segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Aurora inaugura ampliação em São Gabriel do Oeste neste sábado
A obra absorveu investimentos da ordem de 121 milhões de reais
A Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro do setor de carnes – inaugura neste sábado (1º de agosto), às 10 horas da manhã, no município sul-mato-grossense de São Gabriel do Oeste, a ampliação da unidade industrial de processamento de suínos. A obra absorveu investimentos da ordem de 121 milhões de reais.
O ato será presidido pelos diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente), Marcos Antônio Zordan (diretor de agropecuária), Leomar Somensi (diretor comercial) e pelo gerente geral da unidade Moisés Caetano de Oliveira Júnior.
O planejamento para execução dessa obra iniciou ainda no segundo semestre de 2012. Os projetos foram elaborados em 2013 e a obra iniciou em abril de 2014, sendo concluída neste mês. Os investimentos totais em instalações, máquinas e equipamentos foram financiados em 66,7 milhões de reais pelo Banco do Brasil e os outros 53,6 milhões com recursos próprios.
A ampliação da unidade de São Gabriel consistiu na construção de uma moderna e avançada PRESUNTARIA que, a partir deste mês de agosto, passa a produzir um mix formado por presunto, apresuntado e lanche das marcas Aurora e Peperi. A capacidade instalada de produção será de 130 toneladas por dia para uma produção efetiva mensal total de 2.709 toneladas, sendo 1.134 toneladas/mês de apresuntados, 861 toneladas/mês de presunto e 714 toneladas/mês de lanches.
A inauguração da nova presuntaria e o consequente aumento da industrialização exigirá ampliação do abate diário de suínos que passará dos atuais 2.500 cabeças/dia para 3.000 animais/dia, a partir de novembro. Para absorver e processar toda essa matéria-prima há, também, geração de novos postos de trabalho e aumento de produção nas linhas de linguiças cozidas e defumados, além da presuntaria.
O aumento do número de funcionários representa mais 215 contratações, das quais 131 somente na Presuntaria quando a produção atingir a capacidade máxima. Atualmente, a indústria mantém 1.629 empregos diretos.
A unidade se destina a atender a demanda de produtos já consolidados no mercado, passando a produzir nesta localidade presuntos, apresuntados e lanches. A planta de São Gabriel do Oeste responde por um rol total de produtos que inclui hambúrguer, linguiças frescas, linguiças cozidas, defumados, cortes congelados de suínos, salgados, e agora a linha de presuntaria. Cerca de 15% dessa produção se destina ao mercado externo.
A Aurora opera em São Gabriel do Oeste desde 1996. A planta é uma das mais modernas do Mato Grosso do Sul. Abate atualmente 2.500 suínos por dia. A produção mensal de industrializados é de 4.268 toneladas mensais.
EFEITOS ECONÔMICOS
O faturamento da unidade é de 45,5 milhões de reais mensais. O recolhimento de tributos oscila entre 350 mil a 400 mil reais mensais. Os investimentos realizados, a ampliação do abate e os novos produtos permitirão elevar o faturamento da unidade de São Gabriel do Oeste de 478 milhões de reais (2014) para 560 milhões de reais (em 2015) e 727 milhões de reais (em 2016).
Entre salários, encargos e benefícios pagos pela unidade, a Aurora desembolsará 58 milhões de reais ao ano. O ICMS gerado será de 54 milhões em 2015 e 68,4 milhões em 2016.
Área total construída dessa planta soma 35,3 mil m² (somente o frigorífico e as linhas de industrialização representam 21,3 mil m²) em um terreno com área total de 21,2 hectares.
Em terreno doado pela Prefeitura de São Gabriel do Oeste, ao lado da planta industrial, a Aurora investe 2,5 milhões de reais na construção de uma CRECHE de 800 metros quadrados para atender 120 crianças de zero a cinco anos e 11 meses de idade. Esse será mais um benefício para o quadro funcional.
AURORA SÃO GABRIEL DO OESTE (MS)
Início das operações da Aurora em São Gabriel do Oeste: 1.996.
Abate atual: 2.500 suínos por dia.
Abate projetado: 3.000 suínos por dia a partir de novembro.
Produção mensal de industrializados: 4.268 toneladas mensais.
Mix atual de produtos: Hambúrguer, linguiças frescas, linguiças cozidas, defumados, salgados.
Faturamento mensal da unidade: 45,5 milhões de reais.
Geração de tributos: 350 mil a 400 mil reais mensais.
