quinta-feira, 31 de julho de 2014

BC aponta que meta de superávit primário está mais difícil

BC aponta que meta de superávit primário está mais difícil 31/07/2014 14:18 Os resultados das contas públicas em maio e em junho tornam mais difícil atingir a meta de superávit primário - economia para o pagamento de juros da dívida, este ano. A avaliação é do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. Segundo dados do BC divulgados hoje (31), o setor público consolidado - governos Federal, estaduais e municipais e empresas estatais - registrou déficit primário de R$ 2,1 bilhões, em junho, o primeiro para o mês, e de R$ 11,046 bilhões, em maio. Em 12 meses encerrados em junho, o superávit primário chegou a R$ 68,528 bilhões, o que corresponde a 1,36% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A meta para o setor público, este ano, é 1,9% do PIB. “Obviamente o déficit de maio e junho tornam o atingimento da meta mais distante, mais difícil. Exigirá um esforço maior do governo para obte-la, mas não significa que não será atingida”, disse Maciel. Para o chefe do Departamento Econômico, o Tesouro Nacional - responsável pela execução do orçamento, está trabalhando no sentido de atingir a meta. Maciel acrescentou que em maio e em junho houve menor arrecadação de receitas pelo governo e o impacto de desonerações feitas pelo governo foi cerca de R$ 50 bilhões. Outro fator é a moderação na atividade econômica, que reduz a arrecadação de impostos. Maciel argumentou ainda que o governo aumentou gastos com investimentos, o que ambém causou impacto no resultado das contas públicas. Fonte: Agência Brasil

Preços do milho recuam e caminham para maior queda mensal desde 2011

Preços do milho recuam e caminham para maior queda mensal desde 2011 31/07/2014 13:40 Durante as negociações do pregão desta quinta-feira (31), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas. Por volta das 12h25 (horário de Brasília), as principais posições do cereal registravam quedas entre 3,00 e 3,75 pontos. A posição setembro/14 era cotada a US$ 3,58 por bushel. De acordo com informações da agência internacional de notícias Bloomberg, os preços futuros do milho já acumulam perdas de 13%, somente em julho. A terceira queda mensal seguida desde o mês de setembro de 2011. O mercado permanece pressionado frente às perspectivas de maior disponibilidade da oferta decorrente da expectativa de grande safra nos Estados Unidos na temporada 2014/15. As culturas do milho estão amadurecendo em sua maioria em boas condições aumentando as perspectivas de que a produção pode alcançar a previsão do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), de 353,97 milhões de toneladas, a segunda maior safra da história, conforme dados da agência. As chuvas deverão aumentar em agosto, após as preocupações com a seca em algumas localidades do Centro-Oeste. "O clima é perfeito nas áreas de cultivo do Centro-Oeste dos EUA, o que significa que altos rendimentos são antecipados", afirmou o analista do Commerzbank AG, Carsten Fritsch, em entrevista à Bloomberg. "O que é mais, a chuva está prevista para os próximos dias, o que deve dissipar quaisquer receios de que o rendimento das culturas pode ser prejudicada por condições excessivamente secas", completa. Cerca de 75% das lavouras de milho apresentavam boas ou excelentes condições, conforme último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado no início da semana. Apesar do recuo em relação à última semana, que o índice era de 76%, a classificação das plantações ainda é a melhor desde 2004. Frente a esse cenário, na análise técnica, a tendência de pressão nos preços do cereal. Se o setembro/14 romper o patamar de US$ 3,50 por bushel, poderá chegar a US$ 3,20 e depois a US$ 3,00 por bushel, conforme apontam os gráficos. Segundo o analista de mercado da Smartquant Fundos Investimentos, Antônio Domiciano, por enquanto, o mercado não consegue exibir um movimento de recuperação expressivo. "O mercado precisará de um período de acomodação, entre US$ 3,50 a US$ 3,80 por bushel, para depois iniciar uma tendência de alta", explica. Fonte: Notícias Agrícolas

