sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

IPVA 2016: saiba quais estados enviam boleto ou aviso pelo correio

01/01/2016 12h58 - Atualizado em 01/01/2016 14h08

IPVA 2016: saiba quais estados enviam boleto ou aviso pelo correio




Mensagem circulando no Whatsapp fala em boletos falsos.
Veja como funciona nos estados e no DF.




Do G1, em São Paulo*




Grupos do Whatsapp têm circulado uma mensagem que diz que boletos falsos do IPVA2016 estão sendo enviados pelo correio em nome dos Detrans após suposta invasão do sistema do departamento.
"Cuidado com o IPVA, se vir antes de janeiro, com data de emissão de janeiro. Não pague! Consulte o site do Detran, pois invadiram o sistema e, se você pagar, o valor irá para a conta dos bandidos", diz o texto que circula também nas redes sociais.
G1 consultou os governos estaduais para levantar quais enviam boletos do IPVA, se eles já foram distribuidos e como se pode comprovar a veracidade do documento.
Normalmente, a cobrança do imposto fica a cargo das secretarias da Fazenda, e não dos Detrans.
E nem todos os estados mandam boletos pelo correio: em São Paulo, por exemplo, já começou a ser enviado o "Aviso de Vencimento", que não se trata de uma guia de pagamento. No Paraná e em Mato Grosso do Sul, os boletos foram enviados antecipadamente. Veja abaixo a situação em 24 estados e no DF.
Acre
A Secretaria de Fazenda deve enviar as guias de pagamento em janeiro, que é quando vence a cota única das primeiras placas. O documento é enviado pelos Correios, mas o contribuinte pode retirá-lo também no site do Detran ou no da Sefaz. Qualquer notificação por redes sociais ou aplicativos de telefone podem ser desconsideradas, diz a secretaria.

Alagoas
Os boletos começarão a ser encaminhados em Alagoas a partir da segunda quinzena de janeiro. Eles também poderão ser gerados no site da Secretaria da Fazenda, a partir de 1º de fevereiro.Leia mais sobre o IPVA 2016 em AL

Amapá
O governo do Amapá informou que os boletos estão previstos para serem entregues em janeiro, mas sem dia confirmado.

Amazonas
Não foi enviado aviso, boleto ou qualquer outro documento relativo ao IPVA 2016. O documento de pagamento pode ser impresso por meio do site da Secretaria da Fazenda e do Detran-AM, ou retirado em postos dos órgãos em diferentes locais.

Bahia
O governo do estado não respondeu às questões até a publicação da reportagem.

Ceará
Em 2016, pela primeira vez não serão enviados boletos do IPVA pelos Correios. Todos os boletos para pagamento estarão disponíveis aos contribuintes a partir do próximo dia 4, no site da Secretaria da Fazenda. Em caso de dúvidas, o contribuinte pode ligar para 0800-707-8585. Leia mais sobre o IPVA 2016 em CE

Distrito Federal
O Documento de Arrecadação será encaminhado para o endereço dos contribuintes a partir de fevereiro, já que o vencimento do IPVA começa em março.
Em caso de não recebimento ou de dúvidas sobre o valor ou sobre a veracidade do documento, a orientação é que o contribuinte retire uma segunda via atualizada do boleto no site da Fazenda (o do IPVA 2016 ainda não está disponível). Esse serviço também é oferecido nas agências da Receita do DF (veja endereços) e nos postos do Na Hora Cidadão.

Espírito Santo

Os boletos devem começar a ser entregues em março, segundo a Secretaria da Fazenda. O pagamento começa em abril. Leia mais sobre o IPVA 2016 no ES
Goiás
Os documentos para pagamento do IPVA 2016 em Goiás serão enviados a partir do próximo dia 10, pois os valores não estão disponíveis ainda. Os boletos são enviados somente pelos Correios, nunca por email. O documento deve ter informações que o contribuinte repassou ao Detran e código de barras válido, informa o governo estadual.

