sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Preços do café dão sequência aos grandes ganhos 01/08/2014 09:35
Acréscimos de até 550 pontos para o mercado de café arábica na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US), na manhã desta sexta-feira (01). A semana já era positiva até novas informações atingirem a mídia e “estourarem” os preços do produto. Na quinta-feira (31), os valores ficaram 1200 pontos acima, e no momento o pregão apresenta sequência nesses ganhos.
O vencimento setembro trabalha às 8h54 (horário de Brasília) a 200,55 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos com entrega para dezembro valem 204,20 cents/libra-peso. Março/2015 anota 207,35 cents/libra-peso e maio/2015 registra 208,80 cents/libra-peso.
Quatro grandes informações advindas de muitas entidades ligadas diretamente à cultura do café reportaram o prejuízo causado pela estiagem do início do ano e dados demonstram números alarmantes em relação à safra 2014, além de forte preocupação quanto à próxima produção.
A primeira notícia a atingir o mercado foi confirmação do presidente da Cooxupé – maior cooperativa de café do mundo – Carlos Paulino, que indicou produção menor na região em 30% em relação ao ano passado. Até o momento, já foram colhidos dois terços do total.
Logo após, a exportadora brasileira Terra Forte enviou carta a seus clientes lamentando a situação e dizendo que após muito analisarem, puderam perceber que as lavouras de café arábica realmente foram afetadas pelo clima desfavorável e reduziram as estimativas iniciais para 45,78 milhões de sacas, ante 53,70 milhões relatadas no início do ano e contrapondo também as 47,40 milhões de sacas previstas depois da seca.
Ainda no mesmo dia, o presidente do Conselho Nacional do Café, Silas Brasileiro, cedeu entrevista exclusiva ao americano The Wall Street Jounal. "Normalmente, leva de 480 a 500 litros de grãos para encher uma saca, mas, com a colheita já cerca de 70% concluída, os produtores vêm registrando, na média, entre 650 e 700 litros", comentou ele. Na reportagem, o executivo antecipou que a produção brasileira deve ficar em torno de 40 milhões de sacas.
Outro importante relatório divulgado foi elaborado pelo especialista de mercado de futuros de Chicago, Sterling Smith, do Citgroup, que estimou safra em 41,75 milhões. “Tenho obtido relatórios de danos consistentes nos últimos dias, todos dizendo que os grãos são pequenos e leves. E a safra do próximo ano vai ser ainda menor", relatou ele.
Fonte: Notícias Agrícolas
Governo planeja providências para a segunda safra 01/08/2014 09:19
O Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) para Gestão do Escoamento da Safra, em reunião, ontem expôs medidas de preparação para a segunda safra e de movimentação das exportações de açúcar. A reunião ocorreu no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e contou com participação de representantes do Ministério dos Transportes (MT), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Secretaria Especial de Portos (SEP) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O grupo também avaliou os resultados do escoamento da primeira safra agrícola de verão.
Ao longo da reunião foram apresentados os índices do monitoramento de janeiro a junho de 2013 comparando com o mesmo período de 2014 que indicam um aumento nos quantitativos de escoamento de soja e farelo que foram exportados praticamente em todos os portos. Em 2013 o escoamento foi de 82 milhões de toneladas, e em 2014 foram 87 milhões de toneladas de soja e farelo.
Outro aspecto discutido foram três medidas que vão ser tomadas a curto e médio prazo para a segunda safra e movimentação das exportações de açúcar. A primeira providência será a formação de pequenos grupos que possam identificar e prever os possíveis problemas operacionais para o escoamento da safra nos portos em geral.
A segunda medida será avaliar o funcionamento do projeto desenvolvido no porto de Santos para escoamento do açúcar chamado Portolog (Cadeia Logística Portuária Inteligente), fiscalizado pela ANTT com auxílio de radares e câmeras especiais, e que possa ser utilizado futuramente. De acordo com o secretário executivo do Mapa, José Gerado Fontelles, “essa medida já será estratégica para o escoamento da próxima safra de soja e milho”.
Já o terceiro passo será a formação de um grupo técnico após a previsão da safra pela Conab para indicação das providências a serem tomadas para os portos do Arco Norte.
