segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

30/12/2013 - 12:06

30/12/2013 - 12:06 Dólar deve variar menos em 2014 Agência Brasil A taxa de câmbio deve oscilar menos em 2014 do que em 2013. Para o professor de finanças do Ibemec, Gilberto Braga, o dólar deu sinais de que se estabilizou entre R$ 2,35 a R$ 2,45. “Deve flutuar ao longo do ano nesse intervalo”, projeta. O professor diz que o dólar nesse patamar contribui para manter a inflação alta no país. “O dólar alto gera pressão de custos já que a economia é muito indexada [aumento de preços atrelado ao dólar, por exemplo]”, disse. O professor cita exemplos de produtos que são elevados com o aumento da cotação do dólar: petróleo, outros insumos, e até serviços, como pagamento de patentes no exterior. Braga lembra que somente para os exportadores o dólar alto é bom. “Favorece apenas o setor. O que poderia ajudar de verdade os exportadores seria uma melhora definitiva nas condições de comércio internacional”, acrescenta. Também para a professora de economia da Fundação Getulio Vargas, Virene Matesco, o dólar no atual patamar estimula muito a inflação e beneficia somente as exportações. Segundo ela, o ideal para o setor exportador seria que o país tivesse melhores condições de infraestrutura e logística. “O Brasil não tem competitividade de logística, de infraestrutura. Com isso, o custo de exportação é muito alto. Já que não faz a lição de casa, melhorando a logística e a infraestrutura, tem que ficar buscando do câmbio a competitividade das exportações”, enfatiza. De acordo com a perspectiva de Virene, o BC não vai deixar o dólar oscilar muito acima de R$ 2,35. Além disso, ela acredita que o mercado financeiro há havia “precificado” o efeito do fim da política de estímulos à economia dos Estados Unidos no Brasil. No último dia 18, o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, anunciou que vai reduzir de US$ 85 bilhões mensais para US$ 75 bilhões por mês as compras de títulos públicos que injetam dinheiro na maior economia do planeta. A diminuição dos estímulos deve começar em janeiro. No ano passado, o Fed iniciou um programa de aquisição de títulos da dívida pública norte-americana, num esforço destinado a manter os juros baixos e apoiar a economia do país. Desde o fim de maio, a autoridade monetária dos Estados Unidos tinha indicado que poderia reduzir as ajudas monetárias por causa da recuperação da economia do país. A possibilidade de redução dos estímulos vinha provocando instabilidade nos mercados financeiros mundiais nos últimos meses. Com a diminuição das injeções monetárias, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo. Depois desse anúncio do FED, também no dia 18, o Banco Central brasileiro anunciou a continuidade, por seis meses, o programa de leilões de venda de dólares no mercado futuro, que ajuda a segurar o câmbio. As operações, que acabariam no fim do ano, foram prorrogadas até 30 de junho de 2014. O programa, no entanto, passou por ajustes. De segunda-feira a sexta-feira, o BC leiloará US$ 200 milhões em operações de swap cambial tradicional, que funcionam como venda de dólares no mercado futuro. Atualmente, o BC faz leilões de swap US$ 500 milhões de segunda-feira a quinta-feira. Os leilões de venda de dólares com compromisso de recompra, que são feitos às sextas, passarão a ser feitos em qualquer dia, dependendo das condições do mercado de câmbio. O presidente do BC, Alexandre Tombini, disse, no último dia 10, que o programa diário de intervenções no mercado não agride o sistema de câmbio flutuante. “Temos um sistema [em] que a primeira linha de defesa é a flutuação cambial [taxas de câmbio definidas no mercado]”, ressaltou. Para o BC, o programa assegura proteção ao risco cambial, criando uma proteção às empresas com dívidas em dólar e liquidez (dólares disponíveis) ao mercado de câmbio.

