quarta-feira, 1 de junho de 2016

Eventos regionais contam com atividades do SENAR Rio Grande do Sul

Eventos regionais contam com atividades do SENAR Rio Grande do Sul





Eventos regionais contam com atividades do SENAR Rio Grande do Sul
01/06/16 - 09:28 


O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/RS) segue levando suas atividades técnicas a importantes eventos do interior gaúcho. A entidade estará presente na Festa do Pinhão (de 3 a 12/6), em São Francisco de Paula; na 40ª Festa do Arroz e da Soja (3 e 4/6) e 9° Seminário do Meio Ambiente (8/6), ambos em Cacequi, além do 1º Encontro da Família Arrozeira (11/6), em Taquari.
Durante as programações serão realizadas palestras técnicas sob o comando dos instrutores do SENAR/RS, que apresentarão parte dos cursos oferecidos no Estado em parceria com os Sindicatos Rurais e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais. As ações são gratuitas e abertas para o público.
Na vigésima edição da Festa do Pinhão, o SENAR/RS terá um estande juntamente com o Sistema Farsul, onde os visitantes poderão acompanhar oficinas sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Por meio de maquete instalada no local, técnicos especialistas darão orientações de como realizar o cadastramento de propriedades rurais de acordo com as recentes definições dos biomas Pampa e Mata Atlântica, no Rio Grande do Sul.
Previsto para o último dia 5 de maio, o prazo da inscrição poderá ser prorrogado para todos os proprietários de imóveis rurais até o final de 2017, caso a Medida Provisória (MP) sobre o assunto, já aprovada pelo Senado e Câmara dos Deputados, seja sancionada pelo Governo Federal. As atividades na Festa do Pinhão ocorrem entre 9h e 18h, no Centro Esportivo Municipal de São Francisco de Paula.
No município de Cacequi, o SENAR estará presente em dois eventos. Dia 3/6, durante a Festa do Arroz e da Soja, haverá uma ação especial do Programa Agrinho entre 14h e 18h. Os personagens infantis Agrinho, Aninha e Nando irão interagir com alunos de escolas da região, abordando o tema do programa neste ano, a Saúde. Logo mais, às 21h, haverá uma palestra motivacional para comunidade rural. O encontro irá abordar, entre outros pontos, a importância do trabalhador do campo para sociedade. Já no dia 8/6, ocorrerá o 9º Seminário do Meio Ambiente, onde a partir das 10h da manhã o SENAR-RS realizará uma palestra sobre Meio Ambiente e ações sustentáveis no meio rural. Este encontro também contará com a presença dos personagens do Programa Agrinho. Ambos os eventos acontecem no
CTG General Osório.
No dia 11/6, a partir das 10h30, o economista do Sistema Farsul, Antônio da Luz, dará uma palestra dentro das atividades do 1º Encontro da Família Arrozeira, em Taquari. Ele fará uma análise e levantará perspectivas para o mercado do arroz para a safra 2016/2017. A ocorrer no CTG Pelego Branco, a programação gratuita é dirigida a produtores arrozeiros dos Vales do Taquari, Caí e Jacuí. A abertura oficial ocorre às 8h30.

Produtores de Curvelo participam do curso de Boas Práticas na Fabricação do Mel

Produtores de Curvelo participam do curso de Boas Práticas na Fabricação do Mel





Produtores de Curvelo participam do curso de Boas Práticas na Fabricação do Mel
01/06/16 - 09:19 