Fonte: Assessoria
Empresários e acadêmicos discutem implantação do Observatório do Transporte
01/08/2014 08:59
Ser um novo canal de comunicação do setor é o mote do Observatório do Transporte. A ideia é criar uma plataforma virtual, em que órgãos públicos e privados, academia e setor produtivo, contribuam com dados e informações para desenhar o atual sistema de transporte brasileiro e pensar modificações e avanços com base em um banco de dados nacional e experiências internacionais.
Com livre acesso, o Observatório constará de material que poderá ser consultado em um espaço virtual dentro da página do ITL (Instituto de Transporte e Logística). Nele será possível também realizar debates por meio de fóruns temáticos. Segundo a diretora do ITL, Tereza Pantoja, a proposta é cruzar dados de todos os setores para analisar o planejamento e dar contribuições para um plano de desenvolvimento do país, principalmente, para o transporte. “Com isso, teremos uma análise mais profunda do setor hoje e saberemos para onde o Brasil está caminhando”, conclui.
Segundo o consultor técnico da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Adalberto Febeliano, hoje esses dados estão dispersos em diversos órgãos públicos e privados. Para ele, é necessário que essas informações estejam organizadas num único organismo, disponíveis para todos, porque, dessa forma, haverá conclusões mais descentralizadas, mais contraditórios que podem levar a decisões mais inteligentes. “O Observatório, ao ser esse concentrador de dados, certamente vai ter um papel muito importante a cumprir no futuro no apoio de todas as decisões de planejamento de transporte do setor público e do setor privado”, assegura. Para ele, não existe planejamento sem informação e não se pode fazer planejamento, especialmente quando se trata de recursos públicos, com “achismos”.
Para o professor titular do Lalt (Laboratório de Aprendizagem em Logística e Transportes) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Orlando Fontes Lima Júnior, outros setores já tiveram esse salto que agora o transporte dá o seu com esse trabalho do ITL. “Para um setor que, tradicionalmente, é carente na área de desenvolvimento de conhecimento, que é o setor de transporte, essa perspectiva é extremamente importante”, explica.
O assunto foi um dos itens da pauta da segunda reunião do Núcleo de Inteligência e Transporte, que ocorreu nessa quinta-feira (31 de julho), na sede da CNT (Confederação Nacional do Transporte). O Núcleo é um órgão de assessoramento da CNT, do Sest Senat e do ITL e configura-se em um fórum permanente de discussões estratégicas para o futuro do transporte. Composto por acadêmicos, empresários e especialistas do setor de transporte e logística, o Núcleo tem como objetivos estimular a geração de conhecimento em todos os modais, estimular a inteligência competitiva de mercado, pensar o transporte no futuro, entre outros.
Para Lima Júnior, o Núcleo, ao reunir academia e empresariado, é o grande passo inovador que permite a troca dos conhecimentos teóricos com os conhecimentos aplicados. Febeliano, da Abear, ressalta que os resultados são de longo prazo e serão vistos daqui a 10 ou 15 anos, pois se trata de formação conhecimento e de recursos humanos. “A gente está criando uma massa crítica necessária para poder desenvolver o transporte no Brasil”, finaliza.
Fonte: Assessoria (foto: Assessoria)
Preços do milho registram nova queda e setembro/14 chega a US$ 3,55/bu
01/08/2014 08:49
Na sessão desta sexta-feira (01), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham em queda. As principais posições da commodity dão continuidade às perdas e, por volta das 9h35 (horário de Brasília) exibiam baixas entre 1,75 e 2,00 pontos. O vencimento setembro/14 era cotado a US$ 3,55 por bushel.
Segundo informações da agência internacional de notícias Bloomberg, os preços do cereal registram a sexta semana em queda, o mais longo declínio desde julho de 2011. Somente no mês de julho, as cotações recuaram cerca de 14%.
O mercado permanece precificando a expectativa de ampla oferta nos próximos meses, a partir da colheita da safra 2014/15 dos EUA. Com o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras, a projeção é que os produtores norte-americanos colham em torno de 353,97 milhões de toneladas do grão, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Fonte: Notícias Agrícolas
Concessionária quer recuperar BR-163 de Nova Mutum ao Gil este mês
01/08/2014 08:30
A concessionária Rota Oeste quer começar, ainda este mês, a recuperação da BR-163, entre Nova Mutum e o Posto Gil, em uma extensão de aproximadamente 80 quilômetros, até dezembro. Em nota enviada ao Só Notícias, informou que também pretende fazer recuperação de pontes e viadutos, além de manutenção de toda a estrutura de sinalização (horizontal e vertical).