30/12/2013 - 11:47

30/12/2013 - 11:47 Petrobras destina mais de R$ 110 milhões para preservação da Amazônia R7 Nos últimos seis anos, os investimentos da Petrobras destinados a projetos sociais e ambientais no bioma amazônico atingiram R$ 110,8 milhões – o que viabilizou a proteção de 28 espécies de animais nativos. No período, foram beneficiadas mais de 110 mil pessoas envolvendo 124 projetos, que ganharam apoio para desenvolver atividades de educação ambiental e geração de renda. No total, a empresa investiu R$ 1,9 bilhão em projetos ambientais e sociais em todo o país. A estatal destaca, entre os projetos que vêm sendo implementados na região, o de Aquavert (Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos), o Pacto das Águas e o Encauchados Vegetais da Amazônia, que utiliza uma técnica tradicional para impermeabilizar fibras vegetais com uso do látex da árvore do caucho. O Projeto Aquavert, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, tem como objetivo a conservação e o monitoramento de espécies nativas ameaçadas de extinção, nas reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, na região do Médio Solimões, no Amazonas, abrangendo uma área de mais de 3 milhões de hectares. Cada hectare corresponde, aproximadamente, a um campo de futebol. A iniciativa, que vem sendo patrocinada pela Petrobras desde que foi iniciada, em 2010, garantiu, segundo informações da empresa, o nascimento de aproximadamente 42 mil filhotes de quelônios (animais como tartarugas, cágados e jabutis), além de possibilitar o monitoramento de mil tartarugas-da-amazônia - espécie mais ameaçada da região. O projeto conta com a participação de povos indígenas e seringueiros que, de 2007 a 2012, fizeram o plantio de 1,2 milhão de mudas de espécies nativas, como o açaí, a pupunha, castanheira e cerejeira, e a produção de 90 toneladas de borracha e de cerca de 1,5 milhão de quilos de castanha do Brasil, “que gerou R$ 4,8 milhões para os povos da floresta”, segundo a companhia. As informações indicam ainda que, desde 2009, o Projeto Encauchados Vegetais da Amazônia já beneficiou mais de 1.500 pessoas em 17 municípios do Acre, Amazonas, Pará e de Rondônia. Povos indígenas, seringueiros, ribeirinhos, quilombolas e agricultores familiares que participam da iniciativa desenvolveram a tecnologia social em parceria com pesquisadores do Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais. Por meio de inciativas como a produção de látex extraído de seringueiras nativas misturado a fibras vegetais, tais como caroço e fibra do açaí, são feitos artesanatos, vendidos em feiras regionais e no exterior. A iniciativa aumentou em 60% a geração de renda dos produtores e protegeu uma área que hoje totaliza aproximadamente 370 mil hectares. A cada dois anos, a Petrobras faz seleção pública de projetos, como forma de democratizar o acesso aos recursos e garantir a transparência do processo de patrocínio, o que incentiva o surgimento de novas iniciativas, como a da Associação Vida Verde da Amazônia, no município de Silves, a 200 quilômetros de Manaus. Selecionada pela companhia em 2012, ela capacita 133 mulheres de comunidades locais para a extração e produção sustentável de óleos vegetais e cosméticos naturais, com a meta de plantio de 3.000 mudas nativas para a reposição florestal na região.

30/12/2013 - 13:13

30/12/2013 - 13:13 ANP notifica petroleira de Eike para comprovar pagamentos Reuters A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) notificou a Óleo e Gás, ex-OGX, para comprovar que está em dia com seus compromissos de pagamento no bloco BS-4 (aquele que engloba os campos de óleo do pós-sal de Atlanta e Oliva e está localizado a 185 quilômetros da costa brasileira, na Bacia de Santos), sob pena de cessão compulsória ou extinção contratual de sua participação, informou a QGEP (Queiroz Galvão Exploração e Produção) nesta segunda-feira (30). A QGEP, operadora do bloco com 30% de participação, informou em comunicado que recebeu ofício da ANP em 23 de dezembro sobre o tema. Segundo o documento da ANP mencionado pela QGEP, a Óleo e Gás tem prazo de 15 dias, a contar a partir do recebimento da notificação, para que "comprove sua condição de consorciado adimplente no contrato de concessão BS-4, rebatendo, se assim entender possível, as alegações trazidas a lume pelos consorciados QGEP e Barra Energia, sob pena de cessão compulsória ou, sucessivamente, extinção contratual no que se refere à sua participação". A Óleo e Gás deixou de atender a três chamadas de aporte de recursos realizadas entre os meses de novembro e dezembro, totalizando débito de cerca de R$ 73 milhões, segundo a QGEP. A QGEP informou em 20 de dezembro que havia relatado a inadimplência da ex-OGX à ANP. A Óleo e Gás, do empresário Eike Batista, tem participação de 40% no bloco e a Barra Energia detém 30%.