31/07/2014 - 12:49

31/07/2014 - 12:49 Índice de Confiança de Serviços cai pela sétima vez consecutiva Agência Brasil O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,6% entre junho e julho deste ano, na série com ajuste sazonal, registrando a sétima queda consecutiva. O índice atingiu 107,3 pontos, o menor nível desde abril de 2009, quando atingiu 103,4 pontos. Divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), os dados de julho mostram tendências distintas dos subíndices: a percepção que mede o momento atual apresenta piora e as perspectivas para os meses seguintes sinalizam melhora. O Índice da Situação Atual (ISA-S) caiu 7,2%, na maior perda mensal desde fevereiro de 2009. Já o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 4,3%, contribuindo para atenuar a queda do ICS. Para Sílvio Sales, consultor do Ibre, “a recuperação das expectativas abre espaço para uma estabilização ou mesmo algum aumento do ritmo de atividade nos próximos meses, o que não deve alterar expressivamente o cenário de baixo crescimento até o final do ano”. A redução do índice que mede a situação atual atingiu os 12 segmentos pesquisados em julho. O quesito que mais pressionou o indicador agregado foi o Volume de Demanda Atual, ao recuar 8,6%. Houve queda da proporção de empresas que avaliam o volume atual como forte, de 13,3%, em junho, para 12,7%, em julho; e a parcela de empresas que consideram a demanda atual fraca, saltou de 27,6% para 34,4%. A melhora do índice que mede a expectativa do setor atingiu 9 de 12 segmentos, influenciada principalmente pelo quesito que mede as expectativas em relação à demanda nos três meses seguintes, variando 5,9% ante o mês anterior. O levantamento indica ainda que a proporção de empresas projetando aumento da demanda passou de 33,7%, em junho, para 37,4%, em julho e a parcela de empresas que sinalizam diminuição passou de 13,1% para 9,7%. O indicador de Tendência dos Negócios nos seis meses seguintes apresentou melhora mais discreta, ao variar 2,8%. A proporção de empresas esperando melhora da situação dos negócios para os próximos seis meses aumentou de 35,7%, em junho, para 37,4%, em julho; a das que esperam uma piora caiu de 11,2% para 9,4% no mesmo período. O Ibre ressalta que o resultado de julho combina evoluções desfavoráveis nas percepções sobre o momento atual e favoráveis das expectativas, padrão que confirma o efeito negativo da paralisação parcial das atividades durante a Copa, e a decorrente melhora nas previsões para o futuro próximo. “Nesse contexto, é razoável supor uma suavização da tendência declinante do ICS ao longo dos próximos meses”, avalia o Ibre.

31/07/2014 - 13:13

31/07/2014 - 13:13 Cenário é favorável para produtores negociarem a soja, avisa o Imea AF News Análises O cenário atual do mercado da soja é bom para produtores negociarem o grão. A afirmação está no último boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), onde a entidade destaca que o diferencial de base – valor da soja em Mato Grosso reduzido do valor em Chicago – tem cenários distintos neste ano em comparação a 2013. A base reduzida em relação a Chicago está sendo observada com três meses de antecedência. A diferença, que em julho de 2013 era negativa em R$ 25,00/sc, teve sua base reduzida apenas no mês de outubro, quando a safra dos Estados Unidos entra no mercado, fazendo recuar as cotações externas. Neste ano, a base reduzida já está sendo observada com três meses de antecedência. Atualmente, a diferença é de R$ 4,33/sc, motivada principalmente pela queda da soja em julho na CBOT, demonstrando a possibilidade do produtor aproveitar a demanda externa neste momento, já que os preços futuros em Chicago, com vencimento para os próximos meses, mostram-se ainda mais desvalorizados. Segundo os especialistas do Imea, a tendência é que os preços para os próximos vencimentos fiquem menores que os atuais, pressionando as cotações no mercado interno. A partir do mês que vem, a soja deve perder espaço nas exportações para o milho, ficando mais atrelada aos compradores do mercado interno brasileiro. O movimento baixista nas cotações externas de soja já é observado pelo mercado desde junho e o impacto é direto nas cotações internas da soja. Porém, em meio a estes movimentos negativos, os prêmios positivos nos portos brasileiros acabam servindo como uma espécie de válvula de escape para reduzir o impacto da tendência negativa.

