sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Programa de Agrovilas será prioridade na agenda da Agricultura para 2015
02/01/15 - 07:30
Programa Agrovilas será foco nas atividades da Secretaria Municipal de Agricultura. Em 2014 foi lançado o programa, com o objetivo de desenvolver em cada comunidade rural as respectivas demandas dos produtores. Segundo o secretário de Agricultura, Danilo Siqueira, muitas solicitações devem ser atendidas, procurando preservar ou garantir que as pessoas continuem morando no campo, pois apenas 2% da população de Uberaba mora na zona rural. “A intenção é oferecer condições para que fiquem”, argumenta.
No Programa Agrovilas, primeiramente é fundado um conselho, com membros da comunidade, vários setores, como escola, igreja, e os produtores e membros da associação de moradores. Esse grupo se reúne e levanta as principais demandas da comunidade, como nas áreas de Transporte, Saneamento básico, Educação, Cultura, Esporte e Lazer, e, principalmente, o arranjo produtivo, para melhorar o emprego e a renda e, diante do possível, atender as reivindicações.
“Queremos que estas famílias continuem no campo e, também, incentivar a migração de famílias da zona urbana para a zona rural. Sendo assim, dentro das propostas a serem atendidas nas comunidades rurais, estamos reativando na Palestina o Centro de Processamento de Carne; vamos fazer uma queijaria na Mata da Vida; será feita a cobertura do centro de eventos da Baixa; estamos construindo um abatedouro de frango caipira no São Basílio; enfim, estamos com projetos para várias unidades a serem concretizados em 2015”, ressaltou o secretário.
Vale lembrar que, recentemente, a Secretaria de Agricultura apresentou os primeiros resultados e as ações previstas no projeto-piloto do Programa Agrovilas. O evento foi realizado na comunidade rural da Capelinha do Barreiro, um dos locais onde está sendo desenvolvida a proposta, sendo que a maioria das melhorias já foi concluída, como investimento na produção de horticultura, ampliando a participação do produtor da agricultura familiar.
Além do Programa Agrovilas, Danilo destaca também como prioridades a criação de novos boxes na Ceasa, a reforma e revitalização do Mercado Municipal e a padronização das feiras livres. “São projetos demorados e precisamos buscar recursos, mas vamos trabalhar para que sejam implementados”, finalizou Danilo.
JM Online
Autor: Geórgia Santos
Produção do milho safrinha deve encolher 850 mil toneladas
02/01/15 - 07:28
A exemplo dos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, que anunciaram a redução da área com o plantio do milho safrinha, em 2015, no Paraná, onde o safrinha tem alcançado recorde sobre recorde, nos últimos anos, deverá plantar e colher, no ano que vem, menos do que na safra que acabou de ser colhida, em agosto.
Na primeira estimativa, o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento prevê uma redução entre 4% e 5%, mas não descarta a possibilidade de o número de agricultores que abrirão mão do milho ser ainda maior. Na região de Mandaguari, Marialva, Kaloré, até Ortigueira, última área a plantar a soja de verão, a redução do safrinha poderá passar de 30%.
Desta vez não são preços baixos os responsáveis pela redução - ontem, a saca de 60 quilos alcançou R$ 21,50, na região de Maringá, valor que os produtores consideram 'aceitável' -, mas as condições climáticas que imperaram em outubro e retardaram o plantio da soja de verão.
De acordo com o economista Dorival Basta, do Deral, em Maringá, no norte e noroeste do Paraná alguns produtores só conseguiram plantar a soja 20 ou 30 dias depois do que previam e, isso, pode significar que haverá atraso também na hora de colher.
"Na região de Floresta e Ivatuba, teve produtor plantando na primeira quinzena de setembro objetivando colher no fim de janeiro e iniciar imediatamente o plantio do milho safrinha", destaca o técnico do Deral. Ele ressalta que "esta pressa" é para que o safrinha esteja no ponto de colheita antes de agosto, quando geralmente ocorrem geadas na região.
Enquanto alguns produtores plantaram no início de setembro, outros, mais ao norte, só conseguiram colocar o grão na terra em novembro e, para esses, será praticamente impossível colher antes da segunda quinzena de fevereiro e alguns poderão estar retirando soja do campo em março.
