segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Na contramão do país, produção de biodiesel de MS cai 2,01% em 2015

02/11/2015 11h04 - Atualizado em 02/11/2015 11h04

Na contramão do país, produção de biodiesel de MS cai 2,01% em 2015

Estado processou 154,174 milhões de litros em 2015.
MS caiu de quinto para o sexto entre os maiores produtores do país.

Anderson ViegasDo G1 MS




A produção de biodiesel em Mato Grosso do Sul caiu 2,01% no acumulado de janeiro a setembro de 2015 frente o mesmo intervalo de 2014, recuando de 157,335 milhões de litros para 154,174 milhões de litros, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A redução da produção do biocombustível em Mato Grosso do Sul vai na contramão do cenário do país neste ano, conforme a ANP. Em âmbito nacional, o processamento de biodiesel registrou alta de 20,92% nestes nove meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, subindo de 2,435 bilhões de litros para 2,944 bilhões de litros.

Essa queda na produção fez com que Mato Grosso do Sul que até meados deste ano ocupava a quinta posição no ranking dos maiores produtores de biodiesel do país perdesse a colocação para a Bahia e agora está em sexto na relação.
Dos seis principais estados produtores de biodiesel no país, Mato Grosso do Sul, de acordo com a agência, foi o único nestes três trimestres de 2015 que registrou retração na produção em relação a mesma parcial de 2014.
Os maiores processadores do biocombustível neste nove meses de 2015 foram: Rio Grande do Sul (845,788 milhões de litros), Mato Grosso (619,954 milhões de litros), Goiás (533,696 milhões de litros), Paraná (269,625 milhões de litros) e Bahia (159,452 milhões de litros).
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domingo, 1 de novembro de 2015

01/11/2015 - 10:10

Senadores de Mato Grosso criticam proposta de restrição a agrotóxicos

Da Redação - André Garcia Santana

Em reunião da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) na quinta-feira, 29, os senadores de Mato Grosso Blairo Maggi (PR/MT) e José Medeiros (PPS/MT), se declararam contrários às restrições ao registro e uso de agrotóxicos. O Projeto de Lei do Senado (PSL) 541/2015, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), proíbe o registro de agrotóxicos que tenham como ingredientes ativos glifosato, triclorfom, carbofuran cihexatina, abamectina, fosmete e lactofen. Além disso, veda a pulverização aérea de pesticidas. Durante o encontro, parlamentares de outros estados também se posicionaram contra a medida.

De acordo com Maggi, a produção agrícola no país seria inviável sem o uso das substâncias. “O projeto trata da proibição de uso de moléculas extremamente importantes e necessárias para a agricultura, não há condição de fazer agricultura no Brasil se banirmos esses produtos”, afirmou.


O relator do projeto, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), também votou pela rejeição da matéria, mas acatou pedido de Valadares e submeteu requerimento à CRA para discutir o assunto em audiência pública. O pedido, no entanto, foi rejeitado.

Além de Medeiros, os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO), Dário Berger (PMDB-SC), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Waldemir Moka (PMDB-MS) e Lasier Martins (PDT-RS) consideraram o debate desnecessário, alegando que não mudaria o voto do relator e dos integrantes da comissão que são contrários ao projeto.

“Vamos ficar num debate sem resultado prático, exclusivamente com o intuito de tentar denegrir quem defende a agropecuária brasileira, um setor capaz de alimentar 200 milhões de brasileiros e o único capaz de dar sustentação às exportações”, alegou Caiado.

Mesmo sendo contra o projeto, o senador Donizeti Nogueira (PT-TO) apoiou o debate. “Não tenho posição favorável ao projeto, mas negar fazer a audiência pública não é o melhor caminho. É fugir do debate, que temos obrigação de fazer.”

A presidente da CRA, senadora Ana Amélia (PP-RS), informou que a proposta retornará à Mesa do Senado, a pedido de Antônio Carlos Valadares, que solicitou o exame da matéria também pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), antes da votação na Comissão de Agricultura.

Serra da Mantiqueira reserva lugares bonitos e bem preservados

Edição do dia 01/11/2015
01/11/2015 09h30 - Atualizado em 01/11/2015 09h30

Serra da Mantiqueira reserva lugares bonitos e bem preservados

Conheça a Serra Fina, uma das mais belas paisagens da região.
Pico dos Três Estados é um ponto geográfico importante da Mantiqueira.