Área total construída dessa planta: 35,3 mil metros quadrados.
Área total do terreno: 21,2 hectares.
Número atual de empregos: 1.629.
Novos empregos gerados: 215.
Salários, encargos e benefícios pagos pela unidade: 58 milhões de reais/ano.
Faturamento realizado de 2014: 478 milhões de reais.
Faturamento projetado para 2015: 560 milhões de reais.
Faturamento projetado para 2016: 727 milhões de reais.
ICMS gerado em 2015 (previsão): 54 milhões de reais.
ICMS gerado em 2016 (projeção): 68,4 milhões de reais.
A ESTRUTURA DA AURORA
A Cooperativa Central Aurora Alimentos é um conglomerado agroindustrial sediado em Chapecó (SC) que pertence a 13 cooperativas agropecuárias, sustenta mais de 26.000 empregos diretos e tem uma capacidade de abate de 18 mil suínos/dia, 1 milhão de aves/dia e um processamento de 1,5 milhão de litros de leite/dia. Mantém 42 estabelecimentos: oito unidades industriais de suínos, sete unidades industriais de aves, seis fábricas de ração, 13 unidades de ativos biológicos (incluindo granjas, incubatórios e unidade de disseminação de gens), oito unidades de vendas e a sede central (matriz).
As unidades industriais de suínos são: Indústria Aurora Chapecó (SC), Frigorífico Aurora Chapecó (SC), Frigorífico Aurora São Miguel do Oeste (SC), Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (MS), Frigorífico Aurora Sarandi (RS), Frigorífico Aurora Chapecó II (SC), Frigorífico Aurora Erechim (RS) e Frigorífico Aurora Joaçaba (SC).
As sete plantas para processamento de aves são: Frigorífico Aurora Maravilha (SC), Frigorífico Aurora Quilombo (SC), Frigorífico Aurora Erechim (RS), Frigorífico Aurora Abelardo Luz (SC), Frigorífico Aurora Guatambu (SC), Frigorífico Aurora Xaxim (SC) e Frigorífico Aurora Mandaguari (PR).
As seis unidades de rações são: Fábrica de Rações Chapecó, Fábrica de Rações Erechim, Fábrica de Rações Cunha Porã, Fábrica de Rações Guatambu, Fábrica de Rações Xaxim e Fábrica de Rações Mandaguari.
A base produtiva, no campo, é formada por um plantel permanente de 35 milhões de aves e 1 milhão 150 mil suínos.
COOPERATIVAS FILIADAS
As 13 cooperativas agropecuárias filiadas são: Cooperalfa (Chapecó/SC), CooperA1 (Palmitos/SC), Coopercampos (Campos Novos/SC), Copérdia (Concórdia/SC), Cotrel (Erechim/RS), Auriverde (Cunha Porã/SC), Cooperitaipu (Pinhalzinho/SC), Camisc (Mariópolis/PR), Coasgo (São Gabriel do Oeste/MS), Coopervil (Videira/SC), Cocari (Mandaguari/PR), Colacer (Lacerdópolis/SC) e Caslo (São Lourenço do Oeste/SC).
MAIS DE 105 MIL FAMÍLIAS
A Cooperativa Central Aurora Alimentos chegou aos 46 anos de fundação com uma marca formidável: tornou-se uma comunidade produtiva formada por mais de 105 mil famílias espalhada por 500 municípios brasileiros.
Nesse cálculo estão os mais de 26.000 colaboradores diretos da Aurora, as 70.670 famílias rurais cooperadas que formam a base produtiva no campo e os 8.951 colaboradores das 13 cooperativas agropecuárias que a constituem, totalizando mais de 105.000 famílias.
Crescimento e expansão marcam as últimas décadas da cooperativa que obteve, em 2014, o maior faturamento e o melhor resultado líquido de seus 45 anos de história: com crescimento de 18%, a receita operacional bruta chegou a 6,7 bilhões de reais, enquanto as sobras inflaram 38% e atingiram 417,9 milhões de reais. Com uma margem líquida de 6,83%, a cooperativa respondeu por um dos melhores desempenhos do mercado brasileiro de proteína animal. A receita total foi em 80% obtida no mercado doméstico e em 20% no mercado internacional.