"Desde novembro que as cooperativas e os próprios produtores anteviam que seria difícil aproveitar a janela para o plantio do safrinha", comenta Claudemir Barbosa, do setor de comercialização de sementes da Cooperativa Agropecuária e Industrial de Mandaguari (Cocari).
Segundo ele, as cooperativas fizeram um estoque menor, em relação à safra anterior, de sementes de milho. "Em compensação, aumentamos a disponibilidade de sementes de trigo, que certamente será o substituto para quem acha que será tarde demais para plantar milho", declara. O trigo é mais resistente a geadas do que o milho.
De acordo com o Deral, se a redução for de 4%, o volume de milho de segunda safra no Paraná cairá de 11,4 milhões de toneladas para cerca de 10,55 milhões.
O Deral prevê redução também no plantio de feijão, cultura que, pelos preços baixos, desestimula o produtor. A redução da área, no Paraná, deverá ser em torno de 18% menor, caindo 272 mil hectares para 223 mil.
Dos 230 mil hectares dos 30 municípios da região de Maringá destinados a culturas rotativas, normalmente o milho ocupa cerca de 210 mil hectares, mas os técnicos das cooperativas e da Secretaria da Agricultura acreditam que, pela primeira vez, nos últimos anos, a área a ser ocupada com o grão será inferior a 200 mil hectares. Segundo Barbosa, da Cocari, a redução da área com milho só não será maior, porque os preços do trigo não animam os agricultores.
odiario.com
Autor: Luiz de Carvalho
Alimentos biofortificados são produzidos na Borda Oeste do Pantanal
02/01/15 - 07:15
Toninho, ou Antônio da Rocha, é produtor rural há mais de 30 anos. Dono do sítio Sopé de Morro, localizado no assentamento Tamarineiro 1 – próximo à fronteira com a Bolívia em Corumbá, MS, Toninho trabalha com o programa de merenda escolar do município desde 2011, fornecendo produtos para alguns colégios. Para ter uma produção diferenciada nos próximos anos, o produtor conta que investiu em uma alternativa desenvolvida pela Embrapa: os alimentos biofortificados. “Quero ter um produto melhorado em termos de qualidade nutricional para ter um preço melhor, me estabelecendo dentro do programa e ampliando as escolas que eu posso atender”, diz Toninho.
Os alimentos biofortificados possuem mais nutrientes (entre eles, ferro, zinco e vitamina A) e boas características agronômicas, como produtividade, resistência à seca e a doenças. Eles são criados a partir de cruzamentos convencionais, resultando em alimentos saborosos, macios e coloridos – o que atrai, inclusive, a preferência das crianças. As informações são do site da Rede Biofort (www.biofort.com.br). A rede reúne os projetos de biofortificação coordenados pela Embrapa, que atualmente envolvem mais de 150 profissionais em 11 estados do país com o objetivo de combater a “fome oculta” nas populações carentes – ou seja, a carência de micronutrientes necessários para uma dieta saudável.
Do laboratório ao campo
Para incluir esses alimentos na produção do sítio, o produtor Toninho plantou batata doce, milho e duas variedades de feijão biofortificados, Pontal e Cometa, em um campo de multiplicação de sementes este ano. Os feijões foram enviados pela Embrapa Milho e Sorgo, de Minas Gerais, para o Mato Grosso do Sul. Em Corumbá, José Aníbal Comastri Filho, chefe adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Pantanal, e Frederico Lisita, pesquisador da instituição, acompanharam o plantio, desenvolvimento, colheita e armazenamento das sementes. “Nós analisamos a produtividade, suscetibilidade a doenças, adaptação ao clima”, diz Frederico. “Assim, podemos analisar o desenvolvimento das cultivares em diferentes assentamentos da região”.
