no trigo no PR
Agricultores calculam os prejuízos causados pela geada no trigo no PR
01/09/2013 08h30
Estimativa de safra da Conab era de 2,7 milhões de toneladas.
Mas, total não deve chegar a 2 milhões de toneladas, com quebra de 26%.
A colheita do trigo está começando no Paraná e os agricultores fazem as contas do estrago provocado pelas geadas. Ao mesmo tempo, eles têm que tomar providências para o plantio da safra de verão.
Alguns produtores do município de Céu Azul, no oeste do Paraná, estão fazendo a colheita do trigo. Na fazenda onde foram plantados 600 hectares era esperada uma colheita de 50 sacas por hectare. Mas no final de agosto, a temperatura no município chegou a atingir dois graus negativos. A geada provocou grande queda de produtividade na propriedade e a produção não deve passar de dez sacas por hectare.
Durante a semana, a CONAB divulgou uma nova estimativa da safra paranaense de trigo. A previsão inicial falava em 2,7 milhões de toneladas. Agora, o total não deve chegar a 2 milhões de toneladas, com quebra de 26%. Além da queda na produção, o frio também prejudicou o peso por hectolitro (ph), número que indica o peso e a qualidade do trigo.
O momento é de esquecer a frustração com o trigo e começar a pensar no plantio da próxima safra de soja. A análise do solo indicou a necessidade de 2,5 toneladas de calcário por hectare. Essa operação não pode esperar porque o calcário precisa de tempo para ser assimilado pelo terreno. O plantio na propriedade será feito apenas daqui a 45 dias.
Em outra propriedade, a fazenda Iguaçu, parte do trigo irá virar silagem para alimentar as vacas leiteiras. Os peritos do seguro estiveram no lugar e deram perda total. “O grão não fez o enchimento praticamente de nada. Ele está totalmente sem o grão e só tem a película que protege o grão. Na metade da área vamos receber 100% do capital investido. Na outra metade, vamos ter que colocar a máquina para ver o que dá de receita para descontar o que foi investido”, diz o agricultor Mário Socella.
Para não perder tempo, o produtor está matando com herbicida o trigo mais velho que não granou. Daqui a cerca de 20 dias, ele iniciará o plantio da soja em cima da palhada.
A Coodetec é uma empresa formada por cooperativas que fornecem sementes para o país inteiro. O gerente de comercialização, Marcelo Bohnen, diz que 85% do estoque já foi vendido. A procura das sementes é grande por conta do preço da soja que está em alta.
“A gente tem uma perspectiva de aumento da área de soja acima de 4%. Além do crescimento de novas áreas agrícolas para a soja, como áreas de pastagens que serão ocupadas com soja; também vai ter um crescimento da área de soja em cima da área de milho”, diz Bohnen.
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CONAB
DO GLOBO RURAL
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Frigoríficos brasileiros enfrentam mercado externo desfavorável
Frigoríficos brasileiros enfrentam mercado externo desfavorável
01/09/2013 08h30
Carne brasileira foi colocada no mercado externo por US$ 4.288 em agosto.
Houve redução de US$ 125 por tonelada em relação
Os frigoríficos brasileiros enfrentam este ano um mercado externo mais desfavorável. O valor em dólar tem registrado queda. De acordo com os dados da Secretaria do Comércio Exterior, a tonelada da carne brasileira foi colocada no mercado externo em agosto por US$ 4.288, o que significa redução de US$ 125 por tonelada em relação aos preços praticados em julho deste ano.
Os maiores frigoríficos de Mato Grosso do Sul abateram quase 35 mil bois em uma semana. A oferta é considerada normal para esse período de entressafra. Mesmo com a queda em dólar, não houve perda de dinheiro para os frigoríficos. Com a alta da moeda norte-americana em agosto, as empresas exportadoras de carne receberam mais reais por dólar exportado.
"Com a valorização do dólar, a gente consegue ter um retorno melhor em alguns cortes. Nisso consegue manter o valor em dólar no mesmo patamar ou um pouco mais baixo. Para nós no Brasil não altera muito porque a valorização acaba ajudando”, diz Eduardo Azzi, gerente do frigorífico.
O analista João Cuthi Dias afirma que as exportações assumiram um papel estratégico para o equilíbrio do mercado da carne no país. "O mercado de carne bovina no Brasil, 83% é para o mercado interno. E você tem os mesmo preços do traseiro e do dianteiro hoje, em agosto de 2013, em relação a agosto de 2012. O que salva são as exportações. Se não tivesse isso, o mercado interno haveria um excesso de carne e consequentemente uma derrubada no preço do boi. O boi se manteve estável no primeiro semestre. Há uma perspectiva de melhorar agora no segundo semestre. Isso deve-se em grande parte as exportações”, diz.