Maranhão
O Detran-MA diz que são falsas as informações em circulação no aplicativo WhatsApp sobre invasão no sistema do Detran. No Maranhão, não é enviado nenhum documento ou cobrança do IPVA por correspondência. O pagamento estará disponível a partir deste dia 1º, por meio do sistema do Banco do Brasil ou de DARE, emitida no site da Secretaria da FazendaLeia mais sobre o IPVA 2016 no MA

Mato Grosso
Segundo o estado, nenhum boleto é encaminhado em domicílio e, se alguém receber o boleto em casa, não foi o órgão que enviou. O boleto do IPVA é emitido pelo próprio contribuinte, no site da Secretaria Estadual de Fazenda ou retirado pessoalmente numa agência fazendária ou no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). Leia mais sobre o IPVA em MT

Mato Grosso do Sul
IPVA 2016 em MS (Foto: Adriel Mattos/G1 MS)Boleto do IPVA 2016 enviado pelo governo de MS (Foto: Adriel Mattos/G1 MS)
A Secretaria Estadual de Fazenda enviou boletos para as casas dos contribuintes no fim de novembro. O órgão chegou a emitir uma nota, rebatendo o boato de que os carnês que estão sendo entregues são falsos. E esclareceu que, este ano, por medida de economia, os carnês deixaram de ser impressos em cores e passaram a ser emitidos em preto e branco.
Em caso de dúvida, o contribuinte pode entrar em contato com a Superintendência da Gestão da Informação (SGI) pelo telefone (67) 3318-3600. Leia mais sobre o IPVA 2016 em MS

Minas Gerais
Não há envio de boletos: as guias são emitidas apenas pela internet, informa o governo estadual (veja no site da Secretaria da Fazenda) O pagamento é feito em bancos credenciados, usando apenas o número do Renavam. Leia mais sobre o IPVA 2016 em MG

Pará
Não há envio de boletos. O Documento de Arrecadação Estadual (DAE) deve ser impresso no site Secretaria da Fazenda, que vai disponibilizar as informações para pagamento do IPVA 2016 a partir do próximo dia 2. Leia mais sobre o IPVA 2016 no PA

Paraíba
Os boletos vão começar a ser enviados na primeira semana de janeiro, informa o governo estadual. Leia mais sobre o IPVA 2016 na PB

Paraná

O governo antecipou o envio do boleto do IPVA 2016, para que os contribuintes possam se organizar melhor, o que gerou dúvidas (assista no vídeo acima). O boleto possui identificação do governo e os dados do proprietário, e pode ser pago em qualquer banco de duas formas: à vista, com 3% de desconto, ou em 3 parcelas.
As datas de vencimento variam entre os dias 21 e 27 de janeiro, conforme a placa do veículo.

Pernambuco
A Secretaria da Fazenda informa que ainda não foi enviado nenhum documento/notificação ou boleto referente ao IPVA 2016. Os boletos só serão encaminhados a partir da última semana de janeiro. Na mesma época, será iniciada uma ampla divulgação, contendo inclusive, instruções para a realização do pagamento de forma segura. Leia mais sobre o IPVA 2016 em PE

Piauí
Informações e boletos são disponibilizados no site do Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran-PI), onde podem ser expedidos os documentos referentes a multas, transferências, IPVA, emplacamento e licenciamento.
A Secretaria Estadual de Fazenda informa que usuários em atraso podem receber, em suas residências, notificações de que estão com pendências no pagamento do IPVA. Para confirmar a veracidade do documento, em caso de dúvida, basta se dirigir a uma agência de atendimento ou ligar para a Secretaria da Fazenda: (86) 3213-9690 / 3216-9607.

Rio de Janeiro
Não é enviado boleto pelo correio. Para fazer o pagamento do IPVA 2016 será necessário imprimir a guia no site do banco Bradesco, a partir do próximo dia 13. O pagamento poderá ser realizado em qualquer agência bancária ou pelos serviços de internet banking e de teleatendimento do sistema bancário nacional. Leia mais sobre o IPVA 2016 no RJ

Rio Grande do Norte
O Detran-RN informa que os boletos para o pagamento do IPVA só serão enviados a partir da segunda semana de janeiro.