Apesar de 2014 ter sido um ano com chuvas irregulares, Toninho conta que os pés de feijão cresceram saudáveis e produtivos. “Esse Pontal, por exemplo, me deu uma qualidade de grão excelente em termos de tamanho e robustez”, diz o produtor. Segundo o pesquisador Frederico, “praticamente, não ocorreram doenças aqui. Isso é muito importante porque mostra que as variedades são resistentes e adaptadas à nossa região”. A ideia deu tão certo que Toninho espera repeti-la no ano que vem. “Vamos guardar todas as sementes que colhemos para plantar de novo em 2015. A partir daí, a gente deve fornecê-las aos produtores interessados nas variedades. Também queremos abastecer a rede pública escolar de Corumbá e Ladário com esses alimentos”, conta o produtor.
Transferência de tecnologia
José Heitor Vasconcellos, analista da Embrapa Milho e Sorgo, ressalta o cenário favorável ao plantio dos biofortificados para pessoas como Toninho. “Como os produtores estão com alimentos de melhor qualidade e as prefeituras têm que comprar 30% do material da merenda da agricultura familiar, isso se torna um poder de barganha grande”, afirma. Para que histórias como essa se repitam, o trabalho da Rede Biofort é desenvolvido há cerca de 10 anos no Brasil. Entre os próximos objetivos da Rede estão o desenvolvimento de novas cultivares, o aumento do número de pessoas beneficiadas por esses alimentos e a continuação da transferência de tecnologia para as diversas regiões brasileiras, além de outros países da América Latina e África.
O pesquisador Frederico Lisita fala da importância da iniciativa para os pequenos produtores do Mato Grosso do Sul. “A gente deseja ampliar essa parceria e trazer mais variedades para oferecer opções de plantio aos agricultores locais”, conta. José Heitor completa: “a quantidade de pessoas que têm alimentação com deficiência no mundo é muito grande. A ausência dos micronutrientes provoca anemia, baixa resistência do organismo, problemas de visão. A nossa ideia é levar esses alimentos para ajudar o produtor, as famílias e escolas que não têm condições de ter uma alimentação saudável. Estamos introduzindo esses produtos na mesa do brasileiro para fazer com que esses problemas sejam minimizados”, finaliza Heitor.
Fonte: Embrapa Pantanal
Correio do Estado
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
01/01/2015 - 16:11
Um dos desafios do novo governo é voltar a ter credibilidade com o empreendedor”, declara Seneri Paludo
Da Redação - Viviane Petroli
As burocracias e políticas tributárias, principalmente, são um dos pontos que “travam” o crescimento econômico de Mato Grosso, juntamente com a falta de infraestrutura e logística, e fazem com que o Estado perca sua credibilidade. A recuperação da confiança do empresariado urbano, rural e do turismo é uma das metas do governo Pedro Taques. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo.
De acordo com o secretário, que assume a pasta neste dia 1º de janeiro, além da revisão de políticas de incentivos fiscais, inúmeras ações serão feitas para que Mato Grosso se torne um Estado mais competitivo, tanto que será criado um “ambiente de negócios” para tornar o “Estado menos atrapalhador e que ele seja mais fomentador e facilitador”.
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Considerada uma “Super-Secretaria”, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico é uma união das Secretarias de Agricultura Empresarial, Turismo e Indústria, Comércio, Minas e Energia.
Confira a seguir uma entrevista com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo:
Agro Olhar - Vocês estão falando muito em criar um ambiente de negócio em Mato Grosso. O que é esse ambiente? Que tipo de condições que o governo dará para se investir no Estado?