31/07/2014 - 13:50

31/07/2014 - 13:50 No Cinturão Verde de SP, agricultores conseguem produzir utilizando pouca água Globo Rural A seca, em São Paulo, está deixando muito agricultor sem ter como irrigar as lavouras. No município de Suzano, um casal desenvolveu uma técnica que possibilita manter a produção sem depender muito da água. Há cinco anos, as hortaliças crescem saudáveis e de um jeito que surpreende: os agricultores garantem que só molham os canteiros no dia do plantio das mudas e na manhã seguinte. São três ou quatro regas feitas com o trator até as plantas enraizarem, o que representa um alívio na época de estiagem. A agricultora Matsue Nakamura conta que durante dois anos, a terra passou por um processo de desintoxicação total e na transição do cultivo tradicional para o orgânico, o solo passou a receber um composto usado na produção de shimeji preto. O material é aplicado na terra, no máximo, dois dias depois que chega à propriedade. O resultado são canteiros areados, fofos, e com microorganismos que trabalham em favor das plantas. O agrônomo Henry Sako mostra que, em um cultivo tradicional, as raízes de cada planta teriam no máximo 30 centímetros, mas no sítio elas são muito maiores. Segundo Henry, o modelo Tsutomo Nakamura pode ser repetido em todo o país e quem não tem produção de composto de shimeji preto por perto, pode apostar em uma adubação com qualquer tipo de gramínea, como a braquiária, por exemplo. O importante é colocar bastante matéria orgânica e sempre olhar bem as condições do solo. “A dica para dar certo é a paciência, não vai ser de um dia para o outro que vai funcionar, demora, no mínimo, uns dois anos”, diz o agricultor Tsutomo Nakamura

31/07/2014 - 14:00

31/07/2014 - 14:00 Grupo Modelo pretende reabrir lojas; Assembleia com credores deve ser em agosto Da Redação - Viviane Petroli O Grupo Modelo pretende “o quanto antes” voltar com o atendimento em sua rede de supermercados. Duas assembleias com os credores estão previstas para meados de agosto, porém as datas não foram marcadas. A dívida é de R$ 184 milhões. As três últimas lojas a serem fechadas, no dia 30 de julho, foram as das Avenidas Miguel Sutil e Fernando Corrêa da Costa e a do CPA 2, como o Olhar Direto e Agro Olhar já haviam adiantado no dia 29 de julho. O Grupo começou a fechar suas lojas em janeiro de 2013. O Grupo contava com cerca de 14 unidades, entre hipermercados, supermercados e atacarejos (vendas no atacado e varejo). Além disso, a rede possuía sua própria empresa de distribuição, a ABS Logística, localizada no Distrito Industrial de Cuiabá, mais precisamente na rodovia BR-364, sentido Cuiabá-Rondonópolis. A rede possuía ainda farmácias e restaurantes em algumas unidades, como no HiperModelo, Pantanal Shopping e Miguel Sutil. Conforme o advogado do Grupo Modelo, que cuida da recuperação judicial da rede, Euclides Ribeiro, o pagamento das verbas trabalhistas dos 1,8 mil funcionários que atuavam no Grupo já teve início. “A direção espera reabrir o quanto antes as lojas. Em meados de agosto estão previstas duas assembleias com os credores, contudo as datas ainda não foram marcadas pelo juiz. O futuro do Grupo Modelo será definido nestas assembleias”, pontua Ribeiro. Na quarta-feira (30) clientes que chegavam às unidades das Avenidas Miguel Sutil e Fernando Corrêa da Costa e a do CPA 2 encontraram as portas fechadas dos supermercados, apenas com avisos informando que "Temporariamente encerramos nossas atividades...", como visto na unidade do CPA 2, e "Senhores clientes informamos que hoje o mercado não abrirá. Obrigada e um bom dia", como nas portas do Modelo na Avenida Fernando Corrêa da Costa.