Rio Grande do Sul
Não foram enviados boletos. Foi enviado pelo correio um documento que informa ao contribuinte quais os valores que constam no seu CPF, mas é apenas uma notificação, esclarece o governo estadual.
O pagamento só pode ser feito diretamente nas agências bancárias conveniadas (Banrisul, Bradesco, Banco do Brasil, SICREDI e Itaú), com a apresentação dos números da placa e do Renavan. O valor é gerado na hora. O pagamento também pode ser feito pela internet, no site de cada um destes bancos. Leia mais sobre o IPVA 2016 no RS

Rondônia
A Secretaria de Finanças informou que o Detran não envia boleto de IPVA aos contribuintes.
Os proprietários devem emitir o boleto através do site da secretaria, digitando o Renavan, ou retirá-lo diretamente nas Ciretrans do estado. Os boletos do ano que vem já estão disponíveis para consulta online.

Roraima
A Secretaria da Fazenda informou que não encaminha nenhuma espécie de boleto para a residência dos contribuintes. Os boletos ainda não estão disponíveis, mas poderão ser obtidos nosite da Sefaz ou diretamente na sede da secretaria.

Santa Catarina
Em Santa Catarina, não existe nenhum tipo de encaminhamento de documentos para pagamento de IPVA, informou Nilson Rodolfo Scheidt, gerente de Arrecadação da Diretoria de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda.
O pagamento é feito eletronicamente, pelo site do Detran ou pelo auto-atendimento no Banco do Brasil. Há também a alternativa de fazer o pagamento pela cooperativa dos despachantes. Leia mais sobre o IPVA 2016 em SC

São Paulo
Não é enviado boleto nem guia de pagamento, apenas um aviso de vencimento. Esse aviso começou a ser distribuído, mas ainda não chegou para todos os proprietários, pois o envio é feito em lotes, conforme o final da placa.
Mesmo quem não receber poderá consultar o valor por meio da rede bancária credenciada e nosite da Sefaz. O pagamento pode ser feito pela internet ou na boca do caixa, apenas informando o número do Renavam do veículo. Leia mais sobre o IPVA 2016 em SP

Sergipe
Os boletos referentes aos pagamentos dos licenciamentos de janeiro devem ser enviados nos primeiros dias do mês. A Secretaria da Fazenda informou ainda que não costuma enviar boleto em meses anteriores ao mês referido de pagamento (Ex: se o IPVA vence em fevereiro ele não é enviado em janeiro). E que o IPVA deve ser pago no Banco do Estado de Sergipe (Banese). Leia mais sobre o IPVA 2016 em SE

Tocantins
A Secretaria da Fazenda disse que não envia nenhum documento para os contribuintes. O documento deve ser retirado diretamente no site da Sefaz ou nos locais de atendimento. Leia mais sobre o IPVA 2016 no TO
* Colaboraram: G1 AM, G1 AC, G1 AL, G1 AP, G1 BA, G1 CE, G1 DF, G1 ES, G1 GO, G1 MA, G1 MG, G1 MS, G1 MT, G1 PA, G1 PB, G1 PE, G1 PI, G1 PR, G1 RJ, G1 RN, G1 RO, G1 RR, G1 RS, G1 SC, G1 SE e G1 TO.
tópicos:
  • IPVA
  • Renavam
    • Para acessar o video clique no link abaixo.
      http://g1.globo.com/carros/noticia/2016/01/ipva-2016-saiba-quais-estados-enviam-boleto-ou-aviso-pelo-correio.html


Dilma sanciona com vetos lei que eleva tributo sobre vinho e eletrônicos

01/01/2016 18h00 - Atualizado em 01/01/2016 20h10

Dilma sanciona com vetos lei que eleva tributo sobre vinho e eletrônicos




Cachaça e outros destilados também terão impostos mais altos. 
Texto suspende isenção de PIS/Confins a itens de informática.