Data de Publicação: 03/08/2015 às 07:15hs
Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional
Sustentabilidade é o foco da nova edição da campanha “Agricultura, o maior trabalho da Terra” realizada pela BASF
Vídeo, que sustenta a iniciativa, enfatiza o comprometimento dos agricultores na utilização de tecnologias e inovação sustentáveis em prol do meio rural
Vídeo, principal peça da iniciativa, enfatiza o comprometimento dos agricultores com a utilização de boas praticas agrícolas e preservação dos recursos naturais em prol de uma agricultura sustentável e convida a sociedade a uma reflexão sobre o compromisso de todos com o futuro do planeta.
Com um vídeo de dois minutos hospedado a partir de hoje na página oficial da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF (agro.basf.com.br) a empresa dá início a campanha “Agricultura, o maior trabalho da Terra”, que este ano enfocará os aspectos sustentáveis da atuação do agricultor em prol da preservação dos recursos naturais. A campanha ainda faz um convite à sociedade, para refletir e contribuir com o desenvolvimento sustentável do planeta.
O material traz um diálogo entre a Terra e o agricultor, evidenciando por meio de imagens o respeito e cuidado que os produtores têm com o meio ambiente e a natureza, e destacando o comprometimento e os desafios enfrentados pelos agricultores na missão de alimentar, vestir e mover a população mundial crescente com uso de tecnologias sustentáveis. Paralelamente, tem a intenção de “incentivar” a sociedade a repensar sua atitude e comprometimento com o futuro do planeta.
Trata-se do terceiro filme da série “Agricultura, o maior trabalho da Terra”, e o quinto da campanha iniciada em 2010 sob o nome “Um Planeta Faminto e a Agricultura Brasileira”, que já impactou mais de 30 milhões de pessoas. Além do vídeo, a campanha conta com outras peças, como anúncios para mídia impressa, banners online, conteúdo para mídias sociais (facebook, twitter e linkedin) e painéis aeroportuários.
“Nosso objetivo com esta iniciativa é continuar ressaltando a importância do agricultor e da atividade agrícola para a economia brasileira, e também para a alimentação da população mundial, que chegará a nove bilhões de pessoas até 2050. Além disso, temos um compromisso em mostrar o quanto o produtor brasileiro vem trabalhando para que a produção de alimentos seja perene e possa conviver de forma sustentável com o meio ambiente”, afirma Marcelo Batistela, diretor de Marketing da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF para o Brasil.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em dez anos a demanda mundial por alimentos crescerá 20% e o Brasil atenderá cerca de 40% desta demanda. Nos últimos 35 anos, o Brasil passou de importador a um dos maiores exportadores de alimentos. Nos últimos 13 anos, ainda, o agronegócio tem contribuído decisivamente para o superávit primário da balança comercial brasileira.
“O agronegócio é um setor estratégico para o país, e tem o compromisso de proporcionar ao Brasil a capacidade de levar alimentos saudáveis e sustentáveis para o mundo. Por isso, mais uma vez, a BASF investiu em uma campanha que valoriza o papel da agricultura e do agricultor, e que possa contribuir com a aproximação do meio urbano e rural, bem como um melhor entendimento do setor”, complementa o executivo.
VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=LHiwgVRmcLA
Data de Publicação: 03/08/2015 às 07:30hs
Fonte: X Comunicação
Trouw Nutrition lança inovador protocolo de suplementação para desmama precoce em até 90 dias
Empresa apresenta em primeira mão no Circuito ExpoCorte em Campo Grande (MS) pacote tecnológico de suplementação que prevê aumento na porcentagem de prenhez e menor intervalo entre o parto e a concepção
Os custos crescentes da pecuária de corte e a importância econômica do incremento dos índices reprodutivos incentivam a utilização de práticas de manejo que melhorem a eficiência dos sistemas de produção. Dessa forma, a Bellman, marca de suplementação para bovinos da Trouw Nutrition Brasil, desenvolveu a técnica da DESMAMA PRECOCE, por meio da qual os bezerros de corte são desmamados com até 90 dias de idade fazendo uso de um pacote tecnológico, altamente nutritivo e palatável. Além de melhorar os ganhos de peso ao bezerro após o desmame, o protocolo foi desenvolvido para apurar o desempenho das vacas com baixas taxas de fertilidade, principalmente as com índices menores que 50%.
O lançamento da técnica da DESMAMA PRECOCE será durante a etapa de Campo Grande (MS), do Circuito ExpoCorte, no dia 29 de julho, às 17 horas e contará com a palestra "Demama precoce: vacas mais férteis, bezerros melhores", ministrada pelo diretor do departamento técnico em ruminantes da Trouw Nutrition Brasil, Marco Balsalobre. O evento ocorrerá no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.