Seneri Paludo - Quando falamos em um ambiente de negócios é deixar um Estado mais leve. O que é um Estado mais leve? É termos um Estado menos atrapalhador e que ele seja mais fomentador e facilitador. Então, isso dá para a gente ver vários exemplos. Por exemplo, a política fiscal tributária do Estado. Ela, hoje, tem tanto obrigações acessórias que o molho acaba ficando mais caro que o peixe, ou seja, o problema não é a carga tributária, se 6%, 7% ou 8%. O problema é que para você cumprir aquela carga tributária você precisa ter três advogados em sua empresa, você precisa ter cinco contadores, por quê? Porque ficou tão complexo esse processo que você tem um tanto de outros custos que ele acaba aumentando o valor que você tem de custos operacionais que afugentam investidores de vir até o Estado. Outro exemplo de ambiente de negócio mais leve é você ter, por exemplo, quando falamos de defesa sanitária, uma defesa sanitária que efetivamente funcione Hoje, o produtor precisa emitir uma guia de trânsito animal e na grande maioria das vezes ele precisa ir até o Indea do interior. Aí esse produtor chega no Indea do interior para emitir aquela guia e o sistema está fora do ar e quando não está ele tem de emitir aquela guia, pegar o papel ir até o banco, pagar e esperar processar para entrar dentro do sistema, ou seja, a gente tem de ter mecanismos e sistemas que deixem o processo, das obrigações que precisam existir, seja sanitária, tributária ou de outra ordem, mais simples. Para quê? Para que esse ambiente deixe o empreendedor que está no Estado, seja ele rural, urbano ou turismo, em uma posição mais confortável. Então, o ambiente de negócio é criar isso. É se criar políticas públicas de fomento que venham para facilitar o processo de um investimento aqui dentro de Mato Grosso.
Agro Olhar - E onde estão estas prioridades?
Seneri Paludo - Quando a gente olha dentro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico ela está passando, neste primeiro momento de processo de 100 dias, por algumas ações, por exemplo, que é a revisão da política de incentivos fiscais do Estado. Por que isso é importante? Nós estamos em um Estado que está longe dos grandes centros consumidores, longe dos principais portos e se a gente não tiver uma ferramenta como essa de atração de investimento, através de benefícios fiscais, ela acaba mais atrapalhando do que ajudando. Neste primeiro momento precisamos de uma reavaliação dessa política de incentivos fiscais que temos hoje dentro de Mato Grosso para que ela não seja uma política personalista, mas para ser um programa onde a gente queira investir em determinados setores e determinados segmentos que acreditamos que vai trazer resultado econômico e desenvolvimento para o Estado. Outra linha que teremos de trabalhar, agora, muito forte neste começo é com relação à política tributária. Como já falei, nós teremos de fazer uma junção entre Secretaria de Planejamento, Secretaria de Fazenda e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico para revermos a política tributária e para tentar simplificar ela. Outra ação, que estamos programando neste processo dos 100 dias, é a inclusão e esse modelo de gestão entre três Secretarias diferentes. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico irá juntar a Secretaria de Agricultura Empresarial, vai juntar Turismo e vai juntar a Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia. São três Secretarias com processos completamente diferentes com culturas diferentes, sistemas de gestão diferentes. Teremos de montar tudo isso dentro de uma mesma estrutura, inclusive física. Teremos de gastar bastante tempo nisso, ou seja, nessa construção da parte interna para poder trazer resultado para o cliente da Secretaria, que é o empreendedor rural, urbano e do turismo.
Agro Olhar - Você comentou essa questão dos incentivos. Neste período de transição já foi possível encontrar alguma irregularidade? Como está sendo feita esta revisão? Pode haver casos de cancelamento de incentivos?
Seneri Paludo - Todo o incentivo que foi dado foi baseado na legislação, baseado em uma lei para gerar um regulamento. Para todo o incentivo tem a contrapartida que a empresa tem dar. O que a gente tem de fazer é um mapeamento muito bom destas contrapartidas, por exemplo, a empresa para ter o incentivo X ela falou que ia gerar um tanto de emprego, um tanto de investimento, e nós temos que fazer um processo de conferência se ela realmente está fazendo isso. Se ela está fazendo isso o incentivo que foi dado tem de ser honrado. Caso não, aí sim nós temos que chamar o empreendedor e falar 'olha você não está cumprindo com as contrapartidas que foram acordadas previamente lá atrás'. Com relação às irregularidades aí não é a Secretaria, a irregularidade caso exista e caso consigamos consolidar isso é caso de Ministério Público, ou seja, é outro tipo de agência executora. O que é importante é nós termos um mapa muito claro e muito diagnósticos, ou seja, eu estou assumindo agora uma nova Secretaria, o governo é um governo que está entrando agora e para a gente ter isso é preciso que tenhamos sim um processo de auditoria, até para dar confiança.
Agro Olhar - A sua Secretaria é uma espécie de 'Super-Secretaria', pois engloba três em uma só.
