segunda-feira, 1 de junho de 2015
Mercado ilegal de sementes forrageiras: perda para toda a cadeia
Você certamente já ouviu falar em produtos piratas, não é mesmo?
A pirataria pode ser definida como a prática ilegal de vender ou distribuir produtos sem a expressa autorização do proprietário. A qualificação da pirataria como crime se encontra no Artigo 184 do Código Penal, que trata da violação dos direitos do autor e os que lhe são conexos. Esta violação pode levar a pena de detenção de três meses a um ano, ou multa.
Muito mais do que ferir o direito autoral e à propriedade intelectual, a pirataria causa prejuízos a toda a sociedade.
No mercado de sementes forrageiras não é diferente, a produção e comercialização de sementes piratas se espalham feito praga no Brasil. Segundo levantamentos da Unipasto (Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras), estas sementes já ocupam 30% do mercado de sementes forrageiras tropicais. Porcentagem alta considerando que esse mercado movimenta aproximadamente R$ 1 bilhão por ano e que representa cerca de 20% do mercado formal de sementes no Brasil.
A demanda anual por sementes certificadas de espécies forrageiras tropicais no Brasil chega a 50 mil toneladas, das quais 75% destinam-se ao mercado interno e 25% para exportação.
Esses números demonstram a importância dessa atividade para o agronegócio brasileiro e, dá uma ideia do prejuízo que o mercado de sementes forrageiras piratas traz para toda a cadeia produtiva.
Em poucas palavras podemos dizer que o governo perde por deixar de arrecadar impostos, o que se traduz em prejuízo à sociedade brasileira. Os obtentores perdem porque deixam de receber os royalties, o que compromete o retorno dos investimentos às pesquisas e leva a diminuição no lançamento de cultivares superiores, mais resistentes a pragas e melhor adaptadas as diferentes condições de clima e solo. Os produtores de sementes perdem mercado devido à competição desleal pelo preço, pois as sementes piratas podem custar muito menos e têm qualidade duvidosa. Por fim, o pecuarista é quem mais perde, pois compra sementes de baixa qualidade e pureza, o que compromete a formação e a qualidade de suas pastagens, e consequentemente o desempenho de seu rebanho.
Infelizmente o principal critério do pecuarista para a compra de sementes ainda é o preço e não a qualidade. O alerta aqui é que, como diz o ditado popular, “o barato sai caro”, pois o custo aparentemente reduzido das sementes piratas esconde, dentre outros, por exemplo, o perigo da proliferação de pragas e doenças, cujo controle acaba elevando os custos de produção e reduzindo a qualidade da pastagem. Muitas vezes é nesse critério de decisão que o ganho do produtor vai junto.
Comprando gato por lebre. Os pecuaristas, elo vulnerável desta cadeia, precisam se conscientizar que a semente é um insumo básico essencial para o sucesso de qualquer sistema pecuário. Representa um valor relativamente baixo no custo total da produção. As forrageiras tropicais são um dos pilares estratégicos da sustentabilidade da pecuária brasileira no tripé: Alimento – Saúde – Genética.
É importante que todos os atores deste segmento da cadeia produtiva pecuária, desde as instituições de pesquisa, os desenvolvedores e provedores de cultivares, os produtores de sementes forrageiras, os comerciantes, os pecuaristas, os órgãos fiscalizadores como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento atuem juntos mitigando a produção e o comércio ilegal de sementes. Somente juntos teremos força para mudar e qualificar o mercado brasileiro de sementes forrageiras.
Lembrem-se, as pastagens são a base para produção de proteína animal nos trópicos e, em parte, dela devemos o sucesso da nossa pecuária.
Lucimara Chiari - Chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Gado de Corte
Data de Publicação: 01/06/2015 às 09:00hs
Fonte: Embrapa Gado de Corte
Agroindústrias adotarão moderno sistema de rastreabilidade com radiofrequência
As cadeias produtivas de aves e suínos de Santa Catarina – situadas entre as mais modernas do planeta – devem adotar até o final do ano a tecnologia RFID baseada no uso da radiofrequência para aperfeiçoar o sistema de rastreabilidade
Essa tecnologia permite o uso de uma espécie de etiqueta eletrônica inteligente que será implantada nos lacres dos contêineres.
