segunda-feira, 3 de março de 2014

Contra Helicoverpa armigera: Tempo de destruir soja guaxa

Contra Helicoverpa armigera: Tempo de destruir soja guaxa 03/03/14 - 10:18 É momento de pico da safra no Mato Grosso, com a conclusão da colheita de soja e início do plantio da safrinha. O cenário é propício para o aparecimento das plantas 'guaxas', também conhecidas como tigueras. Estimuladas pela estação chuvosa, surgem rápido e viram hospedeiras de fungos e pragas. “Nesta entressafra recomendamos que os produtores comecem a destruir as guaxas de soja o quanto antes, pois, assim como ocorreu com o milho que serviu de hospedeiro para a lagarta Helicoverpa [armigera] chegar à soja, agora são nas guaxas de soja, ainda novinhas, que as mariposas da Helicoverpa estão fazendo posturas”, disse ao Diário de Cuibá o coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal (CDSV) do Ministério da Agricultura no MT, Wanderlei Dias Guerra. “Mesmo com a dessecação a base de atrazina (um herbicida usado em lavouras de milho, cana-de-açúcar e sorgo), as lagartas maiores irão subir no milho e, mesmo que seja uma tecnologia Bt, pode haver escape, pois estarão grandes. Então, há que se continuar o monitoramento, atividade que precisa ser constante. Não podemos descuidar desta praga e já vimos os danos que ela pode causar”, alerta ele. Guerra destaca a gravidade da situação: “Há pelos menos duas entressafras estamos, juntamente com a Aprosoja/MT, alertando sobre os perigos das guaxas e a impressão que fica é a de que alguns produtores brincam com algo tão grave”. Agrolink Autor: Leonardo Gottems

Produção de soja cresce mais de 24% em Uberaba (MG)

Produção de soja cresce mais de 24% em Uberaba (MG) 03/03/14 - 10:00 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta o crescimento de 24,3% na produção da soja em 2013, com um aumento de área plantada de apenas 11,3%. Outros produtos agrícolas que tiveram crescimento no ano passado foram a cana-de-açúcar (10%), milho (13%) e o trigo (30,4%). Uberaba possui destaque na produção. No entanto, a preocupação este ano foi com a estiagem dos últimos dois meses. Recentemente, o presidente do Sindicato Rural de Uberaba, Romeu Borges de Araújo Júnior, se reuniu com o secretário municipal de Agricultura, Danilo Siqueira, e com gerente regional da Emater, Gustavo Laterza, para encontrar alternativas que pudessem amenizar a situação. Em algumas propriedades constatou-se 30% de comprometimento das lavouras, número que aumenta 5% a cada dia sem chuva, e se o clima permanecesse seco, os produtores poderiam ter até 60% de perdas - volume que abala a economia. No entanto, o retorno das chuvas trouxe mais otimismo ao setor. Já o crescimento da indústria, área do setor produtivo que apresentou a menor alta, foi puxado pela atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (2,9%), além da indústria da transformação (1,9%) e da construção civil (1,9%). A indústria extrativa mineral foi a única atividade industrial que teve queda em 2013 (-2,8%). Nos últimos três meses de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,7%, depois de uma contração de 0,5% no terceiro trimestre. Em reais, a soma das riquezas produzidas em 2013 chegou a R$4,84 trilhões. O PIB per capita atingiu R$24.065. JM Online Autor: Daniela Brito

Conab constata desvio de R$ 3,7 em grãos de milho no nortão de MT

Conab constata desvio de R$ 3,7 em grãos de milho no nortão de MT 03/03/14 - 09:53 Fiscais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) identificaram desvio de mais de 13 mil toneladas de milho em estoques públicos mantidos em Mato Grosso. Saegundo o órgão, o prejuízo estimado chega a R$ 3,7 milhões. Os grãos estavam depositados em uma armazenadora privada, localizada em Sinop (500 km ao norte da Capital). Ao todo, os fiscais da Conab, que concluíram a inspeção nesta sexta-feira (28), vistoriaram 118 armazéns dos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Tocantins. Sobre o desvio, a Conab já informou o desvio ao Ministério Público e à Polícia Federal e trabalha com os órgãos estaduais e federais para rastrear o produto. A armazenadora que praticou o desfalque está impossibilitada de operar com a Conab por dois anos e terá que restituir o estoque inicial em dinheiro ou em produto. Também em Mato Grosso, foi verificada perda de 5,3 mil toneladas de produtos. O registro de perda durante o armazenamento, ou seja, uma redução do estoque, é natural. A perda pode ser quantitativa, quando é detectada a queda de peso do produto em função da atividade respiratória e da diminuição do teor de umidade dos grãos, ou qualitativa, quando ocorre a depreciação das características iniciais do produto. Cerca de 22 profissionais estiveram envolvidos na primeira etapa de fiscalização. Até o final deste ano, outras sete rodadas de fiscalizações estão programadas, além das operações especiais conforme demanda dos programas operados pela Companhia. (Com assessoria) Cenário MT

