segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Indústria se prepara para festejos de fim de ano

01/12/14 - 09:00 Produção brasileira deve atingir 440 mil toneladas de aves natalinas em 2014 Demandadas em larga escala no Natal, as aves especiais como perus e frangos geneticamente selecionados — os chamados frangões — estão na reta final de uma criação mais longa que a das aves comuns, cujo abate acontece aos 45 dias. Com ciclo 20 dias mais comprido e alimentação diferenciada para que a carne seja mais tenra e encorpada, elas custam até 50% a mais ao produtor. O investimento e a espera maior, contudo, são recompensadores tanto para avicultores quanto para indústrias. Apesar de a margem de lucro ser a mesma obtida com as aves comuns, de 4% a 5%, o presidente da Associação Gaúcha de Avicultores (Asgav), Nestor Freiberger, salienta que a arrecadação com as aves natalinas equivale a 30% do faturamento anual do criador gaúcho, que encerra nesta semana o abate para esta finalidade. Produção que começa a chegar aos supermercados. Neste ano, conforme a Agas, essas aves custarão, em média, 20% a mais do que em 2013. Para a indústria, que fatura em média R$ 700 milhões por ano, o resultado obtido com a venda de aves natalinas equivale a 7% desse montante. “Se considerarmos que se trata de uma linha de produção vendida em apenas um dia, torna-se uma margem bem interessante. Diria até significativa”, analisa o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. Outro segmento que fatura com as festas de fim de ano, mais precisamente com a ceias de Ano-Novo, é a suinocultura. Nesta época, os produtores recebem de 10% a 15% a mais por animal, cujo peso de abate varia entre 100 e 120 quilos. Com ciclo de seis meses, a carne que será consumida na virada para 2015 começou a ser preparada em maio. Diferentemente das aves, contudo, na suinocultura não há seleção genética, substituição de espécie nem necessidade extra de cuidados. De acordo com o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos suínos do RS (Sips), Rogério Kerber, a demanda por carne suína para a ceia de Ano-Novo é 25% superior à média do ano inteiro. “Não dispomos de levantamento apontando o faturamento anual da indústria com a venda de carne suína, mas mesmo sem ter esse número, presumo que as vendas de fim de ano representem pelo menos 30% do total”, afirmou Kerber. Jogo de cintura na linha produtiva Diferentemente do comércio, que contrata funcionários temporários para dar conta do movimento no fim de ano, nos frigoríficos de aves e suínos — locais que exigem cuidados redobrados e movimentos precisos — a adoção desse expediente é financeiramente inviável. E de logística complicada, já que há necessidade de uma capacitação prolongada e falta mão de obra qualificada no ramo. Contudo, os 570 mil trabalhadores nas fábricas brasileiras do setor (220 mil nas de carne suína e 350 mil nas avícolas) não são sobrecarregados. De acordo com o diretor executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos (Sips), Rogério Kerber, o que ocorre é que as empresas fazem uma readequação. “É um trabalho muito técnico, que exige um treinamento de, no mínimo, 90 dias para poder executá-lo”, explicou. “Então, o que as indústrias em geral fazem é priorizar a produção de linhas especiais, em detrimento de outros que são do dia a dia”, completou. Entre os produtos priorizados nos frigoríficos de suínos nesta época do ano estão pernil, Tender, pernil temperado e sobrepaleta temperada. O mesmo acontece nas linhas de produção da avicultura, alvo constante de fiscalizações do Ministério Público do Trabalho no Estado, que verificam o cumprimento de instruções normativas em vigor no país e visam garantir as condições de trabalho e saúde dos empregados. Conforme o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, muitos empresários têm de fazer “ginástica” para dar conta do movimento excedente nesta época, mas sempre respeitando a carga horária e o ritmo legal, frisa. “Os frigoríficos gostariam de contratar, mas não é possível. Então, o que fazem é programar a produção para atender essa demanda específica.” No caso do frigorífico Agrosul Alimentos, de São Sebastião do Caí, a preparação para o atendimento da demanda de fim de ano começa com 120 dias de antecedência. De acordo com o diretor-presidente Nestor Freiberger, sem planejamento estratégico é impossível, para a indústria de carnes, fazer frente a este acentuado aumento de demanda. “Em setembro, quando os criadores recém estão iniciando o ciclo das aves especiais de Natal, começamos a incrementar os estoques de frangos comuns para dar prioridade total, a partir de novembro, a produção de perus e demais variedades de aves especiais consumidas no Natal”, relatou. Correio do Povo Autor: Arthur Machado

Iagro faz mutirão para combater a raiva em Camapuã e São Gabriel do Oeste (MS)