O emprego desses recursos no aperfeiçoamento da rastreabilidade suinícola resulta de parceria entre a FAPESC, ICASA, SINDICARNE e ACAV, envolvendo outras instituições da sociedade Catarinense, órgãos oficiais da Secretaria da Agricultura, CIDASC, o Ministério da Agricultura incluindo o VIGIAGRO e SIPOA/SIF, além de empresas privadas de tecnologia e centros de pesquisa e Universidade de São Paulo (USP).
O projeto – também conhecido como Canal Azul – teve a colaboração da FAPESC e apoio do SINDICARNE e da ACAV, com a participação das agroindústrias catarinenses. Foi realizado um piloto no Estado, em 2012/2013, o qual testou a aplicabilidade da tecnologia que agora deve ser utilizada para todos os interessados da cadeia produtiva.
O diretor executivo do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (SINDICARNE), Ricardo de Gouvêa, explica que a implantação do sistema de rastreabilidade de RFID aguarda homologação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Deverá ser implantada neste ano ainda, cobrindo toda a operação das agroindústrias aos portos.
Para aperfeiçoar ainda mais a rastreabilidade no Estado, a tecnologia será empregada no campo e dentro das plantas industriais. Essa tecnologia está disponível em escala mundial e já é aplicada em várias áreas da atividade humana e empresarial.
Com isso, à medida que a vida do animal avança, registram-se nessa etiqueta os principais fatos relevantes sob aspectos de nutrição, saúde, localização, entre outros. Além disso, após o processamento, é possível manter este histórico junto ao produto, incluindo as validações oficiais e respectivas certificações.
O diretor esclarece que não haverá mudança na metodologia adotada, mas um aperfeiçoamento tecnológico da rastreabilidade trazendo inovação, processos on-line, mais segurança e confiabilidade ao sistema.
O investimento total das empresas no processo não foi revelado, pois, como se trata de uma parceria com o Governo do Estado, FAPESC e agroindústrias catarinenses, os recursos serão alocados gradualmente, fase a fase.
“Esse é mais um investimento na vanguarda da cadeia produtiva de proteína animal catarinense. Certamente nossos clientes internos e externos reconhecerão nossa evolução e continuarão a nos dar a preferência de aquisição nesta jornada de várias décadas”, concluiu o diretor do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (SINDICARNE), Ricardo de Gouvêa.
SISTEMA
A rastreabilidade permite capturar, armazenar e relacionar informações desde o provedor de insumos e matérias-primas, produtores, até as unidades industriais, a logística e o transporte, as unidades de venda e os consumidores. Um fluxo com registro, identificação e transmissão de informações permite conhecer a procedência, o produto e sua localização. Trata-se de um monitoramento seguro e completo com registro dos estabelecimentos, das movimentações e das operações, obedecendo normas internacionais.
Data de Publicação: 01/06/2015 às 08:50hs
Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional
Maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte-Nordeste começa na próxima semana
A Bahia Farm Show 2015, consolidada como a maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte-Nordeste brasileiro terá início na próxima semana, 02 de junho
A abertura, marcada para as 10h contará com a presença do governador da Bahia, Rui Costa, recepcionado pelo presidente da feira e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato. Também estarão presentes prefeitos da região oeste, secretários estaduais e municipais, representantes das instituições financeiras e agricultores de todo o Matopiba. Até sábado, 06 de junho, o evento deve receber um público de 75 mil pessoas.
Impulsionada pela força da última fronteira agrícola – o Matopiba - e com 100% dos espaços garantidos pelos 210 expositores, a Bahia Farm Show promete ser o local estratégico para a consolidação de bons negócios e repetir o sucesso de 2014, quando atingiu a marca histórica de R$ 1,019 bilhão. Segundo a organização do evento, a aposta para manter os resultados, está nos segmentos de maquinário, irrigação, aviação e armazenagem.