Exportações deixarão de ter benefício tarifário da União Europeia

Exportações deixarão de ter benefício tarifário da União Europeia 30/12/2013 17:42 Entra em vigor na quarta-feira (1°) o novo Sistema Geral de Preferências da União Europeia, que possibilita redução ou isenção do imposto de importação para produtos de uma lista de países. O Brasil, que faz parte do sistema atual, deixará de ter direito a inscrever seus produtos para acesso ao benefício a partir da data. Na América Latina, também serão excluídos a Argentina, o Uruguai e a Venezuela. Os quatro países foram classificados pelo Banco Mundial como de renda médio alta. Cuba, Belarus, Rússia, Cazaquistão, Gabão, Líbia, Malásia e Palau serão desvinculados pelo mesmo motivo. Está prevista ainda a exclusão de oito países considerados de renda alta. A proposta do novo sistema europeu é atender somente aos países em desenvolvimento mais necessitados. A União Europeia desvinculará ainda 34 países que já têm acordo comercial com o bloco, com acesso a benefícios considerados equivalentes aos do sistema de preferências tarifárias. A lista de países beneficiários do novo sistema foi divulgada em outubro deste ano. As alterações, no entanto, eram estudadas desde 2010. Segundo comunicado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o objetivo é a concentração em um número menor de países beneficiários, garantindo impacto maior aos mais necessitados. O sistema de preferências tarifárias da União Europeia visa a estimular as exportações de países em desenvolvimento e é revisado periodicamente, com inclusão e exclusão de beneficiários. Fonte: Agência Brasil

Chicago: soja e milho fecham em queda

Chicago: soja e milho fecham em queda 30/12/2013 17:20 O mercado da soja fechou a sessão regular desta segunda-feira (30) em queda na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos do milho negociado na CBOT também ficaram do lado negativo da tabela. A baixa dos preços foi justificada pelo clima um pouco melhor na América do Sul, principalmente no Brasil e na Argentina. As precipitações, segundo analistas informaram à agências internacionais, reduziram as preocupações com a falta de chuvas, principalmente, para as lavouras argentinas. No último final de semana, importantes precipitações chegaram ao país, de acordo com o Global Weather Monitoring, embora em algumas regiões como nas regiões de La Pampa e Buenos Aires o tempo segue bastante seco. Um relatório do instituto de meteorologia QT Weather reportado pela agência internacional Bloomberg aponta que áreas de produção no país terão de dois a três dias de chuvas essa semana depois de um "calor opressivo" nos últimos dias. De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, cerca de 73% da área de milho já está semeada e o número para a soja é de 83%. "Há temperaturas mais moderadas prevalecendo no Brasil e na Argentina, com pequenas, porém não pouco importantes, chuvas chegando", disse o economista especializado em agronegócio Dennis Gartman à Bloomberg. Um relatório do do instituto DTN aponta que as províncias de Buenos Aires, Santa Fé e Cordóba terão chuvas nesta segunda-feira e as mesmas continuarão até 1º de janeiro. No Brasil, a partir do meio da semana, as precipitações devem aumentar e manter as condições favoráveis para o bom desenvolvimento das lavouras. Já a Somar Meteorologia informou à Reuters que, no Brasil, as chuvas devem voltar ao sul do país nesta segunda-feira e com volumes bastante irregulares. Os estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo também devem receber pancadas de chuva. OS números divulgados nesta segunda-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também pressionaram o mercado, uma vez que os embarques semanais de soja, milho e trigo foram menores do que os registrados na semana anterior. Os embarques de soja dos Estados Unidos ficaram em 1.175,22 milhão de toneladas na semana que terminou no dia 26 de dezembro, volume menor do que o registrado na semana anterior de 1.504,48 milhão de toneladas. Em 2012, nesse mesmo período, o total foi de 977,72 mil toneladas. No acumulado do ano safra, os embarques norte-americanos de soja já somam 23.557,12 milhões de toneladas, contra as 21.226,52 milhões de toneladas da temporada anterior. No caso do milho, os embarque semanais foram de 632,7 mil toneladas contra 946,33 mil toneladas da semana anterior. No ano comercial passado, o volume foi bem menor e era de apenas 224,04 mil toneladas. Os embarques do cereal, no acumulado da temporada, totalizam 11.400,66 milhões de toneladas. No ano passado, porém, esse volume era de 6.498,19 milhões de toneladas na mesma época. Fonte: Notícias Agrícolas