Argentina teve perdas com a produção de milho devido às chuvas

Argentina teve perdas com a produção de milho devido às chuvas 03/03/14 - 09:47 O relatório semanal do governo sobre a condição das lavouras informou prejuízos em áreas do centro e sul da província de Córdoba, importante região produtora de milho do país. A área semeada com milho foi estimada pelo ministério em 5,7 milhões de hectares. O órgão não fez ainda previsões para o volume da produção agrícola. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires projetou a colheita do cereal em 23,5 milhões de toneladas. O cultivo tardio do milho foi concluído na última semana. A primeira etapa da implantação, entre meados de dezembro e a metade de janeiro, foi castigada severamente pela estiagem prolongada. A Argentina é o terceiro exportador mundial de milho. Por conta da seca verificada no final do ano passado e início desse ano, em plena fase de plantio de milho e soja, o relatório oficial havia reduzido, as estimativas da área destinada à oleaginosa de 20,8 milhões de hectares para 20,3 milhões de hectares. Segundo projeções da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o país maior exportador mundial de óleo e farelo de soja deve produzir 53 milhões de toneladas da oleaginosa. Notícias da Pecuária

Clima adverso reduz safras de soja e milho do Brasil em 10 mi t

Clima adverso reduz safras de soja e milho do Brasil em 10 mi t 03/03/14 - 06:23 SÃO PAULO - O tempo seco e quente em vários Estados agrícolas do Brasil e o excesso de chuva em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos, reduziram a safra nacional 2013/14 de soja e milho em 10 milhões de toneladas, de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado divulgado na sexta-feira (28/2). O volume representa aproximadamente 5 por cento da estimativa de safra de grãos e oleaginosas do país, de 193,6 milhões de toneladas, anunciada no início de fevereiro pelo Ministério da Agricultura, quando os efeitos do clima adverso ainda não tinham sido considerados. A produção brasileira de soja, estimada em janeiro pela Safras em 91,80 milhões de toneladas, foi reduzida para 86,14 milhões de toneladas, ou uma queda de 5,66 milhões de toneladas. Já a colheita total de milho foi prevista agora em 71,16 milhões de toneladas, baixa de 4,43 milhões ante a projeção do mês passado. No Paraná, segundo produtor nacional de soja, o recuo considerando apenas a oleaginosa será de 1,74 milhão de toneladas. O Estado de São Paulo, maior produtor de cana e laranja do Brasil --que também deve registrar perdas importantes nessas duas culturas--, foi outro Estado com relevantes prejuízos em soja e milho, assim como Minas Gerais, maior produtor de café, cultura também afetada pelo clima. Segundo a Safras, São Paulo teve um recuo de 1,34 milhão de toneladas na primeira colheita de milho e 410 mil toneladas de soja --1,75 milhão, ao todo. Minas, disse a consultoria, perdeu 1,6 milhão de toneladas de milho e 190 mil toneladas de soja. São Paulo, Minas Gerais e Paraná fecharam janeiro com índices de chuva abaixo da média histórica. Em fevereiro, a situação não teve muito alívio. SAFRA DE SOJA AINDA CRESCE ANTE 2013 Apesar das perdas decorrentes do clima adverso, a safra de soja do Brasil ainda deverá crescer 4 milhões de toneladas na comparação com a temporada passada, quando somou um recorde de 82,12 milhões de toneladas, segundo a consultoria. O aumento ocorre com um crescimento de cerca de 6 por cento no plantio, para um recorde de 29,5 milhões de hectares. Em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de soja, onde a safra caminhava para produtividades médias recordes, o problema foi o excesso de chuva em fevereiro. O Estado teve agora sua colheita estimada em 26,72 milhões de toneladas, crescimento de 13 por cento ante 2012/13, mas abaixo da estimativa de janeiro, de 27,55 milhões de toneladas. No Paraná, o corte da safra foi mais profundo. A Safras apontou uma previsão de 14,721 milhões de toneladas de soja, contra 16,46 milhões de toneladas anteriormente --em 2013, somou 15,9 milhões. "Neste caso, os prejuízos foram causados pela forte estiagem que atingiu as lavouras entre o final de janeiro e boa parte de fevereiro", disse a consultoria, em nota. SAFRA DE MILHO CAI No caso do milho, cuja área plantada cairá 5 por cento ante a temporada anterior, a seca deverá acentuar as perdas ante a temporada passada. O Brasil deverá colher agora 71,16 milhões de toneladas de milho em 2013/14, disse a Safras, em uma estimativa abaixo da previsão de janeiro, de 75,58 milhões de toneladas, que já era uma redução ante o recorde de 82,07 milhões de toneladas de 2012/13. Reuters Autor: Roberto Samora e Gustavo Bonato