Ivaci MatiasDo Globo Rural
A Serra da Mantiqueira encanta pela sua beleza. A Serra Fina é uma das mais belas paisagens da região.  A cidade de Passa Quatro, no sul de Minas Gerais, é uma das portas de entrada para as terras altas da Serra da Mantiqueira. É um lugar muito procurado para a prática do turismo de aventura como conta o fotógrafo César Saulo. “Um turismo que está despontando com toda força é o montanhismo.”
O Pico dos Três Estados é um ponto geográfico muito importante da Serra da Mantiqueira. É nele que os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro se encontram. O pico está localizado a 2.665 metros de altitude. No topo, uma escultura de ferro marca o ponto de união dos três estados da Mantiqueira. Nossos repórteres fizeram a caminhada até a Serra Fina. Foram 12 quilômetros pela crista da Serra Fina até alcançar os campos de altitude a 2.050 metros.

O nome da cidade de Passa Quatro foi inspirado na passagem dos bandeirantes por essa região no século 17 à procura de pedras preciosas. Dizem que eles atravessaram as curvas desse rio quatro vezes, antes de conseguir pouso seguro dentro da Mantiqueira. Dai o nome: Passa Quatro.

Riachos e cachoeiras não faltam por aqui. A Serra das Águas é o tesouro da Mantiqueira. Abaixo de mil metros de altitude a Serra da Mantiqueira é coberta por árvores gigantes como o ingazeiro que virou atração turística de Passa Quatro. Seus galhos são grossos e se projetam na horizontal sustentando uma copa de quase trinta metros de diâmetro.

Mas à medida que a imagem vai se distanciando se vê que os vazios do seu entorno. O ingazeiro gigante é um remanescente da imensa floresta que cobria as encostas e vales da Mantiqueira.
A caminhada continua... Os montanhistas chamam a prática esportiva de trekking ou escalaminhada, aventura que exige perna, bom preparo físico e muito cuidado para não poluir ou danificar o ambiente.

Depois de oito horas de caminhada chegamos no Alto do Chapadão, que abriga os campos de altitude. A Pedra da Mina é uma das maiores montanhas do Brasil. Longe da cobiça humana os campos que cobrem os pés da Pedra da Mina formam uma ilha biológica quase intacta e ainda pouco conhecida da ciência.
“O fato da Serra Fina ter ficado muitos anos desconhecida e com pouca visitação faz com que ela tenha hoje áreas expressivas altamente preservadas, com espécies endêmicas, que não são conhecidas ainda, é uma relíquia biológica do mundo”, explica o geógrafo Lorenzo Baggini.

Mas a situação da vegetação das encostas da Mantiqueira abaixo dos mil metros de altitude é bem diferente. O geólogo Newton Litwinsk diz que os produtores vão ter que recuperar essas áreas urgentemente para segurar a água da chuva que está se tornando escassa na região.
“Nós temos pelo menos 1.400 milímetros de índice pluviométrico por ano, mas agora isso tem reduzido. Como o nosso sistema de armazenamento da água é um sistema fraturado, profundamente fraturado, ele é um sistema furado. A Serra é uma caixa d’água, mas ela tem uns furos, que são as cachoeiras, as nascentes. Se a alimentação não for constante, em menos de um ano ela já saiu do sistema. Então, é preciso que esses furos, essas saídas de água, sejam fechadas”, explica.
Para não ficar só no discurso, Newton resolveu recuperar o solo de um sítio de 83 hectares em Delfim Moreira, na Mantiqueira de Minas. Ele está regenerando a mata nativa e cultivando 14 hectares de oliveira, em consórcio com outras culturas. “Como as linhas das oliveiras são de seis em seis metros, nós temos 35 espécies vegetais que cultivamos nesse intervalo. Cada uma tem uma função, uma finalidade.”
Com seu pomar de oliveiras e sua sabedoria, Newton revela um modelo sustentável de uso da terra: uma prova de que é possível o agricultor viver e produzir sem degradar o solo, a água e a paisagem belíssima da Mantiqueira.
Para acessar o video clique no link abaixo.

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2015/11/serra-da-mantiqueira-reserva-lugares-bonitos-e-bem-preservados.html

Clima da Serra da Mantiqueira é perfeito para o cultivo de orgânicos

Edição do dia 01/11/2015
01/11/2015 09h15 - Atualizado em 01/11/2015 09h15

Clima da Serra da Mantiqueira é perfeito para o cultivo de orgânicos

Combinação altitude e latitude é o diferencial da Mantiqueira.
Café é um dos produtos mais importantes para a economia da região.