Assegurar o respeito às boas práticas produtivas, à legislação e ao consumidor por meio da produção e oferta de produtos com qualidade garantida. Essas foram as diretrizes do curso de Boas Práticas de Fabricação (BPF) do Mel e Produtos Apícolas realizado pelo SENAR Minas em Curvelo. A capacitação ocorreu na Fazenda Olhos D’Água Apicultura, de propriedade do apicultor João Luiz Diniz Matoso.
Produtor amador, como ele prefere se definir, Matoso trabalha de segunda a sexta-feira como auxiliar em um escritório de contabilidade e nos fins de semana se dedica à apicultura. Como sua intenção é comercializar em todo o estado a produção de 25 caixas de abelhas que rendem cerca de 870 kg de mel por ano, ele precisou cumprir algumas etapas antes de participar do curso de BPF.
O primeiro passo foi conseguir junto à Emater o perfil de Agricultor Familiar e a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento comprobatório deste perfil. Junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o apicultor precisou tirar a Inscrição Estadual de Produtor Rural, os Cadastros do Produtor e da Propriedade, e comprovar que possui um local separado da residência com condições sanitárias adequadas à produção.
A partir daí, também no IMA, Matoso cadastrou a sua agroindústria e, com a assinatura do Termo de Compromisso entre ambas as partes, que ocorreu em dezembro do ano passado, começou a contar o prazo de dois anos para o cumprimento integral das obrigatoriedades, entre elas o curso de Boas Práticas de Fabricação. “Aprender é sempre muito importante porque são nesses momentos que vemos o que não estamos fazendo da forma correta. Todo o conteúdo foi muito bom, mas destaco a parte sobre a higienização no processo de fabricação. Como a abelha é responsável por 100% da fabricação do mel, qualquer contaminação no produto é de responsabilidade do homem. Ou seja, da hora que saímos para colher o mel até a sua chegada ao ponto de venda a responsabilidade é nossa”, enfatiza.
Em quatro dias de treinamento que totalizaram uma carga horária de 32 horas divididas em conteúdos teóricos e práticos, João Luiz Matoso e outros 12 colegas também realizaram sob a supervisão do zootecnista e instrutor Hélio da Silva a implantação do Manual de Boas Práticas de Fabricação, que inclui os Procedimentos Operacionais Padrão – POPs, e aprenderam a interpretar os laudos das análises dos processos. De acordo com o instrutor, as principais dúvidas da turma se concentraram nas “análises de risco de contaminações no processo produtivo, desde a saída de casa para o apiário, passando pela colheita dos produtos nas colmeias, transporte e beneficiamento do mel na agroindústria.”
Rafael Rodrigues de Almeida, representante regional de Educação Sanitária e Apoio à Agroindústria Familiar do IMA – coordenadoria de Curvelo, explica que a habilitação sanitária do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) proporciona ao produtor agregação de valor ao produto e à marca. “Isso porque o mercado varejista em atendimento às legislações vigentes está cada vez mais ofertando aos seus clientes produtos que tenham sido inspecionados pelos órgãos reguladores competentes, possibilitando, assim, uma maior abertura de mercado aos produtos legalizados com consequente aumento no faturamento para os produtores que estão atentos a esta demanda”, detalha.
Animado com o processo de certificação junto ao IMA, João Luiz Matoso diz que tem projetos para expandir os negócios em um futuro próximo. “Durante o curso, o instrutor nos passou noções básicas sobre a produção de própolis que me despertaram o interesse em investir também neste produto, de fácil comercialização e maior valor agregado.”

Curso Técnico em Agronegócio formará agentes de transformação no meio rural

Curso Técnico em Agronegócio formará agentes de transformação no meio rural





Curso Técnico em Agronegócio formará agentes de transformação no meio rural
01/06/16 - 09:12 


Formar profissionais habilitados na aplicação dos procedimentos de gestão e de comercialização do agronegócio, visando os diferentes segmentos e cadeias produtivas da agropecuária brasileira. Este é o objetivo do Curso Técnico em Agronegócio promovido pela Rede e-Tec Brasil no SENAR.
Em território barriga-verde, o primeiro Curso Técnico em Agronegócio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) iniciou suas atividades em março de 2015 com a abertura de três polos de apoio presencial em São José, Fraiburgo e São Joaquim. Neste ano foi instalado o polo presencial em Seara. Atualmente, no estado são 300 alunos divididos em 10 turmas.
O presidente do Conselho Administrativo do SENAR/SC e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, antecipa que estão em processo de implantação e já credenciados pelo Ministério da Educação (MEC) mais cinco polos de apoio presencial em Santa Catarina nos municípios de Campo Alegre, São Miguel do Oeste, Canoinhas, Rio do Oeste e Braço do Norte. “A nossa meta é levar conhecimento, principalmente, para o homem do campo e o produtor rural. Esperamos que nossa intenção tenha sucesso e conquistemos também um ensino médio voltado aos reais interesses do meio rural”, realça Pedrozo.