Com a remoção do bezerro aos 90 dias, a energia que a fêmea destina à produção de leite é redirecionada para a reprodução. Com isso, a vaca supera o balanço energético negativo com mais rapidez e reduz a perda de massa corporal no pós-parto. Em consequência, os índices de fertilidade do rebanho melhoram. “Geralmente, as fêmeas dessa categoria são primíparas, parem no final da estação de monta, com escores muito baixos e vacas em pastos com condição de forragem ruim”, observa o supervisor de treinamento técnico e zootecnista da Trouw Nutrition Brasil, João Marcos Benatti Beltrame, que participou do desenvolvimento do protocolo.
De acordo com ele, para uma vaca ciclar e emprenhar, ela precisa atender, através dos nutrientes ingeridos, uma escala de importância em sua exigência nutricional, que são: manutenção, lactação, crescimento e, por fim, reprodução. A lactação é um dos principais drenos energéticos e um dos maiores causadores da baixa taxa reprodutiva dos rebanhos. Isso porque, muitas vezes, os animais são mantidos com dietas de baixa concentração energética, que impacta em tempos maiores de balanço energético negativo e redução na condição corporal para valores abaixo dos considerados limitantes (de 4 para baixo em uma escala de 1 a 9).
“Outro ponto favorável do fornecimento de ração tecnológica aos bezerros é promover o abate das vacas de descarte que estariam com bezerro ao pé antes da entrada da seca por elas conseguirem recuperar rapidamente sua condição corporal”, complementa. Dessa forma, algumas práticas podem ser utilizadas com o foco em aumento na porcentagem de prenhez do rebanho e diminuição do intervalo entre o parto e a concepção, como a DESMAMA PRECOCE.
Protocolo DESMAMA PRECOCE
De acordo com o protocolo desenvolvido pelos técnicos da Bellman, a remoção do bezerro com até 90 dias de idade prevê o fornecimento de três tipos de rações tecnológicas (Bellpeso Baby Start/ BellPeso Baby Tech / BellPeso Baby Up) destinada a três fases diferentes até o desmame total.
Na primeira fase deve-se fornecer a ração Bellpeso Baby Start, que é peletizada, altamente nutritiva e atrativa, em creep-feeding aos 20 dias de idade do bezerro. Quando o animal atingir um consumo estável (2 a 3 dias) de 500g/dia/animal, deve-se introduzir o fornecimento da BellPeso Baby Tech.
Na segunda etapa do processo da DESMAMA PRECOCE, quando os animais atingirem um consumo estável de BellPeso Baby Tech de 800 g/dia/animal, eles já poderão ser desmamados e continuarão ingerindo o mesmo produto por mais 30 dias. “O fornecimento contínuo em 800 g/dia/animal ou o aumento do consumo da ração fica a critério do produtor, pois isso irá depender dos objetivos com o desempenho dos bezerros”, explica o diretor técnico em ruminantes da Trouw Nutrition Brasil, o engenheiro agrônomo Marco Balsalobre.
Após esse período, na terceira e última fase, os animais deverão ingerir a ração BellPeso Baby Up, entre 5 a 20 g/kg de peso corporal, até os 210 dias de idade. “Com esse protocolo os animais podem ser desmamados em até 90 dias de idade. Entretanto, a rápida ingestão dos produtos e o ganho em cada fase dependem do manejo adotado e da genética do animal”, salienta a Supervisora de Pesquisa e Desenvolvimento da Trouw Nutrition, Josiane Lage.
Estrutura necessária
Para adotar a DESMAMA PRECOCE é necessário estrutura de creep-feeding atendendo a exigência de 30 centímetros de cocho por bezerro. “Devido a DESMAMA PRECOCE ser feita no período das águas, recomenda-se o uso de estrutura coberta. Entretanto, algumas fazendas utilizam o creep descoberto. O importante é que o produto não fermente no cocho para não ser refugado pelo bezerro”, enfatiza Lage.
Ela alerta que para conseguir o resultado, é necessário obedecer cada etapa para que o bezerro não seja prejudicado, já que o leite será retirado de sua dieta. “O animal deve estar adaptado para consumir concentrado antes de ser desmamado. Embora o leite atenda às exigências do bezerro para determinado crescimento, os nutrientes ingeridos estão abaixo do potencial de ganho desses animais”, explica.