A feira, que também está no ranking das três maiores do Brasil em volume de negócios tem ainda como ponto forte a troca de informação sobre temas relacionados ao agronegócio. Mais de 30 palestras, seminários e mesas redondas com temas ligados à sustentabilidade, novas tecnologias e produção agrícola do Oeste da Bahia estarão nas pautas das discussões. O Fórum do Canal Rural, marcado para as 14h do dia de abertura, 02, abordará o tema “Crédito e Financiamento para o Agronegócio”.
O leilão de gado de corte, outro evento já consolidado na Bahia Farm Show traz, para a edição 2015, a novidade de ser planejado e realizado pela própria equipe da feira. A nova marca, Bahia Farm Show Pecuária, agrega força e solidez ao evento, agendado para 05 de junho, às 14h, véspera do encerramento da feira. Serão leiloados 400 bezerros.
A Bahia Farm Show é realizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.
Data de Publicação: 01/06/2015 às 08:40hs
Fonte: Assessoria de Comunicação da Aiba
Pesquisa avalia ingredientes regionais para ração de tambaqui
O tambaqui é o principal peixe nativo cultivado no Brasil
A Embrapa Amapá (Macapá, AP) está desenvolvendo uma pesquisa para avaliar o uso de resíduos de pescado e de vegetais na ração do peixe tambaqui. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), o projeto "Resitamba" tem duração de dois anos e consta de análises em laboratório e galpão de cultivo da Embrapa, e testes em duas pisciculturas localizadas na região do Araguari. A ideia surgiu quando a pesquisadora Eliane Tie Oba Yoshioka, da equipe de Aquicultura e Pesca da Embrapa Amapá, constatou a dificuldade de obter farinha de peixe para viabilizar uma pesquisa relacionada à criação de pirarucu e de tambaqui. "A farinha de peixe é um dos ingredientes que mais oneram a produção da ração para peixes em geral. Juntando essa dificuldade com o fato de termos uma produção alta de resíduos de pescado nos frigoríficos, resolvemos investir na pesquisa desses resíduos como uma alternativa para produção de silados que possam ser utilizados na produção da ração", explicou a pesquisadora. Também será analisado o uso de resíduos vegetais como buriti, abacaxi e mandioca.
Conforme consta no projeto da pesquisa, a silagem de pescado é um produto rico em ácidos graxos e de alto valor biológico e protéico para a nutrição animal. A silagem pode ser utilizada para substituir a farinha de peixe na fabricação de rações. Os critérios para a seleção dos melhores resíduos vegetais e de animais (pescado) para alimentar os peixes durante seu cultivo são uma produção estável e regular com alto valor nutritivo, preferencialmente os que apresentam alto teor de proteínas.
A etapa atual da pesquisa é de análises em laboratório. Os experimentos estão divididos em três fases: produção e avaliação de rações contendo ensilados biológicos e químicos; avaliação de produção de rações experimentais contendo o ensilado de melhor desempenho do primeiro experimento e inclusão de diferentes ingredientes compostos por resíduos vegetais (buriti, abacaxi e mandioca); e validação em campo da ração experimental com melhor desempenho em tambaquis. "No caso dos resíduos de peixes, vamos fazer testes químico e biológico para verificar as duas formas de produzir o silado. Depois de produzido, vamos testar na ração do tambaqui e verificar se tem diferença para o desenvolvimento do animal".
Entre os objetivos desta pesquisa estão a avaliação da produção de ensilados através de duas técnicas (químico e biológico), avaliação da qualidade de ensilados produzidos a partir de resíduos de pescado no Estado do Amapá, a produção de rações substituindo em 10% a farinha de peixe pelos ensilados produzidos (químico e biológico), avaliação do uso do buriti, produto florestal regional, em rações para cultivo de tambaquis, avaliação do uso da parte aérea e da casca da raiz da mandioca em rações para tambaquis, avaliação do uso de resíduo de abacaxi (fruto) em rações para tambaquis, avaliação do uso do ensilado e de resíduos vegetais de maior viabilidade, avaliados em laboratório, em pisciculturas dos municípios de Porto Grande, Ferreira Gomes e Cutias do Araguari, Estado do Amapá, através de parâmetros zootécnicos de desempenho e da condição de saúde (fisiológica) dos peixes. Ao longo da pesquisa, as equipes da Embrapa e da Agência do Estado do Amapá (Pescap) esperam indicar alternativas ao uso da farinha de peixe para produção de rações para peixes, incentivar o uso de ingredientes alternativos na produção de rações para alimentação de peixes e validar o uso de ensilados e de resíduos vegetais durante o cultivo de tambaquis em pisciculturas do Vale do Araguari, no Estado do Amapá.