DO GLOBO RURAL
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Pesquisadores conseguem avanços no combate da malária no Amazonas
Pesquisadores conseguem avanços no combate da malária no Amazonas
01/09/2013 08h15
Cientistas visitam comunidades onde há alta incidência da doença.
Um dos desafios foi conhecer o comportamento do mosqu
O número de casos de malária registrou queda de 30% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com essa redução, a doença ainda é um problema grave na Amazônia. Pesquisas realizadas na região têm apresentado avanços para o controle do mosquito transmissor da malária.
Não há outro inimigo capaz de deixar o caboclo da Amazônia mais abatido do que o anopheles darlingi, nome científico do mosquito da malária. Apenas a fêmea transmite a doença e só após ter picado uma pessoa contaminada. A saliva do mosquito tem um parasita, que é um protozoário. Ele entra na corrente sanguínea da pessoa picada, se aloja no fígado e se multiplica. O principal sintoma é a febre, que geralmente aparece depois de duas semanas.
O agricultor Manoel Ciro, de 71 anos, vive da agricultura. Desde quando começou a trabalhar na roça, ainda jovem, convive com a doença. “Quando a malária ataca não tem quem resista. Eu desmaiei perto do limoeiro”, diz.
Não é só a saúde que sofre. A produção agrícola também. O trabalho nas lavouras fica prejudicado no assentamento com 37 famílias perto de Manaus. “A malária vem interferindo nos trabalhos comunitários, trabalho individual. As pessoas infectadas pelo transmissor da malária estão deixando de vir. Em um calor deste, a pessoa não suporta. Eu acredito que 50% das pessoas já contraíram malária”, diz o líder do assentamento José Rodrigues.
Embora seja um mosquito da selva, o problema preocupa mais nas regiões urbanas da Amazônia. Em Manaus, por exemplo, cerca de 300 mil pessoas, 16% por cento da população, vivem em áreas consideradas de risco.
Os maiores focos de contaminação no município de Manaus ficam na periferia da capital, onde a ocupação urbana avançou sobre a floresta. Quando isso acontece, o mosquito substitui suas fontes naturais de alimentação pelo sangue humano.
A malária não tem vacina. O exame é simples, feito nos postos de saúde. Os agentes que trabalham no combate fazem o acompanhamento das pessoas contaminadas que vivem em comunidades mais distantes dos postos. Eles levam o remédio contra malária para os pacientes. O tratamento dura até dez dias e se for interrompido a doença volta.
O biólogo Wanderli Tadei é o coordenador da pesquisa sobre a malária desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Toda semana, os cientistas visitam comunidades onde há alta incidência da doença. Um dos desafios do trabalho foi conhecer o comportamento do mosquito. Uma das descobertas está relacionada ao ciclo das águas.
A pesquisa já confirmou que quando as águas começam a subir, entre novembro e dezembro, aumentam também os casos de malária na Amazônia. O mosquito se reproduz nos igapós, nas regiões inundadas da selva.
“O igapó é um local estável. Então, há possibilidade de formação de todas as algas. Tudo que é necessário para a fêmea por seus ovos e desenvolver as larvas. Com este refluxo das águas, que é o que no momento nós estamos, a fêmea não vai jamais por ovos porque não tem condições de reprodução. Então, ela procura locais mais estáveis de água que são represas, que foram feitos, e tanques de piscicultura. É ali que ela acaba aninhando neste período pra ter a reprodução dos mosquitos”, diz Tadei.
Antônio Francisco da Silva, um dos ajudantes do professor Wanderli Tadei, se prepara para coletar os mosquitos, a parte mais arriscada da pesquisa. Ele usa meia preta para atrair o inseto, que gosta de cores escuras. Com um sugador bucal ele faz a captura.
“Tem que estar bem paramentado para não ser picado e ter sorte para o mosquito infectado não te pegar. Picado sempre vai ser, mas se ele não tiver infectado a gente continua dando sorte, se livrando”, diz Silva.
As prevenções são as conhecidas: borrifar as paredes com inseticida, fechar portas e janelas com telas e usar o fumacê, que mata e expulsa os insetos.
No laboratório, a pesquisa avança em outras áreas. Depois de anos de estudo, o professor Wanderli Tadei e cientistas de várias outras instituições acabam de conseguir fazer o mapeamento genético do mosquito da malária. “O mapeamento destes genes nos permitirá entender a dinâmica destes genes que normalmente ficam resistentes ao inseticida que é utilizado em ações de controle”, diz.
Também estão avançados os estudos para a produção de um repelente de longa duração na pele. Os testes são feitos com mosquitos de laboratório. Os próximos passos serão avançar na área da nanotecnologia, técnica que desenvolve microcápsulas que podem compor até tecidos de roupas. Pode parecer um pequeno avanço, mas é um passo muito importante no combate dessa doença que ainda faz sofrer milhares de brasileiros na Amazônia.
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