CURSO
O curso proporciona a habilitação, com validade nacional, de técnico nível médio em Agronegócio pela modalidade de ensino a distância com carga horária total de 1.230 horas e duração de quatro semestres ou dois anos. As aulas práticas são ministradas em propriedades e agroindústrias parceiras na região.
Na modalidade semipresencial, o Curso Técnico em Agronegócio disponibiliza 80% das suas aulas via web. O restante da carga horária é reservado às aulas presenciais nos polos de apoio e visitas técnicas a propriedades rurais e agroindústrias, para que os alunos possam colocar em prática os novos conhecimentos.
A estrutura curricular do curso técnico prevê: 435 horas de núcleo de formação geral e humana; 615 horas de núcleo de formação técnico-profissionalizante; 135 horas de núcleo de formação profissionalizante e 45 horas de núcleo de formação orientada. Ao final dos dois anos de curso os alunos podem optar em fazer um estágio de 250 horas.
“As aulas ocorrem de maneira semi-presencial, com encontros nos polos de apoio e atividades desenvolvidas no ambiente virtual de aprendizagem. Além disso, conta com visitas técnicas que são realizadas em parceria com propriedades e agroindústrias. Desta maneira, os alunos além de estudarem a distância os conteúdos das disciplinas contam com atividades individuais e coletivas, que auxiliam na compreensão das abordagens teóricas por meio de exercício de fixação, trabalhos de pesquisa e ações práticas de campo, que é uma característica da estratégia de atuação do SENAR”, observa o superintendente do SENAR/SC, Gilmar Antônio Zanluchi.
O aluno da turma 2015/1 do polo de São José, Alexander Creuz, explicou que quando ficou sabendo do processo seletivo para a primeira turma EaD de Técnico em Agronegócio, sentiu que seria uma grande oportunidade de mudança de vida, ao mesmo tempo representaria a realização de um sonho. “Resolvi investir neste novo projeto e nesta altura do curso, tenho plena convicção que foi uma decisão assertiva. Chama atenção desde o início à qualidade do material impresso, as apostilas bem elaboradas e com informações voltadas à prática e úteis para o dia a dia no campo. O ambiente virtual (AVA) também é de fácil utilização, simples e didático, com vídeo aulas complementares as informações da apostila, além do apoio dos tutores e monitores neste ambiente”.
Creuz também destaca as aulas presenciais, que são ministradas por professores com elevado grau de conhecimento teórico e prático do assunto, que acrescentam ainda mais na formação. “Os professores fazem com que as aulas sejam dinâmicas e proveitosas. Também temos as visitas técnicas nas unidades curriculares que são importantes, pois podemos vivenciar na prática todo o conhecimento transmitido em aula, visualizarmos a realidade do campo, sentirmos as dificuldades e expectativas dos produtores rurais e ainda debatermos posteriormente em sala sobre todos os pontos observados, o que agrega mais informação e conhecimento em nossa formação técnica”, observa.
PROFISSÂO
De acordo com Zanluchi, o principal desafio do técnico em agronegócio é aumentar a eficiência do mercado agrícola e industrial. “Por meio de técnicas de gestão e de comercialização o profissional atua na execução de procedimentos para planejar e auxiliar na organização e controle das atividades de gestão do negócio rural”, complementa.
Diferente do técnico agrícola que trabalha focado na produção o técnico em agronegócio atua voltado na gestão das empresas agrícolas. Por isso, sua atuação não se limita aos processos internos de uma fazenda e permite trabalhar em empresas comerciais, estabelecimentos agroindustriais, serviços de assistência técnica, extensão rural, pesquisas, revendas, consultorias e empresas de fomento. Este profissional também é responsável por executar ações sociais e ambientais visando à sustentabilidade dos negócios rurais.