Tambaqui - O tambaqui é um peixe originário da América do Sul, das bacias dos Rios Amazonas e Orinoco, considerada por muitos pesquisadores como o segundo maior peixe de água doce de escamas da América do Sul, atrás apenas do pirarucu. Cerca de 3 mil espécies de peixes nativos da região Amazônica se alimentam de frutos e sementes de aproximadamente 1.400 espécies de plantas terrestres e aquáticas. Em ambiente natural, o tambaqui se alimenta preferencialmente de frutos e sementes no período de cheia e enchente dos rios, ao passo que na época de vazante e seca, consome principalmente zooplâncton, razão pela qual seu hábito alimentar é comumente definido como onívoro-oportunista. Atualmente com o crescimento e desenvolvimento das pisciculturas, o tambaqui é cultivado e difundido em diversas regiões do Brasil e do continente sul americano. Adaptou-se com sucesso ao cultivo em cativeiro e é hoje a principal espécie nativa cultivada no Brasil.
O projeto "Resitamba" foi aprovado no Edital do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico dos Sistemas de Produção no Vale do Araguari (Prodetec Araguari). Trata-se de uma pesquisa básica aplicada na bacia do rio Araguari, tendo como proponentes a Embrapa Amapá e a Pescap.
Data de Publicação: 01/06/2015 às 08:30hs
Fonte: Embrapa Amapá
Agrofena 2015 apresenta novidades tecnológicas para o agronegócio
Emater-MG auxilia produtores na aquisição de máquinas e equipamentos com elaboração de projetos técnicos
Produtores do Alto Paranaíba terão a oportunidade de conhecer e adquirir o que há de mais recente em tecnologias para o agronegócio. Isso será possível com a realização da Feira do Agronegócio (Agrofena), entre 29 de maio e 6 de junho, em Patos de Minas. Parceira do evento, a Emater-MG auxilia os produtores na aquisição de máquinas e equipamentos com a elaboração de projetos técnicos.
Para obter recursos junto às instituições financeiras, uma das exigências é que o produtor apresente o projeto. Esse documento apresenta as características da propriedade, a atividade desempenhada pelo produtor e o objetivo do financiamento, entre outras informações. Para a elaboração desse projeto, os interessados contam com a Emater-MG. Para isso basta o produtor procurar o escritório da empresa.
“A Emater-MG levanta as demandas, elabora o projeto técnico e encaminha às instituições financeiras. Nas últimas edições, a empresa, juntamente com os parceiros, viabilizou a aquisição de 402 tratores pelos agricultores familiares da região, trazendo aumento da produção e renda para as famílias rurais”, afirma o gerente regional da Emater-MG em Patos de Minas, Sérgio Glicério.
Agrofena 2015
A quinta edição da Agrofena será no Parque de Exposição Sebastião Alves do Nascimento. A feira é promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Patos de Minas, em parceria com a prefeitura, e faz parte da programação da Feira Nacional do Milho (Fenamilho).
A Agrofena tem como objetivos facilitar o acesso dos produtores às novidades tecnológicas e estimular o agronegócio na região de Patos de Minas. Segundo a organização da Agrofena, em 2014, a feira gerou cerca de R$52 milhões em negócios. A expectativa é que, na edição deste ano, o volume de negócios registrado em anos anteriores seja superado.
O público poderá conhecer e adquirir novidades em implementos agrícolas, máquinas, equipamentos para a agricultura familiar, suplementos minerais e fertilizantes entre outros. “A Agrofena é um espaço onde o produtor pode conhecer, comparar e buscar novas tecnologias, podendo, assim, alavancar sua produtividade”, diz o gerente da Emater-MG.
