sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Soja opera em campo negativo na manhã desta sexta-feira

01/08/2014 07:44 Na manhã desta sexta-feira (1), os futuros da soja operam em terreno negativo na Bolsa de Chicago. O mercado segue observando a batalha entre a força e o crescimento da demanda mundial pela oleaginosa contra as boas expectativas para a nova safra dos Estados Unidos. Paralelamente, sente ainda a presença dos fundos e especuladores, que acentuam ainda mais a volatilidade dos negócios. Assim, depois de fechar a sessão anterior com ligeira alta, hoje, por volta das 7h40 (horário de Brasília), os principais vencimentos perdiam entre 2,25 e 10 pontos, com a posição novembro, referência para a safra norte-americana, valendo US$ 10,72 por bushel. Com a chegada de agosto, a produção de soja entra no mês mais importante para a cultura nos Estados Unidos. É nesse momento em que será definido o potencial de rendimento das lavouras e é, portanto, necessário excelentes condições de clima para que as primeiras projeções - de mais de 51 sacas por hectare - se confirmem. Dessa forma, os olhos do mercado se voltam ainda mais para o comportamento do clima no país e bem como ao desenvolvimento das plantas. Fonte: Notícias Agrícolas

01/08/2014 - 09:39

Calote da Argentina pode favorecer produtores de soja no Brasil Canal Rural O calote técnico da dívida da Argentina ocorreu nesta quarta, dia 30, depois das tentativas, sem sucesso, de negociação com os credores internacionais. O impacto no mercado financeiro ainda é limitado. No entanto, a expectativa de alguns analistas é de que o calote favoreça uma abertura de mercado para a soja brasileira, caso os argentinos continuem a retardar a comercialização do grão no mercado agrícola. As incertezas sobre a situação econômica da Argentina já afetam os ânimos dos sojicultores locais. Por lá, eles estão reservando o grão, que consiste em ativo valioso diante da desvalorização da moeda nacional, o peso. Por conta disso, ainda restam 30 milhões de toneladas da oleaginosa da safra 2013/14 para vender, equivalentes a 60% da safra do país. O percentual está acima da média para este período do ano. Situação agravada A Argentina, que já vive um momento econômico complicado, deve ter a situação agravada depois do calote técnico: a tendência é de maior desvalorização do peso e de aumento da inflação. Esse cenário enfraquece as relações comerciais com outros países. O setor automobilístico brasileiro já percebe os impactos: as exportações de automóveis para o país vizinho acumulam queda de 23,1% no primeiro semestre, e podem cair ainda mais. Logo após a confirmação do calote argentino, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou o rating soberano do país para "default seletivo", argumentando que a Argentina foi inadimplente em algumas de suas obrigações. Na prática, a redução da nota de um país pelas agências de classificação de risco significa que seu acesso a crédito será menor e que os juros que paga no mercado serão maiores.

01/08/2014 - 09:22

Conab negocia 3,3 milhões de caixas de laranja em Pepro realizado nesta quinta Conab O segundo leilão de Prêmio Equalizador de Preço Pago ao Produtor Rural (Pepro) para laranja, realizado nesta quinta-feira (31) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), assegurou a venda de 3 milhões de caixas (de 40,8 kg) do produto in natura produzido em São Paulo e 360 mil caixas de produtores ou cooperativas do Paraná. O volume representa 100% da oferta programada. A comercialização resultou de subvenção no valor de R$ 10,7 milhões, que será paga aos adquirentes que comprovarem a venda e o escoamento do produto para indústrias de processamento. Todas as regras e condições estão previstas na Portaria Interministerial nº 641, de 02/07/2014, no Regulamento Pepro nº 001/08 e nos Avisos Pepro 105 e 106. A primeira operação foi realizada no último dia 10 e comercializou cerca de 1,4 milhão de caixas do produto. A participação no leilão foi somente de produtores rurais do estado de São Paulo. O objetivo desta ação é regular a situação de preços e oferta no mercado.