31/07/2014 - 14:12

31/07/2014 - 14:12 Analistas se dividem sobre grau de contaminação do Brasil por calote argentino BBC Brasil O impasse jurídico que levou a Argentina à situação de 'calote técnico' poderá afetar ainda mais o comércio bilateral com o Brasil, que já estava em queda, segundo analistas argentinos e europeus. A situação ocorreria por problemas internos da Argentina que poderiam ser intensificados, como o aprofundamento do quadro recessivo, queda das importações e a limitação de dólares e crédito para financiamento de compras do exterior. O governo argentino anunciou na quarta-feira (30) que não havia fechado acordo com os chamados 'fundos abutres', que recusaram a renegociação da dívida do país e cobram pagamentos no valor de R$ 2,9 bilhões (US$ 1,3 bilhão). É o segundo calote argentino em 13 anos. Economista teme efeito de crise argentina sobre o Brasil Com a queda da atividade brasileira e restrições impostas pela Argentina a importações, o ano já era complicado na relação bilateral, segundo o economista argentino Marcelo Elizondo, da consultoria econômica DNI. O Brasil é o principal sócio-comercial da Argentina e o país vizinho é o terceiro parceiro comercial brasileiro. De janeiro a junho deste ano, as exportações brasileiras para a Argentina caíram 20% frente ao mesmo período de 2013, segundo dados da consultoria Abeceb, de Buenos Aires. As vendas da Argentina para o Brasil também caíram. O comércio bilateral registrou cerca de R$ 31,4 bilhões (US$ 14 bilhões) no primeiro semestre. Cristina Kirchner diz que Argentina é vítima de 'pilhagem internacional' O recuo estaria relacionado à desaceleração da economia brasileira e ao quadro recessivo na Argentina, disse a consultoria. Em termos anuais, dependendo do ritmo daqui para frente, o montante de negócios poderá ficar abaixo dos R$ 80 bilhões (US$ 36 bilhões) registrados no ano passado, um dos melhores no histórico bilateral. Efeitos do calote Nesse contexto, não há consenso, entre os analistas ouvidos, sobre o quanto o calote argentino poderia intensificar esses fatores negativos. "[A queda no comércio] vai continuar. Mas não deve haver reduções abruptas", acredita Wilber Colmerauer, diretor da corretora Brazil Funding, em Londres. — A Argentina já vem perdendo importância como parceiro comercial do Brasil. Os mercados financeiros já vinham assimilando o problema há bastante tempo, apesar de ainda haver aposta em um acordo. Assim, o calote pode não ser grande novidade e a probabilidade de que o Brasil e outros países latino-americanos sejam afetados ficaria reduzida. — A Argentina está totalmente fora do mercado financeiro internacional. Por isso o impacto do calote será pequeno (...) Não é bom ter um vizinho indo cada vez mais para o buraco, mas o Brasil tem seus problemas e a Argentina não é um dos maiores problemas do Brasil. Outros analistas veem maior risco de efeitos da crise argentina na economia brasileira. "Nossa situação bilateral está deteriorada por responsabilidade da Argentina. Alguns setores já estão atrasando o pagamento de importações do Brasil há cerca de seis meses", disse o economista Raul Ochoa, professor de comércio exterior das Universidades de Quilmes e da Universidade de Buenos Aires. — E o crédito para o comércio exterior poderá ser ainda mais afetado se o default não for revertido logo. Nos últimos anos, a Argentina já perdeu espaço no comércio com o Brasil e o mundo, de acordo com Ochoa. — Há apenas quatro anos, nós éramos o quarto maior exportador de carne do mundo. Hoje, estamos no 12º lugar no ranking mundial. Deixamos de ser os principais exportadores de trigo e de frutas para o Brasil. Passamos a ser importadores de energia. O default não convém a ninguém, principalmente à Argentina. Para o economista Juan Carlos Rodado, do banco francês Natixis, o Brasil é o país que mais pode ser afetado em termos comerciais pela moratória, já que 8% das exportações brasileiras, principalmente do setor automotivo, são destinadas à Argentina. Por sua vez, Virginie Coudert, economista do Centro de Pesquisas sobre a Economia Mundial (CEPII, na sigla em francês) acredita que não há risco de contágio do default da dívida argentina no Brasil e outros emergentes. Mas isso pode criar uma pressão sobre a moeda brasileira. — Os mercados de câmbio são mais sensíveis do que os mercados da dívida (...) Mas isso não significa que o real irá despencar. Confiança x esperança Os analistas concordam, porém, que o default deve abalar a confiança na economia argentina. O economista Orlando Ferreres, da consultoria econômica OJF e Associados, de Buenos Aires, disse que essa falta de confiança aprofundaria a recessão registrada nos últimos meses. — Temos hoje uma limitação de dólares em caixa que pode ser agravada, o que afetaria ainda mais as importações. Segundo a Abeceb, um cenário de calote levaria a economia argentina a fechar o ano com uma queda de 3,5% na sua atividade e queda de 3,8% no consumo. Em entrevista à imprensa local, o ex-secretário de Finanças da Argentina, Guillermo Nielsen, disse que "o default provocará queda ainda maior do PIB, haverá menos dinheiro na praça e menos crédito para o comércio exterior”. — Não é algo que vamos sentir amanhã ou depois, mas vamos sentir nos próximos meses. O economista Marcelo Elizondo disse que ainda tem expectativa de um acordo, nas próximas horas, de uma reversão do default argentino, por meio da ação de bancos argentinos que comprariam a dívida que está com os 'fundos abutres'. Neste caso, os efeitos poderiam ser menos amargos. "O default será rápido", destacou o site do jornal Ambito Financeiro ao informar sobre o possível entendimento entre bancos e fundos. Na quarta, o índice Merval da Bolsa de Buenos Aires registrou forte alta e o dólar paralelo caiu porque o mercado financeiro apostava em um acordo entre o governo e os fundos. A expectativa agora é para o comportamento desta quinta, sem o entendimento esperado.