Dica DESMAMA PRECOCE
De acordo com a zootecnista Josiane Lage, muitos criadores que utilizam cruzamento industrial na propriedade submetem as novilhas cruzadas à estação de monta, descartando-a após o desmame. Dessa forma, considera-se a fêmea F1 como “matriz de uma ou duas crias”. A opção pela fêmea de filho único garante quase que, simultaneamente, dois produtos de valor agregado: um bezerro cruzado e uma vaca precoce com sangue taurino, o que atende as expectativas do mercado que procura uma carne de qualidade.
“A DESMAMA PRECOCE vem como uma ferramenta para abater mais rapidamente essa fêmea, sem prolongar a sua terminação até o final do período seco do ano, uma vez que com a remoção do bezerro, a fêmea tende a recuperar o escore de condição corporal”, aponta Lage.
Data de Publicação: 03/08/2015 às 07:00hs
Fonte: Attuale Comunicação
domingo, 2 de agosto de 2015
Paraguai espera desculpas do Brasil após incidente na fronteira
AFP
3 horas atrás
O Paraguai espera que o Brasil peça desculpas pelo o que considerou uma violação a seu território, quando militares brasileiros entraram em uma perseguição contra contrabandistas na sexta-feira, afirmou neste domingo o chanceler Eladio Loizaga a jornalistas.
"Foi uma flagrante violação da soberania fluvial", argumentou o ministro das Relações Exteriores paraguaio, que pediu "uma resposta satisfatória" das autoridades brasileiras.
Loizaga disse que o governo de Horacio Cartes apresentou um protesto diplomático depois de convocar seu embaixador de volta a Assunção.
Os militares brasileiros que teriam ultrapassado a fronteira participavam desde o mês de julho da "Operação Agatha", de repressão ao contrabando.
Segundo fontes do governo paraguaio, os brasileiros trocaram tiros com supostos contrabandistas na altura do Porto Adela, do Paraguai, que fica em frente o Porto Mendes, do Brasil, sobre o lago de Itaipu.
A Operação Agatha é executada em toda a fronteira do país e, segundo as autoridades brasileiras, o Porto Adela é um dos epicentros do contrabando de diversas mercadorias.
O ministro Loizaga disse lamentar o incidente que acontece "em um momento em que as relações estão em seu melhor estado". "Logicamente, esperamos a resposta e que isso não se repita", completou.
Falta de espaço em armazéns para colheita de milho em Diamantino (MT)
02/08/2015 20h24 - Atualizado em 02/08/2015 20h24
Falta de espaço em armazéns para colheita de milho em Diamantino (MT)
Com atraso no escoamento de soja, faltou espaço em armazéns do Estado.
Em Nova Mutum e Sorriso, o milho também foi armazenado fora dos silos.
Do G1 MT
Na última semana, colheita do milho chegou a 78,6% da área plantada em Mato Grosso, segundo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), e já tem fazenda encerrando os trabalhos. Mas em outras, a situação é preocupante. Em Diamantino, a 209 km de Cuiabá, a colheita de milho teve que parar por conta da falta de espaço em armazéns para guardar os grãos.
Na propriedade de Robson Ferdinando, que fica no município, já são quase duas semanas de trabalho interrompido. Os dois silos da fazenda estão cheios e não sobrou lugar na moega e nem no caminhão. "Infelizmente a máquina está aí parada porque esta tudo cheio e não tem onde pôr milho. É triste falar, mas é a pura verdade e a realidade de hoje", afirma Ferdinando.
Até agora, apenas 150 hectares foram colhidos. Menos de 40% do milharal. Como as plantas estão muito secas, há risco de incêndio. O vento forte também é uma ameaça e já deixa marcas.
Além disso, a cada dia no campo, os grãos perdem umidade e peso, o que pode representar menos renda na hora da venda. Essa é uma preocupação extra para Robson, que ainda não vendeu nenhuma saca desta safrinha. A oferta existe, mas o que ele quer agora é conseguir um jeito de retomar a colheita, antes que seja tarde demais.
"Hoje não me adianta alguém chegar aqui e falar 'eu te pago R$ 17, mas te pago daqui a 30 dias'. Não vai resolver o meu problema. É bom de um lado, mas ruim de outro. Eu preciso de logística para a retirada do produto", comenta o agricultor.
Os agricultores enfrentaram complicações durante o primeiro semestre, principalmente no escoamento da soja, o que atrasou todo o calendário da colheita de agora.