Ivaci MatiasDo Globo Rural
Na última reportagem da série da Mantiqueira, o Globo Rural apresenta algumas delícias cultivadas pelos agricultores da serra. Os repórteres Ivaci Matias e Emílio Mansur visitaram fazendas de café, de hortaliças orgânicas, trutas, uva e vinho, azeitonas e azeite de oliva e entenderam porque a Mantiqueira é importante para a qualidade desses produtos.
Com 2.791 metros de altitude, o Pico das Agulhas Negras, na divisa de Minas Gerais com o Rio de Janeiro, é uma das regiões mais frias da Serra da Mantiqueira. A temperatura média anual é de 11ºC.
As águas frias que nascem no Parque Nacional de Itatiaia, a 2.300 metros de altitude, são aproveitadas para a criação de trutas, uma atividade tradicional da Serra da Mantiqueira. Em Bocaina de Minas, a especialidade do criatório é a truta cor de rosa.
Parte da criação recebe um pigmento misturado na ração para salmonar a truta - isto é deixar sua carne cor de rosa, imitando o salmão. “A truta é um salmonídeo, da família do salmão. Então eles absorvem esse pigmento da mesma maneira”, explica o criador de trutas Raimundo Alves.
Por fora a truta cor de rosa é igualzinha a outra. A diferença só aparece quando abre o peixe. Nos finais de semana, o criatório recebe muitos turistas. O local também tem um pesque-pague. Depois da pescaria, o pessoal limpa o peixe e prepara os filés para os fregueses. Quem quiser pode provar os pratos da cozinha da fazenda. Tem até sashimi e truta ao molho de alcaparras.
Alcaparras da Mantiqueira... Essa raridade é cultivada por Sérgio Di Petta em Brazópolis, na Matinqueira de Minas. A alcaparra é uma planta do Mediterrâneo, usada normalmente como tempero. Na fazenda tem planta de todos os estágios, menos alcaparras em flor. A explicação para a ausência delas está no livro que Sérgio publicou sobre o assunto. Com alcaparras fresquinhas, Carla prepara receitas italianas da Toscana. Todas elas já passaram pela avaliação rigorosa de Sérgio.
A Mantiqueira também tem oliveiras. Essa cultura foi introduzida em 1937, graças ao pai do agricultor Jorge dos Santos que saiu de Portugal para viver na Mantiqueira. Jorge tinha oito anos e, durante a viagem de navio, ficou encarregado de vigiar as mudinhas, que vieram escondidas em uma mala. Boa parte das plantas cultivadas hoje na região são filhas das mudinhas que Jorge trouxe há 78 anos.
Hoje a região produz cerca de dez mil litros de azeite por ano e tem muito espaço para crescer, pois o Brasil importa mais de 70 mil toneladas por ano. O engenheiro agrônomo Rodrigo Veraldi, de São Bento do Sapucaí, na Mantiqueira paulista, já escolheu a variedade ideal para o clima e a altitude da região dele: é a Maria da Fé, a mesma que Jorge trouxe escondida na mala.
“Ela produz uma média de muito elevada de frutos por pé, ela nos dá um rendimento satisfatório de azeite e tem dupla aptidão, porque as olivas também são muito saborosas para a mesa”, explica. Há dez anos, Rodrigo se tornou também produtor de uvas e vinhos.
Os agricultores Marinaldo e Silmara Pegoraro moravam e trabalhavam em Curitiba, no Paraná. Hoje, são produtores de verduras e frutas orgânicas, em consórcio com sete hectares de oliveiras. “A aceitação é fenomenal, há um enorme espaço para que mais produtores venham se somar nisso”, diz Marinaldo.
Café
Um dos produtos mais importantes para a economia da Mantiqueira é o café. As lavouras de cafés especiais viraram atração turística da região. Dá para visita-las voando de balão. O passeio é organizado pela Fazenda Sertões, que já conquistou várias vezes o primeiro lugar em café de qualidade nos concursos nacionais e internacionais.
Compradores de vários países visitam a região para provar as bebidas. Cristian representa uma indústria de café dos Estados Unidos. “Estou impressionado com o café da Mantiqueira. Encontrei fragrâncias de cereja, de limão e várias outras frutas. Essas bebidas ácidas são ótimas para fazer misturas com outros tipos de cafés.”
A Fazenda Baixadão, no município de Cristina, é outra campeã em café de qualidade. “O motivo é exatamente essa combinação única que ocorre na Mantiqueira: o clima, o solo, a topografia favorável e principalmente a altitude. A altitude, de fato, é um diferencial. Muitas pessoas comparam a altitude do Brasil com a altitude dos outros países. É importante entender que há uma compensação pela latitude. Como estamos mais ao sul, a altitude de 1.200 a 1.300 metros equivale, por exemplo, na Colômbia, a 1.800, 2.000 metros de altitude. Então nós temos essa combinação altitude e latitude como um evento único nessa região da Mantiqueira de Minas”, explica o agrônomo da Universidade Federal de Lavras Flávio Borem.
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Lavouras de milho perdem espaço para as de soja no Paraná