Do G1, em Brasília




A presidente Dilma Rousseff sancionou, com sete vetos, uma lei que aumenta a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre bebidas quentes, como vinho, cachaça e outros destilados. O texto também suspende a isenção concedida por dez anos de algumas tarifas a computadores, smartphones, notebooks, tablets, modens e roteadores.
  •  

A nova lei foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União" editada na quinta-feira (31). As novas regras faziam parte de uma medida provisória, agora convertida em lei, enviada ao Legislativo como parte do pacote de ajuste fiscal do governo, já que visa aumentar a arrecadação por meio do aumento de tributos ao setor produtivo.
O texto prevê o pagamento de alíquota cheia de PIS e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para os itens de informática a partir deste mês, durante todo o ano de 2016.
Nova cobrança de vinho e destilados
Com a mudança, o IPI cobrado sobre as bebidas quentes passará a ser calculado com uma alíquota sobre o preço de cada produto. Isso significa que uma garrafa de bebida mais cara vai pagar um imposto maior, proporcional ao seu valor. Antes da nova lei, era cobrado uma taxa fixa por determinada quantidade produzida de um tipo de bebida, independemente do seu valor.
Para uma garrafa de 750ml de vinho de mesa, por exemplo, era cobrada taxa fixa de R$ 0,73. Na nova regra, o imposto será de 10% do preço. Uma garrafa de vinho de R$ 80 passa a pagar, portanto, um imposto de R$ 8 ( ou seja, 10% de seu valor). Esta taxa para bebidas quentes varia de 10% a 30%. Ele será de 25% a 30% para aguardentes e de 30% para uísque e vodca.
Um dos dispositivos vetados pela presidente foi um parágrafo que definia as alíquotas máximas do IPI para os produtos. A justificativa do governo é que os dispositivos tratam de IPI, caracterizado como regulatório, “em razão de sua natureza extrafiscal e de sua seletividade” e, por isso, “não é adequada a fixação em lei de alíquotas máximas”.
Outros  pontos acabaram vetados porque resultariam em renúncia de receita e não traziam a estimativa de impacto no Orçamento.

Em 11 meses de 2015, MS já registra maior venda de etanol da sua história

01/01/2016 16h56 - Atualizado em 01/01/2016 16h56

Em 11 meses de 2015, MS já registra maior venda de etanol da sua história



Postos do estado comercializaram 214,099 milhões de litros.
Competitividade ante a gasolina impulsionou as vendas do biocombustível.

Anderson ViegasDo G1 MS

Etanol tem se mantido competitivo perante a gasolina há 17 semanas consecutivas no estado (Foto: Divulgação/Biosul)Postos de MS bateram em 2015 o recorde de vendas de etanol do estado (Foto: Divulgação/Biosul)
Em 11 meses de 2015, os postos de combustível de Mato Grosso do Sul quebram o recorde de venda de etanol de toda a história do estado. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, entre janeiro e novembro do ano passado foram vendidos 214,099 milhões de litros.
Mesmo que ainda parcial, já que ainda não conta com o número de dezembro, esse volume supera em 6,122 milhões de litros o patamar atingido durante todo o ano de 2009, que até então era a maior marca registrada no estado, com 207,976 milhões de litros. 

Durante 2015, um dos motivos que foi apontado pela Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) para o aumento das vendas de etanol em relação a 2014, foi a competitividade do biocombustível perante a gasolina.
Quando analisados os mesmos períodos dos dois anos, ou seja, de janeiro a novembro, o crescimento no consumo do biocombustível no estado fica ainda mais evidente. Nestes 11 meses de 2014, a venda de etanol atingiu 136,117 milhões de litros, o que indica que no mesmo intervalo de tempo de 2015 o incremento na comercialização foi de 57,29%.
Em razão da diferença de poder calorífico dos combustíveis, o uso de biocombustível é vantajoso nos motores flex somente se o preço do seu litro estiver abaixo de 70% do valor do litro do combustível fóssil.
A ANP aponta que considerando os preços médios do litro dos dois combustíveis, o etanol foi competitivo perante a gasolina em 8 dos 11 meses da parcial de 2015. Neste intervalo de tempo, só não foi vantajoso economicamente abastecer com o biocombustível no estado nos meses de março, outubro e novembro.
A Biosul também procurou destacar que as vantagens do uso do em relação a gasolina vão muito além das questões econômicas. Entre elas está também o aspecto ambiental, já que ao abastecer um veículo flex com o biocombustível em vez do combustível fóssil, o consumidor também colabora com o meio ambiente, reduzindo em até 90% a emissão de gases do efeito estufa pelo seu veículo.