Expansão menor com produção recorde

Expansão menor com produção recorde





Expansão menor com produção recorde
01/06/16 - 08:50 


Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil e um dos principais fornecedores da matéria-prima no mundo, começa dimensionar a sua nova safra, o ciclo 2016/17, que como primeira impressão vai deixando a expectativa do menor avanço em área plantada dos últimos nove anos, mas, com projeção de produção recorde, acima de 29,39 milhões de toneladas (t). A oferta histórica deriva de uma expectativa de que os sojicultores manterão o nível de investimentos e de que o clima irá contribuir para o desenvolvimento das lavouras, ao contrário do que se viu na última temporada. 
O primeiro desenho da nova safra, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), na última segunda-feira, aponta para uma estabilidade na área plantada de soja no Estado, mas com expectativa inicial de um aumento produtivo. “Inicialmente, a expectativa para a área semeada com a oleaginosa na safra 2016/17, em Mato Grosso, é de 9,23 milhões de hectares, representando uma área bastante semelhante à safra 2015/16, com aumento de apenas 0,28%, o equivalente a 26,2 mil hectares. A nova safra deve registrar o menor aumento desde a série histórica acompanhada pelo Imea (safra 2007/08), ficando bem abaixo do aumento da área de soja registrado na média das últimas cinco safras, que é de 7,6%”, pontuam os analistas do órgão. 
Para a realização deste primeiro levantamento – que está sendo publicado antes da virada do mês, ao invés de ser apresentado nas primeiras semanas de junho – o Imea considerou para a estimativa inicial de área de soja a expectativa dos agentes do mercado e os dados levantados junto a 547 produtores de soja em Mato Grosso, durante o mês de abril deste ano. 
Conforme o levantamento, as regiões que possuem expectativa de registrar os maiores aumentos de área são a norte e a noroeste, com elevação em relação à safra 2015/16 de 3,5% e 1,2%, respectivamente. “Mesmo assim, os aumentos esperados nestas regiões estão bem abaixo dos ocorridos nas últimas safras”, alertam os analistas 
Já para a maior região produtora do Estado, o médio norte, espera-se um leve recuo de 0,3% na área da nova temporada, baseada, sobretudo, nos resultados abaixo do esperado na safra 2015/16. 
DIFERENCIAIS – Se o crescimento espacial da nova safra não está garantindo no novo ciclo, a produtividade surge como o grande diferencial da temporada. “Apesar de as projeções com relação aos rendimentos a campo da safra 2016/17 serem limitadas neste momento, já que restam ainda insumos a serem adquiridos por parte do produtor rural, espera-se que na nova safra os investimentos em tecnologia continuem ocorrendo, o que impulsionaria a expectativa sobre o rendimento das lavouras. Assim, as projeções iniciais apontam para uma produtividade esperada de 53 sacas por hectare (sc/ha) na safra 2016/17, cerca de 6,56% superior à safra 2015/16 e bastante semelhante à consolidada no ciclo 2014/15, que foi de 52,9 sc/ha”, projetam os analistas do Imea. 
Se a expectativa de rendimento se confirmar na proporção apontada, a produção aguardada para a temporada 2016/17 nesta primeira intenção de safra – que recebe influência positiva do incremento aguardado na produtividade – faz com que as apostas elevam o saldo da sojicultura para algo em torno de 29,39 milhões de toneladas, representando um aumento de 1,85 milhão de toneladas em relação à safra 2015/16. “Cabe salientar que esta primeira projeção representa o sentimento inicial do mercado, notando-se que a primeira expectativa sobre temporada 2016/17 aponta para um aumento de produção baseada em ganhos com a produtividade a campo, diferente do que ocorreu nas últimas safras, onde a produção registrou crescimento baseada, principalmente, no aumento de área. Por isso, qualquer interferência climática sobre a nova safra poderá trazer impactos ainda maiores que o verificado no último ano sobre a oferta do novo ciclo, bem como sobre a renda da atividade”.
 