01/12/14 - 08:55 A Iagro realizou em outubro e neste mês um mutirão de controle da raiva em bovinos e equinos nos municípios de São Gabriel do Oeste e Camapuã, na região norte de Mato Grosso do Sul. O objetivo foi capturar e “tratar” os morcegos transmissores da doença. Ao todo foram visitadas 35 propriedades rurais em área de risco para a ocorrência da enfermidade. Nos casos de raiva em bovinos e equinos, diferente do que ocorre entre humanos, o principal transmissor da doença é o morcego conhecido como morcego vampiro, da espécie Desmodus rotundus . De acordo com o médico veterinário e coordenador do programa de controle da raiva dos herbívoros, Fabio Shiroma de Araujo, os morcegos são capturados diretamente em seus abrigos. Cavernas, troncos de árvores, casas abandonadas são os locais de maior incidência. Após a captura, é aplicada no animal uma pasta à base de anticoagulante e o morcego é solto novamente. Dentro dos abrigos, os morcegos se contaminam entre si pelo simples contato. Em um prazo de no máximo três dias, os animais vão a óbito, explica o veterinário. Um único morcego, após a aplicação da pasta pode contaminar até 20 animais. Aliado a captura feita em um total de 27 abrigos, durante as visitas as propriedades, foram feitas orientações quanto ao controle da doença e a importância da comunicação ao escritório da Iagro, quanto ao aparecimento de animais com sintomas nervosos e também da presença de abrigos com morcegos ou animais espoliados. A intenção da iniciativa, segundo Fabio, é expandir os mutirões para outras regiões já para o próximo ano. Controlando a população deste morcego, controla-se a ocorrência da enfermidade. A raiva é uma zoonose, isto é, uma doença animal transmissível ao homem. Sob suspeita de contato, o indicado é procura imediatamente uma unidade de saúde, ressalta o veterinário. Campo Grande News Autor: Adriano Fernandes

Desvalorização do rublo pode estagnar consumo de açúcar na Rússia

01/12/14 - 08:50 A forte desvalorização do rublo está elevando os preços domésticos do açúcar na Rússia e podem interromper o crescimento do consumo no país, que deve importar cerca de 1 milhão de toneladas nesta temporada, disseram analistas. A moeda russa perdeu cerca de um terço do seu valor frente o dólar só este ano, sofrendo o maior impacto nos últimos meses, devido à queda nos preços globais do petróleo e às sanções ocidentais relacionadas à crise da Ucrânia. "O enfraquecimento do rublo e uma alta nos preços domésticos do açúcar podem desacelerar o consumo na Rússia, que começou a subir desde 2012", disse Evgeny Ivanov, analista de açúcar na consultoria agrícola IKAR, de Moscou. A Rússia foi o sétimo principal destino das exportações brasileiras de açúcar em 2013, com volume de 1,4 milhão de toneladas. O país chegou a ser o maior comprador do Brasil em 2011, segundo dados compilados pelo governo brasileira. A Rússia já foi o maior importador global de açúcar bruto, mas elevou a produção em uma tentativa de alcançar a autossuficiência. Além do Brasil, o mercado russo também importa grandes volumes da Tailândia. Na atual temporada, deverão ser importados 1 milhão de toneladas, principalmente no primeiro semestre de 2015. Segundo a IKAR, a demanda russa por açúcar deve ficar em 5,6 milhões de toneladas em 2014/15, estável ante o ano anterior, mas menor que o volume de 5,7 milhões a 5,8 milhões de toneladas projetado antes da desvalorização do rublo. Falando em um seminário do setor nesta semana, o presidente da Associação de Produtores de Açúcar da Rússia, Andrey Bodin, disse que espera que as importações de açúcar do país continuem a cair nos próximos anos, atingindo 350 mil toneladas em 2020. Reuters Autor: Polina Devitt e David Brough

Tarifas de rodovias do Paraná tem reajuste de 4,88%

01/12/14 - 07:00
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) homologou nesta sexta-feira reajuste médio de 4,88 por cento nas tarifas das rodovias concessionadas do Anel de Integração do Estado. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), citado em comunicado do governo estadual, a correção ficou abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses. A nova tabela de preços começa a vigorar em 1º de dezembro. Para chegar ao percentual de reajuste, foi adotada a fórmula estabelecida pelo contrato de concessão, que utiliza seis índices relacionados ao andamento de obras rodoviárias, calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além do reajuste contratual, está prevista a aplicação de degrau tarifário nas praças de pedágio das concessionárias Ecocataratas (4,09 por cento) e Ecovia (3,88 por cento). As duas empresas finalizaram em 2014 obras que não estavam previstas em contrato ou foram retiradas do cronograma original pelos dois governadores que antecederam o governador Beto Richa. Reuters