Seneri Paludo - Tem bastante gente que fala isso, mas 'Super-Secretaria' é a de saúde, a de segurança pública, porque estas são difíceis. Essa Secretaria, que estou assumindo hoje, é um conceito novo. Qual é o conceito? É você ter as caixinhas: Secretaria de Agricultura, Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia e a Secretaria de Turismo. Só que quando você olha todas as Secretarias tem o mesmo objetivo que é o desenvolvimento econômico do Estado. Então, essa Secretaria de Desenvolvimento Econômico tem o conceito que você tem elos e sinergia em que o cliente desta Secretaria é o mesmo, que é o empreendedor. E aí o empreendedor é a mesma coisa. Todos tem a política tributária, todos tem a política de incentivo fiscal, todos eles têm a política de sanidade sanitária. Então, você tem um elo que une todos eles. Lógico que você tem as suas especificidades, mas está muito claro três pontos desta nova Secretaria: o primeiro ponto é que o cliente desta Secretaria, diferente de uma Secretaria de Saúde, onde o cliente é o cidadão, o cliente da Secretaria diretamente é o empresário e aí indiretamente o empregado, que está fazendo parte deste processo; o segundo ponto que está muito claro na nossa cabeça é essa é uma secretaria de fomento e não de execução, ou seja, nós não vamos executar obras e sim vamos fomentar políticas públicas para desenvolver o Estado e aí volta nesta questão de um ambiente de negócio mais enxuto e com regras mais claras e mais leves para todos que estão vindo para cá e a missão nossa está muito clara que é criar um ambiente negocial mais propicio para o empreendedor e para os empresários de Mato Grosso.
Agro Olhar - Nos últimos anos cansamos de ver empresas com intenções de vim se instalar em Mato Grosso. Tivemos o caso de uma empresa de tecidos querendo se instalar em Cuiabá e tivemos vários problemas, como a questão de terrenos, por exemplo. Há, também, a questão da carga tributária que levou empresas a saírem da Capital e migrar para o interior ou até mesmo empresas instaladas em Mato Grosso que foram para outros Estados. Além disso, Mato Grosso possui o segundo maior valor da energia para a indústria. O que vocês pretendem fazer para atrair investimentos para cá?
Seneri Paludo - O primeiro passo é olhar, entender e trazer de volta o empresariado para ter confiança no setor público. O que nós estamos vendo nos últimos anos é que o empresário não acredita mais no setor público e no setor público especificamente no executivo, por mudança de regra, quebra de contrato, por um monte de outros fatores. Então, o primeiro passo é a gente conseguir ter a confiança de volta do empreendedor e aí é um processo de diálogo. Quando o governador Pedro Taques me fez este convite para participar deste processo eu lembro muito bem que ele falou três coisas. A primeira coisa que ele falou 'Seneri a gente precisa de um Estado mais leve, um Estado menos atrapalhador. Segundo ponto é que precisamos, dentro desta Secretaria, olhar o Estado como um todo e não dentro de caixinhas, que a gente entenda o que tem sinergia dentro deste processo de cadeia, que olhemos este processo como uma cadeia, ou seja, que o cara que está lá na cidade está interligado com o produtor rural, que está interligado com o sistema de serviço, ou seja, olhar este processo como um todo. E terceiro diálogo com a sociedade, pois não adianta nós do poder público achar que iremos fazer alguma coisa sem estar dialogando, ou seja, quem faz o fato não é o poder público e sim a sociedade privada, então temos de trazer este diálogo, entender e ser o facilitador deste processo'. Então, alguns dos desafios neste começo é voltar a ter credibilidade com o setor industrial que está investindo nisso. Dentro da Secretaria teremos uma Secretaria-Adjunta que ficará de olho no empreendedorismo e inovação. Hoje, você tem a Secretaria de Indústria e Comércio, você tem a Secretaria de Turismo e você tem a Secretaria de Agricultura. Vão continuar existindo as adjuntas, mas nós estamos criando uma Secretaria-Adjunta dentro deste processo que estará olhando o empreendedorismo e a inovação e o que é isso? É olhar as políticas públicas de uma maneira como um todo e dentro disso temos as micro e pequenas empresas, pois quando você instala uma grande indústria, por exemplo, do setor têxtil você traz a grande indústria e junto com ela você têm um monte de satélites que são pequenas e microempresas que vivem de prestação de serviço para essa grande indústria, então você precisa, também, criar mecanismos para essa pequena e micro indústria se beneficiar. A vocação do Estado de Mato Grosso é o agronegócio. Não adianta a gente achar que não é. O que temos agora neste processo vai ser muito difícil a gente construir indústrias de manufaturados, porque isso é uma tendência mundial que manufaturados está quase todo indo para a China, para a Índia, para outros países. Mas, sem os manufaturados, e essa é a segunda etapa da industrialização, por exemplo, a transformação da proteína vegetal em proteína animal, transformação do algodão em produtos semi-faturados, esse é um processo que ele pode acontecer sim no Estado de Mato Grosso e deve acontecer. Então, são estes fatores na cadeia que nós temos de incentivar e dar vazão para isso.