Emater-MG na Fenamilho
A Emater-MG, além de participar da Agrofena, também coordenada outros eventos dentro da Fenamilho. Um deles é o Espaço da Agricultura Familiar, que serve para a divulgação e comercialização dos produtos do setor. Cerca de 500 produtores de 25 municípios deverão participar do espaço. Os visitantes poderão adquirir desde alimentos como queijo minas artesanal, doces, geleias, conservas e biscoitos até peças artesanais do tipo bordados, tapetes e cestos.
Outro evento coordenado pela Emater-MG é o Festival de Pratos Típicos a base de milho. O evento acontece no dia 27 de maio, na Av. Juscelino Kubitschek, 2.094, bairro Ipanema. O festival tem como objetivo destacar a importância cultural que o milho tem para o desenvolvimento regional, além de valorizar a produção na agricultura familiar. A iniciativa é uma parceria entre a Emater-MG, prefeitura e Sindicato dos Produtores Rurais de Patos de Minas.
A Emater-MG também é responsável pelo Encontro Regional da Mulher do Campo, no dia 31 de maio. A iniciativa é uma parceria entre a Emater-MG, prefeitura e Sindicato dos Produtores Rurais de Patos de Minas. A proposta é promover uma confraternização entre as mulheres do município, a troca de experiências e o debate sobre diversos assuntos. O encontro será realizado no salão House Fest, na av. Fátima Porto, 4.750.
Data de Publicação: 01/06/2015 às 08:20hs
Fonte: Assessoria de Comunicação - Emater-MG
Domados do Pampa começa no sábado durante a Fenasul
O grande campeonato de função do Cavalo Árabe gaúcho, o Domados do Pampa 2015, começa neste sábado (30/5) durante a Fenasul, em Esteio (RS)
Nesta primeira etapa, são esperados 35 conjuntos para disputar três provas funcionais. A primeira será o Cross Country, agendada para 10h30min de sábado. À tarde (15h30min), ocorrerá a tradicional Prova Combinada, que inclui roteiro misto de tambores e balizas. Para o domingo (31/5), a programação da etapa encerra-se com a disputa de Três Tambores às 11h.
O Campeonato Domados do Pampa terá outras duas etapas em 2015: o circuito de Inverno (julho) e a finalíssima na Expointer (agosto/setembro). Os vencedores classificam-se para o Campeonato Nacional da raça Árabe, geralmente realizado no mês de novembro.
Nesta Fenasul, a Associação Gaúcha do Cavalo Árabe (AGCA) transferiu suas provas, inicialmente previstas para ocorrer nas pistas 14 e 15, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, para a pista 18. O presidente da AGCA, Leonardo Lamachia, informa que a medida busca maior participação da raça junto ao núcleo central da feira, nas proximidades da Pista do Gado Leiteiro. “A Fenasul reúne muitos criadores, e o Cavalo Árabe Gaúcho quer estar próximo desse produtor para mostrar toda a funcionalidade dos seus animais”, pontuou.
Entre as novidades da Fenasul 2015 está um lounge que será montado dentro da pista de provas, o que permite que cavaleiros e seus convidados assistam à disputa com vista privilegiada. “O projeto do lounge foi um sucesso na Expointer de 2014 e manteremos a estrutura na Fenasul de 2015”, garantiu Lamachia.
Mais informações podem ser obtidas com o presidente da AGCA, Leonardo Lamachia, ?pelo telefone (51) 9961-4432.
Data de Publicação: 01/06/2015 às 08:10hs
Fonte: Jardine Agência de Comunicação
América Latina e Caribe: primeira região do mundo que alcançou as duas metas internacionais de redução da fome
A porcentagem de subalimentação caiu a 5,5% e o número total a 34,3 milhões, fazendo com que a ALC atingisse a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e da Cúpula Mundial da Alimentação
A região da América Latina e Caribe deu um grande passo para a erradicação completa da fome ao reduzir tanto sua porcentagem como o número total de pessoas subalimentadas a menos da metade, assinala o relatório O Estado da Insegurança Alimentar na América Latina e o Caribe, publicado hoje pela FAO.