domingo, 2 de março de 2014

Operação do Ibama destrói lavoura de soja em área irregular de MT

Postado em 02/03/2014 as 10:17 Fonte: G1 MT O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) destruiu plantações de soja cultivadas em áreas irregulares e apreendeu cinco tratores na região Norte de Mato Grosso. A ação fez parte da Operação Commodities, cujo objetivo é fiscalizar áreas embargadas. A primeira área onde foram encontradas irregularidades fica na divisa dos municípios de Santa Carmem e Cláudia, a 634 km de Cuiabá. No local, foram destruídos 40 hectares de soja que haviam sido plantados em uma área de reserva legal. “Essa área vem, reiteradamente, sendo desmatada irregularmente. No ano passado até fizemos uma apreensão de grãos e agora a gente tomou essa medida drástica de fazer a destruição da lavouras devido a esses reiterados ilícitos ambientais”, disse Werikson Trigueiro, chefe de fiscalização do Ibama em MT. A legislação estabelece que, do total da área, apenas 20% podem ser destinados à lavoura. De acordo com o Ibama, a área estava embargada desde 2012 e, dos 2,5 mil hectares de fazenda, o proprietário já desmatou 22% a mais que o limite permitido. Durante a operação ainda foram apreendidos cinco tratores. O dono será notificado e receberá multa de aproximadamente R$ 200 mil. “A operação tem o objetivo de vistoriar as áreas embargadas. Vamos continuar até o fim da colheita da safrinha”. O final da colheita deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2014.

Falta de caminhoneiros dificulta escoamento da safra agrícola de MT

Postado em 02/03/2014 as 10:10 Fonte: G1 MT Produtores de Mato Grosso enfrentam dificuldades com o escoamento da safra devido a falta de motoristas no pico da colheita da soja. O problema de mão de obra soma aos empecilhos já conhecidos no setor, como a precariedade das estradas e o excesso de umidade no campo. Toda a produção que sai dos campos é movimentada sobre rodas. É tanto grão que se fosse para transportar tudo de uma só vez seriam necessários 675 mil caminhões bitrens com capacidade para 40 toneladas cada. Levando em conta que o estado deve produzir nesta safra, em 8 milhões de hectares, quase 27 milhões de toneladas. Esses caminhões enfileirados, ocupariam 13 mil e quinhentos quilômetros, pouco mais de uma volta completa ao redor da terra. Para escoar toda a safra, a frota de caminhões em Mato Grosso está sendo ampliada. O gerente de uma concessionária, Roberto Nunen, conta que a a empresa vendeu no ano passado mais de 1,2 mil veículos. Um crescimento de 113% comparado com o ano anterior. "Nós tivemos um aumento expressivo nas vendas de veículos por vários fatores, primeiro pela abundância de créditos com juros convidativos; segundo, pelo aumento da safra que em Mato Grosso cresce 10% ao ano”. Com a frota crescente, aumenta a disputa por motoristas especialmente nesta fase, no auge da colheita. “A transportadora que pagar mais a gente carrega por ela”, afirma o caminhoneiro Darci Antônio Tessaro. Francisco Ximenes, que também é motorista, acrescenta que a categoria espera ansiosa para chegar a safra e ganhar mais. Atualmente faltam caminhoneiros para suprir a demanda do Estado. A estimativa da Associação dos Transportadores de Cargas (ATC) é de que seriam necessários mais 2 mil motoristas. O problema se repete em nível nacional, cujo déficit é de 300 mil trabalhadores no país. “A falta de infraestrutura, a questão da jornada de trabalho, que infelizmente ainda não está sendo devidamente fiscalizada, e o alto índice acidentes tem desmotivado muitos profissionais a permanecerem e outros de adentrarem na profissão”, relata o diretor executivo da ATC, Miguel Mendes. Para ele, alguns profissionais acabam ficando inibidos de adentrar na cabine de um caminhão devido a tecnologia exigida. “Nós temos buscado parcerias para fazer treinamentos, junto até as próprias fábricas de caminhões que têm nos ajudado. Isso pode amenizar o problema”, afirma. O proprietário de uma transportadora em Sinop, Valdeci Gazziero, confirma que tem dificuldade de manter rodando os 40 caminhões que possui. "Na região, a falta de mão de obra de motorista é muito grande. Falta qualificação e instrução. Sempre tem de 4 a 5 caminhões parados por causa de falta de motorista".