domingo, 2 de março de 2014

02/03/2014 - 11:25

02/03/2014 - 11:25 Mais de 500 quilos de pescado irregular são apreendidos no último dia da piracema Da Redação - Vanessa Alves Foto: Assessoria/TJ 646 quilos de pescado irregular são apreendidos pelo Juizado Ambiental no último dia da piracema O Juizado Volante Ambiental de Cáceres (Juvam) apreendeu 646 quilos de pescado irregular em um rancho abandonado na zona rural do município. Pacu, pintado e cachara foram encontrados em quatros freezers. Além dos peixes, havia no local apetrecho de pesca como duas redes de arrasto de 60 metros. De acordo com Juvam, o local onde foram apreendidos os pescados é o Rancho da Vida. O caseiro foi preso em flagrante quando praticava pesca predatório próximo à propriedade. Edson da Silva Machado estava em um barco de alumínio na Baia do Alegre no rio Paraguai. As apreensões e a prisão do Edson ocorreram na sexta-feira (28), último dia da piracema, onde é proibida a prática da pesca predatória em todo o Brasil. O caseiro foi multado em R$ 27.920.

02/03/2014 - 11:05

02/03/2014 - 11:05 Cuiabano come menos picanha e filé e preços diminuem nos supermercados De Sinop - Alexandre Alves Foto: Ilustração Preços de picanha, alcatra e filé caem em Cuiabá Os cuiabanos diminuíram o consumo de cortes nobres de carne bovina, principalmente picanha, alcatra e filé mignon, neste começo de ano, influenciando na queda dos preços no varejo, segundo análise feita pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Conforme levantamento do Imea, o preço médio da alcatra nas gôndolas dos supermercados da capital, em fevereiro, gira em R$ 18.45, valor 10.33% menor que os R$ 20.58 praticados em fevereiro de 2013. O filé mignon custa atualmente R$ 26.03, queda de 9.89% frente aos R$ 28.89 de um ano atrás. Já a picanha teve queda sutil de 0.9%, saindo de R$ 30.53 de fevereiro do ano passado para os R$ 30.25 atuais. “Durante o levantamento de preços dessa semana houve relatos de que os cortes cárneos desossados mais nobres estavam com baixa demanda, explicando os ajustes negativos para a picanha e o filé mignon”, diz o mais recente boletim da bovinocultura. Preço médio da arroba do boi gordo no Estado ultrapassa R$ 100 Pecuária mato-grossense terá valor bruto de R$ 8.2 bilhões em 2014 E pelo jeito o cuiabano trocou os cortes nobres pelos mais populares, já que, segundo o Imea, os valores subiram. Em comparação com fevereiro de 2013, o preço do coxão mole (R$ 16.69) subiu 7.30%, do contrafilé (R$ 20.76) cresceu 6.60%, patinho (R$ 15.69) + 6.13% e, do coxão duro (R$ 14.94), aumentou 5.84%. “Cortes menos nobres, até mesmo do dianteiro bovino, ganharam uma demanda "extra" e assim apresentaram reajustes positivos nos preços no varejo de Cuiabá”, avalia o instituto. Preço da arroba O preço médio atual da arroba do boi gordo em Mato Grosso é de R$ 102.87, registrando variação positiva de 1,63% em relação à média anterior. É a quinta alta semanal consecutiva. A arroba da vaca gorda seguiu a mesma tendência e fechou a semana com o preço médio de R$ 94.64, valorização de 1,32% em relação à média da semana anterior, que foi de R$ 93.41, informa o Imea.

