RS deve ter perdas de até 20% na soja
28/02/14 - 11:05
Foram consideradas “severas” as perdas na soja gaúcha da safra 2013/14, principalmente em função da estiagem prolongada e das altas temperaturas registradas no estado. A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) esteve essa semana o município de Cruz Alta, no noroeste do Rio Grande do Sul, e constatou uma quebra de até 20%.
“As lavouras semeadas mais cedo e com variedades precoces registraram perdas severas e nem mesmo a chuva dos últimos dias é capaz de recuperar, pois coincidiu com o final da floração e abortou parte das vagens. Além disso, por causa do tempo seco e das altas temperaturas, os grãos formados perderam qualidade e peso. Já as que foram plantadas mais tarde sofreram menos, mas também tiveram perdas. Na propriedade que visitamos a expectativa era colher 60 sacas, mas o produtor não vai colher mais 20 sacas por hectare”, afirma o site da entidade.
De acordo com Décio Teixeira, presidente da Aprosoja-RS, em todo o estado ele acredita que as perdas podem chegar a 20%. “Em quase 50 anos de lavoura nunca passamos por um período de tempo tão quente como vivemos neste ano. O excesso de calor queimou as folhas. Na minha lavoura eu espero colher entre 40 e 45 sacas por hectare”, conta Teixeira. A expectativa inicial era de 55 sacas por hectare.
“Uma ação que temos batalhado todo ano é para melhorar o seguro agrícola brasileiro. Precisamos com urgência de um seguro de renda e não apenas que cubra parte dos custos do produtor”, diz ele. O dirigente acredita que o produtor gaúcho vai ter uma rentabilidade menor nesta safra, por causa dos custos mais altos, mas ele não acredita que a dívida vá aumentar: “As perspectivas de preço são boas, então o produtor precisa aproveitar”.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
RS deve ter perdas de até 20% na soja
RS deve ter perdas de até 20% na soja
28/02/14 - 11:05
Foram consideradas “severas” as perdas na soja gaúcha da safra 2013/14, principalmente em função da estiagem prolongada e das altas temperaturas registradas no estado. A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) esteve essa semana o município de Cruz Alta, no noroeste do Rio Grande do Sul, e constatou uma quebra de até 20%.
“As lavouras semeadas mais cedo e com variedades precoces registraram perdas severas e nem mesmo a chuva dos últimos dias é capaz de recuperar, pois coincidiu com o final da floração e abortou parte das vagens. Além disso, por causa do tempo seco e das altas temperaturas, os grãos formados perderam qualidade e peso. Já as que foram plantadas mais tarde sofreram menos, mas também tiveram perdas. Na propriedade que visitamos a expectativa era colher 60 sacas, mas o produtor não vai colher mais 20 sacas por hectare”, afirma o site da entidade.
De acordo com Décio Teixeira, presidente da Aprosoja-RS, em todo o estado ele acredita que as perdas podem chegar a 20%. “Em quase 50 anos de lavoura nunca passamos por um período de tempo tão quente como vivemos neste ano. O excesso de calor queimou as folhas. Na minha lavoura eu espero colher entre 40 e 45 sacas por hectare”, conta Teixeira. A expectativa inicial era de 55 sacas por hectare.
“Uma ação que temos batalhado todo ano é para melhorar o seguro agrícola brasileiro. Precisamos com urgência de um seguro de renda e não apenas que cubra parte dos custos do produtor”, diz ele. O dirigente acredita que o produtor gaúcho vai ter uma rentabilidade menor nesta safra, por causa dos custos mais altos, mas ele não acredita que a dívida vá aumentar: “As perspectivas de preço são boas, então o produtor precisa aproveitar”.
Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
Colheita de feijão se aproxima do final
Colheita de feijão se aproxima do final
28/02/14 - 11:04
Conforme dados da Emater-RS, a colheita se aproxima do final, mantendo na lavoura apenas alguns pontos do feijão do tarde e faltando apenas a região da Serra para finalizar a 1ª safra do Estado. Nas regiões do Noroeste Colonial, Alto Jacuí e Celeiro, a cultura do feijão, aos poucos, está mudando de característica de plantio, sendo deslocada para as grandes propriedades que possuem irrigação e, esse fato, vem elevando a produtividade da cultura nessas regiões. Na região da Serra, especialmente nos Campos de Cima da Serra, no entorno do município de Vacaria, essa situação já vem acontecendo.
A safrinha continua a ser semeada na várias regiões, mas mantendo a tradição de se posicionar perto dos 30% da área da 1ª safra. A germinação e o desenvolvimento são normais, pois as condições de solo e clima são boas para cultura, no momento.
Os produtores continuam ofertando bons volumes do produto da colheita da 1ª safra, mantendo pequena tendência de queda de preço no mercado. A cotação média da semana, no RS, foi de R$ 132,30/saca de 60 kg do feijão preto, caindo mais 1,20% em relação à anterior.
Agrolink
Autor: Aline Merladete
Mercado do frango firme neste final de mês
Mercado do frango firme neste final de mês
28/02/14 - 10:59
A demanda melhorou nesta semana e a menor disponibilidade nas granjas gerou valorizações no mercado do frango vivo.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o animal terminado foi vendido por R$2,50/kg. O preço da ave subiu 4,2% em sete dias.
Mesmo com a alta, o produtor viu a relação de troca com o insumo recuar novamente, em função da do milho mais caro. Em Campinas-SP, o avicultor compra 4,50 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, 1,4% menos frente à semana passada.
No atacado e varejo, as negociações estão melhores. Devido ao feriado de Carnaval a demanda tende a se aquecer, com isso, novas altas não estão descartadas.
O preço da carcaça teve valorização de 2,9% na semana e está cotada em R$3,17 por quilo no atacado em São Paulo.
Scot Consultoria
Alimento biofortificado rende mais que a média nacional, apesar da seca
Alimento biofortificado rende mais que a média nacional, apesar da seca
28/02/14 - 08:40
Pequenos agricultores rurais do município de Magé, que receberam da Embrapa Agroindústria de Alimentos ramas de batata-doce biofortificada para plantio, obtiveram colheitas acima da média, apesar da estiagem que se estendeu por cerca de 40 dias na região, no início deste ano. O cultivar enriquecido pode representar nova opção de renda para esses agricultores.
Fazendo uma projeção pela área que foi plantada “e pelo rendimento” alcançado, o pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, José Luiz Viana de Carvalho, disse à Agência Brasil que o resultado “deu acima da média nacional”, que são oito toneladas por hectare, de acordo com a Embrapa Hortaliças. Segundo Viana, se plantada em uma escala maior, a produtividade atingiria em torno de dez toneladas. “É sinal que, se a gente der um tratamento, um carinho na criança, a gente vai conseguir, e muito, melhorar o que fez”, externou.
O município de Magé integra o grupo de cidades do Rio de Janeiro que recebem cultivares biofortificados, dentro da Rede BioFORT. Os outros municípios fluminenses parceiros do projeto são Pinheiral e Itaguaí. A biofortificação é um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, também conhecido como melhoramento genético convencional, que gera cultivares mais nutritivos. O objetivo é diminuir a desnutrição e propiciar maior segurança alimentar por meio de maiores níveis de ferro, zinco e pró-vitamina A na dieta da população, sobretudo a mais carente.
A Rede BioFORT abrange 59 municípios de nove estados: Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Rondônia e Pará. Os alimentos cujo valor nutricional vêm sendo enriquecido pelos técnicos da Embrapa Agroindústria de Alimentos englobam hortaliças, grãos e raízes. Ao todo, são oito culturas no Brasil: arroz, feijão comum e feijão-caupi (fradinho), milho, trigo, batata-doce, mandioca e abóbora.