Agro Olhar - E na questão do turismo como vocês pretendem trabalhar? Em Mato Grosso o turismo é praticamente de negócios e eventos.
Seneri Paludo - Turismo de negócios e de eventos continuam sendo um grande filão sem dúvida nenhuma, mas nós temos outras grandes potencialidades. Para isso você tem de olhar o turismo de duas maneiras. Uma é do ponto de vista de infraestrutura. Você não tem turismo em nenhum lugar do Mundo se você não tiver uma infraestrutura, que é hotel, rede básica de saneamento, uma rede básica de serviços, logística. Então, você precisa ter essa infraestrutura e para isso, por exemplo, existe um programa chamado Prodestur, que é um programa que o governo do Estado já pegou um empréstimo com o governo federal na ordem de R$ 250 milhões o qual teremos que realocar melhor estes recursos que vieram. Outra coisa é com relação à política de promoção e divulgação do turismo. É termos bem claro e mapeado, por exemplo, quais são os produtos e os serviços turísticos que existem dentro de Mato Grosso. Pantanal pode ser um, Chapada dos Guimarães outro, talvez no Nortão do Estado com relação à questão Amazônica. Há produtos que teremos que mapear, formatar e embalar para conseguirmos vender isso muito bem. Tanto no ponto de vista de infraestrutura como do ponto de vista de política ou de produto que teremos. Sem dúvida nenhuma nossa potencialidade é enorme.
Agro Olhar - E a agricultura empresarial?
Seneri Paludo - Nós estamos trabalhando em três áreas. Uma área que é essa de desenvolvimento da cadeia, onde teremos os programas muito bem mapeados muito nos moldes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que é onde você tem as Câmaras Setoriais, onde se discute entre o poder público e o poder privado o que precisa ser feito. Uma outra área que teremos é uma área de política agrícola, onde entra toda essa questão de crédito de comercialização, de definições, por exemplo, de FCO, de recursos financeiros para onde vai. Hoje, há muita disputa entre modalidades de financiamentos. Por exemplo, a construção de armazéns eu consigo pegar crédito em três fontes diferentes: no FCO, no Programa de Armazenagem e no próprio crédito rural. Às vezes eles são sobrepostos e às vezes está sobrando dinheiro no Programa de Armazenagem e está faltando no FCO. Então, você precisa ter uma ação coordenada para não deixar faltar em um, sendo que está sobrando em outro. E uma terceira área que, também, vem um pouquinho de dentro da minha aprendizagem lá dentro do Ministério, que é a área de base florestal. Saiu no dia 12 de dezembro a promulgação de decreto onde passa o loco institucional de florestas plantadas que não é no Ministério do Meio Ambiente e sim no Ministério da Agricultura, ou seja, seja manejo ou seja florestas plantadas ele tem uma visualização de negócio, de busisness. Então, teremos uma área de desenvolvimento da base florestal, assim como no âmbito federal.
Agro Olhar – A sua Secretaria terá um ligamento direto também com a Secretaria de Infraestrutura, Fazenda, Planejamento e Meio Ambiente. Como será este trabalho?