Em Nova Mutum, a quantidade de milho exposto na fazenda de Claudecir Cenedese está tirando o sono do produtor. “É difícil e preocupante. Deitamos na cama, mas não dormimos, por conta da preocupação de molhar o milho. É uma situação delicada”,afirma.
A falta de sono começou quando o silo e o armazém da propriedade ficaram completamente lotados. Esta é a primeira vez que o agricultor enfrenta este tipo de situação e a montanha de milho vai permanecer a céu aberto por pelo mais duas semanas.
Apesar de já ter vendido 90% da produção, Claudecir não fechou nenhum contrato com entrega imediata. “Tentei na hora de vender, mas a retirada é só a partir de 15 agosto. A colheita chegou e está ai essa situação”, conta.
Em uma cooperativa em Sorriso, a soja colhida no primeiro semestre ainda ocupa 60% da estrutura de armazenagem e pelo menos 10 mil toneladas de milho foram parar no chão.
“A gente fez uma programação de embarque de milho em junho, julho, em torno de 50% do que foi colhido, e devido ao atraso lá atrás, que começou com a greve dos caminhoneiros e acabou tendo problema em ferrovia, em porto, a gente não conseguiu embarcar nada. Então vem embolando os problemas e a gente ficou com o milho todo ai estocado”, diz Anderson Oro, diretor da cooperativa.
De acordo com os dados do Imea, o avanço semanal da colheita no Estado foi de 15,67 pontos percentuais. Na região Médio-Norte, maior produtora do grão com 1,5 milhão de hectares cultivados nesta safra, a colheita alcançou 89,6% da área total.
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Milagres e tradição marcam a festa de São Gonçalo em Portugal
Edição do dia 02/08/2015
02/08/2015 09h30 - Atualizado em 02/08/2015 09h30
Milagres e tradição marcam a festa de São Gonçalo em Portugal
Na terra de São Gonçalo, fiéis relatam as histórias do beato que virou santo pela voz do povo. Veja a segunda parte da reportagem especial.
José Hamilton Ribeiro
Amarante de São Gonçalo, Portugal
GLOBO RURAL
No Brasil, São Gonçalo do Amarante. Em Portugal, Amarante de São Gonçalo.
São Gonçalo não nasceu em Portugal, mas em terras de Vizela, no distrito de Braga, cerca de 100 quilômetros ao norte do país. Mas foi em Amarante que ele fez história.
Na cidade existe a ponte São Gonçalo, sobre o rio Tâmega e a igreja de são Gonçalo. Ele é padroeiro da cidade e figura lembrada e festejada até hoje, tanto na sua parte religiosa quanto, na sua parte de violeiro e folgazão.
A festa do padroeiro acontece na cidade, no primeiro fim de semana de junho. É a primeira festa junina, vindo depois Santo Antônio, São João, São Pedro e dura três dias. Uma festa de família, com muitas crianças.
O momento mais esperado da festa é a procissão. Algumas pessoas seguem o andor de São Gonçalo. Em um ponto jogam pétalas na imagem que passa. As pessoas seguem a procissão até voltar à igreja.
Um momento de emoção: em sinal de agradecimento, religiosos jogam os cravos de São Gonçalo para a multidão.
O escritor Antônio Patrício é um estudioso da história de São Gonçalo e diz que seu maior milagre foi ter construído a ponte sobre o rio Tâmega, que corta a cidade. Quando assumiu a paróquia, a ponte antiga tinha caído, o povo do outro lado não tinha como ir à igreja.
“A construção da ponte exigiu um sacrifício enorme e também pela forma com que ela foi construída ou reconstruída e ele implementou técnicas que na altura seriam hoje quase que revolucionárias”, afirma.
Um dos prodígios atribuídos a São Gonçalo era como arrecadar dinheiro para a ponte. Outra hora, como os trabalhadores reclamavam que não tinham o que beber, São Gonçalo tocou numa pedra, minou água pura; tocou noutra, minou vinho...
A ponte que hoje existe na cidade não é a que São Gonçalo fez, aquela ruiu como efeito de um terremoto. São Gonçalo viveu por volta do ano 1200 e nem é santo, é beato. Sua paróquia era um pequeno povoado de gente simples do campo. Incrível como não foi esquecido nesses 800 anos desde sua morte.