Para ser viabilizado, o projeto deve contar com a participação de outros atores, além da Embrapa Agroindústria de Alimentos, destacou Carvalho. No caso de Magé, por exemplo, o plantio da batata-doce biofortificada pôde se tornar realidade graças a acordo firmado entre a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a prefeitura de Magé, por meio da secretaria municipal de Agricultura Sustentável e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-RJ).
Carvalho acredita que Magé tem todas as condições para apoiar a agricultura familiar. A cidade já é um polo produtor de hortaliças. Ele disse que a ideia é continuar atuando para melhorar a produtividade de alimentos enriquecidos na região. O secretário municipal de Agricultura Sustentável de Magé, Aloísio Sturm, quer dar continuidade à parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos nesse projeto de biofortificação.
“Tudo que a Embrapa trouxer para nós é bem-vindo, porque a gente conhece a Embrapa, sabe da importância de suas pesquisas, e a gente está aqui para multiplicar os resultados que a Embrapa faz acontecer”, manifestou Sturm. Ele disse que, para os pequenos produtores, novidades como essa podem significar oportunidades boas de mercado; inclusive quanto à merenda escolar, porque "o nosso foco com essa batata biofortificada é a merenda escolar”.
A batata-doce biofortificada tem polpa de cor alaranjada e casca vermelho-arroxeada, de superfície lisa. O agricultor Matheus Cardoso Teixeira, que participou do projeto em Magé, na Fazenda Pau Grande, disse que “a batata-doce é muito boa porque, com as 15 ramas que recebi da prefeitura, em convênio com a Embrapa, plantei o equivalente a 2 metros de canteiro e colhi 8 quilos”. Se tivesse plantado uma batata-doce comum, Matheus informou que não teria colhido mais que 4 quilos do alimento.
O produtor Laerte Luiz da Rosa, de 54 anos, dedicou toda a sua vida à agricultura familiar e quis participar do projeto. Ele colheu 15 quilos de batata-doce enriquecida na primeira vez que plantou. ”Achei a batata-doce biofortificada muito boa”, disse ele, e adiantou que na segunda safra, que deve colher no início de março, espera retirar em torno de 60 caixas para comercializar no mercado. Em relação ao paladar, foi categórico: “É muito bom. Está aprovado”.
Agência Brasil
Autor: Alana Gandra / Edição: Stênio Ribeiro
28/02/2014 - 09:58
28/02/2014 - 09:58
Câmara de Negociações Agrícolas Internacionais é reativada após mais de 5 anos sem atividades
Especial para o Agro Olhar - Thalita Araújo
Foto: Reprodução/Ilustração
Depois de ficar por mais de 5 anos sem atividades, a Câmara Temática de Negociações Agrícolas Internacionais foi reativada na última quarta-feira, segundo informa o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O principal objetivo da Câmara é discutir e analisar as exportações brasileiras do agronegócio. E, apesar de estas discussões já existirem no governo, a proposta é incluir nos debates a iniciativa privada.
Segundo informa o Mapa, o 15º encontro do grupo ocorreu contou com cerca de 100 pessoas, entre elas o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcelo Junqueira, do presidente da Conab, Rubens Rodrigues, de dirigentes de entidades privadas, entre outros.
“As exportações agrícolas e agroindustriais requerem de todos nós uma atenção especial. A câmara deve nos conduzir aos planos de trabalho que permitam o acesso a mercados novos, a manutenção e expansão de mercados conquistados e a diversificação da pauta”, divulgou através de sua assessoria o Ministro Antônio Andrade.
28/02/2014 - 09:44
28/02/2014 - 09:44
Estradas ruins, atoleiros e pontes caídas impedem transporte de gado para frigoríficos
Especial para o Agro Olhar - Thalita Araújo
Foto: Reprodução/Ilustração
Se na época da seca as reclamações sobre as estradas de Mato Grosso já são muitas por parte do setor produtivo, na época das chuvas, então, a situação ganha ainda mais atenção. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) reclama que em algumas regiões os produtores não estão conseguindo transportar o gado para abate nos frigoríficos.