Exportação de soja do Brasil despencará em junho após embarques recordes

Exportação de soja do Brasil despencará em junho após embarques recordes





Exportação de soja do Brasil despencará em junho após embarques recordes
01/06/16 - 00:03 



Os embarques de soja do Brasil em junho deverão sofrer queda acentuada na comparação com o mesmo mês de 2015, após exportações recordes em abril e maio, aponta a programação de navios nos portos brasileiros para o próximo mês. Com a menor oferta para exportação e boa demanda dos compradores, os prêmios oferecidos pelo grão brasileiro nos portos estão em níveis mais elevados.
A previsão é de embarques de cerca de 5 milhões de toneladas do grão em junho, queda de 20 por cento ante a escala de navios no fim de maio de 2015, o que deverá ter impacto na balança comercial brasileira, uma vez que a soja é o principal produto de exportação do Brasil. "A gente exportou muito em março e abril. Então isso já começa a dar sinal de desaceleração", disse um analista de mercado de uma trading internacional, na condição de anonimato.
Os carregamentos de soja nos quatro primeiros meses do ano somaram 23,6 milhões de toneladas, alta de 37 por cento ante o mesmo período do passado, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Só em abril foram 10,3 milhões de toneladas, um volume nunca antes registrado. Dados preliminares da alfândega brasileira mostraram na semana passada que o ritmo de embarques de maio seguiu um ritmo muito semelhante ao de abril. Isso deve deixar para o restante do ano (junho a dezembro) um saldo exportável de pouco mais de 20 milhões de toneladas, segundo projeção da indústria de 55,3 milhões de toneladas para o ano completo de 2016.
Mas a movimentação deverá começar a retroceder nas próximas semanas, segundo dados da agência marítima Williams compilados pela Reuters. "Não têm vindo nomeações. O que movimentou-se em maio foram navios que estavam esperando desde abril", destacou o diretor da agência marítima AMRG, Fábio Pinho, especialista em granéis no porto de Rio Grande (RS).
A fila de navios para junho no porto gaúcho está 44 por cento menor do que no mesmo período do ano passado, mostram os dados da Williams.
PRÊMIOS EM ALTA
A menor expectativa no próximo mês se dá após grandes embarques nos últimos meses propiciados por ampliações na capacidade dos portos do Norte e novos equipamentos em Paranaguá (PR), e não significa pouco interesse pela soja do Brasil em ambiente de quebra de safra na Argentina, destacaram especialistas. "Os portos conseguiram se recuperar do congestionamento do final de ano (2015)", destacou o diretor da corretora CerealPar Steve Cachia, lembrando que o mês de abril teve chuvas abaixo da média em portos como Paranaguá e Santos (SP), o que também ajudou nos embarques recentes. As precipitações obrigam a paralisação das operações e o fechamento dos porões dos navios.
Dessa forma, os prêmios oferecidos pelos compradores nos portos para entrega de soja em junho subiram nas últimas semanas, impulsionados pela menor oferta de grão --ilustrada pela menor previsão de embarques--, por uma ligeira frustração das expectativas de colheita no país e por problemas na vizinha Argentina. "O prêmio no porto está tendo um comportamento bem atípico ao que se podia esperar (para um momento imediatamente posterior à colheita), mas isso é em função da redução das estimativas de safra. A queda na Argentina também ajuda", disse o diretor de inteligência de mercado de uma outra trading internacional.
O prêmio ofertado para a soja com entrega em Paranaguá em junho está em 72 centavos de dólar por bushel, alta de cerca de 31 por cento ante mesmo período no ano passado. A produção brasileira este ano chegou a ser projetada acima de 100 milhões de toneladas, mas deverá ter uma quebra principalmente por chuvas irregulares no cinturão conhecido como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
A Argentina, por sua vez, deverá perder entre 4 milhões e 8 milhões de toneladas por chuvas excessivas no período de colheita, potencialmente direcionando alguns compradores para portos brasileiros. "Como a demanda ainda é forte, justifica prêmios firmes", analisou Cachia, da CerealPar.
A oferta de prêmios também costuma indicar interesse dos importadores por utilizar um porto específico, ao passo que portos com muitos atrasos e operação problemática geralmente têm prêmios menores ou descontos.