Seneri Paludo - Foi construído pela Fundação Dom Cabral um gabinete de governança e projetos. Então, você terá ligado diretamente ao governador um gabinete de assuntos estratégicos e governanças, porque há projetos que não são da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e sim do Estado e estes projetos eles definem e precisam de ações que estão em minha Secretaria, na de Infraestrutura, na de Planejamento, na de Fazenda e na de Meio Ambiente. Então, estes processos irão precisar ser conduzidos compartilhados, mas com ações distribuídas entre esta equipe. Algumas coisas, inclusive, já estão acontecendo. Por exemplo, teremos reuniões semanais com o governador com todos os secretários e não individualmente para que todos saibam o que está acontecendo e até mesmo para que o governador possa cobrar o que cada um está fazendo para contribuir com o processo do outro.
Cratera de 15 metros de profundidade engole carreta em rodovia de MT
01/01/2015 14h34 - Atualizado em 01/01/2015 14h34
Cratera de 15 metros de profundidade engole carreta em rodovia de MT
Buraco tem aproximadamente 20 metros de comprimento.
Carreta passava no local no momento em que a pista cedeu.
Do G1 MT
Uma cratera de 15 metros de profundidade 'engoliu' uma carreta e provocou a interdição total de um trecho da BR-364, perto do Distrito de Santa Elvira, em Juscimeira, a 164 km de Cuiabá. De acordo com a assessoria da Concessionária Rota do Oeste, a carreta passava no local na madrugada desta quinta-feira (1º) no momento em que a pista cedeu e foi engolida no acidente, por volta de 3h [horário de Mato Grosso].
O motorista desse veículo foi socorrido com ferimentos e encaminhado para um hospital da região sul de Mato Grosso. Um motoqueiro que passava pelo local também teve ferimentos leves, mas escapou da queda. Segundo a Rota do Oeste, a erosão está localizada no km 245 da BR-364.
A cratera possui aproximadamente 20 metros de comprimento, o que provocou a interdição total da rodovia, sem previsão de liberação. A orientação da Rota do Oeste é que os motoristas que precisam passar pela região façam o desvio através da MT-140, pelos municípios de Campo Verde, Primavera do Leste e Poxoréo, até chegar em Rondonópolis na MT-130.
Conforme a Rota do Oeste, o trecho do acidente é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O diretor de operações do DNIT, Orlando Fanaia Machado, disse à TV Centro América que uma equipe está no local para avaliar os dados e identificar o que será feito no local.
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Mercado de sementes de forrageiras está mais enxuto e segmentado
01/01/2015 17h07 - Atualizado em 01/01/2015 17h07
Mercado de sementes de forrageiras está mais enxuto e segmentado
Área destinada à cultura diminui 20% no estado, segundo Aprosmat.
Produtores estão atentos a nichos de mercado da pecuária.
Do G1 MT
O plantio de forrageiras foi concluído em Mato Grosso no final de dezembro. O mercado para as sementes de forrageiras está mais enxuto e segmentado. Nos últimos cinco anos, as áreas destinadas à produção de sementes de forrageiras no Estado diminuíram. Para a safra atual, a redução deve ser de 20%, passando de 18 mil hectares na safra 2013/14 para os atuais 15 mil hectares, de acordo com a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat).
Nesta safra, Gutemberg Carvalho Silveira, produtor de sementes em Itiquira, região Sudeste, plantou 13 mil hectares com a cultura, área que é 500 hectares menor que na safra passada. Ele produz as sementes há 20 anos e aponta como motivos da redução, os custos da atividade, que são em torno de 2,7 mil por hectare, e a queda da demanda, que não absorveu toda a produção no ano passado.
A expectativa para a produtividade em sua fazenda é de 700 quilos por hectare nesta safra. “Mesmo com a redução de área, pode ser que o volume de sementes oriundos dessas áreas que são menores vai ficar no mesmo patamar que as áreas maiores. Mas isso varia, nesses últimos anos a redução da área e a produtividade têm contribuído para que fique equiparado compensando essa redução de área”, afirma.