Segundo a associação, as regiões Norte e Noroeste são as mais afetadas pela falta de manutenção nas estradas que ligam os municípios e, com a logística afetada, o criador sai no prejuízo com a perda de peso do gado e ainda está sujeito a gastos extras com mão de obra e manutenção e reparo nos caminhões, que muitas vezes ficam atolados no caminho.
Mas, não só o produtor sai perdendo. A Acrimat comenta que a indústria também registra prejuízos. O superintendente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), Jovenino Borges, revela, através da associação, que as plantas estão com dificuldades para fechar escala de abate por causa dos problemas causados nas vias de escoamento.
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“Na região de Nova Monte Verde, Juína, Juara a situação está complicada. Os frigoríficos estão cogitando trazer animais de outros estados porque as fazendas não estão conseguindo embarcar os animais”. De acordo com Jovenino, a escala está cada vez mais curta porque não há oferta.
A Acrimat pontua que, o que era para ser um bom momento da pecuária de corte, por conta da valorização da arroba nos últimos meses, acabou sendo um momento de transtornos.
Em Juara (a 640 km de Cuiabá), por exemplo, o problema maior está na MT-338, estrada que liga o município ao distrito de Paranorte, onde está localizado grande parte do rebanho da região. De acordo com o diretor de relações públicas da Acrimat, Luís Fernando Conte, os caminhões, quando não atolam, estão gastando cerca de 10 horas para percorrer o trecho de 140 km entre as duas localidades.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
27/02/2014 - 12:11
27/02/2014 - 12:11
Técnicos lutam contra o Rio Madeira para reabrir o terminal de carga de RO
Globo Rural
Técnicos estão trabalhando para reforçar a estrutura do porto flutuante de Porto Velho, para permitir a retomada dos embarques de soja.
Mesmo sob chuva, o trabalho anda em ritmo acelerado. Cinco mergulhadores de Manaus têm a missão de amarrar cabos de aço da proa do cais ao dolf, pilar que fica a mais de 20 metros de profundidade no Rio Madeira. O trabalho exige bastante dos profissionais porque a correnteza do rio que antes da cheia era de quatro nós, agora está em nove, o equivalente a 17 quilômetros por hora, e a visibilidade é zero.
Todo este trabalho está sendo feito para que o terminal de Porto Velho volte a operar. Um rebocador dá sustentação a plataforma flutuante.
O engenheiro mecânico Pedro Albuquerque é especialista em sistemas portuários. Foi ele quem planejou todo o porto da capital, há 30 anos. Pedro veio do Amazonas para coordenar os trabalhos.
As atividades no terminal flutuante do porto foram suspensas na terça-feira (25) porque a água do Rio Madeira encobriu a ponte que dá acesso a plataforma, oferecendo risco a estrutura. Com os reforços, o terminal deverá voltar a escoar a safra de soja nesta quinta-feira (27). Por dia, mais de 18 mil toneladas do grão vêm de Rondônia e Mato Grosso.
Enquanto o porto não é liberado, em Mato Grosso já há fila de caminhões nos armazéns. Parte da safra está sendo transportada pelas rodovias, só que o custo aumenta.
Em um armazém em Campo Novo do Parecis, a fila de carretas impressiona, os caminhoneiros aguardam para carregar com soja.
Em outro armazém, 10 caminhões já seguiram viagem para o Porto de Santos. O armazém tem capacidade para 54 mil toneladas de soja e 45 mil já estão estocadas. A estimativa é que em uma semana chegue ao limite do recebimento, ou seja, se continuar assim, os grãos que chegam da lavoura não poderão mais ser descarregados no local.
Em um terceiro armazém, todos os caminhões já foram carregados e estão seguindo para os Portos de Santos e Paranaguá. Parte deles iria para Rondônia e a principal preocupação é o prazo, que corre o risco de não ser cumprido.
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