Açúcar foi a commodity que mais se valorizou na bolsa de NY em maio



O levantamento aponta ainda que as únicas duas commodities que se desvalorizaram no mês foram trigo e cacau





Os preços do açúcar tiveram valorização de 11,47% no mês de maio na bolsa de Nova York, firmando-se como a commodity que mais se valorizou no mês, à frente da soja, suco de laranja, milho, algodão e café. O levantamento é fruto de estudos do jornal Valor Econômico publicado nesta quarta-feira (1º de junho). O levantamento aponta ainda que as únicas duas commodities que se desvalorizaram no mês foram trigo e cacau.
Dentre as razões para as valorizações das commodities brasileiras está as incertezas no campo, que afetam a oferta. Mais especificamente no que tange ao açúcar, os analistas destacam as previsões de déficit mundial do adoçante nas safras 2015/16 e 2016/17.
Pelas projeções dos analistas, no entanto, as apostas para o mês de junho que envolvem o açúcar continuam positivas, mesmo com o ímpeto diminuído dos compradores.
Ontem (31) os preços do açúcar fecharam mistos nas bolsas de Nova York e Londres. No vencimento julho/16, a commodity fechou em baixa na Ice Future, com negócios em 17,49 centavos de dólar por libra-peso, queda de três pontos no comparativo com a véspera. Os vencimentos outubro/16, março e maio/17 também fecharam em baixa, de dois pontos nas duas primeiras telas e um ponto na última. Já os vencimentos julho e outubro/17, subiram dois e quatro pontos, respectivamente.
Em Londres a commodity fechou em baixa nos vencimentos agosto, outubro e dezembro/16, e alta nas demais telas. No primeiro vencimento os negócios foram firmados em US$ 483,80 a tonelada, baixa de 1,40 dólar quando comparado à sessão anterior.
Mercado doméstico
O mercado doméstico, medido pelo Cepea/Esalq, da USP, fechou em alta pela quarta sessão seguida. Os negócios foram firmados em R$ 77,27 a saca de 50 quilos do tipo cristal, alta de 0,42% no comparativo com a véspera.
Etanol diário
Já o etanol hidratado, medido pela Esalq/BVMF fechou mais um dia em alta, com negócios em R$ 1.459,00 o metro cúbico, valorização de 2,42% no comparativo com a véspera.



Data de Publicação: 01/06/2016 às 10:30hs
Fonte: Agência UDOP de Notícias

Na CBOT, soja dá continuidade ao movimento negativo nesta 4ª feira e recua pelo 2º dia consecutivo



As principais posições da commodity recuam pelo 2º dia consecutivo e por volta das 7h41 (horário de Brasília) exibiam perdas entre 6,50 e 7,25 pontos