A produção da fazenda é vendida por atacado, para empresas de Mato Grosso e também de outros estados, e no varejo diretamente para o consumidor final. Mesmo que os investimentos tenham sido menores este ano, o produtor não vê o mercado se reduzindo e acredita na recuperação da atividade e em uma demanda específica.
“Existe muita reforma de pastagens que é o mercado hoje. E a agricultura hoje é um grande consumidor de sementes de forrageiras. É um mercado em expansão e tem dado resultado de produtividade das lavouras plantadas em cima das áreas com cobertura de forrageiras”, destaca.
No mesmo município, o produtor Pierre Patriat seu portfólio de sementes de olho no destino da produção. Ele manteve a área plantada, mas investiu em novas cultivares de capins braquiária e panicum. Ele conta que, nesses últimos anos, está com três lançamentos de cultivar diferentes e, no ano que vem, terá mais dois lançamentos que vão se adequar ao mercado. “Não existe uma cultivar que vai resolver o problema da pecuária do Brasil e do Sul a Norte. Tudo são nichos de mercado, adaptações locais, a demanda locais”, afirma.
De olho no futuro do mercado, que está cada vez mais especializado, o produtor acredita que aumentar a lista de sementes ofertadas significa ter maiores chances de atender às necessidades do campo. “Cada cultivar hoje tem uma especificidade e pecuária tradicional de cria, pecuária lavoura, pecuária floresta, cada um tem um destino mais ou menos certo”, explica Patriat.
Em outra propriedade no município de Tesouro, também na região Sudeste do estado, o produtor Mario Massakita Takeda também optou por manter a mesma área de capim braquiária da safra anterior. São mil hectares destinados ao cultivo de sementes de forrageiras.
O que trouxe preocupações para ele foi o atraso de 30 dias no período de semeadura da soja, o que atrapalhou o cronograma da propriedade, pois a semeadura das forrageiras é feita logo depois com os mesmos equipamentos. Os clientes de Takeda são empresas de São Paulo, que pagam de R$ 4 a R$ 6 por quilo das sementes.
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Cacique Raoni pede a governador de MT mais respeito aos povos indígenas
01/01/2015 12h02 - Atualizado em 01/01/2015 16h41
Cacique Raoni pede a governador de MT mais respeito aos povos indígenas
Líder indígena participou de solenidade de posse de Pedro Taques em MT.
Raoni é reconhecido internacionalmente por luta em prol dos povos indígenas.
Do G1 MT
O cacique Raoni Metuktire, líder da etnia caiapó, cobrou do novo governador de Mato Grosso Pedro Taques (PDT) mais respeito aos povos indígenas, principalmente quanto à saúde e ao meio ambiente. Raoni participou na manhã desta quinta-feira (1º) de uma das cerimônias de posse de Taques como chefe do poder Executivo estadual, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.
Raoni ressaltou, no entanto, que Pedro Taques foi o primeiro governador a convidar uma liderança indígena para a posse em Mato Grosso. Autoridades e familiares também participam do ato de transmissão de cargo, que sucedeu a posse, realizada minutos antes na Assembleia Legislativa na capital do estado.
O líder indígena é reconhecido internacionalmente pela luta que articula pelos povos indígenas. Em 1989, ele teve um encontro histórico com o cantor Sting durante o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA). Os dois se reencontraram em 2009 na cidade de São Paulo para conversar sobre a construção da Usina de Belo Monte. Em novembro de 2012, Raoni foi recebido pelo presidente da França, François Hollande, no Palácio do Eliseu. Na ocasião, o cacique pedia a preservação da Amazônia e dos povos que vivem na região.
Durante a cerimônia no Centro de Eventos, Raoni foi convidado por Taques para discursar no palco, com auxílio de seu tradutor. Ele avisou que manterá o diálogo com o governo estadual na tentativa de assegurar os direitos dos povos indígenas que vivem em Mato Grosso. Entre esses direitos, Raoni mencionou o meio ambiente protegido e o "ar puro".
O cacique também convidou Taques para conhecer sua comunidade e pediu ajuda para barrar, no Congresso, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de número 215, que altera o rito para aprovação e demarcação de terras indígenas.
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Cuiabá, Mato Grosso, Pedro Taques
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