De acordo com o relatório, em 1990-92, a América Latina e o Caribe começaram o desafio dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) com 14,7% de sua população afetada pela fome: para 2014-16, esta prevalência caiu a 5,5%, fazendo com que a região cumprisse a meta da fome dos ODM.
A região cumpriu também a meta da Cúpula Mundial da Alimentação (CMA), ao reduzir o número total de pessoas subalimentadas a 34,3 milhões.
“A história de sucesso da região é baseada pela situação macroeconômica positiva durante as duas últimas décadas e ao sólido e contínuo compromisso político dos países da América Latina e Caribe com a erradicação da fome”, explicou Raúl Benítez, Representante Regional da FAO.
O relatório da FAO informa que os avanços regionais se devem principalmente ao êxito que tem tido os países do Cone Sul, porém, o compromisso com a fome por ser visto por toda a região: no total, dezessete países alcançaram a meta da fome dos ODM (mais que qualquer outra região do planeta) e onze alcançaram a meta da CMA.
Benitez destacou que, graças ao crescimento econômico, ao aumento das despesas públicas em questões sociais e em políticas públicas voltadas para os mais vulneráveis, a América Latina e o Caribe representam, hoje, uma parcela menor da fome mundial.
América Latina e Caribe: não somente diminuir a fome como também erradicá-la
De acordo com a publicação da FAO, a região foi a pioneira em propor não somente a diminuição mas também a erradicação total da fome por meio da Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome, que foi referendada por todos os países da região a partir de 2005.
A esta iniciativa somaram-se diversos acordos que trabalham na mesma direção, como a Mesoamérica Sem Fone e o Plano de Erradicação da Fome e da Pobreza Hugo Chávez Frías nos países da Aliança Bolivariana pelos Povos da Nossa América (ALBA) e Petrocaribe, além de projetos e políticas de Estado importantes como o Fome Zero do Brasil e a Cruzada Nacional México sem Fome.
O ponto mais alto deste processo de compromisso político durante as últimas décadas foi a adoção por parte da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) – principal órgão de integração regional – do Plano de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome, em janeiro de 2015.
Este plano visa potencializar todas as ações regionais e estabeleceu o ano de 2025 como o limite para acabar com a fome. “O Plano CELAC representa um compromisso único de seu tipo e pode ser um dos fatores que determinam que a atual geração seja a última a conviver com a fome", disse Benitez.
O mais recente relatório da FAO observa que o enfoque da luta contra a fome mudou de um olhar setorial a enfoque transversal e intersetorial. Isto permitiu responder as necessidades da população tanto a curto como em médio prazo, abordando as várias causas da fome por meio da participação de todos os atores sociais.
Grandes diferenças entre as sub-regiões
Ainda que a região como um todo seja a primeira do mundo a ter alcançado amas as metas, o progresso tem sido diferente em cada sub-região, e no âmbito dos países.
A América do Sul é a que conseguiu o maior grau de progresso tanto na redução do número de pessoas subalimentadas como na sua prevalência. No entanto, observa-se que o maior número de pessoas subalimentadas ainda está nesta sub-região, cuja população representa 65,9% do total regional.
A América Central conseguiu reduzir a fome de 12,6 milhões em 1990-1992 para 11,4 milhões de pessoas em 2014-2016, uma redução de 10,7% para 6,6% da população. No entanto, é importante ressaltar que a redução da fome em termos absolutos estagnou desde 2013.
O Caribe é a sub-região mais atrasada: atualmente, 7,5 milhões de pessoas sofrem com a fome nesta sub-região, com pouco progresso desde 1990-92, quando a fome afetava 8,1 milhões de caribenhos. A proporção caiu apenas 7,2 pontos percentuais, passando de 27% em 1990-92 a 19,8% em 2014-16.
Isto responde em grande parte a situação do Haiti: o país é responsável por 75% da população subalimentada do Caribe e enfrenta a situação mais crítica de toda a América Latina e o Caribe.
Data de Publicação: 01/06/2015 às 08:00hs
Fonte: FAO no Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)