Ações no trecho vem sendo cobradas pela classe política, devido a acidentes com vítimas fatais. Há duas semanas, uma bancária faleceu em colisão entre o carro que dirigia e uma carreta. “Estas intervenções iniciais deverão proporcionar sensível melhora no trecho, provocando também aumento da segurança e do conforto de quem trafega por ali”, apontou a empresa.
A concessionária também reforçou, conforme Só Notícias já informou, que em setembro inicia a “prestação de serviços operacionais de atendimento ao usuário, que incluem socorro médico e mecânico, apreensão de animais, combate a incêndios, 18 bases de atendimentos, entre outros serviços”.
Contudo, esclareceu que a “duplicação do trecho, assim como as adequações do acostamento de acordo com os padrões da Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), será realizada seguindo o cronograma de trabalho da Rota do Oeste que tem o prazo de cinco anos para entregar a duplicação do trecho de 450 quilômetros sobre sua responsabilidade”.
Hoje, a empresa atua em 25 quilômetros entre Rondonópolis e o terminal intermodal da América Latina Logística (ALL), trecho de grande importância logística. “Os investimentos previstos nos cinco primeiros anos são de R$ 2,8 bilhões, de um total de R$ 5,5 bilhões que deverão ser aplicados ao longo de 30 anos de concessão”.
Fonte: Só Notícias/Agronotícias/Weverton Correa
Lavouras poderão ter queda de produtividade no trigo em RS
01/08/2014 08:18
O período foi favorável ao desenvolvimento da cultura, com os produtores intensificando a adubação em cobertura e o controle de ervas invasoras. Em alguns casos, a cultura apresenta recuperação muito lenta, o que leva a prever a possibilidade de produtividades abaixo daquelas esperadas inicialmente. Lavouras implantadas nos períodos de maior precipitação e com umidade do solo acima da recomendada para a semeadura apresentam aspecto visual amarelado, folhas finas e longas, pouco perfilhamento e incidência de doenças. Nas áreas onde não foi respeitada a recomendação de rotação de culturas há uma maior incidência de doenças foliares. Já as lavouras formadas no final de junho e início de julho estão boas, germinaram normalmente e apresentam bom stand de plantas, beneficiadas pelas condições climáticas do momento.
Aproveitando o tempo favorável, os produtores conseguiram também finalizar o plantio que, neste ano, face aos problemas causados pelo clima, se processou de forma mais lenta, atrasando a evolução da cultura. Se considerada a média dos últimos anos, cerca de 2% da área já deveria estar em fase inicial de floração, fato que não ocorre nomomento.
Os preços do trigo tiveram fortes quedas nos últimos dias, devido ao alto estoque mundial, importações feitas dos Estados Unidos, câmbio enfraquecido e pela isenção da TEC de um milhão de toneladas para trigo importado de países fora do Mercosul, até o dia 15 de agosto de 2014. Fatores esses que impactaram negativamente no mercado interno brasileiro. Na semana, o preço médio de saca de 60 kg, pago ao produtor em âmbito estadual, ficou em R$ 28,33. Uma diferença de -0,46% em relação ao preço da semana passada.
Fonte: Assessoria
Cuiabá: assessores de Aecio e Eduardo Campos debatem desmate e futuro do agronegócio
01/08/2014 07:59
Os economistas Andre Pessoa e Eduardo Gianetti Fonseca, integrantes das equipes que elaboram planos de governo dos presidenciáveis Aecio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), respectivamente, debateram com o ministro da Agricultura, Neri Geller (representante da presidente Dilma, candidata à reeleição) os rumos da economia e do agronegócio, ontem à noite, em Cuiabá, na abertura do nono circuito da Aprosoja. Um dos temas 'quentes' foi as aberturas de novas áreas para aumentar o plantio de grãos. Levantamento do instituto Amazon aponta que, em maio, na Amazônia Legal, foram 185 quilômetros quadrados de florestas derrubadas - 56% em Mato Grosso.