01/08/2014 - 09:05

Pepro para o milho é autorizado, mas sem previsão de data e volume Da Redação - Viviane Petroli O Ministério da Fazenda assinou nesta quinta-feira (31) a autorização da realização de leilões de Prêmio de Equalização Pago ao Produtor Rural (Pepro) para o milho. O anúncio é do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. Apesar da autorização, não há previsão de quando os leilões irão ocorrer e nem o volume previsto de milho a ser comercializado, bem como preços. Espera-se agora a publicação da portaria de autorização no Diário Oficial da União (D.O.U). De acordo com Geller, em breve haverá novidades quanto ao Pepro e o escoamento do milho. "Inclusive, hoje, o leilão do milho foi assinado pelo ministro Guido Mantega. Mandamos a portaria para a Fazenda na semana passada e foi assinado hoje o Pepro. A portaria será para o Brasil, obviamente ontem tem maior problema é o Estado de Mato Grosso. Não sabemos quanto de milho será colocado neste momento", declarou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na noite desta quinta-feira (31) ao ser questionado sobre o assunto no lançamento do 9º Circuito Aprosoja.
A realização de leilões do Pepro em Mato Grosso está sendo solicitada desde o início de julho. Tanto que há cerca de 15 dias a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) esteve novamente em Brasília (DF) com Geller solicitando os leilões. Mato Grosso deverá colher 17 milhões de toneladas de milho nesta safra 2013/2014, o volume é menor que as 22,5 milhões de toneladas colhidas na safra passada. Contudo, os produtores pedem os leilões diante das constantes quedas de preço da saca de 60 quilos do cereal, que estão em alguns municípios abaixo do preço mínimo estipulado para esta safra de R$ 13,56. Nesta sexta-feira, 1º de agosto, a saca em Sinop amanheceu cotada em R$ 9,75 e em Sorriso R$ 10. O maior preço verificado é em Rondonópolis a R$ 14,50. O ano passado diversos leilões do Pepro foram realizados na tentativa de minimizar os prejuízos do setor produtivo de milho do Estado e promover o escoamento do cereal. Entre julho e novembro do ano passado foram lançados leilões para a venda de 9,750 milhões de toneladas das quais 8,861 milhões de toneladas foram negociadas. Ideal é 10 milhões t Conforme o fundador e sócio-diretor da Agroconsult, André Pêssoa, para minimizar os problemas de Mato Grosso seriam necessários leiloar através do Pepro 10 milhões de toneladas (t) de milho. “Se a expectativa nos Estados Unidos se confirmar em mais de 100 milhões de toneladas de soja em 2015 teremos preços e margens mais baixas para a oleaginosa, mas não gera grandes prejuízos. Ao contrário do milho. Sem uma atuação do governo federal pode-se ter prejuízos no cereal, comprometendo o seu plantio de 2ª safra e a soja. Se não escoar este milho antes da colheita da soja teremos sérios problemas de armazenagem”, declarou Pêssoa ao Agro Olhar, pouco antes do lançamento do 9º Circuito Aprosoja. Apesar dos transtornos e um custo de produção a cada dia maior, os produtores estão mais estruturados em relação ao que se viu em 2010, quando a saca do milho chegou aos R$ 7 em Mato Grosso. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Sorriso e produtor, Laércio Lenz, o setor acreditava que 2013 seria pior. “Se os preços do milho seguirem assim ou teremos redução de área ou de tecnologia”, pontua.

01/08/2014 - 09:00

Pesquisa agropecuária discute ações para cereais de inverno Embrapa Produtos e Mercado O crescimento de áreas com cultivo de trigo no Cerrado brasileiro está entre os temas a serem tratados na reunião que a Embrapa Trigo (Passo Fundo/RS) e a Embrapa Produtos e Mercado (Brasília/DF) promovem nesta segunda feira (04/08) em Canela/RS. No encontro será discutido o planejamento de ações do Comitê de Governança dos Programas Integrativos de Trabalho para Cereais de Inverno (CG-PIT cereais de inverno), cuja preparação vem sendo trabalhada desde 2013. Está prevista a presença de gestores das unidades na abertura do encontro. “Na oportunidade vamos reunir representantes dos quatro escritórios que atuam com cereais de inverno e analistas do setor de transferência de tecnologia da Embrapa Trigo para planejar os próximos quatro anos”, explica o gerente local do Escritório de Passo Fundo/RS, Francisco Tenório Pereira – que é também o secretário executivo do CG-PIT Cereais de Inverno. Segundo diz, serão feitas análises de portfólio e de participação no mercado. “A ideia é promover a articulação das ações entre as Unidades envolvidas, definindo responsabilidades e metas conjuntas para melhor atender às demandas do produtor”. Foram iniciativas de prospecção de mercado que apontaram a necessidade de oferta de cultivares de trigo de sequeiro para o Cerrado, que apresenta considerável crescimento da área com o cereal. Durante o encontro, o tema será apresentado pelos analistas da Embrapa Trigo, Álvaro Augusto Dossa e Lisandra Lunardi. Mas o secretario geral do CGPIT adianta que uma das ações previstas para a segunda quinzena de agosto reunirá toda a equipe de técnicos e pesquisadores da Embrapa envolvidos com a cultura em visita a unidades de validação localizadas em Minas Gerais. Em breve deverão ser anunciados editais de oferta pública de novas cultivares adaptadas àquela região, completa Pereira. Programação - O encontro vai ter início com a apresentação do plano de trabalho e ações em andamento no CG-PIT, pelo gerente do Escritório de Passo Fundo. Em seguida, Pereira apresenta um panorama da produção de sementes e licenciamento de cultivares de cereais de inverno, juntamente com os representantes dos Escritórios de Brasília, o gerente local Isaac Leandro Almeida, e de Londrina, Rogério Borges. Este último falará também sobre a validação de novas cultivares, ao lado do analista da Embrapa Trigo, Giovani Stefani Fae. Está prevista ainda a discussão dos planos mercadológicos de novas cultivares, com a participação do representante do Escritório de Passo Fundo, Márcio Pacheco da Silva. O debate sobre o relacionamento da Embrapa com licenciados e agricultores usuários de cereais de inverno será conduzido pelo gerente adjunto de mercado, Rafael Vivian, da Embrapa Produtos e Mercado, e por Adão da Silva Acosta, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Trigo. A abertura da reunião terá as presenças do chefe geral da Embrapa Trigo, Sérgio Roberto Dotto, e dos gerentes adjuntos de Produto e de Mercado da Embrapa Produtos e Mercado, Márcio Cota Jr. e Rafael Vivian, respectivamente. O evento antecederá a 8ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (8ª RCBPTT) e o 9° Seminário Técnico de Trigo. Os CG-PITs foram propostos pela Embrapa Produtos e Mercado como mecanismos de planejamento de ações conjuntas e definição de estratégias para os diversos produtos. Atualmente estão em funcionamento os comitês para cereais de inverno, para arroz e feijão, milho e sorgo e soja. Em breve deverão ser compostos os comitês para fruteiras e hortaliças.