Edição do dia 01/11/2015
01/11/2015 08h45 - Atualizado em 01/11/2015 08h45

Lavouras de milho perdem espaço para as de soja no Paraná

Nesse verão, Paraná deve plantar pouco mais de 440 mil hectares de milho.
É a menor área cultivada com o grão no estado.


Ana Dalla PriaDo Globo Rural
As lavouras de soja estão avançando sobre terras que antes eram ocupadas pelo milho noParaná. O estado é responsável por 20% do milho brasileiro. Até uma década atrás, a maior parte da safra era colhida no verão, num sistema de rotação com a soja. O restante vinha da chamada safrinha, feita no inverno. Entretanto, nos últimos anos, a situação se inverteu. Entre 2014 e 2015, quase 70% da produção paranaense foi colhida na safrinha.
Nesse verão, o Paraná deve plantar pouco mais de 440 mil hectares de milho – 18% menos do que em 2014. É a menor área cultivada com o grão no estado, desde que se tem registro. “O agricultor tem sua terra, ele planta, ele investe, vê os custos de produção. O que ele quer ver no final: rentabilidade. Então, comparando soja com milho, a cada ano que passa diminui a área de milho plantada na nossa região porque não está compensando para o produtor”, explica o técnico do DERAL Jovelino Pertille.
Na fazenda de Carlos Zuquetto, emCatanduvas, no oeste do estado, não há sequer um pé de milho plantado. Os 720 hectares da propriedade estão ocupados com soja. Agrônomo de formação, Carlos conta que por 35 anos seguiu à risca o que a pesquisa recomenda – plantar milho em 30% da área e soja no restante. Entretanto, nos últimos tempos, o bolso dele fala mais alto do que a técnica.
“A viabilidade hoje tem mostrado cálculos, por mais que você faça, que o soja dá muito mais rendimento, tem muito mais liquidez, venda futura e movimentação muito menor com rendimento maior”, explica.
Carlos tem um controle rígido das contas da fazenda e explica que, nessa região do Paraná, na hora de vender a safra aos preços atuais, num hectare de milho, ele consegue perto de R$ 800 de lucro. Com a soja ele ganha líquido cerca de R$ 2.500. “Economicamente, para você ter o seu negócio sempre crescendo e tendo dinheiro que precisa para seus investimentos, mostra que você não tem condições de plantar milho. Enquanto o soja estiver nesses preços será assim.”
Em outra fazenda, em Cascavel, vive Jonas Frisk. Ele ainda planta milho no verão, mas vem reduzindo a área gradativamente. Ele cultiva, no total, 380 hectares e esse ano plantou 60 hectares de milho. O agricultor explica porque continua plantando milho: “porque tem que fazer a rotação de cultura, né? Ajuda muito na safra seguinte do soja. O resultado é bem expressivo.”
Os técnicos alertam que deixar de fazer a rotação de cultura pode trazer prejuízos para o agricultor. É que o plantio alternado de soja e milho na mesma área, dentro da mesma safra, melhora as características físicas,  ajuda a descompactar o solo e também reduz a incidência de pragas e doenças. Carlos sabe disso, mas está disposto a correr o risco.
“Eu tenho poupança no solo vamos dizer assim, armazenada, que me permite. Mas agora eu não tenho dúvida nenhuma de que agora eu estou buscando a partir do ano que vem, na próxima colheita dessa soja que eu estou plantando, algo para eu poder contornar pra essa situação que eu estou dando para a terra que não é tão adequada”, fala. 
É bom lembrar que o Paraná está diminuindo a produção de milho na safra de verão, mas como a segunda safra vem crescendo, a produção anual paranaense é estável.
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Chuva e granizo causam destruição nos parreirais da Serra Gaúcha

Edição do dia 31/10/2015
01/11/2015 08h45 - Atualizado em 01/11/2015 08h45

Chuva e granizo causam destruição nos parreirais da Serra Gaúcha

Flores da Cunha é um dos municípios que mais produzem a fruta no país.
Praticamente metade da safra pode estar perdida.