01/01/2016 - 08:40

Indea entra 2016 com orçamento de R$ 20 mi; sede passará por reformas




Da Redação – Viviane Petroli


Foto: José Medeiros/Gcom-MT
Indea entra 2016 com orçamento de R$ 20 mi; sede passará por reformas
O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) entra 2016 com um orçamento de R$ 20 milhões, dos quais R$ 1 milhão serão destinados para reforma de prédios e manutenção de veículos. A elevação do orçamento havia sido anunciada em setembro pelo governador Pedro Taques.

Em 2015 o Indea tinha um orçamento de R$ 9 milhões para desempenhar suas atividades, incluindo capacitação de técnicos e servidores e executar as atividades essenciais de defesa sanitária animal e vegetal, inspeção de produtos de origem animal e identificação de madeira. No decorrer do ano passado foi necessário realizar uma suplementação de R$ 4,5 milhões para que tais atividades fossem executadas.

O presidente do Indea, Guilherme Nolasco, chegou a comentar ao Agro Olhar, em entrevista concedida em março de 2015, que eram necessários no mínimo R$ 18 milhões para o desenvolvimento de todas as atividades da autarquia ao longo do ano.



Conforme o Indea, parcerias com instituições como Fesa (Fundo Emergencial de Saúde Animal), Fase (Fundo Mato-Grossense de Apoio à Cultura da Semente), Fabov (Fundo de Apoio a Bovinocultura de Corte), Acrismat (Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso), Ima (Instituto Mato-Grossense do Algodão), entre outros foram fundamentais ao longo de 2015 para a realização das atividades desenvolvidas pelo Instituto.

“Mesmo diante de um cenário negativo, devido às pendências e déficit orçamentário herdados das gestões anteriores, foi possível realizar grandes feitos com parcerias público/privadas”, pontua Nolasco.

Ainda em 2015, um convênio no valor de R$ 6 milhões para aquisição de 15 veículos e equipamentos, como aparelhos de GPS, foi firmado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Capacitação

Em 2015, 700 pessoas passaram por treinamentos entre servidores e profissionais autônomos. Segundo o Indea, deste grupo, 270 servidores encontravam-se há nove anos sem treinamento.

GTA

Uma das metas cumpridas pelo Indea em 2015, foi o lançamento oficial do Módulo Produtor da Guia de Trânsito Animal (GTA), um anseio antigo dos criadores de animal. O GTA permite ao produtor a emissão da guia para abate, bem como o Modelo B (documento exigido para fins de exportação para outros países) diretamente da propriedade rural.

Reconhecimento

Para 2016 um dos desafios de Mato Grosso é consegui em maio reconhecimento internacional de área livre de Peste Suína Clássica (PSC) junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Indústria chinesa volta a mostrar retração em dezembro

01/01/2016 03h33 - Atualizado em 01/01/2016 03h33

Indústria chinesa volta a mostrar retração em dezembro




Índice geral de compras ficou abaixo do considerado como expansão.
Mesmo assim, dado teve leve alta em relação ao mês de novembro.




Da EFE




A indústria da China voltou a mostrar contração no mês de dezembro, mas também uma pequena melhora em relação a novembro, conforme revelou nesta sexta-feira (1º) o índice geral de compras (PMI) elaborado pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país asiático.
O PMI - que quando marca acima de 50 pontos mostra expansão, e abaixo desse limite indica retração - se situou em 49,7 pontos no último mês do ano de 2015, mas teve uma melhora de um décimo em relação a novembro (49,6 pontos).
Em julho do ano passado, esse indicador, elaborado através de pesquisas com importantes empresas do país, ficou exatamente em 50 pontos e, desde então, foi perdendo força, marcando 49,7 pontos em agosto e 49,8 em setembro e outubro.
O Escritório Nacional de Estatísticas também ofereceu o índice PMI no setor de serviços que, ao contrário da indústria, mostrou expansão, com 54,4 pontos em dezembro, uma alta considerável após marcar 53,6 em novembro.
O índice de dezembro foi o mais alto registrado em todos os meses de 2015, um ano marcado pelas dúvidas nos mercados internacionais sobre o futuro da economia chinesa, apesar de Pequim garantir que a desaceleração de seus indicadores é o resultado natural da mudança de modelo de crescimento nacional, que antes era focado na indústria e nas exportações e agora se concentra mais no consumo.
tópicos:

Feliz ano velho? O que esperar da economia em 2016

01/01/2016 09h33 - Atualizado em 01/01/2016 09h33

Feliz ano velho? O que esperar da economia em 2016





Conheça as expectativas para emprego, inflação e outros indicadores econômicos que podem afetar sua vida.



Da BBC



No que diz respeito a economia, o Brasil deve começar o ano novo com problemas velhos.
Consultorias econômicas preveem que 2015 deve registrar uma queda do PIB de algo em torno de 3,5%. A inflação deve ficar na casa dos 10% e o desemprego continuará sua trajetória de alta, apesar da trégua que costuma dar no fim de ano.
O pior, porém, é que parece haver certo consenso entre economistas de que ainda não atingimos o fundo do poço.
Até o governo admite que a atividade econômica continuará a se contrair em 2016, o que resultaria em dois anos seguidos de recessão - algo que não ocorria no Brasil desde 1930.
"Em termos de crescimento econômico o que temos é uma tragédia. Nessa toada, o segundo mandato de Dilma Rousseff pode terminar até com uma média de crescimento do PIB negativa", disse a BBC Brasil André Biancarelli, economista da Unicamp.
Ele faz a ressalva, porém, que isso não quer dizer que haverá retrocessos significativos nas conquistas dos últimos anos.
"Já estivemos muito pior - e conseguimos avançar. Mos anos 1980, por exemplo, havia hiperinflação, a desorganização das contas públicas era maior e havia uma restrição de crédito ao país grande – sem falar na questão social. Nos resta esperar que a saída dessa crise seja menos complicada, embora a essa altura está muito difícil ver um horizonte de melhora."
Mas, afinal, o que isso deve significar para a vida dos brasileiros no ano que vem? E quando e como a crise pode dar sinais de arrefecimento?
A BBC Brasil conversou com economistas para entender o que se pode esperar da economia em 2016. Confira:
Crescimento econômico:
O governo já fez vários anúncios sobre como espera cortar gastos para avançar no ajuste fiscal. Mas pouco foi dito até agora sobre como se pretende retomar o crescimento.
Segundo analistas, o desafio em 2016 é, portanto, apresentar um projeto nesse sentido que recupere rapidamente a confiança dos empresários e consumidores.
"Em um cenário ideal o governo poderia avançar na agenda de reformas estruturais, como a tributária e a da previdência, e em outras mudanças que ampliam a competitividade das empresas brasileiras, mas sabemos que isso depende do Congresso", diz Alessandra Ribeiro, da Consultoria Tendências.
"Também seria interessante se conseguisse avançar na busca de parcerias comerciais com outros países e blocos de modo a ampliar as vendas externas e dar mais dinamismo a economia do país", opina.
Já para Biancarelli, da Unicamp, a saída passa "por esforços para se recuperar um pouco o espaço do investimento público". "O ajuste fiscal acabou cortando principalmente os investimentos, o que foi um erro", diz.
É claro que, ainda que se consiga alguma fonte de crescimento, os resultados não devem aparecer no curto prazo. Mesmo as previsões mais otimistas só esperam uma retomada do crescimento no segundo semestre de 2016, com uma retração do PIB de 2% a 3% no consolidado do ano.
Para Marcos Mollica sócio-responsável pela gestão de recursos da Rosenberg Partners, tudo indica que em 2016 chegaremos ao "fundo do poço" e a economia poderá voltar a se recuperar em 2017, "ainda que lentamente".
No entanto, na sua avaliação, haveria riscos no cenário externo relacionados à recuperação chinesa e à política monetária americana. E no cenário interno os riscos estariam ligados a crise política e às dificuldades do governo p ara promover o ajuste.
Emprego
Desde o início do ano mais de 800 mil pessoas perderam seus postos de trabalho no Brasil. A taxa de desemprego, que em dezembro de 2014 chegou a 4,3%, já beira os 8% e muitos economistas não descartam um índice de dois dígitos no ano que vem.