Existe um aspecto sobre São Gonçalo em Portugal que provoca muita risada. Por ajudar no casamento de mulheres de mais idade, que também acabavam tendo filhos, São Gonçalo passou a ser símbolo da fertilidade humana. Aí, assimilando mitos pagãos, essa crença virou uma brincadeira.
Em vitrines de padarias ou em barracas na rua, é exposto com naturalidade, um pão doce que aparece no tempo da festa, símbolo da brincadeira envolvendo a fertilidade. “Todos compram isto. É muito antigo, as pessoas se divertem”, diz a vendedora.
O dia vai acabando, mas a festa não. A iluminação realça a beleza dos arcos da ponte. Parece que falta espaço para tanta gente.
Os fiéis de São Gonçalo aproveitam a noite de verão para transformar a festa num desfile animado. Dançam e vão atrás das bandinhas.
O segundo momento da noite são os fogos de artifício. Atravessando a ponte após a queima, o povo toma o caminho de casa, muitos fazendo jura de estar na festa também no ano que vem, para festejar a primeira festa junina do ano.
A festa de São Gonçalo: o beato que se tornou santo pela voz do povo.
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São Gonçalo é cultuado por todo o Brasil com diferentes tradições
Edição do dia 02/08/2015
02/08/2015 09h15 - Atualizado em 02/08/2015 09h39
São Gonçalo é cultuado por todo o Brasil com diferentes tradições
No mês do folclore, o Globo Rural conta histórias e danças do beato que virou santo casamenteiro das mulheres mais velhas e padroeiro dos violeiros.
José Hamilton Ribeiro
Várzea da Palma, MG
O repórter José Hamilton Ribeiro mostra as diferenças das tradições pelo país e como o beato virou o santo casamenteiro das moças mais velhas e também o padroeiro dos violeiros.
Existem belas músicas sobre São Gonçalo, como a "Ora Viva" que o cientista e compositor Paulo Vanzolini coletou do repertório popular, e que a Orquestra Paulistana de Viola Caipira, do Instituto São Gonçalo interpreta.
Essa inclinação dos músicos a São Gonçalo se deve a que ele, além de padre, era "folgazão", quer dizer, gostava de roda de viola, de dança, de cantoria. É o padroeiro dos violeiros e também o santo casamenteiro das mulheres de mais idade.
A professora Lilian Voguel escreveu o livro, “São Gonçalo: um violeiro santo ou um santo violeiro?”. “Diante das nossas pesquisas, nós acreditamos que é um violeiro que virou santo, porque ele já tocava a guitarra portuguesa quando virou um padre dominicano e depois pregou usando a viola na sua pregação”, avalia a professora.
Existem diversas figuras para representar São Gonçalo, duas delas mais comuns. Numa, ele aparece com roupa de frade dominicano, como um santo. Noutra, é um homem do campo, assim um pastor de ovelhas, ou agricultor, em algumas delas traz nos braços uma viola.
Tendo vivido no interior de Portugal há 800 anos, a memória de São Gonçalo mistura lendas e fatos. Um é inegável: ele tem devotos fiéis, tanto em Portugal como no Brasil
Leia a segunda reportagem especial de São Gonçalo
No Brasil temos 22 municípios com nome de São Gonçalo, São Gonçalo do Amarante ou variações. Mesmo em muitas cidades sem nome de São Gonçalo, existem paróquias em sua devoção, sendo Minas Gerais o estado com maior número delas.
Tavinho Moura, o Brasil conhece. “O negócio é que eu sempre gostei de São Gonçalo, desde quando eu ia passar férias em Porteirinha, Minas afora, que eu gosto dessas festas populares. Outra coisa interessante é que ele era um violeiro, que começou a frequentar os ambientes onde as mulheres dançavam, os bordéis ou coisas da época, e começou a atraí-las para a religiosidade através da música e da dança. Eu fiz até uma música pra São Gonçalo”, conta.
Mais do que ser lembrado em música, São Gonçalo no Brasil é uma dança. Em Joanópolis, cidade de 15 mil habitantes, a cem quilômetros de São Paulo, ela é feita por casais. A dança é dividida em voltas que os pares dão no altar. Uma jornada plena pode ter até 30 voltas e levar o dia inteiro, mas quase nunca o festeiro pede tanto. Quem lidera o grupo é uma mulher, dona Dorinha. “Isso aí já vem de geração, dos tataravós pra cá. Eu estou acompanhando a festa de São Gonçalo há 55 anos”, conta dona Dorinha.