A combinação de chuva e granizo deixou muita destruição nos parreirais da Serra Gaúcha. Nas áreas mais atingidas, praticamente a metade da produção foi perdida.
Em uma propriedade de sete hectares em Flores da Cunha, o granizo descascou as plantas e destruiu os cachos que estavam na fase de enchimentos dos frutos.
Em um dos parreirais mais atingidos, estão plantados cerca de 2 mil pés da variedade niágara bordô. Muitos galhos acabaram secando e não vão produzir mais nada.
Dante Rech teve que acionar o seguro para cobrir os prejuízos e conta que jamais tinha vivido um ano tão difícil para a produção de uva.
A realidade do agricultor é a mesma de muitas famílias de Flores da Cunha, município que é o segundo maior produtor de uva do país. Cinquente milhões de quilos da fruta podem ser perdidos, segundo levantamento da Comissão da Uva. Este valor corresponde a metade da produção anual do município.
Já em Bento Gonçalves, maior produtor de uvas do país, o prejuízo foi menor: entre 6% e 7% segundo a Emater.
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Jean PradoFlores da Cunha, RS

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Conferência em Paris no final do ano vai discutir o aquecimento global

Edição do dia 01/11/2015 01/11/2015 08h45 -
 Atualizado em 01/11/2015 08h45

 Conferência em Paris no final do ano vai discutir o aquecimento global Governo brasileiro deve apresentar várias medidas na COP 21. Ideia é que agricultores e criadores ajudem a combater o efeito estufa.
 Viviane Novaes Luziânia,GO

 Representantes de quase 200 países se reúnem em Paris, no final do mês, para discutir o aquecimento global. O governo brasileiro vai apresentar várias medidas para reduzir a emissão de gases que causam o efeito estufa e uma delas é a recuperação de milhões de hectares de pastagens degradadas. A época de chuva chegou na Fazenda Porteirinha, de 240 hectares, que fica em Luziânia, Goiás, mas o pasto está baixinho, ralo, tomado pelos cupins. Este cenário é um prato cheio para os tatus, mas não para o gado de corte. Em busca de comida melhor, os animais vão para o cocho e o produtor Evandro Almeida diz que 30% da pastagem está degradada. A pastagem degradada contribui para a emissão de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento da Terra. O boi elimina o gás metano, que segundo a Embrapa-Cerrados tem potencial de aquecimento global 32 vezes maior que o gás carbono, e se o pasto está pobre, o animal precisa ficar na área por mais tempo para chegar ao peso ideal. Quanto mais permanece na área, mais gases produz. Em uma pastagem de boa qualidade, o boi produz 47 gramas de metano por quilo de animal vivo, já na pastagem degradada, a quantidade de gás metano sobe para 76 gramas por quilo. A recuperação de 15 milhões de pastagens degradadas no país é uma das metas do governo brasileiro para reduzir em 43% a emissão de gases de efeito estufa até 2030. A proposta será levada para a COP 21, a conferência sobre o clima que vai reunir 195 países, em Paris, no final de novembro e começo de dezembro. O governo também pretende fazer a integração lavoura-pecuária-floresta em 5 milhões hectares e reflorestar 12 milhões de hectares. E, para acabar com o desmatamento ilegal, como anunciou, tem ainda um desafio pela frente: os números mostram que a derrubada de florestas diminui em algumas áreas e aumenta em outras. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, na Amazônia o desmate caiu de 7 mil quilômetros quadrados em 2010 para cerca de 4,6 mil em 2012. Por outro lado, a Universidade Federal de Goiás constatou que no Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro depois da Amazônia, o desmatamento aumentou no mesmo período, passando de 3,7 mil para 7,6 mil quilômetros quadrados. Raphael Azeredo é um dos brasileiros que vai participar da COP 21. Ele é chefe do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e explica que é preciso ampliar o monitoramento do desmate no país. “É você ter esse monitoramento em tempo real para todos os biomas, sobretudo para o cerrado. Você tem que ter em termos de emissões, o mapa mais detalhado possível, não só para poder agir, coibir o desmatamento ilegal, mas para reportar, no âmbito da convenção, o que efetivamente está acontecendo em termos de emissões dentro do país”, explica. A expectativa é que essa conferência do clima aprove um acordo para impedir que o aquecimento global supere dois graus centígrados até o final do século.
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