MT: Plantio vai se encerrando

01/12/14 - 02:42 Antes da virada do mês, 12 municípios já tinham finalizado semeadura: entre eles, Sorriso e Lucas Depois de inúmeros problemas registrados ao longo de onze semanas, em decorrência da forte seca ocorrida no Estado de meados de setembro até outubro, os sojicultores de Mato Grosso começam, enfim, a voltar às atenções ao desenvolvimento das lavouras. Antes da virada do mês, 12 municípios já haviam encerrado o plantio, entre eles importantes cidades como Sorriso, Lucas do Rio Verde, ao norte, Campos de Júlio no noroeste e Campo Verde, no sul. Com o movimento, a semeadura da nova safra estadual de soja, a 2014/15, deve ser totalmente concluída em doze semanas de trabalho, exatamente o mesmo período contabilizado no ano passado. Conforme o 11º levantamento de acompanhamento da safra realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o ritmo segue abaixo do registrado em igual momento do ano passado, no entanto, a diferença é a menor, desde que a falta de chuvas paralisou as plantadeiras por quase todo o mês de outubro. Até o último dia 27, dos 8,80 milhões de hectares estimados para o novo ciclo estadual, 98% estavam semeados, ante 99,4% da safra passada. Como há um incremento espacial de pouco mais 4%, a superfície já coberta supera o volume de um ano. Ainda conforme o Imea, das oito regiões consideradas – noroeste, norte, nordeste, médio norte, oeste, centro sul e sudeste – todas seguem em atraso quando comparadas a mesma semana do ano passado. As maiores diferenças na avaliação anual estão no norte e no nordeste, -4,4 pontos percentuais (p.p.). TODA ATENÇÃO – Quem ainda não concluiu o plantio segue dividindo às atenções com o trabalho das plantadeiras, com as variações do mercado e com o monitoramento da lavoura. Em razão da estiagem, muitas lagartas já estão em atividade nas plantas e como o Diário já mostrou, a doença ferrugem asiática já foi confirmada, presença que tende a aumentar com a estabilização e intensificação do regime de chuvas. O Consórcio Antiferrugem registrou até o momento 16 casos de ferrugem asiática em Mato Grosso. Destes, oito são em lavouras comerciais localizadas nos municípios de Nova Maringá, Nova Ubiratã e Tapurah. Como destaca a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja/MT), a situação exige atenção dos agricultores, pois em novembro do ano passado foram registrados apenas três casos. “O momento é de alerta. Os agricultores devem realizar o monitoramento das lavouras, seguir as orientações de um engenheiro agrônomo, também, as recomendações do Consórcio Antiferrugem, e com aplicação de fungicidas de diferentes modos de ação”, diz Nery Ribas, diretor técnico da entidade. O Consórcio Antiferrugem é uma parceria público-privada criada para combater a ferrugem asiática no Brasil. As orientações podem ser encontradas no link do Consórcio Antiferrugem: http://migre.me/n8oML. Diário de Cuiabá Autor: MARIANNA PERES

Milho recua no mercado brasileiro por menor preocupação com safra

01/12/14 - 02:38 SÃO PAULO (Reuters) - As cotações do milho no mercado brasileiro devolveram ganhos nos últimos dias, com o retorno das chuvas para as áreas produtoras e menores preocupações com a safra 2014/15, apontaram especialistas nesta sexta-feira. O preço do cereal no mercado à vista, medido pelo Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), acumula perdas de quase 3 por cento desde a quarta-feira da semana passada, quando atingiu a máxima de sete meses, a 28,7 reais por saca de 60 kg. Na quinta-feira, o indicador fechou a 27,93 reais. "Depois de sucessivas altas geradas pelas incertezas do impacto do clima sobre a próxima safra, os preços do milho parecem ter chegado a um nível de resistência ou ao limite superior aceito por compradores", disse nesta sexta-feira o Cepea, em um relatório. O centro de pesquisas ligado à Universidade de São Paulo destacou o retorno das chuvas nas últimas semanas na maior parte das regiões produtoras de milho verão, após um período seco em outubro. "A alta recente foi provocada pela valorização cambial (que torna o milho mais caro em reais nos portos) e pelo atraso das chuvas", explicou o analista Paulo Molinari, da Safras & Mercado. Além de eventuais danos à safra que está sendo cultivada no momento, também havia forte preocupação no mercado e entre produtores sobre o cultivo da segunda safra do cereal, que é plantada imediatamente após a colheita da soja. Como a seca atrasou o plantio da oleaginosa e postergará sua colheita, há a preocupação sobre a janela ideal de clima para a chamada "safrinha" de milho. A própria Safras & Mercado divulgou nesta sexta uma projeção de safra total de milho no Brasil que é 2,8 por cento menor que a estimativa feita em agosto, chegando a 75,48 milhões de toneladas. A retração ocorre em meio a problemas com as safras, mas principalmente à redução de área plantada. O mercado parece se tranquilizar com as projeções de colheita que, apesar de um pouco menores, ainda estão muito perto dos patamares recordes dos últimos anos. "O mercado futuro nacional, que ainda opera bem acima dos preços internacionais, apresentou fortes quedas", destacou o Cepea. O vencimento janeiro na BM&FBovespa, o mais negociado, acumulou perdas de 11,2 por cento entre 17 de novembro e o fechamento da quinta-feira. (Por Gustavo Bonato) Reuters

Exportação global de café aumenta 0,5% em outubro, diz OIC

01/12/14 - 02:37 LONDRES (Reuters) - As exportações globais de café totalizaram 8,88 milhões de sacas de 60 quilos em outubro, avanço marginal de 0,5 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, informou nesta sexta-feira Organização Internacional do Café (OIC). Outubro foi o primeiro mês da temporada internacional 2014/2015. As exportações de café robusta subiram 6,8 por cento, para 3,32 milhões de sacas, enquanto as de arábica caíram 3 por cento, para 5,56 milhões. Reuters