As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta quarta-feira (1) do lado negativo da tabela. As principais posições da commodity recuam pelo 2º dia consecutivo e por volta das 7h41 (horário de Brasília) exibiam perdas entre 6,50 e 7,25 pontos. O vencimento julho/16 era cotado a US$ 10,72 por bushel e o novembro/16 a US$ 10,49 por bushel.
O mercado ainda passar por uma correção técnica após as recentes valorizações, conforme ponderam os analistas. Ainda nesta terça-feira, os principais contratos da oleaginosa se aproximaram dos US$ 11 por bushel, importante patamar de resistência para os preços. Além disso, os investidores ainda acompanham de perto o comportamento do dólar no mercado internacional.
Paralelamente, o avanço do plantio da safra norte-americana também continua a ser um ponto importante de observação dos participantes do mercado. No final desta terça-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que cerca de 73% da área estimada para essa temporada já havia sido cultivada até o último domingo (29). Na semana anterior, o plantio estava completo em 56% da área e no mesmo período do ano anterior o percentual estava em 68%. O número ainda está acima da média dos últimos cinco anos, de 66%. Em torno de 45% das plantas já emergiram, na semana passada o número era de 22%.
Confira como fechou o mercado nesta terça-feira:
Soja: Preços em Chicago realizam lucros e fecham no vermelho; mas disponível em Paranaguá vai a R$ 92,50
Na sessão desta terça-feira (31), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, principalmente aqueles de posições mais próximas, se aproximaram dos US$ 11 por bushel na volta do feriado do Memorial Day nos EUA, patamar encarado como uma resistência para os preços. O mercado começou o dia em alta, porém, logo após bater em algumas máximas, passou a recuar e encerrou o dia em campo negativo, com o julho/16, que chegou aos US$ 10,96, valendo US$ 10,78 por bushel. A pressão vinda do trigo, que fechou o dia com perdas de dois dígitos, também foi sentida.
Ainda assim, no Brasil os preços voltaram a subir com uma nova disparada do dólar. A moeda norte-americana subiu mais de 1% frente ao real nesta terça-feira e com isso, ao lado de prêmios ainda fortes, a soja disponível no porto de Paranaguá encerrou o dia com R$ 92,50 por saca, subindo 1,65%.
Entretanto, as baixas em Chicago também pesam e refletiram em uma limitação dos ganhos para a soja brasileira em alguns casos. No porto de Rio Grande, o produto disponível perdeu 1,11% e foi a R$ 89,00. O mercado futuro perdeu 1,10% e foi a R$ 90,00 no terminal paranaense, enquanto manteve sua estabilidade nos R$ 91,00 em Rio Grande.
Bolsa de Chicago
Segundo explicaram analistas internacionais, foi possível observar duas visões diferentes atuando sobre as cotações neste pregão.
De um lado, a pressão de condições favoráveis de clima nos Estados , um dólar forte no exterior e o rally da última semana pressionavam de forma negativa seus movimentos, ao mesmo tempo em que as perdas na América do Sul e um grau mais elevado de dependência da nova safra dos Estados Unidos ainda inspiravam algum estímulo aos valores.
Dessa forma, ainda como explicam analistas, o mercado parece esperar definir alguns de seus fatores de influência neste momento para definir melhor seu caminho. A volatilidade, que já é natural deste momento, porém, deverá se acentuar.
Como explicou o consultor de mercado Flávio França, da França Junior Consultoria, a partir do momento em que os números da safra sulamericana foram revisados para menos, o mercado internacional ficou ainda mais sensível a qualquer possibilidade de ameaça à ela e, por isso, deverá se comportar de maneira mais volátil.
Ainda na sessão desta terça-feira, atuaram as especulações sobre o novo reporte semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final da tarde. A expectativas do mercado é de que a área plantada de soja no país já tenha alcançado os 70% até o último domingo (29).
"O plantio do milho está bem adiantado, próximo da conclusão, e se precisar de alguns dias de junho não terá problema. A soja ainda tem bastante bastante tempo hábil", diz França.
Além disso, sentiu a pressão ainda dos baixos, mas dentro das expectativas, embarques semanais norte-americanos. Na semana encerrada em 26 de maio, os embarques norte-americanos de soja somaram apenas 182,261 mil toneladas.
Apesar de um número baixo, ficou dentro do esperado pelo mercado, que apostava em algo entre 30 mil e 240 mil toneladas, e acima ainda das 88,349 mil toneladas da semana anterior. Assim, no acumulado da temporada, os embarques dos EUA na temporada 2015/16 já somam 43.397,962 milhões de toneladas, abaixo do mesmo período do ano comercial anterior, de 46.967,064 milhões.



Data de Publicação: 01/06/2016 às 10:20hs
Fonte: Notícias Agrícolas