A maioria dos participantes de São Gonçalo de Joanópolis vive na roça. Narciso da Silva luta com um gadinho de leite, umas galinhas, uma leitoa na engorda. “Tô com 65 e com 8 anos já dancei pra São Gonçalo”, conta.
Já Clementina Bueno, 77 anos, vizinha do Narciso, depende da enxada afiada pra manter limpa a horta de couve. “Pra mim viver aqui é bom, pra mim não falta nada. Aqui tem tudo, tem tranquilidade, serviço também não falta, graças a deus, né?”, afirma.
O terreno de Clementina é sempre usado para ensaio de São Gonçalo quando tem festa marcada. Ela própria é uma das dançadoras.
A dança de São Gonçalo está sempre na igreja ou perto dela. Na região de Joanópolis não tem dia certo. Depende de quem vai dar a festa, geralmente em pagamento de promessa.
Dois pesquisadores de música estão vendo essa festa com olhos de especialistas. O violeiro e professor Marcos Santos está estudando os ritmos do São Gonçalo. “Aqui é muito comum a gente ver duas batidas: que é o recortado e o cururu”, comenta.
“A música da dança de São Gonçalo é a música caipira baseada na viola”, diz Simone Sperança.
A fé em São Gonçalo envolve pedidos para problemas pessoais de todo tipo, mas segundo a professora e folclorista Neide Rodrigues Gomes, há uma especialidade. “Aquelas moças não tão jovens que querem se casar, então procuram o santo, fazem uma promessa, para que ele lhe arranje casamento. Santo Antonio casamenteiro das jovens e São Gonçalo casamenteiro das velhas”, explica.
Porque muito de sua vida está envolta em lendas, cada terra tem uma ideia de São Gonçalo diferente da outra; isso se reflete também no modo de dançar.
Em Barra do Guaicuí, à beira do Rio das Velhas, norte de Minas Gerais existe um São Gonçalo diferente.
Na dança lá de Joanópolis, homens e mulheres participam por igual. Em Guaicuí, as mulheres é que são as protagonistas. Homens, só dois, e assim mesmo mancando, como se fossem doentes do pé. Dizem que o santo punha prego no sapato para se penitenciar enquanto dançava e assim já ir pagando os pecados que surgissem.
“A dança de São Gonçalo é uma dança de devoção, basta ter fé. Principalmente se você estiver com uma dor no joelho ou alguma coisa, basta pedir que pode ter certeza que a gente consegue”, conta uma participante.
Na cidade a maioria dos dançadores vive na roça. São Gonçalo está sendo feito numa velha igreja abandonada, onde uma figueira expõe suas raízes de forma incomum. Parece que o lugar ficou até mais sagrado.
Do norte de Minas para São Gonçalo do Amarante, a 70 km de Fortaleza, no Ceará. O povo acredita q a cidade está passando por um milagre, um grande surto de progresso.
A cidade do município é discreta, como se fosse uma cidadezinha do interior. É hoje, porém, uma potência econômica, com o maior porto do estado, praias que atraem visitantes de todos os cantos do país e até do exterior e usinas eólicas nas dunas de areia.
“As boas notícias se devem à natureza, temos os homens que não desistiram no meio do caminho, acreditaram e viram, e temos a ajuda de São Gonçalo”, diz Cláudio Pinho, prefeito de São Gonçalo do Amarante-CE.
Outra coisa singular; a cidade foi fundada por um repentista-cantador que tinha devoção pelo santo folgazão. Fundador e padroeiro, adeptos da viola. Só faltava o padre ser violeiro.
“Sou o padre Marcílio Jerônimo, da paróquia de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Nós já fizemos casamentos aqui de pessoas de 30, 40 anos, que ainda não tinha se casado e que conseguiram encontrar um marido, graças á São Gonçalo e às suas orações”, conta o padre.
O repentista fundador da cidade, Neco Martins, é uma lembrança permanente na cidade.
Tália Liberdade Brasileira, bisneta do fundador de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. “Como mulher, eu aprecio a parte que ele protege a gente, principalmente as mais coroas", comenta.
A dança de São Gonçalo vem tomando uma forma parecida com forró no Ceará, com ritmo febril, sem deixar de fora a devoção.
Na segunda reportagem especial sobre São Gonçalo, o Globo Rural mostra que em Portugal, São Gonçalo é festa junina, com desfile de bombos e bandinhas. E como um ritual pagão acabou se enredando na festa, acrescentando a ela uma situação inusitada.
tópicos:
Economia, Joanópolis
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