"Acho que vai piorar antes de melhorar e é bem provável que passe de 10%", diz Otto Nogami, professor do Insper.
Segundo especialistas, os índices de desemprego são impulsionados por duas dinâmicas que continuarão expressivas em 2016.
De um lado, a queda na atividade de setores como construção civil, serviços, indústria de transformação e produção de óleo e gás estaria fechando postos de trabalho.
Do outro, a redução da renda real das famílias estaria obrigando algumas pessoas que tinham optado por não trabalhar, como jovens estudantes e aposentados, a procurar emprego. "Estimamos uma queda da renda (real dos trabalhadores) de 2% em 2016", diz Ribeiro.
A economista da Tendências explica que isso ocorre porque, além da inflação alta acabar reduzindo o poder de compra da população, a crise no mercado de trabalho dificulta as negociações salariais.
E o problema é que um mercado de trabalho deteriorado também comprime ainda mais a demanda por produtos e serviços. "As empresas não investem se não acharem que haverá consumidores", diz André Perfeito, economista chefe da Gradual Investimentos. "O desafio é quebrar este ciclo."
Inflação
Em 2015, a inflação foi impulsionada por uma alta dos preços administrados, como telefonia, água, energia, combustíveis e transporte público, que, segundo alguns economistas, haviam sido "represados" em 2014, ano eleitoral.
A desvalorização do real também teve um impacto sobre os produtos importados, e os "exportáveis", como os produtos agrícolas. Isso porque, como os exportadores ganham mais vendendo para compradores estrangeiros, acabam cobrando um preço mais alto para manter seus produtos no mercado interno.
A boa notícia é que em 2016 os preços administrados não devem subir tanto, o que reduzirá a pressão pela inflação, embora o índice ainda deva ficar longe do centro da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,5%.
No geral, as consultorias econômicas estimam uma alta de preços entre 6,5% e 7,5% em 2016.
"Por um lado, podemos ter um alívio nos preços administrados, mas acho que o dólar no patamar elevado vai continuar pressionando os custos das empresas que dependem de máquinas e insumos importados", diz Nogami, do Insper.
Uma das dificuldades para se conter a elevação de preços após um ano de alta é que no Brasil parte da inflação é inercial, ou seja, é alimentada pela indexação de contratos como aluguel e prestação de serviços e da prática de renegociações salariais.
Câmbio
Viagens ao exterior continuarão a pesar mais no bolso. Para o câmbio, as apostas parecem ser uma estabilização do dólar na casa dos R$4, ou um pouco abaixo.
"O mais provável é um dólar por volta de R$4,2 no final do ano que vem", diz Ribeiro.
"Muito mais que isso, com uma taxa próxima dos R$5 por dólar, por exemplo, acho muito difícil. Isso só aconteceria em um cenário extremo que combinasse uma situação externa muito ruim com uma guinada heterodoxa na política econômica que aumentasse o clima de incerteza nos mercados."
Para Nogami, se houver uma estabilização do cenário político e ligeira melhoria das expectativas dos investidores, o câmbio pode se acomodar no patamar dos R$3,5 ou R$ 3,6.
"Mas também pode passar dos R$ 4 se a crise política se agravar e houver um ambiente de maior incerteza", diz o economista do Insper.
"A questão é que para a economia, um dólar mais alto é uma boa notícia", opina André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.
"Até o ano passado a classe média brasileira estava indo para Miami para comprar de lençol egípcio a pasta de dente. Agora, não só os importados vão ficar mais caros, como as exportações brasileiras também vão ter mais chances de competir lá fora."
André Biancarelli, da Unicamp concorda, mas diz que as exportações não serão suficientes para "puxar a economia" como em 2004. "O cenário externo é outro e o preço das commodities não está em alta", diz.