Criadores brasileiros trabalham no melhoramento dos marchadores

Criadores brasileiros trabalham no melhoramento dos marchadores Campolina é a maior raça entre os cavalos marchadores. Criadores lutam para selecionar, padronizar e modernizar as raças 02/03/2014 09h30- Atualizado em 02/03/2014 09h42 DO GLOBO RURAL Paixão e curiosidade são alguns sentimentos que provavelmente levaram criadores de cavalos brasileiros a investir no melhoramento dos marchadores. Entre as raças brasileiras há uma que não é de equinos, mas de asininos, a família dos asnos, das mulas e dos burros. É a raça pêga, um jumento que se abrasileirou em uma história interessante envolvendo um padre e um coronel, ainda no tempo dos escravos. O berço do jumento pêga é o município de Lagoa Dourada, na região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais. Em 1810, o padre Manuel Torquato experimentou cruzar jumentos das raças egípcia e siciliana. Depois de quase 40 anos de seleção, ele vendeu a tropa para o coronel Eduardo Resende, que vivia na fazenda Engenho dos Cataguases, da qual ainda resta hoje um belo casarão. O coronel levou em frente a criação, padronizou, multiplicou a nova raça, perpetuando inclusive a mesma marca que o padre Torquato usava: o desenho de uma algema de escravos, que era chamada de pêga. O pêga guarda a marca ancestral que, na cultura cristã, lembra que o jumento é um animal sagrado. É a faixa crucial, que corre o fio do lombo do animal e desce pelos ombros. Na fuga para o Egito, Maria vai montada em um jumento. O sinal cruzado seria um indicativo do xixi do menino Jesus.

História do cavalo mangalarga passa por uma estrada real de MG

História do cavalo mangalarga passa por uma estrada real de MG Primeiros cavalos chegaram ao Brasil na época do descobrimento. Colonizadores traziam tropas da Europa a cada viagem de caravela. 02/03/2014 09h15- Atualizado em 02/03/2014 09h41 DO GLOBO RURAL Os primeiros cavalos chegaram ao Brasil na época do descobrimento, mas só por volta de 1800, animais de elite começaram a ser mandados para cá e foi aí o início da formação dos mangalargas e da miniatura deles: o piquira. A Fazenda Bom Destino, no município de Rio Novo, perto de Juiz de Fora, Minas Gerais, é um dos raros criatórios onde ainda se encontra tropa de piquira. A raça deu uma esfriada, ultimamente, como explica Carlos Oscar Niemeyer, neto do arquiteto que ajudou a criar Brasília. A lida na fazenda, que cria gado guzerá, é feita com o piquira. Ele é ágil, bom de manobra, cumpre o serviço como um cavalo grande faz. A palavra piquira vem do tupi e quer dizer 'pequeno'. Ele é menor que um jumento pêga e maior que o pônei europeu. Tem o tamanho perfeito para o ensino da equitação infantil. A belga Françoise Denis, que montou escolinha para crianças tanto na Hípica de São Paulo, como do Rio de Janeiro, não precisou importar mais pôneis depois que conheceu o piquira. O animal se presta tanto à equitação básica, como a avançada, inclusive, é bom de salto. Carlos Oscar explica que o piquira se originou de vários cruzamentos desordenados. Os fazendeiros foram selecionando os de menor porte até formar a raça. O padrão de altura, na média, é de um 1,20 m, ele tem a frente leve, é bem aprumado e de angulações proporcionais

Cavalos marchadores são os mais confortáveis para montaria

Cavalos marchadores são os mais confortáveis para montaria Animais têm um cavalgar macio e são muito confortáveis. Cavalo campeiro é considerado o marchador das araucárias de SC. 02/03/2014 09h00- Atualizado em 02/03/2014 09h40 Do Globo Rural O Brasil tem um dos maiores rebanhos de cavalos e burros do mundo, chega a 8 milhões de cabeças, e entre todos esses animais, existem por volta de 12 raças que podem ser consideradas brasileiras. Os marchadores são considerados os mais confortáveis para montaria. O Brasil tornou-se um país privilegiado em cavalos. Não havia nenhum em 1.500, quando Cabral chegou, mas as tropas que os europeus trouxeram aqui se adaptaram, se multiplicaram e, hoje, só de marchadores, temos seis raças oficialmente reconhecidas. O professor de equitação e árbitro Paulo Roberto Ribeiro explica que existem basicamente cinco movimentos do cavalo. Tem o galope suave, que é chamado de cânter, e o veloz, que leva à disparada. O passo, mais lento, faz ele sair da inércia, da parada, e é igual em qualquer tipo de raça. Os movimentos intermediários dependem da coordenação motora do cavalo. No trote, o animal se movimenta em diagonal: levanta ao mesmo tempo a mão de um lado e o pé de outro e troca, dando um tipo de um pulinho com um tempo de suspensão no ar. Tem cavalo que sai do passo e entra na andadura, faz movimento lateral, levanta de uma vez os membros do mesmo lado, depois, alterna com o outro. O de maior conforto para o cavaleiro é a marcha, de locomoção superelaborada. Na verdade, é o passo acelerado. São sequências que os técnicos chamam de “tríplices apoios”, alternados com apoios laterais e diagonais. No Haras da Marcha, em Itu, São Paulo, da criadora Neringa Sacchi, os engenheiros eletrônicos Carlos Schelim e Adalton Toledo conduziram a pesquisa que resultou no aparelho batizado de analoc, o analisador de locomoção. Ele trabalha com uma câmera de vídeo, que filma o animal marchando em uma pista plana. As imagens são interpretadas por um programa de computador, que magnifica a visão da cena.