Terminal ferroviário aumenta capacidade para escoar grãos em MT

Terminal ferroviário aumenta capacidade para escoar grãos em MT 30/12/2013 16:53 Com a inauguração de mais sete tombadores e mais 60 mil toneladas de armazenagem de grãos no Terminal da ALL em Rondonópolis, a companhia passou a operar com 70% a mais de capacidade de descarga rodoviária, o que melhora o giro dos caminhões no terminal e a produtividade de carregamento ferroviário. A expecativa é pelo escoamento da safra mato-grossense de grãos 2013/14 pela linhas, que transportam os produtos do estado até o Porto de Santos. Os sete tombadores funcionam simultaneamente, com autonomia de descarga de 70 caminhões por hora, um total de 1.500 caminhões por dia. Além do Terminal da ALL, também já está em operação o Terminal da Noble dentro do Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR) para descarga rodoviária. Para 2014, está prevista a construção de outros Terminais no Complexo, incrementando ainda mais a capacidade estática e a produtividade na recepção de caminhões (tombadores). A previsão é que somente pelo CIR sejam escoados mais de 10 milhões de toneladas de grãos por ano. Segundo o gerente de Terminais da ALL em Mato Grosso, Ivandro Paim, a ferrovia é o meio mais eficiente para levar grãos até os portos. “O terminal de Rondonópolis vai ajudar muito no escoamento da safra do estado, aumentando a área de armazenagem que é escassa na região. Estamos preparados para receber a próxima safra, com capacidade de carregamento de 120 vagões a cada 3,5 horas”, disse. Além de aumentar a capacidade estática de descarga rodoviária e de carregamento ferroviário no terminal de Rondonópolis, a ALL também tem trabalhado para garantir um fluxo compatível de caminhões na rodovia. No início de 2013 foi desenvolvido e implantado um Sistema de Agendamento Rodoviário para que a chegada de caminhões seja cadenciada e de acordo com a capacidade de todo o sistema (porto, ferrovia e terminal). É liberada uma quantidade diária limitada de senhas para o agendamento da chegada de caminhões no Terminal, impedindo a geração de fila nas rodovias. O gerente destaca que por meio do Sistema a ALL está conseguindo melhorar o planejamento logístico, e otimizar o giro dos caminhões e o carregamento dos vagões no terminal. Isso reduz o tempo de espera dos motoristas para descarregar e evita filas. "Estamos fazendo a nossa parte para que o escoamento da safra seja um sucesso, no entanto, para que tudo funcione corretamente precisamos do envolvimento de todos, ou seja, empresas, caminhoneiros e seus sindicatos, prefeitura, governos federal e estadual, entre outros, garantido assim que o Terminal possa executar sua real capacidade”, concluiu Ivandro Paim. Fonte: Só Notícias/Agronotícias com assessoria

Medida Provisória concede dinheiro extra para agricultor que perdeu a safra

Medida Provisória concede dinheiro extra para agricultor que perdeu a safra 30/12/2013 16:15 A Medida Provisória 635/13, que chegou ao Congresso na sexta-feira (27), autoriza a União a pagar parcelas adicionais do benefício Garantia-Safra para reparar perdas sofridas por agricultores familiares em razão de estiagens na safra 2012/2013. O Garantia-Safra é um seguro que garante renda aos agricultores familiares de municípios que aderiram ao Fundo Garantia-Safra e que perderem pelo menos 50% da produção de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão, causadas por falta ou excesso de chuva. O pagamento das parcelas adicionais tem caráter excepcional e será feito em parcelas mensais de R$ 155 subsequentes aos pagamentos dos benefícios estabelecidos para a safra 2012/2013, sendo o último em abril de 2014. O número de parcelas do adicional fica limitado ao número de meses entre o último pagamento regular do Garantia-Safra para a safra 2012/2013 e abril de 2014. Essas parcelas extras serão custeadas pela União, por meio do Fundo Garantia-Safra. O Ministério do Desenvolvimento Agrário estima que esse adicional custará R$ 312,5 milhões. Auxílio emergencial- A MP 635 também garante um aumento no Auxílio Emergencial Financeiro, em parcelas de R$ 80 mensais por família, até abril de 2014, para atender excepcionalmente desastres ocorridos em 2012 cujas consequências se estendam até 2014. Somente terão direito a essa ampliação os agricultores que deixarem de receber o auxílio, já assegurado pela Lei 12.844/13, antes de abril de 2014. Caso contrário, o valor do aumento fica limitado à R$ 80 por família, ainda que o somatório das parcelas pagas, em cada caso, não alcance os limites máximos previstos na mesma lei - de R$ 320 e de R$ 800 por família. Fonte: Só Notícias/Agronotícias com assessoria