01/08/2014 - 08:00

Produtores em MT pedem obrigatoriedade de áreas de refúgio Da Redação - Viviane Petroli A utilização de refúgio nas lavouras no Brasil é uma das medidas para o combate de pragas e doenças. A obrigatoriedade de sua adoção em lavouras de cultivares geneticamente modificadas é proposta em uma nota técnica elaborada por produtores de Mato Grosso com sugestões para a elaboração de uma Instrução Normativa (IN). Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, já há uma discussão técnica com a Secretária de Defesa Agropecuária (SDA) e o setor produtivo sobre o assunto e que em breve deverá estar concluída a IN. A nota técnica foi aprovada durante assembleia geral extraordinária realizada na quinta-feira (31) com produtores na Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). Os produtores querem uma IN que tenha foco na regulamentação das práticas de refúgio, uma vez que ela inexiste hoje nos manejos das biotecnologias em vigor no Brasil.
De acordo com o presidente da Aprosoja-MT, Ricardo Tomczyk, a nota técnica vem expressar a visão de consenso que os produtores mato-grossenses possuem. Segundo a nota técnica, o refúgio a ser adotado deverá ter uma área que corresponda ao menos ao percentual recomendado pelas empresas de biotecnologia. A nota ainda propõe que as empresas desenvolvedoras de biotecnologia apresentem ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) as suas pesquisas quanto ao refúgio, bem como a experimentação de cada tecnologia vendida. A Aprosoja-MT revela ainda que os produtores propuseram a criação de um grupo técnico-científico para acompanhar os eventos de resistência a insetos e pragas. A entidade frisa que neste caso de quebra de resistência a nota técnica sugere a suspensão da cobrança de royalties pela tecnologia e a sua retirada do mercado. "A regulamentação do refúgio vai sair sem dúvida. Ela é importante para você manter a biossegurança e importante para a produção, em especial a de transgênicos. Ela vai sair logo, está sendo concluída. Estamos fazendo uma discussão técnica com a SDA e o setor", pontuou o ministro Neri Geller, em visita a Cuiabá nesta quinta-feira (31) no lançamento do 9º Circuito Aprosoja.

01/08/2014 - 09:36

Litro do etanol já é visto a R$ 1,71 em Cuiabá; Diferença chega a R$ 0,18 dependo da região Veja foto Da Redação - Viviane Petroli O litro do etanol hidratado (para abastecer veículos flex) vem dando sinais de queda a cada dia. Em Cuiabá a difereça de preço do litro, dependendo da região, varia de R$ 0,04 centavos a R$ 0,18 centavos. Na região do Distrito Industrial da Capital mato-grossense é possível encontrar a R$ 1,71, enquanto na região central entre R$ 1,75 e R$ 1,89. Para os consumidores as reduções são boas, mas ainda aquém do desejado. Hoje, para tanquear com etanol a R$ 1,71 o cuiabano gasta R$ 76,95. Se o litro estiver a R$ 1,89 o desembolso é de R$ 85,05. Considerando uma abastecida por semana o rombo no bolso com o litro a R$ 1,71 seria de em média R$ 307,08, já com ele a R$ 1,89 seria de R$ 340,20.
“Ainda está pesado. Considerando que os alimentos estão caros, também, o mês fecha no vermelho quase se não fechar a mão e priorizar o necessário”, lamenta o auxiliar administrativo Fábio Dênis. Como o Agro Olhar já comentou, o setor de revenda salienta que os preços nas bombas estão caindo conforme as distribuidoras vão repassando preços mais baixos, também, para eles. Em Cuiabá os preços do combustível, diga-se de passagem o etanol, começou a reduzir ao final de junho quando caiu de R$ 2,29 para R$ 2,09 o litro em alguns postos