Chuva prejudica o ritmo da colheita da soja em Mato Grosso

Chuva prejudica o ritmo da colheita da soja em Mato Grosso Colheita e transporte da produção enfrentam dificuldades. Problemas do campo refletem nas unidades armazenadoras. 02/03/2014 08h45- Atualizado em 02/03/2014 08h58 DO GLOBO RURAL O excesso de chuva, as perdas na produção e os problemas no escoamento da safra complicam a colheita da soja em Mato Grosso. O cerrado foi transformado em área alagada. Lavouras estão inundadas, o prejuízo é certo e os agricultores estão desolados. Com a colheita parada, muitos grãos brotam nas vagens, como acontece na fazenda do agricultor Augustinho Schoupinski, que plantou 660 hectares de soja em Nova Mutum. “Nos últimos 13 dias, conseguimos colher 1,5 mil sacos em 30 hectares”, diz. A chuvarada também causou um caos nas estradas de Mato Grosso. A principal saída dos grãos é a BR-163. No trecho entre Sorriso e Lucas do Rio Verde, maiores produtores de soja do estado, uma barragem estourou e inundou a estrada. Apenas uma pista ficou em operação por toda a semana. Em vários outros trechos, surgiram mais buracos e mais acidentes. Uma carreta tombada provocou uma fila de caminhões. O porto flutuante de Porto Velho, em Rondônia, que escoa boa parte da soja do norte de Mato Grosso foi fechado e complicou ainda mais a situação. O nível do Rio Madeira subiu muito e inundou a ponte que dava acesso ao terminal. O problema foi resolvido, mas por dois dias, várias cargas de Mato Grosso ficaram paradas. As dificuldades enfrentadas no campo também geram reflexos nas unidades armazenadoras. Em uma empresa que tem capacidade para receber 7 mil toneladas de soja por dia, nas últimas semanas, não recebeu nem 20% deste volume. A maior preocupação não é com este ritmo, mas com a qualidade dos grãos que são entregues, muito úmidos e bastante avariados. Por causa das chuvas, seis municípios em Mato Grosso decretaram situação de emergência e segundo o Instituto Mato Grossense de Economia Aplicada (Imea), as perdas na safra de soja até agora chegam a quase 2% do total previsto para o estado. tópicos: Nova Mutum