Eduardo Gianetti da Fonseca defendeu o 'desmatamento líquido zero'. Ele considera que as áreas existentes devem ser otimizadas na atividade agrícola e pecuária. Representante de Eduardo Campos, ele acusou o INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária- de ser o "maior desmatador do país", referindo-se a forma com que são feitos assentamentos com falta de apoio aos pequenos produtores que acabam derrubando áreas sem critérios e, boa parte deles, desrespeitando a legislação.
O ministro Neri Geller contrapôs o representante de Eduardo Campos afirmando que é contrário ao "desmate ilegal zero" e sinalizando que os produtores tem todo o direito, com base no código florestal, a fazer abertura de suas áreas para "continuar aumentando a produção de alimentos". Após ser aplaudido pelos produtores que assistiram o debate, ele defendeu reforma no código florestal citando que alguns pontos trazem insegurança jurídica. Também cobrou que seja feita recuperação de matas ciliares nas áreas onde houve excesso de desmates.
Andre Pessoa elogiou o potencial produtivo de Mato Grosso e disse que é preciso combater os desmatamentos ilegais e disse que a agropecuária vai continuar crescendo pois existe a demanda mundial por consumo de alimentos. Ele também apontou a necessidade de reflorestar áreas que foram derrubadas ilegalmente.
A tendência de crescimento do agronegócio foi outro tema debatido. "A agropecuária está tendo problemas. A economia este ano vai crescer meio ponto percentual. A agropecuária vai crescer mais de 3. A indústria vai andar para trás 1,8 e serviços provavelmente 1. Então, a agropecuária continua salvando o PIB Brasileiro que ainda está se sustentando porque é muito boa, com tecnologia avançada. Hoje, o maior problema do agronegócio é logística. Esse governo durante muitos anos viu, com muita suspeição, parceria com o setor público para obras no setor logístico. O senador Aecio Neves vê com muito bons olhos aperfeiçoamento das parcerias na direção de obras de logística com a iniciativa privada e tem condições melhores de tocar agenda com o setor", defendeu Andre Pessoa.
O economista Eduardo Gianetti da Fonseca criticou o governo federal acusando-o de manipular o sistema econômico e deu errado. O experimento econômico deu errado. Por isso que estamos com o 7 a 1 da Dilma: 7 de inflação e 1 de crescimento. Infra-estrutura é uma peça fundamental do desenvolvimento e estamos muito atrasados. A ideia é criar marco regulatório e um ambiente de negócios em que o setor privado possa ter confiança e previsibilidade para fazer os aportes de investimentos. Infelizmente, o governo Dilma não conseguiu isso. Tanto que a coisa não andou e vamos ter que mostrar para o setor privado que vale a pena investir em infra-estrutura. O modal tem que ser de acordo com a necessidade e máxima eficiência ( de cada região). Não tem um que é melhor em tudo. para certas distâncias é o rodoviário, para outras ferroviário, hidroviário".
O ministro Neri Geller disse que o governo Dilma avançou nos investimentos em logística citando a expansão da Ferronorte em Mato Grosso e as obras de pavimentação da BR-163 do Nortão de Mato Grosso até o porto em Santarém (PA). "A 163 está sendo concluída (falta pavimentar cerca de 200 km e fazer aproximadamente 14 pontes), a concessão desta rodovia da divisa com Mato Grosso do Sul até Sinop está acontecendo. Temos consciência que precisa avançar mais. Estive esta semana com a Aprosoja, no Ministério dos Transportes, liberando a estruturação portuária para uma grande empresa em Mato Grosso". Ele afirmou que o governo "avançou muito, afinado com o setor" e praticou taxas de juros abaixo da linha de inflação dando ao produtor oportunidade de investimento em maquinário ou nas propriedades em programas de armazenagem e Mato Grosso tem sido vanguarda na captação de recursos". Geller também disse que alguns programas do governo são a longo prazo, como o de armazenagem, que é de 5 anos, com menor burocracia sem necessidade de apresentar projeto ambiental. Foram destinados R$ 25 bilhões tom taxas de juros de 3,5% ano passado e esse ano 4,5%, 3 anos de carência e 12 para pagar". Ele mencionou que coordenou o plano safra e houve aumento de R$ 30 bilhões no volume de financiamentos do plano safra que passou para R$ 156 bilhões este ano.
Fonte: Só Notícias/Editoria (foto: Só Notícias)
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