Novas tecnologias aumentam a produtividade do camarão no RN

Novas tecnologias aumentam a produtividade do camarão no RN Técnicas conseguiram controlar a doença da mancha branca. Resultados aumentaram produção e exportação do produto. 02/03/2014 08h45 Do Globo Rural Novas tecnologias estão aumentando a produtividade das criações de camarão no Rio Grande Norte. As inovações são uma reação à doença da mancha branca, que chegou a suspender a exportação do produto na região. Uma das novidades acontece em um laboratório no município de Touros, o maior do Rio Grande do Norte. Tudo começa em tanques do setor de maturação. No local, os melhores machos e fêmeas do plantel são colocados para reprodução e recebem alimentação especial e com hora marcada. "Os animais se alimentam a cada três horas e, basicamente, é uma dieta extremamente rica em proteína que consiste em lula, mexilhão, biomassa de artêmia e ração balanceada", relata Roseli Pimentel, gerente geral do laboratório. As proteínas aumentam e melhoram a produção de ovos das fêmeas. Cada uma delas produz 240 mil ovos, dos quais 160 mil eclodem seis horas depois da fecundação. Com pouco mais de uma semana, eles já se parecem com miniaturas de camarão. Há cerca de três anos, um vírus causador de uma doença popularmente conhecida como mancha branca chegou aos viveiros de camarão do estado. O índice de mortalidade pode atingir 100%. Por isso, o melhoramento genético na carcinicultura é tão importante. “Hoje o que a gente oferece ao mercado são animais que não possuem patógenos. É isso que a gente acredita que é a saída para a carcinicultura: um animal resistente e limpo ao mesmo tempo", explica Roseli. Em uma fazenda de 57 hectares em Taipu, a produção é de baixa densidade. São dez camarões por metro quadrado e ciclo de 130 dias. A mancha branca não chegou ao local porque vários cuidados são tomados para evitar que o vírus chegue até os viveiros. Um exemplo é a instalação de barreiras sanitárias, com a limpeza dos veículos que vêm de áreas de risco. Há também um reforço na alimentação do crustáceo, com melaço e probiótico. “Dois litros de probiótico por semana e 60 quilos de mel para cada bombona, em todos os viveiros, três vezes na semana”, afirma Edmilson Policarpo de Souto, gerente da fazenda. As bactérias boas, chamadas de probióticas, se alimentam do melaço, se multiplicam mais rapidamente e produzem mais alimentos para os camarões, aumentando o peso deles. "Percentualmente, eu diria que melhorou uns 20% no sentido de ganho de biomassa", garante Antônio Carlos Fonseca, criador de camarão há 13 anos. Entre 2000 e 2005, Antônio Carlos chegou a exportar, mas hoje está satisfeito atendendo o mercado interno. “A nossa produção de 2013 foi de 180 toneladas e vamos manter essa produção para 2014. Os compradores são os atravessadores que levam para o eixo Rio - São Paulo e para Salvador", afirma o criador. Em uma fazenda em Barra do Cunhaú, outra técnica para melhorar o rendimento da criação é usada. Ela é responsável por 10% da produção de camarão no estado. No local, a densidade dos tanques aumentou muito, passando de 15 para 150 camarões por metro quadrado, com ciclo de 90 dias. Isso só foi possível porque foram adotadas técnicas de manejo inspiradas em ideias empregadas em outros países, que garantem uma melhor qualidade dos viveiros e proteção contra contágios. Os reservatórios foram impermeabilizados com lonas para evitar o contato da água com a terra, eliminando possíveis contaminações e facilitando a limpeza entre os ciclos de cultivo. Telas impedem que pássaros tenham contato com os animais, espalhando doenças pela fazenda. “Os resultados produtivos são muito bons e conseguimos vencer a mancha branca, mas a parte financeira pesa muito porque o investimento é de R$ 600 mil por hectare e a gente calcula que é um retorno de cinco anos”, diz o produtor Werner Jost. Com camarões de melhor qualidade, criadores e distribuidores investem na conquista dos consumidores. Agregar valor oferecendo ao mercado um produto mais elaborado é a proposta de uma indústria de beneficiamento que consegue elevar o preço do quilo do camarão em cerca de 30%. Do local, só sai camarão congelado, inteiro, sem cabeça e descascado. A produção é crescente e a clientela garantida. “Atualmente, nós estamos recebendo já 100 toneladas por mês e ainda temos condições, com as instalações atuais, de chegar a 160 toneladas por mês de produção", afirma Leônidas de Paula, diretor da indústria. Para atingir a meta, foram investidos no último ano mais de R$ 1 milhão em equipamentos. Uma máquina pesa e embala o camarão inteiro, a outra tira quase toda a casca. Houve também contratações: a empresa passou de 50 para 70 funcionários, a maioria mulheres, que têm mais habilidade no processo de limpeza do produto. Tudo para que, do inicio ao fim, se obtenha o melhor resultado. “Estamos trabalhando atualmente com 100% de mercado interno, mas não descartamos a exportação", garante Leônidas. No ano passado, o maior comprador de camarão do Brasil foi a França. Do início do ano até agora, o preço médio do quilo vendido para o exterior subiu 60%. Em 2013, o Rio Grande do Norte ficou em primeiro em volume negociado, resultando em US$ 2,3 milhões. Em 2014, a expectativa é superar esses números. Cerca de 200 toneladas do crustáceo já partiram em direção a países como Vietnã. “Há falta de camarão no mundo. Cada vez mais, estamos sendo procurados para fornecer esse camarão, tanto para o mercado europeu como para o asiático e outros países ao redor do mundo”, comemora o exportador Cristiano Gomes. tópicos: Taipu